quarta-feira, 5 de agosto de 2026

SINDOJAF e Instituto Unojus levam pautas estratégicas dos Oficiais de Justiça ao CNJ em série de reuniões institucionais


O Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF-UniOficiais/BR) e o Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus) realizaram, na última segunda-feira (3), uma série de reuniões institucionais no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apresentar pautas prioritárias da categoria, entregar o Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça no Brasil – 2026 e fortalecer o diálogo com integrantes do Conselho sobre temas relacionados ao futuro da carreira.

Ao longo do dia, representantes das duas instituições reuniram-se com os conselheiros Marcello Terto, Ulisses Rabaneda e Noêmia Porto, oportunidade em que apresentaram as principais demandas dos Oficiais de Justiça e entregaram, a todos os conselheiros, um exemplar do Relatório Nacional elaborado pelo UnoJus.

Participaram das agendas o presidente do SINDOJAF-UniOficiais/BR, Gerardo Lima; a vice-presidente, Lucianna Campos; o diretor jurídico, Dino Gomes; e os consultores legislativos do UnoJus, Amanda Daher e Davi Bastos.

Resolução nº 600, segurança e estrutura da carreira

Na reunião com o conselheiro Marcello Terto, o SINDOJAF-UniOficiais/BR e o UnoJus destacaram a importância da regulamentação da Resolução CNJ nº 600/2024, considerada um dos maiores avanços institucionais recentes para a categoria.

As entidades ressaltaram que a efetividade da norma depende da adoção de providências pelos tribunais, entre elas a nomeação de novos Oficiais de Justiça, a realização de treinamentos, o fornecimento de equipamentos adequados e a estruturação das unidades responsáveis pelo cumprimento dos mandados.

Também foram apresentadas propostas relacionadas ao adequado recolhimento e repasse das diligências da chamada justiça paga no âmbito do Poder Judiciário da União, à criação da Comissão Especial destinada à apreciação da PEC nº 23/2023, à implementação do Programa Especial de Segurança previsto na Lei nº 15.134/2025 e à criação de Centrais de Mandados especializadas para o cumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Segundo as entidades, o conselheiro reafirmou que acompanhará atentamente a implementação da regulamentação da Resolução nº 600 pelos tribunais brasileiros.

Relatório Nacional foi apresentado aos conselheiros


Durante as reuniões, o Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça no Brasil – 2026 foi entregue aos conselheiros Marcello Terto, Ulisses Rabaneda e Noêmia Porto.

Elaborado pelo Unojus, com apoio institucional do SINDOJAF-UniOficiais/BR e de diversas entidades representativas da categoria, o documento constitui o primeiro diagnóstico nacional consolidado sobre a carreira dos Oficiais de Justiça.

O estudo reúne informações dos 91 tribunais brasileiros, apresentando dados sobre cargos providos e vagos, estrutura da carreira, segurança institucional, saúde ocupacional, utilização de tecnologia, inteligência processual e recomendações voltadas ao fortalecimento da atividade.

Segundo o UnoJus, o objetivo do relatório é fornecer uma base técnica para o diálogo institucional com o CNJ e demais órgãos do Poder Judiciário, contribuindo para a formulação de políticas públicas destinadas ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional.

Fórum de Carreiras também esteve em pauta


Na reunião com a conselheira Noêmia Porto, que assumirá a coordenação do Fórum de Carreiras dos Servidores do Poder Judiciário da União, o SINDOJAF-UniOficiais/BR e o Unojus também defenderam a participação ativa dos Oficiais de Justiça nas discussões sobre as carreiras do Judiciário Federal.

As entidades ressaltaram que as especificidades da atividade devem ser consideradas na construção das propostas relacionadas à valorização profissional, às condições de trabalho e ao aperfeiçoamento institucional.

Segundo o relato divulgado pelas entidades, Noêmia Porto agradeceu a entrega do relatório e destacou que as recomendações apresentadas ao CNJ representam desafios relevantes, mas plenamente possíveis de serem implementados.

Diálogo institucional permanente

Para o SINDOJAF-UniOficiais/BR e o Unojus, a série de reuniões reforça o compromisso das instituições com o diálogo permanente junto ao Conselho Nacional de Justiça e com a construção de políticas voltadas à valorização, segurança e modernização da carreira dos Oficiais de Justiça.

O Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça no Brasil – 2026, lançado oficialmente em junho durante a exposição "A Justiça pela lente do Oficial de Justiça", realizada no Congresso Nacional, consolidou-se como uma das principais referências técnicas sobre a realidade da categoria e vem sendo utilizado como instrumento de interlocução institucional junto aos órgãos responsáveis pela formulação das políticas do Poder Judiciário.

Fonte: SINDOJAF-UniOficiais/BR.

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