segunda-feira, 30 de junho de 2014

RIO: Polícia Militar recupera moto furtada em casa de Oficial de Justiça

Homens da Polícia Militar de São Fidélis, recuperaram na tarde deste domingo uma moto furtada na casa de uma Oficial de Justiça na última sexta-feira (27). O furto aconteceu em uma residência no bairro Barão de Macaúbas.

Segundo informações da polícia, após uma denuncia anônima, uma guarnição composta pelo Sargento Louvain e Cabo Bragança foi deslocada até a entrada do bairro Barreiro, onde encontraram um moto modelo Honda Biz sem placa escondida atrás de uma carcaça de um carro queimado às margens da linha férrea.

Após levantamento feito pelos PMs, foi constatada que a moto foi furtada na casa da Oficial de Justiça (reveja a matéria AQUI). A moto foi conduzida para a 141ª Delegacia Legal onde foi feito o registro de ocorrência, e posteriormente foi entregue a proprietária.

Fonte: São Fidélis Notícias

sábado, 28 de junho de 2014

PEC dos oficiais de Justiça e carreira de Estado

No dia 04/06/2014 o Deputado Federal Ademir Camilo (PROS/MG), a pedido da Federação dos Oficiais de Justiça Estaduais do Brasil – FOJEBRA apresentou a Proposta de Emenda à Constituição n.º 414/2014, também conhecida como PEC dos Oficiais de Justiça. A proposta teve apoio de mais de 200 deputados.

A proposta tem como objetivo alterar a Constituição Federal e incluir o art. 135-A no texto constitucional, tornando a carreira de Oficial de Justiça típica de Estado e função Essencial à Justiça. Veja o texto da PEC 414/2014, in verbis:
“Art. 1° Acrescenta-se ao Texto Constitucional a seguinte Seção e artigo ao Capítulo IV, Das Funções Essenciais à Justiça:
“Seção IV”
DO OFICIAL DE JUSTIÇA
Art. 135-A - O Oficial de Justiça é imprescindível para assegurar o regular andamento dos processos judiciais e a tutela jurisdicional, nos limites da lei.
§ 1º O ingresso na carreira far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.
§ 2º. Será assegurada a estabilidade após três anos de efetivo exercício mediante avaliação de desempenho.”
Art. 2º Esta Emenda Constitucional entrará em vigor na data de sua publicação.”
Segundo o Coordenador Nacional da FOJEBRA, Argentino Dias, com a aprovação da PEC os oficiais de Justiça passarão a fazer parte de uma carreira de Estado, nos moldes do Ministério Público, com a possível criação de Departamentos de Execuções Judiciais. Assim, os oficiais de Justiça passariam a ser um órgão independente, não mais subordinado diretamente aos juízes.

Sem nenhuma dúvida a PEC 414/2014, se aprovada trará incalculáveis benefícios à categoria dos oficiais de Justiça, pois colocará a categoria no mesmo nível dos juízes e promotores de Justiça. Entretanto, não tirando o mérito da proposta, não sei se estamos prontos para um avanço tão grande. Certamente os integrantes do Judiciário brasileiro: juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores, não irão concordar em deixar de ser o chefe imediato dos oficiais de justiça.

Por não haver nenhuma proteção constitucional, em alguns estados da federação o oficial de Justiça já passou a ser cargo de confiança dos juízes. E outros estados também já acenam com a possibilidade da extinção do cargo efetivo de oficial de Justiça, passando tal atribuição a ser função ou cargo de confiança, de livre nomeação e exoneração dos juízes. Assim, com a extinção do cargo específico, o trabalho do oficial de Justiça deixará de ser um trabalho imparcial e técnico-jurídico, se tornando um trabalho parcial, por vezes até tendencioso e sem nenhuma técnica jurídica.

Exatamente para evitar a extinção do cargo, para assegurar a imparcialidade dos atos de materialização da função jurisdicional do Estado, que é de salutar importância que a carreira de oficial de Justiça passe a ter previsão constitucional, entretanto entendo que, por ora, não seria necessário a criação de mais um órgão independente, ou mais uma entidade. Bastando para isso que a carreira de oficial de Justiça conste expressamente na Constituição Federal, o que por si só, já evitaria os grandes prejuízos para o oficialato e para a própria atividade judicial.

Assim, entendo que o mesmo texto da PEC 414 poderia ser incluindo na parte que trata da organização do Poder Judiciário, como por exemplo, na inclusão do art. 95-A na Constituição Federal, que ficaria da seguinte forma:
"Art. 95-A - O Oficial de Justiça é indispensável para assegurar o regular andamento dos processos judiciais e a tutela jurisdicional, nos limites da lei.
§ 1º O ingresso na carreira far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.
§ 2º. Será assegurada a estabilidade após três anos de efetivo exercício mediante avaliação de desempenho.”
Assim, passaríamos a ter uma carreira com garantia constitucional, não haveria mais a extinção do cargo ou nomeação de oficiais de Justiça "ad hoc", e certamente seria um texto com mais possibilidade de aprovação no Congresso Nacional, até mesmo porque não haveria despesas com a criação de um novo órgão.

Por fim, agradeço ao oficial de Justiça Argentino Dias, Coordenador Nacional da Fojebra, que muito tem feito por nossa categoria e fica aqui uma sugestão de proposta de mudança do teor da PEC dos oficiais de Justiça.

Edinaldo Gomes da Silva (Dino)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Corinthians rejeita dívida de Paulinho, ignora oficial de justiça e pode sofrer penhora

Paulinho atualmente está com a seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo

O Corinthians ainda não entrou em acordo com o Grupo Pão de Açúcar sobre a venda de Paulinho ao Tottenham (ING). Pior: conforme apurou o ESPN.com.br, o clube ignorou completamente a visita de um oficial de justiça nos últimos dias, se negando a receber e a assinar a citação do despacho judicial entregue em mãos no Parque São Jorge.

A dívida equivale a exatos R$ 3.744.622,41, que podem ser aumentados para R$ 4,4 milhões se a agremiação não pagar em três dias úteis. O ESPN.com.br antecipou o imbróglio no mês passado.

Nos últimos dias, um oficial de Justiça foi até o Parque São Jorge em busca de uma assinatura do departamento jurídico do Corinthians, mas foi totalmente ignorado pelo clube. Ele foi atendido pela recepcionista Ana, que chamou o advogado Diógenes Mello para receber a citação.

O mesmo, entretanto, se negou a receber e sequer a assinar o documento. O fato, inclusive, já consta no processo. A informação foi recebida pela reportagem nesta quinta-feira e confirmada posteriormente por meio de relato do oficial de justiça no despacho judicial.

Ainda conforme consta no processo, o clube pode até sofrer penhora de seus bens caso não consiga quitar o débito. "Se não pagar, claro que estamos sujeitos à penhora. Mas nós vamos pagar, não acredito que vai chegar a esse ponto", contou ao ESPN.com.br o diretor jurídico do Corinthians, Luiz Alberto Bussab.

Paulinho foi vendido ao Tottenham em junho do ano passado por R$ 59 milhões, sendo R$ 29,5 milhões para o Corinthians e outros R$ 29,5 milhões ao Audax - pertencente ao Grupo Pão de Açúcar e dono de metade do passe do jogador. Os valores seriam pagos em parcelas, mas o time do Parque São Jorge segue devendo.

Confira, abaixo, a citação ao Corinthians proferida no dia 25 de junho de 2014

Mandado cumprido positivo certifico eu, Oficial de Justiça, que em cumprimento ao mandado nº 100.2014/055915-8 dirigi-me ao endereço: Rua São Jorge nº 777, e aí sendo, juntamente com o patrono da empresa autora, chegando na recepção, a recepcionista de nome Ana ligou para o jurídico, falei pelo telefone com o Dr. Diógenes Mello, o mesmo desceu para receber a citação, mas quando o mesmo leu o mandado disse que não iria receber, que não ia assinar, sendo assim, CITEI ao Sport Club Corinthians Paulista na pessoa de seu patrono Dr. Diógenes Mello, do inteiro teor do mandado que lhe li e do qual ficou ciente, dei-lhe a contrafé mas não exarou seu ciente no mandado, motivo pelo qual passo a descrevê-lo: branco, aproximadamente 1,67m de altura, olhos e cabelos pretos, cabelo curto, mais ou menos 43 anos, aproximadamente 70kg. O referido é verdade e dou fé.

Fonte: ESPN

quinta-feira, 26 de junho de 2014

FOLHA DE S. PAULO: Oficiais de Justiça fazem protesto em São Carlos durante visita de Alckmin

Durante inauguração de obras em São Carlos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi abordado por oficiais de Justiça que faziam um protesto.

Doze servidores estavam com uma faixa pedindo que o projeto de lei complementar 56/2013, em trâmite na Assembleia Legislativa, fosse aprovado.

Ele obriga a contratação de profissionais da categoria com ensino superior em direito. Os manifestantes abordaram Alckmin e entregaram uma carta com a reivindicação.

Segundo eles, só São Paulo e Minas Gerais ainda contratam oficiais de Justiça com nível médio de ensino. Alckmin disse apenas que os apoiaria.

Em tom de campanha –tentará a reeleição em outubro–, o tucano caminhou no calçadão, cumprimentou as pessoas e tomou café em uma padaria.

Fonte: Folha de S. Paulo

Presidente da FENOJUS e diretores de Sindicatos de Oficiais de Justiça estiveram em audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego


Nesta quarta-feira (25/06), o presidente da Federação Nacional dos Oficiais de Justiça (FENOJUS), João Batista, juntamente com diretores do SINDOJUS/MT, SINDOJUS/RN, SINDOJUS/CE e SINDOJUS/DF foram recebidos em audiência pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, para tratar do reconhecimento da categoria profissional específica dos oficiais de Justiça e do registro sindical dos sindicatos da categoria.

O presidente da FENOJUS solicitou sejam agilizados os processos de liberação da carta sindical dos sindicatos específicos de oficiais de Justiça que foram criados ou estão sendo criados em vários estados da federação. João Batista citou os processos de registro sindical do SINDOJUS/MT e SINDOJUS/RN que há muito tempo estão em andamento e que ainda não foram expedidas as respectivas cartas sindicais, mesmo estando prontos para deferimento dos pedidos.

O Ministro Manoel Dias, auxiliado por servidores do Ministério, informou que nos próximos dias dará encaminhamento aos processos de registro sindical do SINDOJUS/MT e SINDOJUS/RN que já estão em fase mais adiantada em relação aos demais processos. O ministro disse ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego está à disposição da FENOJUS e que a federação é sempre bem vinda.

A audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego foi amistosa e produtiva, demonstrando o grande prestígio que a FENOJUS vem conquistando perante as autoridades, órgãos e entidades de todas as esferas de poderes. 

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