segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Sindojus-PB discute com AMPB pautas comuns e agenda institucional


O Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba recebeu na tarde de ontem a visita do presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), Gilberto Rodrigues. O encontro representou um gesto de aproximação institucional entre entidades do sistema de Justiça e evidenciou o reconhecimento ao papel exercido pelo Sindicato na mediação de pautas relevantes para o funcionamento do Judiciário.

A visita se soma a um histórico consistente de agendas institucionais realizadas na Sede administrativa do Sindojus-PB, que ao longo dos últimos anos recebeu presidentes e ex-presidentes do Tribunal de Justiça da Paraíba e da AMPB, ex-diretores da Escola Superior da Magistratura (Esma) e parlamentares das esferas municipal, estadual e federal. Esse fluxo contínuo de interlocução revela a credibilidade acumulada pela entidade junto a diferentes instâncias do poder público.

Atuação pautada no diálogo



Ele foi recebido pelos diretores Joselito Bandeira Vicente (presidente), Edvan Gomes (secretário), Diarley Johnson (mobilização e imprensa) e Iran Lordão (cultura). Todos foram unânimes em considerar o encontro positivo, pela oportunidade de dialogar com o presidente da AMPB e mostrar as demandas do Sindojus-PB, bem como a vontade de servir e contribuir para melhorar a produtividade do Tribunal.

“Termos a sua aceitação de pautas que devem ser defendidas conjuntamente, inclusive podendo contar com ele para advogar essas teses junto ao TJPB fortalece muito a nossa luta e faz parte da valorização que hoje recebemos pelo diálogo institucional aberto mantido com o Tribunal”, afirmou Joselito Bandeira.

Ele enfatizou que o Sindojus-PB está sempre preocupado em trazer o que seja bom para o Oficial de Justiça, mas também com a produtividade do TJ, com a qualidade do serviço que a categoria presta à sociedade: “Saímos com a certeza de que, havendo uma discussão em nível de Tribunal, vamos ter a defesa da AMPB em nosso favor, o que é muito positivo”.

Por sua vez, o presidente Gilberto Rodrigues, magistrado há 24 anos e que foi servidor do Judiciário como Oficial de Justiça estadual e do TRT-6ª Região, disse ter sido um prazer falar de pautas comuns tanto da magistratura como também dos servidores especialmente dos Oficiais de Justiça porque sempre busca a efetividade das atividades do Judiciário e o Judiciário perpassa o trabalho dos magistrados mas também dos servidores e principalmente também no cumprimento das atividades externas do trabalho do Oficial de Justiça.

Trabalho em conjunto

Para ele não existe a divisão “Casa Grande e Senzala”, que ainda é senso comum de alguns servidores: “Eu acho que se nós estamos no Judiciário, nós devemos trabalhar juntos. Em relação à questão orçamentária e financeira - inclusive eu iniciei na atividade associativa nessa função - nós sempre buscamos os recursos necessários ao Judiciário. Não falamos de recurso da magistratura, mas do Judiciário como um todo, que funciona com os magistrados e com os servidores, dentre eles os que desempenham atividade externa como os Oficiais de Justiça, então nós todos devemos trabalhar em conjunto para melhorar e buscar a melhor prestação jurisdicional, porque com isso quem ganha é a sociedade”.

Gilberto Rodrigues esteve acompanhado do também magistrado Philippe Vilar, secretário-geral da AMPB.

InfoJus Brasil: com informações Cândigo Nóbrega

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

AFOJEBRA, FENASSOJAF e FESOJUS alinham estratégias de atuação nacional para 2026


As entidades AFOJEBRA, FENASSOJAF e FESOJUS-BR se reuniram nesta quarta-feira (4/2), em Brasília, para definir um plano conjunto de atuação política e institucional ao longo de 2026. O encontro ocorreu na sede da consultoria Consillium e contou com a participação de dirigentes das três organizações, além da AOJUS-DFTO.

Estiveram presentes Mário Medeiros Neto, Cássio Ramalho do Prado e Emerson Franco (AFOJEBRA); Fábio André Maia Hreisemnou e Fabiana Pandolfo Cherubini (FENASSOJAF); João Batista Fernandes (FESOJUS-BR); e Julio Cesar Fontela de Queiroz (AOJUS-DFTO). Pela Consillium, participaram Thiago Queiroz, Bárbara Soares e Carol Marques.

Ano legislativo deve ser mais curto e exigente

A consultoria apresentou uma análise do cenário político-institucional de 2026, marcado por dois fatores que tradicionalmente comprimem o tempo de tramitação legislativa:
– as eleições nacionais de outubro;
– a Copa do Mundo.

Mesmo com esse encurtamento natural da agenda parlamentar, as comissões permanentes do Congresso foram instaladas já na primeira semana de fevereiro — movimento considerado atípico e que pode indicar maior rapidez do Legislativo na análise de projetos específicos.

Pautas que devem dominar a agenda ao longo do ano

As entidades definiram alguns temas prioritários para acompanhamento e atuação conjunta:

  • derrubada do veto 12, relacionado ao reconhecimento do risco no exercício da função;

  • projetos que tratam do porte de arma;

  • proposta sobre o direito ao livre estacionamento e parada durante o cumprimento de mandados;

  • acompanhamento das discussões no CNJ e de outros temas que possam surgir ao longo do ano;

  • atuação coordenada para responder a pautas emergentes que possam alterar o cronograma legislativo.

O alinhamento busca fortalecer a presença das entidades no debate nacional e garantir que os interesses dos Oficiais de Justiça sejam observados em processos legislativos e administrativos de 2026.

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STF suspende “penduricalhos” e determina revisão nacional de verbas que ultrapassam o teto constitucional


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o pagamento de verbas consideradas “penduricalhos” no serviço público dos Três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — ao analisar a Reclamação 88.319. A decisão reforça a obrigatoriedade de observância ao teto constitucional de remuneração, atualmente fixado em R$ 46.366,19.

A medida cautelar aponta o uso irregular de verbas classificadas como “indenizatórias”, que, segundo o ministro, têm sido utilizadas na prática para aumentar artificialmente remunerações e permitir que servidores ultrapassem o limite estabelecido pela Constituição.

Apenas indenizações previstas em lei ficam fora do teto

Na decisão, Dino reiterou entendimento já consolidado no STF: somente parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem extrapolar o teto remuneratório. Qualquer vantagem não amparada em base legal clara deve ser revista.

Revisão obrigatória em 60 dias

O ministro determinou que todos os órgãos públicos, em âmbito federal, estadual e municipal, revisem, no prazo de 60 dias, os pagamentos realizados a servidores, suspendendo imediatamente as parcelas que não possuam fundamento legal suficiente para serem classificadas como indenizatórias.

Além disso, a decisão cobra do Congresso Nacional a edição de uma lei regulamentando quais verbas podem, de fato, ser excepcionadas do teto constitucional. A determinação será submetida ao Plenário do STF, ainda sem data prevista.

Contexto legislativo: Congresso discute reajustes e novas gratificações

A decisão ocorre no mesmo momento em que a Câmara dos Deputados aprovou propostas de reestruturação de cargos e salários de seus servidores. Os textos:

  • reajustam os vencimentos básicos,

  • reformulam gratificações,

  • e criam a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), já existente no Senado e no TCU.

A proposta integra o PL 179/2026, de autoria da Mesa Diretora, relatado pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF). Com a extinção da gratificação por representação (GR), novos pisos e tetos salariais foram estabelecidos. Em cargos com função comissionada, projeções internas indicam remunerações que podem chegar a R$ 77 mil mensais, valor superior ao teto constitucional — justamente o tipo de situação atingida pela decisão do STF.

As mudanças ainda dependem de análise do Senado.

Próximos passos

A determinação de Dino deverá provocar uma ampla revisão administrativa em todo o setor público. Órgãos deverão reavaliar seus próprios normativos internos e ajustar sistemas de pagamento, enquanto o Congresso será instado a definir parâmetros objetivos para a caracterização de verbas indenizatórias.

A suspensão dos “penduricalhos” segue válida até deliberação do Plenário.


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Homem que tentou matar Oficial de Justiça em Novo Gama (GO) vai a júri popular


A Justiça de Goiás decidiu que irá a júri popular o homem acusado de atacar um Oficial de Justiça com gasolina durante o cumprimento de um mandado judicial em Novo Gama (GO). A decisão, proferida na última quarta-feira (28/01) pelo juiz Rafael Francisco Simões Cabral, reconhece indícios suficientes da prática de tentativa de homicídio triplamente qualificado, conforme consta na sentença (Processo nº 5449562.63). 

O ataque

O caso ocorreu em 7 de dezembro de 2023, quando o Oficial de Justiça Elvis da Cunha Pereira realizava diligência para apreender uma motocicleta Honda CG 150, próximo ao Supermercado Ellos, no Residencial Alvorada.

Segundo o processo, após ser informado sobre o mandado, o acusado passou a ameaçar o servidor da Justiça com frases intimidatórias. Minutos depois, retornou ao local com um galão de gasolina e lançou o combustível contra o Oficial de Justiça e a motocicleta, encharcando a vítima. Testemunhas afirmaram que ele portava instrumento para ignição, sendo contido antes que pudesse atear fogo.

Decisão: tentativa de homicídio com três qualificadoras

O magistrado reconheceu haver elementos suficientes para levar o acusado ao Tribunal do Júri, destacando que o uso de material inflamável e a aproximação por trás configuram circunstâncias capazes de dificultar a defesa da vítima.


O réu responderá por tentativa de homicídio com as qualificadoras de motivo torpemeio cruel (uso de fogo) e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A ação penal segue para fase de pronúncia e preparação do julgamento.

Risco crescente na atividade

O episódio reacende o alerta sobre os riscos enfrentados diariamente pelos Oficiais de Justiça, que atuam em ambiente externo e, muitas vezes, sem garantia de segurança. O caso de Novo Gama reforça o debate sobre a necessidade de proteção institucional para quem cumpre ordens judiciais em situações potencialmente violentas.

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STJ reconhece validade da assinatura digital Gov.br e afasta excessos de formalismo no Judiciário


Em decisão de repercussão nacional, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a plena validade jurídica da assinatura digital avançada realizada por meio da plataforma Gov.br, reconhecendo que ela dispensa o reconhecimento de firma em cartório, inclusive para procurações utilizadas em processos judiciais.

O entendimento foi proferido pela ministra Daniela Teixeira ao julgar recurso especial que contestava decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A corte paulista havia extinguido uma ação declaratória sob o argumento de que a procuração eletrônica apresentada pela parte autora — assinada via Gov.br — seria inválida e exigiu, em seu lugar, documento com firma reconhecida presencialmente.

Caso chegou ao STJ após ação ser extinta por “formalismo excessivo”

A controvérsia teve início quando uma consumidora ajuizou ação contra o Banco Bradesco e empresas de recuperação de crédito. O juízo de origem entendeu haver indícios de “litigância predatória” e determinou que a autora apresentasse uma série de documentos adicionais, entre eles:

  • procuração com firma reconhecida em cartório;

  • extensa documentação financeira para comprovação de hipossuficiência.

Diante do não atendimento integral dessas exigências, a ação foi extinta por inépcia da inicial.

Validade da assinatura Gov.br é garantida pela legislação federal

Ao analisar o recurso, a ministra Daniela Teixeira destacou que a Lei 14.063/2020 e o próprio Código de Processo Civil reconhecem a assinatura eletrônica avançada como equivalente à assinatura manuscrita para fins de validade jurídica.

Segundo a relatora, o magistrado não pode afastar a eficácia da assinatura digital sem apontar vício concreto que comprometa sua autenticidade.

“Ao qualificar a procuração assinada via Gov.br como ‘cortina de fumaça’ e manter a exigência de firma reconhecida ou comparecimento presencial sem demonstrar vício concreto na assinatura digital apresentada, a origem violou a legislação federal, incorrendo em excesso de formalismo”, afirmou a ministra.

Para o STJ, a exigência de firma reconhecida em situação já atendida por assinatura eletrônica válida cria obstáculos desproporcionais ao acesso à justiça, especialmente quando imposta sob o pretexto de combater litígios repetitivos.

Decisão reforça modernização e segurança jurídica

Com o provimento do recurso, o STJ determinou o retorno do processo ao juízo de primeiro grau para regular andamento, reconhecendo:

  • a plena validade da procuração assinada via Gov.br;

  • a impossibilidade de exigir reconhecimento de firma quando já há assinatura eletrônica avançada;

  • a necessidade de observância dos princípios de proporcionalidade e acesso à justiça.

A decisão reforça a modernização dos atos processuais e consolida o uso da identidade digital Gov.br como instrumento legítimo, seguro e eficaz no âmbito do Poder Judiciário.


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Buenos Aires sediará 1ª Jornada do Fórum Latino-Americano de Oficiais de Justiça em outubro


A capital argentina será palco, nos dias 8 e 9 de outubro, da 1ª Jornada do Fórum Latino-Americano de Oficiais de Justiça da UIHJ, evento que reunirá representantes de diversos países para discutir o papel do Oficial de Justiça diante dos avanços tecnológicos e das novas dinâmicas da execução judicial.

O encontro inaugura oficialmente o Fórum Latino-Americano da União Internacional dos Oficiais de Justiça (UIHJ) no continente, iniciativa voltada à integração regional e ao compartilhamento de práticas profissionais. O tema escolhido para esta primeira edição será “Oficial de Justiça: o fator humano da execução em tempos de Inteligência Artificial”, refletindo o debate crescente sobre a modernização tecnológica e seus impactos sobre as atividades executivas.

A programação está a cargo da Direção-Geral de Mandados de Buenos Aires, que coordena a realização da Jornada. O evento deve reunir Oficiais de Justiça, pesquisadores, especialistas em tecnologia jurídica e representantes institucionais, com foco em análises técnicas sobre a atuação do oficialato em um ambiente cada vez mais permeado por sistemas automatizados, plataformas digitais e mecanismos de IA aplicados à Justiça.

Entre os temas previstos estão:
• desafios da execução judicial na era digital;
• fronteiras éticas e jurídicas da automação;
• preservação do elemento humano nas atividades externas;
• impacto das novas tecnologias na rotina de diligências;
• experiências comparadas entre países da América Latina.

Os organizadores informaram que as inscrições e o detalhamento da programação serão divulgados oficialmente nas próximas semanas, acompanhados dos critérios de participação e demais orientações logísticas.

A Jornada ocorre em um momento de crescente debate internacional sobre a transformação tecnológica dos sistemas judiciais, com destaque para a discussão sobre como conciliar ferramentas digitais e a atuação presencial dos Oficiais de Justiça — historicamente responsáveis pela materialização das decisões judiciais nos territórios.

Com informações da Fenassojaf


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sábado, 31 de janeiro de 2026

Golpistas usam indevidamente nome de Oficiais de Justiça para enviar falsas intimações por WhatsApp. Veja como funciona a intimação verdadeira


O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) emitiu alerta oficial após identificar um golpe que utiliza falsos Oficiais de Justiça para enviar mensagens de WhatsApp com supostas “intimações judiciais” e links fraudulentos. O Núcleo de Inteligência Institucional confirmou que criminosos estão se passando por servidores da Justiça para aplicar fraudes sofisticadas usando dados reais das vítimas, como nome, CPF e endereço.

As mensagens falsas afirmam que o destinatário possui “pendências no CPF”, “irregularidades tributárias”, ou que há uma “intimação urgente do Poder Judiciário”. Em seguida, induzem a vítima a clicar em links que direcionam para páginas fraudulentas capazes de instalar programas maliciosos (phishing), permitindo o acesso a senhas bancárias, informações pessoais, redes sociais e até sistemas de trabalho.


Veja esclarecimentos sobre o golpe

É importante frisar que os Oficiais de Justiça pode realmente utilizar o WhatsApp para atos de comunicação processual, conforme normas internas e regulamentações recentes.
Mas há diferenças essenciais entre uma intimação verdadeira e a fraude.

✔️ O que um Oficial de Justiça pode fazer via WhatsApp (ato verdadeiro):

  • Enviar mensagem textual, identificando-se como Oficial de Justiça;

  • Solicitar que o destinatário confirme sua identidade para validade da intimação;

  • Encaminhar a cópia digital do mandado  (contrafé),  geralmente em PDF e nunca através de links;

  • Fornecer informações estritamente relacionadas ao ato judicial.

O que um Oficial de Justiça não faz (e que indica golpe):

  • Não envia links para “regularizar CPF”, “resolver pendências fiscais” ou “acessar intimação”;

  • Não solicita pagamentos, depósitos, Pix ou qualquer valor;

  • Não exige “regularização de impostos” ou “multas” através de envio de meio de pagamento;

  • Não ameaça bloqueio de contas ou suspensão de benefícios;

  • Não usa domínios falsos como “regularizar-gov-br.com”.

Se houver link, pagamento ou cobrança: confira, se possível compareça pessoalmente ao Fórum.


Por que o golpe preocupa?

Além de apropriar-se da identidade dos Oficiais de Justiça — profissionais essenciais ao funcionamento do Judiciário — os golpistas utilizam linguagem institucional e ameaças jurídicas para convencer as vítimas a clicar em links perigosos.
Ao acessar esses sites falsos, o dispositivo pode ser invadido, permitindo roubo de:

  • senhas bancárias,

  • dados financeiros,

  • e-mails,

  • documentos,

  • redes sociais,

  • acessos profissionais.


Como se proteger

Segundo orientação do TJGO, quem receber mensagens suspeitas deve:

  • não clicar em links suspeitos;

  • manter antivírus ativo e atualizado;

  • fazer varreduras periódicas no celular e no computador.

Em caso de dúvida sobre a autenticidade da intimação, o cidadão deve consultar diretamente a vara judicial, por telefone ou pelos canais oficiais do Tribunal.


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

STJ anula prisão de devedor de alimentos após intimação por WhatsApp


Em decisão unânime, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) invalidou a prisão civil de um devedor de alimentos intimado pelo WhatsApp. O entendimento, firmado em julgamento de habeas corpus, reforça que a privação de liberdade só pode ocorrer quando cumpridas rigorosamente as formalidades previstas em lei — o que não ocorreu no caso analisado, segundo a Quarta Turma.

A execução de alimentos que deu origem ao processo previa a intimação pessoal do devedor para pagamento do débito ou comprovação de impossibilidade, sob pena de prisão civil. Como o Oficial de Justiça não o encontrou em duas tentativas, optou por ligar para o executado e, em seguida, enviar a contrafé do mandado via WhatsApp. Diante da ausência de pagamento, o juízo decretou a prisão.

A defesa questionou o procedimento e impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, sem sucesso. Para o TJRS, a intimação era válida, especialmente devido às dificuldades de localização do devedor e à fé pública atribuída ao relato do Oficial de Justiça.

No STJ, porém, o relator, ministro Raul Araújo, afirmou que a tentativa frustrada de localização não autoriza o afastamento das exigências legais expressas no Código de Processo Civil. Pelos parágrafos 2º e 3º do artigo 528 do CPC, a intimação deve ser pessoal — requisito que não foi atendido.

“A intimação via aplicativo WhatsApp ou outro meio assemelhado não tem base legal e, por isso, falta-lhe aptidão para ensejar subsequente decreto de prisão”, afirmou o ministro. Ele destacou ainda que, por se tratar de medida excepcional e constitucionalmente limitada, a prisão civil deve obedecer estritamente às garantias formais.

O relator também lembrou que, embora o CPC admita intimações eletrônicas (artigo 270), o texto legal refere-se ao processo eletrônico instituído pela Lei 11.419/2006, não incluindo aplicativos de celular como meio válido para atos que possam restringir a liberdade.

Com o entendimento consolidado pela Turma, a prisão foi considerada ilegal e a ordem concedida. O número do processo não foi divulgado por estar sob segredo de justiça.

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Inscrições para o VI CONOJUS são abertas; Florianópolis sediará principal encontro nacional de Oficiais de Justiça em abril


Estão abertas as inscrições para o VI Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (VI CONOJUS), que ocorrerá entre 22 e 24 de abril de 2026, no CentroSul, em Florianópolis (SC). O evento, organizado pelo Sindojus-SC em parceria com a Fesojus-SC, consolida-se como um dos principais fóruns nacionais dedicados ao debate técnico, científico e institucional sobre a atuação dos Oficiais de Justiça no país.

A edição deste ano promete reunir profissionais de todos os estados, além de magistrados, pesquisadores e especialistas que discutirão temas centrais para a categoria, como desafios contemporâneos da atividade externa, inteligência processual, segurança institucional, tecnologia aplicada ao cumprimento de mandados e modernização da carreira.

Com programação voltada ao aprofundamento técnico e à troca de experiências, o congresso busca reforçar o papel dos Oficiais de Justiça no sistema de Justiça brasileiro e ampliar a discussão sobre as transformações recentes no Judiciário.

Inscrições abertas

Os interessados podem se inscrever diretamente no site oficial:

O primeiro lote está disponível com valores promocionais.

Informações adicionais

  • Filiados ao Sindojus-SC contarão com voucher exclusivo, a ser divulgado pela entidade.

  • Vagas custeadas em parceria com demais instituições já estão confirmadas.

  • A organização recomenda atenção aos prazos oficiais para não perder os benefícios do primeiro lote.

O VI CONOJUS se apresenta como um espaço de referência nacional, combinando análise técnica, atualização profissional e integração entre Oficiais de Justiça de diferentes regiões.


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Corregedoria do TRT-2 adota medida desproporcional contra Oficial de Justiça mesmo com mandado cumprido e sem prejuízo ao processo


A instauração de um Pedido de Providências pela Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região contra um Oficial de Justiça, em razão da forma adotada para cumprir um mandado de citação, reacendeu o debate sobre proporcionalidade, segurança funcional e critérios de atuação correicional no âmbito do TRT-2.

O procedimento teve origem em comunicação da 3ª Vara do Trabalho de Barueri, que apontou descumprimento da determinação de realização de citação presencial. No entanto, conforme demonstrado pela defesa, o Oficial já havia verificado — em diversas diligências anteriores — que a empresa não mais se encontrava no endereço indicado, impossibilitando o cumprimento presencial.

Diante da situação recorrente e visando efetividade e celeridade processual, o servidor procedeu à citação por meio remoto, método utilizado em ocasiões similares, e que atingiu plenamente a finalidade do mandado, com a empresa sendo regularmente citada e habilitando-se posteriormente nos autos.

Mesmo assim, a Corregedoria instaurou procedimento correicional e, diante do risco de punição, o servidor acabou firmando um Termo de Compromisso de Adequação Funcional (TAC) — apesar de sua atuação ter sido pautada pela boa-fé, pelo histórico do endereço e pela ausência total de prejuízo processual.

Aojustra alerta: “Rigor excessivo compromete a segurança funcional”

Para a Aojustra, a medida adotada pela Administração revela falta de proporcionalidade e preocupa por seu potencial de criar precedentes que desconsiderem o contexto real de trabalho do oficialato. A entidade destaca que os Oficiais de Justiça atuam frequentemente em condições adversas, lidando com cadastros desatualizados, dificuldades operacionais e cenários complexos, que exigem soluções responsáveis e condizentes com a finalidade da ordem judicial.

O presidente da Aojustra, Alexandre Franco, ressalta a necessidade de equilíbrio institucional:

“A Aojustra não questiona o papel fiscalizador da Corregedoria, que é constitucional e necessário. O que defendemos é que esse controle seja exercido com equilíbrio, considerando a realidade do trabalho dos Oficiais de Justiça, os resultados efetivamente alcançados e a inexistência de prejuízo à prestação jurisdicional. Medidas automáticas, sem análise contextual, geram insegurança jurídica e desestimulam soluções eficazes no cumprimento dos mandados.”

A associação apresentou manifestação formal solicitando critérios proporcionais e razoáveis, de modo a evitar que condutas diligentes — mas que se adaptam à realidade prática — sejam enquadradas como infrações, criando instabilidade e temor no exercício profissional.

O compromisso da Aojustra, segundo Alexandre, é assegurar que os Oficiais do TRT-2 atuem com segurança, valorização e respaldo institucional, preservando a qualidade e a efetividade da atividade essencial que desempenham.

Fonte: Aojustra


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