quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Oficiais de Justiça do TJDFT cumprem ordem de apreensão de 90 ônibus no DF; operação repercute na imprensa

Ônibus da Auto Viação Marechal foram impedidos de circular após cumprimento de ordem judicial no Distrito Federal, em 28 de outubro de 2026. Foto: Ed Alves/Correio Braziliense/D.A Press.

Com apoio da Polícia Militar, servidores atuaram no cumprimento de determinação judicial expedida no Paraná. Ação de grande porte evidencia a importância dos Oficiais de Justiça para a efetividade das decisões judiciais.

Uma operação de grande porte realizada por Oficiais de Justiça do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), resultou na apreensão de 90 ônibus da Auto Viação Marechal na manhã de quarta-feira (28 de outubro). A diligência, realizada em garagens da empresa no Distrito Federal, teve ampla repercussão na imprensa e afetou a circulação de veículos do transporte público.

A medida decorreu de uma determinação judicial proveniente de Curitiba (PR), relacionada a pendências contratuais entre a empresa de transporte e a Volvo Financial Services. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o processo tramita sob sigilo.

A operação exigiu atuação dos Oficiais de Justiça em um cenário de elevada complexidade, envolvendo dezenas de veículos utilizados em um serviço público essencial, necessidade de segurança no local e possíveis impactos sobre milhares de passageiros.

Oficiais de Justiça garantem cumprimento de decisão de grande impacto

A atuação dos Oficiais de Justiça foi fundamental para a execução da ordem judicial, que envolveu a retenção de 90 ônibus da marca Volvo pertencentes à concessionária.

A TV Globo registrou a presença dos servidores acompanhados por policiais militares em uma garagem de Ceilândia. Por volta das 6h40, aproximadamente 70 veículos estavam impedidos de circular com passageiros naquele local.

A Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança durante o cumprimento da determinação judicial.

A operação evidencia a complexidade das atribuições dos Oficiais de Justiça, responsáveis por transformar decisões judiciais em providências concretas, inclusive em situações que exigem organização, avaliação das circunstâncias e articulação com órgãos de segurança.

Mais do que realizar atos de comunicação processual (citações e intimações), esses profissionais executam medidas judiciais que podem envolver apreensão de bens, desocupações, reintegrações de posse e outras determinações de significativo impacto social e econômico.

Operação repercute em diferentes veículos de comunicação

A apreensão dos ônibus ganhou destaque na imprensa do Distrito Federal e em veículos especializados em transporte, que acompanharam tanto o cumprimento da ordem judicial quanto seus reflexos sobre a população.

A TV Globo, por meio do DF1, exibiu imagens da garagem e da presença dos Oficiais de Justiça e da Polícia Militar durante a operação.

O portal Metrópoles destacou a retirada dos veículos e os transtornos enfrentados pelos passageiros. O Correio Braziliense apresentou os posicionamentos das empresas envolvidas e as providências adotadas para reduzir os impactos no transporte coletivo.

A ocorrência também foi noticiada pelo Jornal de Brasília, pela Record/R7, pelo Diário do Transporte, pelo Jornal Opção e pelo portal Política Distrital.

Confira a cobertura da imprensa:

📺 TV Globo — DF1

📰 Metrópoles

📰 Correio Braziliense

📰 Jornal de Brasília

📺 Record — R7 / DF no Ar

📰 Diário do Transporte

📰 Jornal Opção — Brasília e Entorno

📰 Política Distrital

Entenda a decisão e os impactos no transporte público

Os ônibus apreendidos integram a frota da Auto Viação Marechal, responsável por linhas que atendem regiões como Ceilândia, Taguatinga, Guará e P Sul.

Em nota divulgada à imprensa, a Volvo Financial Services afirmou que a medida foi motivada por inadimplência contratual e que houve diversas tentativas de negociação ao longo dos seis meses anteriores.

A Marechal, por sua vez, declarou ter sido surpreendida pela determinação judicial, uma vez que as negociações para solucionar as pendências ainda estavam em andamento.

Para minimizar os efeitos da redução da frota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) determinou a utilização de ônibus reserva e o reforço de linhas por outras concessionárias.

A situação provocou dificuldades para passageiros e mobilizou diferentes órgãos e empresas responsáveis pelo funcionamento do transporte coletivo.

No Dia do Servidor Público, uma demonstração da importância dos Oficiais de Justiça

Realizada justamente em 28 de outubro, data em que se celebra o Dia do Servidor Público, a operação também chama a atenção para o trabalho desempenhado pelos servidores do Poder Judiciário da União.

O cumprimento de uma decisão dessa magnitude demonstra que a efetividade da Justiça não depende apenas da elaboração de decisões judiciais, mas também da atuação dos profissionais responsáveis por executá-las.

Nesse contexto, os Oficiais de Justiça desempenham uma função essencial: assegurar que as determinações do Poder Judiciário sejam concretizadas, mesmo diante de dificuldades operacionais, conflitos de interesses e situações de grande repercussão pública.

A operação envolvendo os 90 ônibus da Marechal é um exemplo concreto da importância desses servidores para o funcionamento da Justiça e para a efetividade da prestação jurisdicional.


InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Siga no Instagram: @infojus.oficial

Justiça condena três homens por roubo após agressão brutal a Oficial de Justiça em Hortolândia (SP)


Penas ultrapassam sete anos de prisão. Servidor foi agredido com socos e chutes durante ocorrência envolvendo uma caminhonete apreendida judicialmente e precisou passar por cirurgias.

A 1ª Vara Criminal de Hortolândia, no interior de São Paulo, condenou três homens por roubo em um caso de violência contra um Oficial de Justiça ocorrido em 27 de abril de 2026. A sentença, disponibilizada em 23 de outubro, estabeleceu penas superiores a sete anos de reclusão para os envolvidos.

O Oficial de Justiça, identificado pelas iniciais M.S.F.D., havia acabado de cumprir uma ordem judicial de apreensão de uma caminhonete quando o veículo foi retirado à força pelos envolvidos.

Segundo a decisão judicial, o servidor foi agredido ao tentar proteger o representante da instituição financeira responsável pela guarda do veículo apreendido. Ele recebeu socos e chutes, caiu ao chão e continuou sendo atacado.

Imagens de câmeras de segurança registraram um chute na cabeça do Oficial de Justiça quando ele já estava caído e indefeso.

As agressões provocaram lesões graves, especialmente no joelho esquerdo, exigindo internações e procedimentos cirúrgicos. O servidor ficou incapacitado para suas atividades habituais por mais de 30 dias.

Condenações ultrapassam sete anos de prisão

O réu identificado pelas iniciais V.V.F. foi condenado a sete anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de roubo, além de seis meses de detenção, em regime inicial aberto, por desacato.

O magistrado manteve sua prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade, considerando a extrema violência da conduta.

Os outros dois condenados, identificados pelas iniciais A.A.A. de O. e A.A. de O., receberam, cada um, pena de sete anos, um mês e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado. Ambos poderão recorrer em liberdade.

Os três também foram condenados ao pagamento individual de 17 dias-multa.

Violência contra Oficial de Justiça foi considerada na sentença

A gravidade das agressões e suas consequências para a vítima foram consideradas na definição das penas.

A decisão também levou em conta a proteção legal conferida aos Oficiais de Justiça pela Lei nº 15.134/2025, que endureceu as punições para crimes de homicídio e lesão corporal dolosa cometidos contra integrantes do sistema de Justiça no exercício da função ou em razão dela.

O caso evidencia os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais, especialmente em diligências que envolvem apreensão de bens e resistência às determinações do Poder Judiciário.

A sentença é passível de recurso, conforme as condições estabelecidas para cada condenado.

Fonte: Justiça condena réus no caso de Oficial de Justiça agredido em Hortolândia


InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Siga no Instagram: @infojus.oficial

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Oficiais de Justiça e PM enfrentam resistência durante cumprimento de afastamento do lar e homem acaba preso em MG

Homem de 40 anos foi preso em Patos de Minas após se recusar a deixar residência por determinação judicial. Policiais precisaram arrombar o portão e utilizar arma de choque para contê-lo.

Duas Oficiais de Justiça, com apoio da Polícia Militar, enfrentaram resistência durante o cumprimento de uma ordem judicial de afastamento do lar, na noite de 14 de outubro, no bairro Planalto, em Patos de Minas (MG). Um homem de 40 anos foi preso após se recusar a deixar a residência e resistir à intervenção policial.

Segundo informações da Polícia Militar divulgadas pelo portal Patos Hoje, a determinação foi expedida pela 4ª Vara Cível da comarca e estabelecia o afastamento imediato do homem, concedendo à esposa a posse provisória exclusiva do imóvel.

O homem já estava sujeito a uma medida protetiva de urgência desde setembro, que determinava seu afastamento da residência e proibia contato com a mulher e seus familiares.

Resistência exigiu arrombamento e uso de Taser

As Oficiais de Justiça solicitaram apoio policial para cumprir a determinação. Ao ser informado de que deveria deixar o imóvel, o homem se recusou a sair e fechou o portão da residência.

Diante da resistência, outras equipes da Polícia Militar foram acionadas. Como a ordem judicial autorizava o uso de força policial e o arrombamento, caso necessário, os militares romperam o portão da garagem para acessar o imóvel.

No interior da casa, o homem teria apresentado comportamento agressivo e desobedecido às ordens policiais. Um dos militares utilizou um dispositivo elétrico incapacitante, conhecido como Taser, para contê-lo.

Durante a condução até a viatura, o suspeito voltou a resistir, desferindo chutes e cotoveladas contra os policiais. Um militar caiu ao chão durante a ação e teve a farda danificada.

Após ser contido e algemado, o homem foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Patos de Minas, onde recebeu atendimento médico. Posteriormente, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil.

Mulher se trancou em quarto durante a ocorrência

A mulher relatou aos policiais que estava separada havia alguns meses e que o homem não aceitava o término do relacionamento.

Segundo seu depoimento, quando as Oficiais de Justiça e os policiais anunciaram o cumprimento da ordem, ele entrou na residência nervoso, gritando e exigindo conversar com ela.

A mulher se trancou em um dos quartos e permaneceu no local durante a intervenção. Ela também afirmou que o homem tentou convencê-la a retirar as medidas protetivas e as representações criminais.

O suspeito foi apresentado à Polícia Civil por possíveis crimes de descumprimento de medida protetiva, desobediência e resistência. Os fatos serão apurados pelas autoridades competentes.

A ocorrência destaca a importância da atuação conjunta dos Oficiais de Justiça e da Polícia Militar para assegurar o cumprimento das decisões judiciais, especialmente em situações de conflito familiar e resistência às determinações do Poder Judiciário.

Fonte: Patos Hoje — Policiais têm que arrombar portão e usar Taser para retirar homem do convívio conjugal


InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Siga no Instagram: @infojus.oficial

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Oficial de Justiça é agredida durante cumprimento de mandado em Lucas do Rio Verde (MT)

Servidora foi empurrada e teve o celular tomado e danificado ao tentar acionar a polícia durante diligência de arresto cautelar em propriedade rural. Apesar da violência, a ordem judicial foi cumprida.

Uma Oficial de Justiça foi agredida durante o cumprimento de uma ordem judicial na manhã de sábado (17 de outubro), em uma propriedade rural de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. A servidora, identificada pelas iniciais C.A.W., foi empurrada e teve o celular tomado de suas mãos e danificado quando tentou acionar a polícia.

Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pelo Sindojus-MT, a Oficial de Justiça cumpria um mandado de arresto cautelar quando o irmão do executado tentou impedir a retirada de um caminhão da propriedade.

Durante a diligência, o homem teria empurrado a servidora e, ao perceber que ela acionaria a polícia, retirado o aparelho celular de suas mãos. Um advogado que acompanhava o procedimento precisou intervir para conter o conflito. O telefone teve a tela danificada.

Apesar da agressão, a Oficial de Justiça permaneceu no local e conseguiu concluir o cumprimento da ordem judicial.

Ocorrência foi registrada na Polícia Civil

De acordo com as informações divulgadas, o mandado havia sido inicialmente recebido durante o plantão judicial. A servidora solicitou esclarecimentos sobre a abrangência da determinação, o que levou a uma nova manifestação do magistrado antes da realização da diligência.

O cumprimento ocorreu posteriormente, fora do período de plantão. Segundo familiares, a Oficial de Justiça optou inicialmente por realizar o procedimento sem acompanhamento policial, buscando evitar constrangimentos às pessoas envolvidas.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Lucas do Rio Verde, com indicação das naturezas de lesão corporal, dano e coação no curso do processo. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes.

Episódio reforça preocupação com a segurança da categoria

A agressão evidencia os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais, especialmente em diligências que envolvem apreensão de bens, disputas patrimoniais e situações de resistência.

O presidente do Sindojus-MT, Paulo Sérgio de Souza, defendeu o fortalecimento dos protocolos de segurança, a avaliação prévia dos riscos e o apoio policial em diligências potencialmente perigosas.

“Nenhum mandado judicial pode colocar em segundo plano a vida e a segurança do servidor”, afirmou.

O episódio reforça a necessidade de medidas institucionais de prevenção à violência e de proteção à integridade física e psicológica dos Oficiais de Justiça no exercício de suas atribuições.

Fonte: Sindojus-MT — Oficiala de Justiça é agredida durante cumprimento de mandado em Lucas do Rio Verde


InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Siga no Instagram: @infojus.oficial

Oficial de Justiça lança livro com histórias inusitadas e desafios da profissão

André Luiz dos Santos Rocha lançou “Vivendo na Contrafé” em Araras (SP). Obra reúne episódios reais do cotidiano dos Oficiais de Justiça e tem prefácio do desembargador Ivan Sartori.

O Oficial de Justiça André Luiz dos Santos Rocha lançou, no dia 16 de outubro de 2026, em Araras (SP), o livro Vivendo na Contrafé – Insólitas histórias do cotidiano de um Oficial de Justiça. O evento ocorreu na sede da 50ª Subseção da OAB e contou com uma sessão de autógrafos.

A obra reúne experiências acumuladas ao longo de décadas de atuação profissional. Com mais de 30 mil mandados cumpridos, segundo sua estimativa, André selecionou episódios marcados por situações inusitadas, conflitos e desafios enfrentados durante o cumprimento de ordens judiciais.

Entre as histórias estão uma ação de despejo movida por um filho contra o próprio pai, a busca e apreensão de uma panela de pressão e situações de resistência encontradas durante diligências.

Cotidiano e valorização profissional

O livro também aborda os riscos da atividade, episódios de violência contra Oficiais de Justiça e a importância da valorização da carreira.

Em capítulos como A Acumuladora e Oficial Ignorado, o autor relata situações que revelam as dificuldades e a dimensão humana da profissão. A obra ainda discute o uso da expressão “meirinho”, considerada por André inadequada para representar as atribuições atuais dos Oficiais de Justiça.

O título faz referência à contrafé utilizada nos atos de comunicação processual e, simbolicamente, às situações em que o profissional precisa executar decisões contrárias aos interesses das pessoas envolvidas.

“Vivi na contrafé, sem perder a fé”, resume o autor.

Prefácio de ex-presidente do TJSP

A publicação conta com prefácio do desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que destaca a importância dos Oficiais de Justiça para a efetividade das decisões judiciais.

Ao reunir experiências profissionais, André busca aproximar a sociedade da realidade da carreira e destacar o aspecto humano do cumprimento das ordens judiciais.

“Na ponta de todo processo há sempre pessoas. E o Oficial de Justiça também é uma delas”, afirma.

Onde comprar

O livro Vivendo na Contrafé – Insólitas histórias do cotidiano de um Oficial de Justiça está disponível para compra na plataforma UICLAP.

Clique aqui para adquirir o livro na UICLAP

Colaboração: Waldeck Rodrigues Moraes — Instagram: @oficialwaldeck


InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Siga no Instagram: @infojus.oficial

Postagens populares