sexta-feira, 30 de março de 2012

30/03/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais desta sexta

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e de outros investigados por suspeita de envolvimento com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por exploração de jogos ilegais em Goiás, informam os jornais Correio Braziliense, O Globo, Valor Econômico, Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo.

Trabalho escravo
O Supremo decidiu autorizar a abertura de ação penal contra o deputado federal João Lyra (PSD-AL). Ele foi denunciado pelo Ministério Público por trabalho escravo e aliciamento de trabalhadores em uma usina de cana de açúcar de sua propriedade, no interior de Alagoas. A decisão foi tomada por seis votos a quatro. As informações são dos jornais Valor Econômico, Estado de Minas, O Globo e Folha de S.Paulo.

Intervenção e precatórios
Quatro pedidos de intervenção federal no Rio Grande do Sul foram negados pelo STF, conta o jornal DCI. Os pedidos foram formulados com base no artigo 34, inciso VI, da Constituição Federal, a fim de que fossem pagos precatórios judiciais. O ministro Cezar Peluso, relator do caso, afirmou que as dificuldades financeiras enfrentadas pela administração pública do estado impedem, temporariamente, a quitação imediata da totalidade das suas dívidas.

Cortes nos contracheques
Na semana em que a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça realiza inspeção no Judiciário do Rio de Janeiro, juízes e desembargadores fluminenses foram surpreendidos com cortes expressivos em seus contracheques. Segundo magistrados que tiveram suas remunerações reduzidas, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, determinou a suspensão de pagamentos de acumulações, auxílios, férias e outros subsídios que ultrapassassem o valor do teto do funcionalismo. A informação está nos jornais O Estado de S. Paulo e Estado de Minas.

Sexo aos 12 anos
A CPI da Violência contra a Mulher, integrada por deputados e senadores, aprovou nessa quinta-feira nota de repúdio contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça de inocentar um homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos que se prostituíam. Os membros da CPI vão encaminhar a nota aos ministros do STJ para pedir que o tribunal reveja a decisão, informam os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo. Na nota, os membros da CPI afirmam que a decisão "afronta os direitos fundamentais das crianças, rompe com sua condição de sujeito de direitos e as estigmatiza para o resto de suas vidas".

Responsabilidade do Estado
Reportagem do jornal Gazeta do Povo diz que enquanto as grandes discussões sobre a Lei Geral da Copa, aprovada na Câmara dos Deputados, estão focadas em tópicos como o consumo de bebidas alcóolicas e os valores dos ingressos, há outros pontos que, segundo juristas, não estão claros e podem gerar ônus para o Estado e até levá-lo a extrapolar seus limites de ação. O PL segue para apreciação do Senado. Um dos aspectos mais sérios é a responsabilidade civil por parte do poder público.

233 do CC
Um manual do calouro elaborado por estudantes do Curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) chamou a atenção dos alunos pelo conteúdo considerado ofensivo com o qual se dirige às mulheres, informam os jornais Gazeta do Povo e Folha de S.Paulo. Em uma referência ao Código Civil Brasileiro, o manual cita o artigo 233 para corroborar a obrigação da menina de "dar", dentre outros dispositivos.

Verba da USP
Como informam os jornais Estado de Minas e Folha de S.Paulo, o Ministério Público de São Paulo investiga se o reitor da USP, João Grandino Rodas, utilizou indevidamente os recursos da universidade na impressão de 110 mil boletins. O material foi distribuído na Faculdade de Direito em setembro do ano passado, em um momento em que parte da unidade criticava Rodas. O pedido de investigação foi feito pela Congregação da faculdade (órgão que reúne representantes de estudantes, funcionários e professores).

Local da morte
Foram ouvidas no fórum João Mendes, em São Paulo, as testemunhas no processo que pede a retificação da certidão de óbito do militante João Batista Drumond. A morte do militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi registrada como consequência de um atropelamento na esquina da Avenida 9 de Julho com a Rua Paim, na região central da capital paulista, em 1976. Na ação, a viúva sustenta que Drumond foi morto sob tortura dentro do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). A notícia está no jornal Correio Braziliense.

Herzog na OEA
Segundo os jornais Estado de Minas e Folha de S.Paulo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos aceitou uma petição de grupos de direitos humanos para examinar o assassinato do jornalista Vladimir Herzog na ditadura militar, em 1975, e notificou Brasília a respeito, anunciaram as organizações. Com isso está oficialmente aberto um processo que pode levar anos, mas culminará em recomendações ao governo brasileiro pela comissão, que é ligada à Organização dos Estados Americanos. Clique aqui para ler na ConJur.

Fazendas de coca
Parlamentares elaboraram um projeto para descriminalizar as plantações de folhas de coca na Colômbia, o maior produtor de cocaína do mundo. A medida deverá ser debatida no Congresso do país na próxima semana, conta o jornal Folha de S.Paulo. O projeto de lei pretende acabar com a prisão de responsáveis pelo cultivo da principal matéria-prima da droga.

OPINIÃO
Lei Seca
Em editorial sobre a Lei Seca, o jornal Folha de S.Paulo diz que “percebe-se logo que os parlamentares estão mais preocupados em parecer rigorosos do que em redigir uma norma exequível. Melhor fariam se se limitassem a reintroduzir na lei a possibilidade da prova testemunhal para configurar o crime, mas somente para aqueles casos em que a embriaguez do motorista produza vítimas”.

O juiz trabalhista
“O trabalho do magistrado não se limita ao horário do fórum. Levar processos para casa e dividir o convívio familiar com os autos é prática corriqueira”, escreve o desembargador Nelson Nazar, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo), em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo.

COLUNAS
Terra dos indígenas
Do Blog do Fred, do jornal Folha de S.Paulo: “os 309 indígenas guarani-kaiowá da aldeia Yvy Katu, em Japorã, sul de Mato Grosso do Sul, poderão permanecer na área que ocupam há oito anos, dentro da Fazenda Remanso Guaçu, até que transite em julgado a ação de reintegração de posse ajuizada pelo proprietário. O presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Newton De Lucca, suspendeu liminar da Justiça Federal de Naviraí, que determinava a imediata desocupação da área, de 260 hectares”.

Entre candidatos
De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, “o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, mandou mensagem via Facebook ao colega Ricardo Sayeg, pré-candidato de oposição à sua sucessão. Parabenizou-o pela participação no pleito e ofereceu 'minha solidariedade ao irmão Hermes, pelo que fez o Toron'. Alberto Toron, outro dos pré-candidatos da oposição, criticou em entrevista Raimundo Hermes Barbosa, que disputou a eleição passada contra D'Urso, por não apoiá-lo. Hermes está com Sayeg”.
Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2012

CNJ analisa enunciado que desconta dias de greve

Tribunal parado

Servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, que serve aos estados do Pará e do Amapá, poderão ter descontados de seus salários os dias parados durante greve que aconteceu no ano passado, de 15 de junho a 26 de julho. A decisão, tomada na terça-feira (27/3), pelo Conselho Nacional de Justiça, deve se tornar um enunciado administrativo que vai prevê o corte de ponto dos servidores devido a paralisações.

O texto do enunciado será apresentado pelo conselheiro Gilberto Valente Martins e deverá ser apreciado pelo plenário do CNJ no dia 10 de abril. A ideia de propor a medida surgiu durante o julgamento de dois pedidos de providências e de um recurso.

Nos três casos, servidores do TRT-8 questionavam a decisão da corte de descontar o salário dos grevistas e reivindicavam a possibilidade de compensar com trabalho os dias parados.

Por maioria esmagadora — 12 votos a três —, o plenário acompanhou o voto do conselheiro Gilberto Martins, declarando a legalidade da decisão do Tribunal de cortar o ponto dos funcionários que participaram da greve. Serviram como parâmetro outros casos julgados pelo CNJ e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual, na falta de regulamentação do artigo 37, inciso VII, da Constituição Federal, que dispõe sobre o direito de greve no serviço público, aplica-se a Lei 7.783, de 1989, conhecida como a Lei de Greve. É essa norma que prevê a suspensão do contrato de trabalho dos grevistas.

Vencido, o conselheiro Sílvio Luís Ferreira da Rocha entendeu que eventual decisão de descontar os dias não trabalhados deveria ser tomada pelo TRT-8 em procedimento específico, no qual fossem ouvidos os servidores e demonstrada a real inconveniência de permitir a compensação. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

PP 0000098-92.2012.2.00.0000
PP 0000096-25.2012.2.00.0000
PP 0000136-07.2012.2.00.0000
Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

TJ-PI: Corregedoria Geral de Justiça Institui a Intimação Eletrônica para Advogados

 
Com o objetivo de dar mais celeridade aos procedimentos judiciais da Justiça de Primeira Instância, a Corregedoria Geral da Justiça do TJ-PI, baixou um Provimento, instituindo a intimação eletrônica dos Advogados. Agora, o profissional da advocacia privada só precisa se cadastrar junto à Comarca ou Vara onde esteja militando, para ser intimado, via Diário da Justiça Eletrônico, a acompanhar procedimentos processuais em ações onde seja o titular da defesa. Caso autorize, a intimação também poderá ser entregue via e-mail. A intimação eletrônica dispensa a necessidade da intervenção do Oficial de Justiça para este fim.

Segundo o Juiz Auxiliar da Corregedoria, Dr. Virgílio Madeira Martins Filho, a intimação eletrônica representa mais um avanço nos procedimentos administrativos adotados pela Corregedoria para assegurar a celeridade e a eficiência nos procedimentos. "É muito mais prático e ágil. Onde estiver, com acesso à internet, o Advogado abre o Diário da Justiça online e vê que uma audiência foi designada ou um despacho foi emitido pelo magistrado em uma causa em que ele atua em outra Comarca e ele está sendo intimado", acrescentou.

Para efeito de contagem de prazo, será considerada como data da publicação, o primeiro dia útil seguinte à data em que o Diário da Justiça Eletrônico for disponibilizado no site do TJ-PI(www.tjpi.jus.br). Além disso, levar-se-á em conta, sempre a sede da Comarca ou Vara de onde foi originado o ato e não o domicílio do Advogado.

A outra possibilidade prevista no Provimento 007/2012 é de envio da intimação via Correio Eletrônico. Neste caso é necessária a autorização do Advogado, que pode, se concordar, efetuar o cadastro de um e-mail para receber as intimações. Basta fazer esta indicação em requerimento endereçado ao Juiz Titular da Vara ou da Comarca em que esteja habilitado. O prazo começa a fluir, após três dias úteis contados a partir da data de transmissão do Correio Eletrônico.

Simplício Júnior

Fonte: Ascom - Corregedoria Geral de Justiça

 Fonte: TJPI

STF ordena quebra de sigilo de Demóstenes Torres

Ligações perigosas

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski autorizou, nesta quinta-feira (29/3), a abertura de inquérito para investigar a natureza do relacionamento entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Lewandowski também ordenou a quebra do sigilo bancário do senador junto ao Banco Central, embora tenha indeferido o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para permitir o acesso automático aos dados financeiros complementares do senador no Banco Central pelo Ministério Público. De acordo com o ministro, o acolhimento constituiria no afastamento do sigilo bancário de forma indiscriminada, sem o devido crivo judicial.

Além de Demóstenes Torres, dois deputados goianos, Sandes Júnior, do PP e Carlos Alberto Leréia, do PSDB, foram citados no relatório da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal divulgado em fevereiro e que levou à prisão de Carlinhos Cachoeira. Contudo, Lewandowski ainda não estendeu o deferimento aos outros dois envolvidos, requisitando maiores esclarecimentos à PGR quanto ao pedido de desmembramento dos autos em dois inquéritos distintos contra os políticos. O ministro vai aguardar por mais informações antes de se decidir sobre o caso dos outros dois políticos.

Além do pedido de envio de ofício ao Banco Central para dispor de acesso a movimentações financeiras do senador, Lewandowski também solicitou a órgãos públicos federais e estaduais que passem à PGR cópias de contratos estabelecidos com empresas citadas nos diálogos interceptados pela Polícia Federal. O ministro encaminhou ainda à Polícia Federal solicitação para que 19 dos diálogos telefônicos interceptados na escuta sejam degravados.

Lewandowski negou o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para interrogar Demóstenes Torres por entender que a solicitação é ainda prematura. O ministro acolheu apenas o pedido de acesso aos autos pela defesa de Demóstenes, como fundamenta a Súmula Vinculante 14 do STF, mas indeferiu pedidos similares apresentados pelos senadores Randolfe Rodrigues e Pedro Taques, por órgãos da imprensa e pela própria direção do DEM.
Fonte: Conjur, com adaptação.

Agência Brasil: Senado aprova projeto de novo modelo de previdência complementar para o servidor público federal


Brasília - O Senado aprovou ontem (28) a criação das fundações de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) que prevê a implantação de três fundos independentes de previdência complementar para os servidores federais dos Três Poderes: a Funpresp-Exe, do Poder Executivo; a Funpresp-Leg, para o Legislativo; e a Funpresp-Jud para o Judiciário. A aprovação do projeto é vista como fundamental pelo governo para reduzir o déficit na Previdência Social.

Pelo projeto aprovado, quando um servidor público federal se aposentar, ele receberá do Instituto Nacional de Previdência Social, no máximo, o teto previsto em lei – que atualmente é R$ 3.916,20. Para garantir um valor equivalente ao salário que tem na ativa, a aposentadoria do servidor será complementada pela fundação de previdência complementar relativa ao poder para o qual trabalha.

Para isso, além de contribuir com 11% do teto do regime geral da Previdência Social para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele também deverá contribuir com mais 8,5% para o fundo complementar. O órgão onde o servidor trabalha também contribuirá com 8,5% para a previdência complementar. O modelo complementar é optativo e o servidor poderá escolher não contribuir e se aposentar recebendo apenas os vencimentos pagos pelo INSS.

A manutenção da Funpresp será garantida pela contribuição paritária dos servidores públicos federais e da União, ou seja, cada um entra com 50% dos recursos captados. Cada funcionário decidirá anualmente o percentual de seus vencimentos a ser descontado em folha. Os benefícios serão pagos em caráter vitalício, após 35 anos de contribuição para homens, 30 anos para mulheres, e segundo as regras vigentes para aposentadorias especiais.

A gestão da Funpresp deverá ser exercida por membros do conselho deliberativo, que será composto em número igual de servidores e representantes da União: seis membros indicados pelo Executivo, Legislativo e Judiciário, para mandatos de quatro anos. Os representantes de cada poder indicarão os quatro membros do conselho fiscal. Caberá aos conselheiros a indicação de dois dos quatro diretores executivos do fundo. Mais dois diretores deverão ser eleitos diretamente pelos participantes da fundação.

Para garantir o funcionamento da Funpresp, a União já garantiu aporte financeiro de R$ 100 milhões no Orçamento de 2012. Metade desses recursos será destinada à manutenção do fundo do Executivo e R$ 25 milhões para cada fundo do Legislativo e Judiciário. De acordo com a matéria aprovada, a Funpresp será fiscalizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), tal como os demais fundos de previdência complementar em funcionamento no país. A contratação de servidores efetivos para a fundação deverá ser feita por concurso público.

As novas regras valem para os servidores públicos contratados a partir da sanção da lei, que deve ocorrer em até 15 dias. Os servidores que já estão na ativa continuarão com o mesmo regime de previdência no qual o benefício é equivalente ao salário integral e pago pelo INSS.

Fonte: Sindjus/DF

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