terça-feira, 5 de agosto de 2014

O oficial de Justiça e a violência urbana

OPINIÃO
 
O oficial de Justiça é o profissional que faz materializar a pretensão jurisdicional das partes, por esse motivo sua participação se torna vital para o bom andamento da maioria dos atos processuais. Este servidor é conhecido como “longa manus”, a mão do magistrado, cuja função constitui uma atividade de suma relevância para que o Poder Judiciário consiga cumprir seu mister perante a sociedade.

O Oficial de Justiça, por desempenhar atividades eminentemente externas, está sujeito a inúmeros e constantes riscos à sua integridade física. Dentre outras atribuições mencionadas no CPC, incumbe ao Oficial de Justiça realizar prisões, busca e apreensão de bens e pessoas, separação de corpos, condução coercitiva de testemunhas, citações e intimações em comunidades carentes dominadas por gangues de traficantes de droga e outros delinquentes.

A violência vem atingindo índices tão preocupantes nos últimos anos, que é possível constatar o crescimento de assassinatos em ritmo semelhante tanto nos grandes centros urbanos quanto nas cidades menos populosas. Apenas pelo simples fato de atuar na rua, o Oficial de Justiça já está propício a se tornar vítima de delinquentes.

Por outro lado, o policiamento ostensivo é insuficiente, devido ao reduzido número no efetivo de policiais, à falta de equipamentos e de viaturas para atender às ocorrências, e ainda, remuneração incompatível com o exercício da função.

Com relação ao ambiente interno das unidades judiciárias, pode-se constatar que há segurança quase que absoluta para magistrados e servidores que desempenham funções nos setores administrativos e nos cartórios de justiça. O aparato de segurança é composto basicamente de câmeras de monitoramento instaladas em pontos estratégicos, portas com detector de metais e vigilância armada.

Além de todos esses recursos para proteção da integridade física, foi instituída em novembro de 2012, através da Resolução no 85, a Comissão de Segurança do Poder Judiciário, que tem como uma das principais ações a implementação de uma política de segurança para integrantes da magistratura, visando proteger juízes e juízas ameaçados em muitos dos casos que envolvem processos relacionados ao crime organizado. Nesta comissão, o grupo de trabalho atua preventivamente em ações que envolvam escolta com apoio das forças de segurança do Estado, com o objetivo de reprimir as ameaças. Estas iniciativas atendem a uma determinação do Conselho Nacional de Justiça – CNJ.

Diferente da realidade do aparato de segurança que existe no âmbito interno das unidades judiciárias e das ações voltadas à proteção de magistrados, na atividade laboral do Oficial de Justiça sempre existirá ocasiões que requerem negociação, exigindo noções de gerenciamento de crises. Consiste numa função de alta complexidade, em que se faz necessário saber lidar com conflitos originados entre as partes litigantes.

No contexto atual, uma quantidade cada vez menor de pessoas consegue aceitar decisões impostas ou determinadas por um magistrado, aumentando os casos de desobediência, insultos, ameaças e resistência ao cumprimento das ordens judiciais.

A própria natureza da profissão já é um risco. Dentre tantas atribuições, incumbe ao Oficial de Justiça o cumprimento de mandados de citação, notificação, intimação e alvará de soltura em estabelecimentos prisionais, e mais uma vez se expõe aos perigos. Em todo o país, verificam-se inúmeros casos de rebeliões e motins de presos, situações em que o oficial de justiça pode ser tomado como refém e até mesmo ser assassinado.

Por essas razões, o Oficial de Justiça corre um risco de vida constante, pois fica exposto a insultos e ameaças de forma real ou potencial, agressões físicas, roubos, tentativas de homicídio e até homicídios consumados (vários casos já foram registrados em diversos estados da federação).

Outro aspecto relevante a ser observado, refere-se ao fato de que, no desempenho da função, o Oficial de Justiça não está autorizado a portar arma de fogo. A atual Lei 10.826/2003 – Estatuto do Desarmamento – não contempla a nossa categoria com o porte de arma funcional. Se o Oficial de Justiça quiser adquirir uma arma de fogo, faz-se necessário apresentar uma quantidade absurda de documentos e além de arcar com as despesas de Avaliação Psicológica e Teste de Tiro, bem como enfrentar, na maioria dos casos, uma batalha judicial para fazer jus ao seu direito legítimo de portar arma de fogo para defesa (Lei 10.826/2003, art. 10 c/c art. 18, §2º, I da IN23/2005 da Polícia Federal).

Diante de todas estas situações de risco a que estamos expostos, não temos direito ao porte de arma de fogo funcional, colete balístico e nem treinamento de defesa pessoal. Além do mais, no momento em que precisamos da PM, quando discamos o número 190, a viatura demora de 30 a 50 minutos para chegar ao local da ocorrência. Vale salientar que cada segundo, na iminência de uma agressão, é fatal para o oficial de justiça.
Fica então a pergunta, o que fazer? Rezar? Correr? Ou mudar de profissão?

Por Waldemar Veras, Oficial de Justiça/TJPB

Fonte: ASSOJAF/GO

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Divulgado edital do concurso público com 474 vagas no Tribunal de Justiça de Goiás

O edital prevê 92 vagas para a especialidade Oficial de Justiça Avaliador.

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás é o primeiro a exigir nível superior para todos os cargos.

O presidente da Comissão de Seleção e Treinamento do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), desembargador Zacarias Neves Coelho (foto), divulgou na segunda-feira (4) o edital do concurso público para preenchimento imediato de 474 vagas para o cargo de Analista Judiciário do quadro de pessoal do Poder Judiciário de Goiás, além de formação de cadastro de reserva. O 1º Concurso Público Unificado para o provimento de vagas para cargos de nível superior, a serem preenchidas pelo regime estatutário, terá percentual mínimo de 5% das vagas para candidatos com deficiência, desde que existentes 20 ou mais vagas.

As inscrições poderão ser feitas no período de 14 de agosto a 8 de setembro deste ano. Para efetuar a inscrição, o interessado terá de acessar a página da FGV e efetuar o preenchimento do cadastro. O envio do requerimento vai gerar, automaticamente, a Guia de Recolhimento Simplificado (GRS), com valores de R$ 68,00 para os cargos nas áreas Judiciária e Especializada, e de R$ 63,00 para Apoio Judiciário e Administrativo. A Guia deverá ser impressa e paga em qualquer agência bancária do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Itaú, sendo de responsabilidade do candidato a impressão e guarda do comprovante.

A isenção da taxa de inscrição poderá ser solicitada no período entre 14 horas do dia 14 de agosto e 23h59 de 17 de agosto de 2014. Somente haverá isenção para os candidatos que declararem e comprovarem falta de recursos financeiros para pagamento da taxa, nos termos do Decreto Federal nº 6.135, de 26 de junho de 2007, e do Decreto Federal nº 6.593, de 2 de outubro de 2009.

Provas

A seleção dos candidatos para os cargos de Analista Judiciário – Áreas Judiciária, Área Especializada e Área de Apoio Judiciário e Administrativo será por meio de prova escrita objetiva e prova discursiva, todas de caráter eliminatório e classificatório. As provas vão ser realizadas no dia 19 de outubro, em Goiânia (GO). Para o cargo de Analista Judiciário – Área de Apoio Judiciário e Administrativo, o horário da prova será de 8 às 12 horas. Já para Analista Judiciário – Área Judiciária e Área Especializada, a prova será no período da tarde, das 14 às 18 horas. Os resultados serão divulgados na internet e no Diário da Justiça Eletrônico. O concurso será de responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). (Texto: Fernando Dantas – Centro de Comunicação Social do TJGO).

InfoJus BRASIL: Com informações do TJGO

REAJUSTE: Parecer do Deputado João Dado está na pauta da CFT da próxima quarta-feira

O parecer do deputado João Dado (SD/SP) sobre o PL 6613/2009 é um dos itens em pauta na sessão da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) desta quarta-feira (06). De acordo com a pauta, o projeto do Supremo Tribunal Federal que altera dispositivos da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro de 2006, Plano de Carreira dos Servidores do Poder Judiciário da União e dá outras providências é o item de número 20 na lista das apreciações.

No parecer apresentado em julho, João Dado esclarece que a finalidade do projeto é reestruturar as carreiras do Poder Judiciário, “a saber, dos Analistas Judiciários, Técnicos Judiciários e Auxiliares Judiciários, além da reclassificação das Funções Comissionadas e enquadramento de servidores no cargo de Oficial de Justiça Avaliador da União, dentre outras medidas”. 

No voto, ele destaca que o PL 6613/09 cumpre integralmente os limites previstos no artigo 169, “caput”, da Constituição Federal, que trata dos limites de despesas com pessoal pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios e estabelece que tais limites sejam regulamentados por lei complementar, “limites estes perfeitamente obedecidos pelo projeto em tela”.

O relator também enfatiza que o Poder Executivo deveria ter incluído, como originador do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, os limites financeiros e orçamentários pertinentes aos exercícios de 2011 e 2012, que permitiria a regulamentação da matéria e a adequação financeira e orçamentária do Projeto de Lei.

Ao final, o parlamentar reafirma o voto favorável à aprovação da matéria com a apresentação de uma Emenda de Adequação para garantir a adequação financeira e orçamentária da proposta. 

A sessão que deverá apreciar o PL 6613/09 acontece a partir das 10:15h, no Anexo II do Plenário 04. 


Fonte: FENASSOJAF

domingo, 3 de agosto de 2014

OAB-CE, Fenojus e Sindojus-CE firmam parceria em apoio à nomeação dos aprovados no concurso de 2014 do TJCE

OAB-CE já apoiou os oficiais de justiça na nomeação dos aprovados no concurso de 2008, na campanha das 40 horas e na isonomia vencimental

Na tarde de ontem, 28/07/2014, a Fenojus e o Sindojus-CE foram recebidos pela diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Ceará. A reunião formalizou mais uma parceria entre estas instituições para apoiar a nomeação dos aprovados no concurso de 2014 do TJCE. A iniciativa visa melhorar a prestação jurisdicional incrementando o número de servidores de secretaria e de oficiais de justiça.

A Fenojus estava representada por seu presidente João Batista Fernandes, e o Sindojus-CE pelo presidente Mauro Xavier, o diretor jurídico Fillype Gurgel e o oficial de justiça Arlindo Teixeira. Além do presidente Valdetário Monteiro, a OAB-CE se fez representar também pelo secretário geral Jardson Cruz e o tesoureiro Marcelo do Amaral.

Parcerias mutuamente satisfatórias

A história das parcerias firmadas entre a OAB-CE, a Fenojus e o Sindojus-CE, têm demonstrado bastante eficácia, bastando rememorar o apoio para a nomeação dos aprovados no concurso de 2008, a campanha pela nova jornada de trabalho de 40 horas semanais e a aprovação da isonomia vencimental dos servidores do Poder Judiciário alencarino, ocasiões onde a OAB-CE contribuiu consideravelmente com o seu prestígio para o atendimento dos pleitos.

A visita serviu também para que a Fenojus e o Sindojus-CE agradecessem a OAB-CE, na pessoa de seu presidente Valdetário Monteiro, o apoio institucional e os investimentos em materiais publicitários, em benefício dos oficiais de justiça, custeados com verba da Ordem.

Fonte: SINDOJUS/CE

sábado, 2 de agosto de 2014

Congresso Intercontinental de Direito terá palestra do jurista Rodrigo Toscano

O advogado, escritor e professor universitário Rodrigo Toscano de Brito será um dos palestrantes do 2º Congresso Intercontinental de Direito Civil, que será realizado nos próximos dias 22 e 23 de agosto, no auditório do Garden Hotel, em Campina Grande/PB, tendo como tema principal "O Direito Contratual na Sociedade Pós-Moderna".

Através do evento, que será promovido pela Notorium Eventos e coordenado pela Academia Brasileira de Direito Civil, os participantes terão a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o segmento dos contratos no universo europeu e brasileiro, conhecendo suas últimas modificações legislativas e tendências jurisprudenciais.

Fator essencial

O estudo dos contratos em ambos os universos jurídicos mostra-se essencial para a atuação em um mercado a cada dia mais globalizado e que reclama o conhecimento dos instrumentos manejados em ambientes negociais estrangeiros, como fator preponderante para o sucesso de novos empreendimentos.

Dentre os palestrantes figuram outros nomes de escol do cenário jurídico nacional e internacional, a exemplo do desembargador Sylvio Capanema, membro fundador da ABDC; dos professores titulares de Direito Civil da Universidade de Salamanca José Antônio Martins Pérez e Esther Torreles Correa; do desembargador Sergio Cavalieri Filho, autor de vários obras sobre Direito do Consumidor e Responsabilidade Civil.

As inscrições ainda podem ser feitas através do site notoriumeventos.com ou pelos números (85) 8560-9734, (88) 9713-9212 e (85) 9994-8284.

Confira a programação:

Dia 22/08 

08h00 às 09h00 – Credenciamento

9h00 às 09h15 – Abertura – Presidência Científica / Presidência Administrativa

09h15 às 09h55 – Palestra: Kheyder Loyola (O novo Direito Civil e os contratos)

09h55 às 10h35 – Palestra: Ludmila Albuquerque DouettesAraujo (O Contrato e a Tutela da Confiança)

10h00 às 10h50 – Intervalo

10h50 às 11h30 – Palestra: Jose Antonio Martin Perez (Los Contratos y Nuevas Tendencias)

11h30 às 12h20 – Palestra: Glauber Salomão Leite(Regime jurídico da capacidade civil para contratar à luz dos direitos fundamentais)

11h40 - Intervalo para almoço

13h30 às 14h15 – Palestra: Sergio Cavalieri (O Contrato no Código de Defesa do Consumidor)

14h15 h às 14h55 – Palestra: Flávia de Paiva (A aplicação da teoria do risco no contrato de trabalho)

15h15 às 15h55 – Palestra: Rodrigo Toscano de Brito

Dia 23/08 

9h15 às 09h55 – Palestra: Ricardo-César Pereira Lira (A Teoria Contratual Hodierna)

9h55 às 10h35 – Palestra: Maria Ester Torreles (Las Nuevas Formas Contractuales en el Derecho Español)

10h35 às 10h50 – Intervalo

10h50 às 11h30 – Palestra: Rodolfo Pamplona Filho(Responsabilidade Civil na Contemporaneidade)

11h30 às 12h20 – Palestra: Raissa Melo(O direito ao esquecimento e suas refrações contratuais)

12h20- Intervalo para almoço

13h30 às 14h15 – Palestra: Daniel Lira (tema a definir)

14h15 às 14h55 – Palestra: Dimitre Soares (Contratos no direito de Família)

14h55 às 15h45 –Palestra: Sylvio Capanema (O Contrato e o Princípio da Dignidade Humana)

Encerramento

Por Cândido Nóbrega

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