domingo, 29 de janeiro de 2012

Vigilantes poderão ter direito a porte de arma fora do expediente

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4340 /08, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que isenta os vigilantes que comprarem arma para uso particular do pagamento da taxa de porte. A proposta acrescenta a medida ao Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826 /03), que determina que as armas utilizadas por esses profissionais são de propriedade, responsabilidade e guarda das empresas onde trabalham. Atualmente, de acordo com o estatuto, essas armas só podem ser utilizadas em serviço. 

A isenção, segundo o projeto, valerá para os vigilantes das empresas de segurança privada e de transporte de valores que comprovarem que já utilizam arma de fogo em serviço. 

O estatuto, em sua redação atual, não isenta os vigilantes do pagamento de nenhuma taxa. De acordo com as regras vigentes, são isentos os integrantes das Forças Armadas, das polícias e dos copos de bombeiros militares, entre outras categorias.

Onyx Lorenzoni argumenta que os vigilantes possuem treinamento e, portanto, capacidade para portar arma. "Apesar disso, retornam a seus lares sem o instrumento que lhes garante a segurança necessária", afirma.
Tramitação 

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Autor: Agência Câmara
 Fonte: www.jusbrasil.com.br

SINDOJUS/RN: oficiais de Justiça do Brasil possuem nova Federação

Notícia extraída do site do SINDOJUS/RN.
No último dia 19 foi fundada em Brasília uma nova federação de Oficiais de Justiça no Brasil. Agora são três: a FENASSOJAF - Federação Nacional das Associações de Oficiais de Justiça Avaliadores Federais; a FOJEBRA - Federação das Entidades Representativas dos Oficiais de Justiça Estaduais do Brasil e a FENOJUS - Federação Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil. O SINDOJUS/RN esteve presente através de José Carlos de Oliveira, da Comarca de Macau, que inclusive foi escolhido Diretor de Formação Sindical da nova entidade e o José Francisco Campos, da Comarca de Natal, ambos escolhidos em Assembleia Geral. A participação de José Carlos e Francisco Campos foi fundamental para a construção do Estatuto Social da entidade que foi discutido e aprovado durante a Assembleia Geral de fundação.

Além destas três federações foi criada em 28 de outubro de 2011, na cidade de Brasília, durante uma assembleia geral da Fojebra, a AOJUSB - Associação dos Oficiais de Justiça do Brasil, cujo presidente é o mesmo da Fojebra.

Federação é um ente de grau superior, assim como a confederação, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei N.º 5.452, de 1º de maio de 1943. As federações serão constituídas por Estados, mas o Ministro do Trabalho e Emprego pode autorizar a constituição de Federações interestaduais ou nacionais.

Após 69 anos de CLT os Oficiais de Justiça do Brasil resolveram criar um ente federado que se enquadre no Decreto-Lei. Além de fortalecer a representação, a fundação da nova federação vai possibilitar o pedido aos administradores de tribunais para que se desconte o imposto sindical previsto no art. 589 da CLT. Este imposto é de 15% sobre um dia de trabalho de cada Oficial de Justiça. Isto em muito nos fortalecerá, já que com recursos poderemos ter uma sede em Brasília e contratar os melhores advogados do Brasil em nossa defesa.

Está previsto uma nova assembleia geral em Brasília, já que pelas normas vigentes (Portaria 186/2008, do MTE) são necessários duas assembleias gerais para a fundação de uma federação ou confederação. A próxima Assembleia será de ratificação da fundação e quando marcada será divulgada neste espaço.

Detalhe importante para que uma federação seja legitimada perante o MTE e consiga sua carta sindical é que ela seja formada por no mínimo cinco sindicatos exclusivos de Oficiais de Justiça. Houve uma tentativa de transformar as atuais Associações de Oficiais de Justiça filiadas à Fojebra em sindicatos, mas nem todas obtiveram sucesso. Isto fez com que aquelas que já eram sindicatos e as que se transformaram tomasse o rumo da criação de uma nova federação.

Um sonho que poderá ser possível para o Oficial de Justiça Argentino Dias dos Reis, presidente do SINDIOFICIAIS do Estado do Espírito Santo é a criação de uma Confederação dos Servidores Públicos do Poder Judiciário do Brasil. Para realizar este sonho é preciso que a FENOJUS adquira sua carta sindical, bem como a FENAJUD - Federação Nacional dos Servidores do Judiciário e a FENASSOJAF - Federação Nacional dos Oficiais de Justiça Federais. A formação de uma confederação sindical só é possível através de três federações com carta sindical.

Escrito por Francisco José Bezerra de AQUINO
Diretor de Comunicação do SINDOJUS/RN
 
Fonte: SINDOJUS/RN

28/01/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais deste sábado

Limites do CNJ
Presidentes e representantes de todos os Tribunais de Justiça do país divulgaram ontem carta de apoio às decisões liminares do STF que limitaram o poder de investigação do CNJ, segundo informa a Folha de S. Paulo. "O STF é o guardião final. [...] A gente percebe que o Supremo está sendo pressionado. E, de certa maneira, é preciso dar apoio", afirmou o desembargador Marcus Antônio de Sousa Faver.

Todo apoio
No 90º encontro do Colégio Nacional dos Presidentes de Tribunais de Justiça, em Teresina, os desembargadores afirmaram que o mensalão pode ser o pano de fundo para a crise que hoje assola o Judiciário. Sem citar nomes, segundo o Estado de S. Paulo, eles dizem acreditara que “alguns réus” da Ação Penal que hoje está no STF estão à sombra de uma trama para desestabilizar o Judiciário.

Afronta sistemática
Na noite de quinta feira (26/1), na abertura do 90º encontro do Colégio Nacional dos Presidentes de Tribunais de Justiça, em Teresina, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, afirmou que o Supremo é aviltado sistematicamente. Enfático, voltou-se a seus pares e ao governador do Piauí Wilson Martins (PSB), à mesa de honra, e disse: "Estamos vivendo no Brasil, senhor governador, um momento onde aqueles que deveriam zelar e velar pelas garantias constitucionais brasileiras muitas vezes assumem posição de afrontar. O Supremo tem sido sistematicamente afrontado". As informações são do Estado de S. Paulo.

Problemas semânticos
A crise que se abate sobre a cúpula do Judiciário acontece porque setores da magistratura confundem autonomia com soberania. Segundo informações da Folha de S. Paulo, essa é a avaliação do ministro do STF Gilmar Mendes, que foi presidente do Conselho Nacional de Justiça de 2008 a 2010. "Imagino que alguns magistrados estejam fazendo essa confusão, de que os tribunais são entidades soberanas”, disse.

Problemas semânticos 2
A Secretaria da Segurança Pública do governo de São Paulo tratou o golpe militar de 1964 como "Revolução de Março" e afirmou que ela foi "desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart". A informação, conforme noticia a Folha de S. Paulo, estava na página da secretaria na internet até as 19h de ontem, quando foi suprimida.

Contas a pagar
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo desaprovou anteontem a prestação de contas do PSDB paulista de 2009. O diretório terá suspenso, por um ano, o recebimento o fundo partidário e terá que devolver R$ 87,9 mil. Segundo o relator do processo, Mathias Coltro, o partido usou R$ 56 mil em recursos de origem não identificada e houve irregularidades na aplicação do fundo partidário. O diretório afirmou que não foi notificado da decisão, mas que deverá recorrer. As informações são da Folha de S. Paulo.

Superlotação provisória
A Justiça de Araraquara (SP) determinou que nenhum preso sem julgamento poderá ser transferido para o Anexo de Detenção Provisória da cidade. O motivo é a superlotação da cadeia local, segundo a Folha de S. Paulo. No estado de São Paulo, há excesso de 68.665 presos.
Revista Consultor Jurídico, 28 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Investigação Criminal realizada pelo Ministério Público

CONAMP divulga nota técnica contra PEC 37/2011

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) divulgou, nesta sexta-feira (27), nota técnica sobre a Proposta de Emenda à Constituição n.º 37 de 2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), a proposta acrescenta um parágrafo ao artigo 144 da Constituição Federal, para estabelecer que a apuração das infrações penais será competência privativa das polícias federal e civil. Atualmente, por determinação constitucional, o Ministério Público e outras instituições também exercem a atividade de investigação criminal. 

No documento, a entidade contesta as justificativas apresentadas pelo autor da matéria, entre elas a de que as investigações realizadas pelo MP são questionadas perante os Tribunais Superiores e prejudicam a tramitação dos processos. "Parece haver desconhecimento de que tanto o Supremo Tribunal Federal, como o Superior Tribunal de Justiça sedimentaram sua jurisprudência no sentido de que o Ministério Público está constitucionalmente autorizado, como titular da ação penal, a instaurar procedimentos investigatórios de natureza criminal, os quais, é importante frisar, em nada se confundem com o inquérito policial, este sim instaurado exclusivamente pela Polícia Judiciária", diz a nota técnica, citando diversos casos em que o STF reconheceu o poder investigatório do Ministério Público, como imperativo decorrente de suas atribuições constitucionais. 

A CONAMP questiona ainda a alegação da PEC 37/2011 de que a realização de investigações criminais pelo Ministério Público prejudicaria os direitos fundamentais dos cidadãos. Segundo a entidade, a Constituição incumbiu o MP da defesa da ordem jurídica, do regime democrático, bem como dos princípios constitucionais que sustentam o Estado brasileiro. "Para dizer o menos, a tese é, no mínimo, inusitada. E isso por três razões básicas: o Ministério Público, por imposição constitucional, é Instituição vocacionada à 'defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis'; dentre os direitos fundamentais sociais encontra-se a 'segurança'; e a maior parte dos casos em que se discute a legitimidade do Ministério Público para investigar diz respeito a crimes praticados por policiais, incluindo Delegados de Polícia, vale dizer, justamente aqueles que deveriam zelar pela segurança da população são os responsáveis por aviltá-la", ressalta a entidade no documento. 

Confira abaixo a íntegra da nota técnica: 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ESPÍRITO SANTO: Presidente de sindicato diz que oficiais de Justiça são ‘escravos do governo’

 

José Rabelo
Foto capa: Nerter Samora


O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Espírito Santo (Sindioficiais), Argentino Dias dos Reis, rebateu matéria publicada nessa quinta-feira (26) por Século Diário, que classificou como corporativista a lei que concede benefícios fiscais aos oficiais de Justiça do Estado. A Lei 9.794, de autoria do deputado Marcelo Coelho (PDT), isenta os oficiais do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), bem como da Taxa de Licenciamento, incidentes sobre os veículos de propriedade de servidores da categoria.

Argentino afirmou que a lei não foi discutida com o sindicato. Embora, aparentemente a medida favoreça os oficiais, o sindicalista esclarece que as isenções das taxas são paliativas e não resolvem o problema da categoria, hoje composta por cerca de 750 servidores em todo o Estado.

O sindicato reivindica, segundo Argentino, um pacote de medidas que vai muito além da isenção das duas taxas: IPVA e licenciamento. “Não queremos mais pôr nossos carros particulares para atender a uma obrigação que é do Estado. O governo que nos forneça o transporte oficial ou pague um valor justo pelo aluguel dos nossos carros. Ele que nos pague também um adicional referente à função de motoristas. Afinal, o edital do concurso não exigia veículo próprio e CNH como pré-requisito aos candidatos ao cargo de oficial de Justiça. Hoje somos escravos do governo”, desabafa.

Nas suas justificativas, o deputado Marcelo Coelho defende que a “indenização de transporte foi a forma encontrada para suprir a deficiência estrutural do Estado e desonerar o orçamento público, dispensando-lhe da aquisição de veículos oficiais, dos gastos com manutenção e de pessoal especializado”.

Hoje, segundo Argentino, os oficiais recebem um adicional de cerca de R$ 1.000 mensais como “ajuda de custo” para suprir os gastos com combustível. Mas o presidente do sindicato alega que o valor é insuficiente para cobrir todos os gastos indiretos com manutenção, impostos, multas, seguro e outras despesas inerentes ao uso do veículo.

Fazendo as contas, com a ajuda de R$ 1 mil, daria para um oficial de Justiça, com um carro que consome em média 10 km/litro, percorrer o total de 3.636 km por mês ou 121 km/dia, se o oficial trabalhasse os 30 dias do mês. A reportagem questionou o sindicalista sobre se a quilometragem não era mais do que suficiente para cobrir as despesas com combustível do servidor.

Argentino rebate o cálculo e diz que “não é bem assim”. Ele alega que os servidores percorrem, muitas vezes, distâncias enormes para entregar um único mandado judicial. O sindicalista repetiu que a categoria não quer receber esse tipo de “ajuda”, mas um valor justo, que não obrigue o servidor a pôr dinheiro do próprio bolso para pagar as despesas com transporte.

Quanto à proposta de Coelho, Argentino diz que, embora a lei tenha sido feita à revelia da diretoria do Sindioficiais, não a refutou para não prejudicar outros colegas, como os oficiais de Justiça federais, que também serão beneficiados com a lei. “Se eu fosse brigar contra a proposta, prejudicaria os outros colegas”. Ele teme que com a isenção prevista na lei, as reivindicações da categoria sejam esquecidas pelo governo.

Jornada estendida

O presidente do sindicato reclama também que os oficiais de Justiça trabalham com uma demanda de serviço muito além da capacidade humana dos servidores. “Embora nosso contrato seja de 30 horas semanais, trabalhamos bem mais do que isso. Vamos recebendo mandados e cumprindo. O juiz determina: ‘cumpra-se, em qualquer dia e hora. Para nós, não tem domingo ou feriado. No final das contas, trabalhando bem mais do que 30 horas semanais. O Estado é omisso a todas essas irregularidades. Não paga por essas horas extras e não regulamenta de vez esse impasse referente ao uso dos veículos particulares”, reclama.

Um oficial de Justiça em início de carreira recebe em média R$ 3.800 por 30 horas semanais de trabalho, além da ajuda de custo de cerca de R$ 1.000 de combustível.
Fonte: http://www.seculodiario.com.br

Postagens populares