terça-feira, 2 de junho de 2026

Parecer favorável na CFT impulsiona tramitação de projeto que autoriza porte de arma para Oficiais de Justiça


O Projeto de Lei nº 4.256/2019, que autoriza o porte de arma de fogo para Oficiais de Justiça, avançou mais uma etapa importante em sua tramitação na Câmara dos Deputados. Nesta segunda-feira (1º), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto apresentou parecer favorável à proposta na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), concluindo pela compatibilidade e adequação financeira e orçamentária do texto.

De autoria do senador Fabiano Contarato, o projeto altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) para incluir os Oficiais de Justiça entre as categorias autorizadas ao porte de arma de fogo, tanto em serviço quanto fora dele, desde que atendidos os requisitos legais de capacitação técnica e avaliação psicológica.

Relator afasta impedimentos financeiros

Em seu voto, o parlamentar destacou que a eventual renúncia de receita decorrente da isenção das taxas para obtenção e manutenção do porte de arma não compromete as contas públicas, permanecendo dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.

Segundo o parecer, a medida não representa inadequação financeira ou orçamentária para a União, permitindo a continuidade da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

Com isso, o projeto fica apto para ser incluído na pauta de votação da Comissão de Finanças e Tributação.

Articulação parlamentar e atuação das entidades

A apresentação do parecer favorável é resultado de um trabalho de articulação realizado pelos deputados Coronel Meira (PL-PE) e Jonas Donizette (PSB-SP), representantes da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça, além da atuação das entidades nacionais de representação da categoria.

A AFOJEBRA, a FENASSOJAF e a FESOJUS-BR mantiveram diálogo permanente com o relator e sua equipe técnica, apresentando estudos, dados estatísticos e relatos que demonstram os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça durante o cumprimento de mandados judiciais em todo o país.

As entidades destacaram especialmente as situações envolvendo cumprimento de medidas protetivas destinadas à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, reintegrações de posse, buscas e apreensões, penhoras, despejos, mandados de prisão e outras diligências de elevada complexidade e potencial risco.

Também foram apresentados dados sobre agressões, ameaças e episódios de violência registrados contra Oficiais de Justiça durante o exercício de suas atribuições, reforçando a necessidade de adoção de medidas voltadas à proteção institucional da categoria.

O que prevê o PL 4.256/2019

O projeto estabelece que os Oficiais de Justiça poderão portar arma de fogo em serviço e fora dele, observando os mesmos critérios exigidos para outras categorias autorizadas pela legislação.

A proposta também prevê a isenção das taxas de registro e manutenção das armas de fogo e autoriza que o armamento seja de propriedade particular do servidor ou fornecido pela instituição à qual esteja vinculado.

Outro projeto aguarda votação no Plenário

A pauta do porte de arma para Oficiais de Justiça também é objeto do Projeto de Lei nº 5.415/2005, que teve regime de urgência aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados e aguarda apreciação do Plenário.

Debate sobre segurança institucional

A discussão sobre o porte de arma para Oficiais de Justiça tem ganhado força nos últimos anos em razão do aumento dos casos de violência registrados durante o cumprimento de ordens judiciais.

A proposta é defendida por entidades representativas da categoria como uma medida voltada à segurança institucional dos servidores responsáveis por materializar as decisões do Poder Judiciário, muitas vezes atuando sozinhos em locais de risco e em situações de grande tensão social.

Com o parecer favorável apresentado na Comissão de Finanças e Tributação, o projeto avança mais uma etapa em sua tramitação legislativa e segue sendo acompanhado com atenção por Oficiais de Justiça de todo o país.

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Presidente da FESOJUS-BR participa de debate sobre movimento sindical durante a Expo Direito, em Brasília


O presidente da Federação das Entidades Sindicais dos Oficiais de Justiça do Brasil (FESOJUS-BR), João Batista Fernandes, participou como palestrante da Expo Direito 2026, um dos maiores eventos jurídicos do país, realizado nos dias 29 e 30 de maio, em Brasília.

O congresso reuniu mais de cinco mil participantes, entre magistrados, advogados, membros do Ministério Público, estudantes, servidores públicos e representantes de instituições jurídicas de diversas regiões do Brasil, consolidando-se como um importante espaço de debate sobre os desafios contemporâneos do Direito e das instituições públicas.

João Batista integrou uma mesa de debates dedicada ao movimento sindical, oportunidade em que abordou os desafios enfrentados pelas entidades representativas dos trabalhadores diante das constantes discussões sobre reformas que impactam o serviço público e os direitos sociais conquistados ao longo das últimas décadas.

Durante sua exposição, o presidente da FESOJUS-BR destacou a importância da atuação coordenada entre sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais para fortalecer a defesa dos trabalhadores e garantir a preservação de direitos fundamentais.

Segundo ele, a união das entidades representativas é essencial em um cenário marcado por frequentes debates sobre reformas estruturais que afetam diretamente as relações de trabalho e o funcionamento dos serviços públicos.

Reforma administrativa e defesa do serviço público

Entre os temas discutidos durante o painel estiveram os impactos da reforma da Previdência, as propostas de redução da jornada de trabalho e os projetos de reforma administrativa que voltam a ganhar espaço na agenda política nacional.

João Batista alertou para os riscos da precarização dos serviços públicos e para possíveis consequências da transferência de atribuições estatais para a iniciativa privada, destacando a importância de preservar estruturas capazes de garantir atendimento eficiente à população.

O dirigente também defendeu o fortalecimento da atividade sindical e ressaltou a necessidade de ampliar a participação dos profissionais do Direito nesse segmento, considerado estratégico para a defesa dos trabalhadores e das instituições públicas.

Diálogo institucional com autoridades

Além da participação como palestrante, a presença da FESOJUS-BR na Expo Direito possibilitou o diálogo com diversas autoridades do sistema de Justiça.

Durante o evento, foram realizados encontros com ministros, desembargadores do Tribunal Superior do Trabalho (TST), conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e representantes de outras instituições jurídicas, fortalecendo a interlocução institucional da Federação em pautas relacionadas aos servidores públicos e aos Oficiais de Justiça.

Para João Batista Fernandes, a participação na Expo Direito representou uma importante oportunidade para apresentar o trabalho desenvolvido pela FESOJUS-BR em âmbito nacional e reforçar a necessidade de valorização dos servidores públicos, do fortalecimento das entidades representativas e da construção de condições dignas de trabalho para toda a categoria.

A presença da Federação no evento também evidenciou a importância do diálogo permanente entre as instituições jurídicas, os representantes dos trabalhadores e os formuladores de políticas públicas, especialmente em temas que impactam diretamente a prestação dos serviços públicos à sociedade brasileira.

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