sábado, 12 de setembro de 2026

PL 4.256/2019: Deputada Laura Carneiro é designada relatora na CCJ; projeto sobre porte de arma entra na fase final na Câmara


Proposta que autoriza o porte de arma para Oficiais de Justiça já foi aprovada pelo Senado e avança na última comissão da Câmara antes de poder seguir para sanção presidencial.

O PL 4.256/2019, que autoriza o porte de arma para Oficiais de Justiça, teve um novo avanço na Câmara dos Deputados. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi designada, na sexta-feira (11), relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

A CCJ é a última comissão prevista no despacho de tramitação do PL 4.256/2019. O projeto já passou pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), onde foi aprovado em abril de 2025, e pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT), que aprovou o parecer sobre a matéria em 2 de setembro deste ano.

PL 4.256/2019 pode seguir para sanção após a CCJ

O PL 4.256/2019 é de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e já foi aprovado pelo Senado Federal antes de chegar à Câmara dos Deputados.

Na Câmara, o projeto está sujeito à apreciação conclusiva pelas comissões.

Assim, se o PL 4.256/2019 for aprovado pela CCJ sem alterações no texto aprovado pelo Senado e não houver recurso para apreciação pelo Plenário da Câmara, a tramitação no Congresso Nacional estará concluída e a proposta poderá seguir para sanção presidencial.

Caso a Câmara aprove mudanças de mérito no texto, o PL 4.256/2019 terá de retornar ao Senado para nova análise.

Porte de arma para Oficiais de Justiça

O PL 4.256/2019 altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) para autorizar o porte de arma aos agentes de segurança socioeducativos e aos Oficiais de Justiça.

A nova relatora, deputada Laura Carneiro, também é uma das autoras do requerimento apresentado em agosto que pede regime de urgência para a apreciação do PL 4.256/2019.

Com a designação da relatora, o PL 4.256/2019 aguarda agora a apresentação do parecer na CCJ, etapa decisiva para que a proposta possa concluir sua tramitação na Câmara.

Acompanhe a tramitação oficial do PL 4.256/2019 na Câmara.

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AOJUS-BA propõe uso de veículos apreendidos para cumprimento de mandados na Bahia


Associação pede ao TJBA estudo técnico sobre a possibilidade de destinar veículos sob custódia da Justiça ao uso institucional nas atividades operacionais dos Oficiais de Justiça.

A Associação dos Oficiais de Justiça da Bahia (AOJUS-BA) formalizou pedido ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para a realização de estudo técnico de viabilidade sobre o uso institucional de veículos apreendidos e que estejam sob custódia da Justiça.

A solicitação tramita no processo administrativo SEI nº 80506591.000700/2026-69 e, segundo a entidade, tem fundamento no artigo 133-A do Código de Processo Penal.

A proposta é que o TJBA possa figurar como beneficiário institucional dos veículos, mediante decisão judicial, destinando-os de forma funcional e precária aos servidores responsáveis por atividades operacionais.

🚗 Apoio ao cumprimento de mandados

A AOJUS-BA destaca que a medida poderia contribuir especialmente para o trabalho dos Oficiais de Justiça em comarcas do interior, zonas rurais e localidades de difícil acesso.

A entidade também argumenta que a utilização institucional poderia dar destinação útil a veículos que permanecem por longos períodos em depósitos e pátios, sujeitos à depreciação e deterioração.

Indenização de transporte seria preservada

No pedido, a AOJUS-BA ressalta que a eventual disponibilização dos veículos não deve substituir a indenização de transporte paga aos Oficiais de Justiça.

Segundo a associação, o uso funcional de um veículo apreendido não elimina as despesas ordinárias de deslocamento suportadas pelo Oficial de Justiça nem representa verba pecuniária capaz de substituir a indenização.

A proposta agora depende da análise do TJBA quanto à viabilidade jurídica e administrativa da medida.

Com informações da AOJUS-BA.

Notícia original: AOJUS-BA — “AOJUS-BA solicita estudo técnico para uso institucional de veículos apreendidos pelo TJBA”.

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Lei nº 15.134/2025: AOJUS-BA pede ao TJBA regulamentação de medidas de proteção previstas para Oficiais de Justiça


Associação cobra implementação da Lei nº 15.134/2025, que reconheceu o risco permanente das atribuições e estabeleceu medidas de proteção para Oficiais de Justiça.

A Associação dos Oficiais de Justiça da Bahia (AOJUS-BA) solicitou ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) a regulamentação e implementação das garantias previstas na Lei nº 15.134/2025 para proteção dos Oficiais de Justiça.

O pedido foi apresentado por meio do processo SEI nº 80506591.000811/2026-75. Segundo a entidade, apesar de a lei estar em vigor desde maio de 2025, as medidas ainda não tiveram implementação prática no âmbito do TJBA.

Sancionada em 6 de maio de 2025, a Lei nº 15.134 reconheceu como de risco permanente as atribuições inerentes ao Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública e garantiu medidas de proteção aos seus membros e aos Oficiais de Justiça. A norma também agravou o tratamento penal para crimes de homicídio e lesão corporal dolosa praticados contra esses profissionais em razão da função.

Associação relata casos de violência

Segundo a AOJUS-BA, Oficiais de Justiça procuraram a entidade após enfrentarem situações de violência durante o exercício das atribuições.

A associação afirma que os profissionais buscaram orientação junto à Corregedoria e ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), mas considera que as providências adotadas não foram suficientes, o que reforçaria a necessidade de regulamentação específica.

Entre as medidas de proteção previstas na legislação estão, conforme as situações estabelecidas em lei, escolta, colete balístico, veículo blindado e trabalho remoto.

A proteção também pode alcançar cônjuge, companheiro e parentes até o terceiro grau, quando ameaçados em decorrência da função exercida pelo Oficial de Justiça.

Para a AOJUS-BA, a regulamentação é necessária para transformar as garantias previstas na legislação em medidas efetivas de segurança no cotidiano profissional.

Com informações da AOJUS-BA.

Notícia original:

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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

“Vou ter que começar a matar?”: Oficial de Justiça relata ameaça durante penhora no Espírito Santo

Episódio ocorreu durante diligência que durou quase dez horas em Nova Venécia (ES). Oficial de Justiça realizou penhora de 5,5 toneladas de pimenta-do-reino e de uma empilhadeira avaliada em R$ 140 mil.

Um Oficial de Justiça relatou ter sofrido uma ameaça velada durante o cumprimento de mandados de penhora contra uma empresa em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo. O caso ocorreu em 28 de julho de 2026, durante uma diligência marcada por tensão e resistência ao cumprimento das ordens judiciais.

Segundo o relato, o trabalho começou por volta das 9h40 e se estendeu por quase dez horas. Durante a diligência, o proprietário da empresa, exaltado ao reclamar da demora de processos que possuía na Justiça, afirmou: “Vou ter que começar a matar?”. Diante da gravidade da declaração, o Oficial de Justiça advertiu o empresário sobre as possíveis consequências legais da conduta.

Penhora de 5,5 toneladas de pimenta

Participavam da diligência o credor da ação, duas advogadas e o depositário indicado para receber os bens.

Sem acordo entre as partes, foram encontradas no galpão da empresa sacas de pimenta-do-reino. O Oficial de Justiça determinou a penhora da mercadoria, momento em que houve nova resistência verbal do empresário, que afirmou que poderiam chamar a polícia porque não aceitava a situação.

Diante dos ânimos exaltados, o Oficial de Justiça alertou que poderia solicitar reforço policial caso fosse necessário para garantir a segurança da diligência.

As sacas foram transportadas para um armazém próximo, onde foram pesadas e avaliadas. Ao todo, foram penhorados 5.582 quilos de pimenta-do-reino, avaliados em R$ 127.692.

Caminhão deixou o local e empilhadeira foi penhorada

Horas depois, outra sócia da empresa compareceu ao local para tentar uma negociação, mas não houve acordo.

Um caminhão que aguardava para descarregar uma carga também entrou no contexto da diligência. Como não foi apresentada documentação fiscal que comprovasse que a mercadoria pertencia a outra empresa, o Oficial de Justiça informou que faria a penhora da carga para garantir parte da dívida.

O motorista pediu para buscar a documentação e deixou o local com o caminhão, impedindo a realização da penhora.

Diante da situação, que o Oficial de Justiça classificou como tentativa de esvaziamento patrimonial, foi determinada a penhora imediata de uma empilhadeira elétrica avaliada em R$ 140 mil. O equipamento foi retirado por um guincho por volta das 19 horas.

Ao final, o Oficial de Justiça lavrou o Auto de Penhora, realizou a avaliação e o depósito dos bens e formalizou a intimação da empresa sobre os atos praticados.

Oficial de Justiça relata preocupação com segurança

Após o episódio, o Oficial de Justiça formalizou o relato e apontou a necessidade de reforço policial em diligências de risco, treinamento específico para situações de conflito e investimentos em equipamentos e protocolos de segurança.

O caso evidencia uma realidade enfrentada pela categoria: Oficiais de Justiça atuam diretamente em situações de conflito, muitas vezes diante de pessoas exaltadas e resistentes ao cumprimento das decisões judiciais.

O Oficial de Justiça também ressaltou que sua atuação é profissional e impessoal, destinada exclusivamente ao cumprimento das ordens expedidas pelo Poder Judiciário.

O SINDIOFICIAIS-ES informou que acolheu o relato e que adotaria providências junto ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) relacionadas à segurança dos Oficiais de Justiça.

Com informações do SINDIOFICIAIS-ES e Rede Notícia.

Notícias originais:

Rede Notícia: https://redenoticia.es/vou-ter-que-comecar-a-matar-diz-empresario-durante-penhora-de-bens-em-nova-venecia/

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Oficiais de Justiça apreendem pistola 9 mm e munições com apoio da PM em João Pessoa

Diligência no bairro de Cabo Branco resultou na apreensão de uma pistola, três carregadores e 14 munições. Policiais militares deram apoio e segurança ao cumprimento da ordem judicial.

Os Oficiais de Justiça Iran Lordão e Wallene Aranha cumpriram ordem judicial em João Pessoa (PB) que resultou na apreensão de uma pistola Taurus calibre 9 mm, três carregadores, 14 munições intactas, um case e a nota fiscal do armamento.

A diligência ocorreu em um apartamento no bairro de Cabo Branco, com apoio da Polícia Militar da Paraíba. Durante a varredura no imóvel, os policiais localizaram a arma e os demais itens.

Os objetos foram encaminhados pelos Oficiais de Justiça ao Núcleo de Justiça 4.0 de Violência Doméstica e Medidas Protetivas de Urgência. A diligência também resultou na intimação pessoal da parte e na lavratura do Auto de Busca e Apreensão.

A operação contou com a participação do sargento Napoleão, dos cabos Márcio e Villar e dos soldados Camilo, Almir e Nunes.

Após a diligência, o presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, encaminhou ofício ao comando da Polícia Militar agradecendo a cooperação e destacando a importância do apoio policial para a segurança dos Oficiais de Justiça e a efetividade da ordem judicial.

Com informações do MaisPB e Sindojus-PB.

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