sexta-feira, 17 de julho de 2015

Advogado "foge" para não ser intimado, destrata oficial de Justiça e faz representação contra a servidora

A notícia abaixo deverá objeto de análise e tomada de providências pelas entidades que representam os oficiais de Justiça no Mato Grosso, haja vista que há abuso de direito por parte do réu, que depois de fugir, destratar oficial de Justiça, inclusive mandado-a "tomar no ..." ainda foi até o Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), que por sua vez apresentou pedido de instauração de procedimento contra a oficial de Justiça perante a diretoria do Foro de Cuibá/MT. Em tese o advogado cometeu crime de desacato, além de, no mínimo, tentar constranger e humilhar a profissional oficial de Justiça, podendo responder nas esferas administrativa, civil e criminal.

Segue o inteiro teor da notícia publicada no site www.amodireito.com.br :

Oficial de Justiça teria fingido ser cliente de um advogado para poder intimá-lo de uma ação

www.amodireito.com.br | 17 julho, 2015 | instagram @amodireito

http://goo.gl/nv7QEc | O juiz Aristeu Dias Batista Vilella, diretor do Fórum de Cuiabá, arquivou um procedimento instaurado contra uma oficial de Justiça acusada de ter “fingido” ser cliente de um advogado para poder intimá-lo de uma ação na qual é réu.

A decisão foi proferida no dia 8 de julho e negou pedido formulado pelo Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) e pelo próprio advogado.

O profissional relatou que, no ano passado, recebeu ligação de sua secretária perguntando se ainda voltaria ao escritório, pois havia uma cliente lhe aguardando.

Ele então autorizou sua funcionária a passar o telefone para a cliente. Quando começou a conversa, o advogado contou que “tomou conhecimento de que, na realidade, tratava-se de uma oficial de Justiça, que tentava lhe surpreender, cumprindo mandado judicial”.

No dia seguinte, segundo o advogado, a oficial de Justiça teria ido até a sua residência, mas ele não se encontrava. A visita teria assustado e “causado angústia” à filha do advogado, uma menor de idade.

Para o profissional, a conduta da oficial de Justiça configura abuso de poder, uma vez que ela continuou a mandar mensagens “autoritárias” e ligar em seu celular, ameaçando de citá-lo por hora certa (quando há suspeita de que o citado tenta se ocultar).

“Fugindo” da intimação

Por sua vez, a oficial de Justiça alegou que o advogado fez de tudo para não ser intimado e citado na ação de execução de alimentos em que figura como réu.

“A secretária entrou em contato com o requerido, por meio do telefone ** e este informou que estaria retornando para o escritório em poucos minutos, todavia, ao verificar que se tratava de um mandado de citação, avisou que não mais retornaria ao escritório [...] Entrei em contato com o requerido, por meio do telefone **, e este informou de forma exaltada que não retornaria para sua residência, bem como que não haveria horário para encontra-lo em casa”, acusou a servidora.

Ela alegou que, posteriormente, tentou marcar horários com o advogado para efetivar a intimação, mas ele “se exaltou informando que não receberia o mandado nos horários sugeridos e não seria encontrado no inicio da manhã, no almoço, no final da tarde, ou qualquer outro horário, em sua casa”.

A oficial de Justiça ainda acusou o advogado de ter tentado corrompê-la a assinar a citação com horário retroativo.

“Diante da negativa de assinatura com horário retroativo, o requerido proferiu as seguintes palavras: “você não é gente”, “eu te testei hoje, porque eu havia avisado a minha esposa que se você subisse novamente no meu apartamento, ela te trancaria lá dentro e você só sairia de lá quando eu e a polícia chegasse”. Nesta ocasião pedi respeito, informando que estava me desacatando e o requerido simplesmente disse “vai tomar no...” e desligou o telefone”, relatou ela.

Desvio funcional afastado

Para o juiz Aristeu Vilella, ficou evidenciado que o advogado “se esquivou de todas as formas” para não ser intimado.

O magistrado apontou que não foi a servidora, mas sim o advogado quem cometeu condutas questionáveis.

“A Oficial de Justiça, ao comparecer ao escritório de advocacia, no dia 18/07/14, e na residência do reclamante, nos dias 19 e 21/07, somente veio a encontrá-lo e citá-lo no dia 22/07, inclusive, sendo alvo de proposta ilegal”, destacou.

Assim, ele visualizou não haver motivos para investigar a servidora alvo de acusações.

“No caso, não havendo a caracterização de qualquer das condutas acima elencadas (materialidade), mas sim, apenas conduta inerente a função de oficial de justiça no exercício do cumprimento de ordem judicial, não há falar-se em apuração de falta funcional, haja vista a ausência não só da materialidade, mas também de autoria ou participação da servidora pública lotada neste fórum”, decidiu.

Por Luca Rodrigues
Fonte: Midia News

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Oficiais de Justiça da Bahia reclamam de condições de trabalho

Por Rodrigo Daniel Silva (@rodansilva) | Fotos: Gilberto Jr. / Bocão News


Os oficiais de Justiça presentes na reunião convocada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), na manhã desta quinta-feira (16), reclamaram das condições de trabalho. De acordo com o Sindicato dos Oficiais de Justiça da Bahia (Sindojus), há um déficit em Salvador, carência de segurança e também falta de transporte para se deslocar. 

Na reunião, os servidores contaram que precisam ir em bairros com alta periculosidade, onde são ameaçados por traficantes armados. O presidente do Sindojus, Itailson Farias, lembrou que, em setembro do ano passo, um oficial de Justiça chegou a ter o carro alvejado ao tentar entregar o mandado criminal. “Quando o oficial está cumprindo um mandado, ele está representando o Estado. Não podemos ter uma segurança de um cidadão comum. Temos que ter uma segurança diferenciada”, afirmou o presidente ao Bocão News. 

O corregedor-geral do TJ-BA, desembargador José Olegário Caldas, disse que conversará com o secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Maurício Barbosa, e o Comandante da Polícia Militar, Anselmo Brandão, para que permita os oficiais de Justiça pedirem apoio da polícia na entrega dos mandados. Afirmou ainda que estudará a possibilidade de oficiais terem colete à prova de balas e também um número de telefone exclusivo para solicitar o apoio das policiais.


Os oficiais de Justiça reclamaram ainda da falta de transporte. “Chega a ser inacreditável usar como critério a passagem de ônibus de Salvador para indenizar os oficias. O transporte publico não dá segurança e nem agiliza (o trabalho)”, afirmou o presidente do Sinpojus. “A gente não vai a casa procurar a caixa de correio, mas sim procurar a pessoa. É obrigação do tribunal arcar com as despesas”, ressaltou.

O presidente do Sinpojus falou ainda sobre o déficit de oficiais de Justiça em Salvador. De acordo com ele, a Lei de Organização Judiciária prevê 900 servidores na capital, mas o tribunal só tem 600. Segundo ele, a lei estabelece ainda cinco oficiais para cada cartório, mas muitos têm apenas um. “A realidade atual é de caos total”, observa. O presidente acredita, no entanto, que se houver uma organização da Central de Mandados, talvez, não seja preciso a contratação de novos servidores. 

“A Central de Mandados é uma realidade praticamente em todos os estados. É a única forma de agilizar o serviço. Não cabe mais o oficial ficar ligado a um juiz. Tem cartório que tem mais serviços do que outros, e a Central consegue distribuir [os mandatos] de forma igual para todo mundo”, pontuou.

InfoJus BRASIL
Fonte: Bocão News

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Oficial de Justiça cumpre mandado de Reintegração de posse em fazenda da Epamig no Alto Paranaíba

Polícia Militar (PM) acompanha Oficial de Justiça no cumprimento de mandado.

Terreno foi invadido em janeiro de 2014 por cerca de 30 pessoas.

A Polícia Militar (PM) de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, acompanha desde as 7h desta quarta-feira (15), um oficial de Justiça e auxiliares da fazenda Epamig, que fica no povoado do "Arraial dos Afonsos", para cumprir o mandado de reintegração de posse da área que foi ocupada em janeiro de 2014. O cumprimento do mandado judicial foi expedido pelo juiz de direito da Vara Agrária de Minas Gerais da comarca de Belo Horizonte.

Segundo a polícia, eles estão acompanhando a reintegração para prevenir tumultos e garantir o poder de polícia do oficial de Justiça, além de garantir a segurança das pessoas que vão participar da ação. Ainda segundo a polícia, desde o início da invasão até o dia 15 de maio a eles foram acionados várias vezes e muitos boletins de ocorrência foram registrados.

Entenda o caso

Em 21 de setembro de 2013, aproximadamente 20 pessoas tentaram montar barracas na faixa de domínio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (Der/MG), ás margens da MGC-354, ao lado da fazenda Epamig.

Todos foram orientados a não montar as barracas e informados que posteriormente, depois que o fato fosse registrado, les poderiam pleitear terras e se enquadrar nos requisitos da reforma agrária. Diante disso, os integrantes do movimento sem-terra deixaram o local.

No dia 2 de janeiro de 2014, outro grupo com cerca de 30 pessoas invadiu a fazenda da Epamig, localizada no povoado do “Arraial dos Afonsos”, tendo novamente como líder Rosângela América de Melo. O primeiro ponto invadido estava situado próximo a uma nascente, área de preservação permanente, há cinco quilômetros da sede da fazenda, onde não havia energia. Depois eles mudaram para as proximidades de um prédio de alvenaria, onde havia uma escola e passaram a ter acesso à água, energia elétrica e sinal de telefone, há três quilômetros da sede.

InfoJus BRASIL: Com informações do G1

PARAÍBA: Oficial de Justiça é vítima de violência durante cumprimento de mandados

Um Oficial de Justiça da cidade de Soledade, localizada no Cariri da paraíbano, foi vítima de um assalto nesta terça-feira (14), enquanto cumpria diligências. De acordo com informações do sindicalizado ao Sindojus-PB, Geraldo Júnior, que registrou Boletim de Ocorrência, ele estava em sua motocicleta na estrada que liga Cubati a Soledade quando começou a ser perseguido sendo interceptado por um veículo modelo Corsa, de cor prata e abordado por um homem que anunciou o assalto e apontou uma pistola para sua cabeça.

O bandido roubou a carteira do Oficial de Justiça, juntamente com documentos pessoais, cartões de banco e todos os mandados cumpridos e não cumpridos até a ocasião.

O presidente do Sindojus-PB, Benedito Fônseca, lamenta o registro de mais este caso contra um Oficial de Justiça. “É bem preocupante esta situação que vem se arrastando há anos, qual seja: a falta de segurança total para a população e para o executor de ordens que nada mais é uma extensão do juiz. Por isso, ‘queremos Justiça na Justiça’ e segurança. Externamos nosso apoio a mais um Oficial que passou por momentos de violência e nos colocamos a disposição no que for preciso para ajudar o colega”, finaliza Benedito.

O diretor de imprensa do Sindicato, Francisco Norberto também lastima o ocorrido. “É preocupante a situação dos Oficiais de Justiça, em especial, neste momento em que acontecem julgamentos no STF e Projetos de Lei tramitam para reconhecer o risco da atividade. Agressões e assaltos tem sido rotina. Mas, teimam em adiar o reconhecimento desse risco real e latente”, destaca.

Toda diretoria do Sindojus-PB repudia qualquer tipo de violência e crime cometidos contra os Oficiais de Justiça na Paraíba e reafirma o compromisso de manter o trabalho intenso pela garantia da segurança desses servidores que, diariamente, estão nas ruas para levar as decisões judiciais a diversas pessoas, mesmo estando expostos a riscos e sem a mínima segurança.

InfoJus BRASIL
Fonte: Portal Litoral PB

segunda-feira, 13 de julho de 2015

AÇÃO NO CNJ: Sindojus-PB e Fenojus promove a juntada de laudo técnico que comprova o risco da profissão de Ofical de Justiça

Documento foi elaborado por uma junta composta por médicos e técnicos de Segurança do trabalho do TJ-PA, no qual diagnostica as intempéries sofridas pelo oficial de Justiça


Laudo foi copiado e entregue ao senador João Capiberibe,
que atua como relator do projeto 30/2007, de porte
de arma para o oficial de Justiça
A diretoria do Sindicato dos Oficias de Justiça da Paraíba (Sindojus-PB) e a presidência da Federação dos Oficias de Justiça (Fenojus), protocolaram junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em visita oficial à Brasília, um laudo técnico no qual consta relatório de Análise de Riscos de Posto de Trabalho na atividade dos oficiais de Justiça.

O laudo foi elaborado por uma junta composta por médicos e técnicos de Segurança do trabalho do Tribunal de Justiça do Pará, no qual diagnostica as intempéries sofridas pelo oficial de Justiça, asseverando os riscos à integridade física, psíquica e a exposição a insalubridade.

Ainda foi solicitada, junto a conselheira do CNJ e relatora do processo ajuizado pelo Sindojus de Minas Gerais, Débora Ciocci, a juntada do processo administrativo pedindo tutela do CNJ pra regulamentação da segurança do oficial de Justiça.

O laudo, produzido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, foi preparado após cumprimento de mandado de injunção que está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo como relator o ministro Gilmar Mendes, onde um oficial de Justiça do Pará pede aposentadoria especial alegando que exerce atividade de risco. Diante disto, o Supremo determinou a baixa do processo ao Tribunal de Justiça do Estado, para que fosse diagnosticado os riscos aos quais o oficial de Justiça está exposto no exercício da sua função. Sendo assim, o presidente do TJ/PA tomou a providência de enviar o processo para baixar em diligência na Comissão Médica do Tribunal, determinando que um médico do trabalho e um técnico em Segurança do Trabalho fizessem um estudo de campo, acompanhando os oficiais de Justiça para diagnosticarem a realidade de perigo vivido pela categoria no exercício da função.

O médico e o técnico foram a campo com os oficiais de Justiça cumprir mandatos em favelas e áreas de riscos. Durante o trajeto de diligência e investigação, a equipe chegou a encontrar situações de homicídio e até traficantes armados em “entrada de beco” localizada em favelas. Tais fatos contribuíram para comprovar a denúncia dos oficiais sobre o risco de morte que enfrentam durante o exercício de sua função.

Na conclusão do documento preparado pelo médico e pelo técnico é apontado e atestado que, efetivamente, a atividade é de risco e que devem ser fornecidos em primeiro lugar, treinamento constante em defesa pessoal para os oficiais de Justiça; segundo, fornecimento de coletes balísticos individual; terceiro, regulamentação urgente do direito ao porte de arma; e, quarto, fornecimento de protetor solar, devido a exposição constante ao sol, tendo em vista que o câncer de pele é uma realidade que é decorrente dessa exposição.

O laudo foi copiado e entregue solenemente aos parlamentares e, em especial, ao senador João Capiberibe que atua como relator do projeto 30/2007 que regulamenta o porte de arma para o oficial de Justiça. O PL foi aprovado na Câmara e tramita atualmente no Senado Federal.

A diretoria do Sindojus-PB esteve no gabinete do senador João Capiberibe, e manteve reunião com a assessoria do parlamentar. Na ocasião, foram esclarecidas todas as dificuldades de trâmite de Projetos de Leis sendo, uma das mais recorrentes, a inclusão de diversas categorias e a ausência de fundamentação lógica para que tenham o direito ao porte institucional. No entanto, o senador tem a convicção de que a categoria dos oficiais de Justiça exerce atividade de risco e que a entrega do laudo do estado do Pará foi a ferramenta que faltava para fundamentar o parecer de João Capiberibe sobre o projeto 30/2007, uma vez que um laudo técnico e oficial emitido pelo estado, detalha os elementos necessários pra a segurança do oficial de Justiça.

Vale a pena lembrar que esse processo atravessa uma verdadeira “Via Crucis” desde o ano de 2007, uma vez que os relatores foram substituídos diversas vezes, sem sequer, uma relatoria ter sido emitida ao longo dos tempos. E, sempre focado na valorização e defesa da categoria, o Sindojus da Paraíba teve a diligência de pedir a apresentação do laudo em Brasília, ainda durante o encontro de oficiais de Justiça realizado em Alagoas, quando o presidente do Sindojus Pará e hoje presidente da Fenojus, Edivaldo Lima, comentou sobre a existência desse material.

Fonte: Sindojus-PB (Assojaf/GO)

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