terça-feira, 2 de julho de 2019

Comissão aprova notificação da vítima de violência doméstica quando agressor deixar a prisão

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Deputado Marreca Filho, relator da proposta 

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou que a vítima de violência doméstica deverá ser notificada pessoalmente dos atos processais relativos ao agressor.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Marreca Filho (Patriota-MA) ao Projeto de Lei 10224/18, de autoria do deputado Fábio Trad (PSD-MS). 

Quando se tratar de saída do acusado de agressão da prisão ou do levantamento de quaisquer das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), a notificação deverá ser sempre realizada primeiramente à ofendida. A eficácia dos atos ficará condicionada à essa notificação.

O relator dividiu a responsabilidade de notificação entre as Varas de Execuções Penais, no caso de prisão, e os Juizados de Violência Doméstica e Familiar, no caso de medida protetiva.

Na impossibilidade de notificação da vítima, atestada pelo oficial de justiça, deverá ser notificado o advogado da vítima ou o defensor público que a assiste.

O substitutivo acrescentou responsabilidade ao Estado por qualquer dano do agressor contra a ofendida pela demora na notificação.

Vulnerabilidade
Hoje a Lei Maria da Penha já prevê que a vítima seja notificada dos atos processuais relativos ao agressor, mas a proposta deixa claro que isso deve ser feito pessoalmente pelo oficial de justiça e previamente ao agressor.

Segundo Marreca Filho, a proposta ajuda a aprimorar os direitos da mulher. “Diante da necessidade de proteção integral da mulher em situação de sensível vulnerabilidade, a melhoria da Lei Maria da Penha vem em boa hora”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

InfoJus Brasil: Com informações da Agência Câmara

Relator apresenta nesta terça complementação de voto à reforma da Previdência

A Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência (PEC 6/19) se reúne nesta terça-feira (02), às 16 horas, para apresentação da complementação de voto do relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB/SP). 

O texto ainda não foi divulgado, mas Moreira já havia antecipado que não faria mudanças significativas no parecer. Segundo ele, o voto complementar deve ter cerca de cinco páginas.
Moreira já avisou também que deve manter, por exemplo, as regras de transição para quem já está trabalhando e as regras de cálculo dos benefícios.

Após a apresentação da complementação de voto, os deputados devem analisar requerimentos para adiar a votação da proposta. Essa tentativa de adiamento faz parte da estratégia de obstrução da oposição. 

Sindojus-DF atuante pela aposentadoria por atividade de risco - O Sindojus mantém a atuação pela conquista da aposentadoria por atividade de risco para os Oficiais de Justiça na PEC 6/2019. Ao longo desta terça, quarta e quinta-feira, um grupo segue a movimentação de visitas aos parlamentares no Congresso Nacional para que o pleito do oficialato seja incluído na proposta.

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Sindojus-DF tem nova diretoria e reafirma atuação em prol dos Oficiais de Justiça do DF


O Sindojus-DF realizou na última semana a eleição para a nova diretoria e conselho fiscal da entidade. Com apenas uma chapa concorrente, o então presidente Gerardo Alves Lima Filho foi reeleito e permanece à frente do sindicato nos próximos dois anos.

De acordo com ele, “com muita honra e alegria fomos reeleitos e tomamos posse para mais uma gestão à frente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal. Agradecemos imensamente a confiança e nos comprometemos a não poupar esforços na busca da efetivação dos pleitos necessários para a valorização dos Oficiais de Justiça”.

A nova diretoria do Sindojus é composta pelo presidente Gerardo Lima, pela vice-presidente Lucianna Campos Vieira Lima Rocca, pelo diretor de planejamento e finanças Bruno Torres de Sousa, pelo diretor de secretaria, comunicação e imprensa Diogenes de Oliveira Coimbra, diretor esportivo, sociocultural e de inativos Marcelo dos Reis Rodrigues, diretora administrativa Roseli de Fátima Martins e o diretor jurídico Edinaldo Gomes da Silva.

Já o conselho fiscal é formado por Geraldo Ramos Barbosa, Emerson Alves da Silva e Manuel Beneval Adelino.

Dentro do propósito de não poupar esforços em benefício do oficialato, a direção do Sindojus já atua no Congresso Nacional em prol da aposentadoria por atividade de risco dos Oficiais de Justiça, entre outras demandas, e convida todos os colegas para se juntarem ao grupo. “Quem tiver disponibilidade para comparecer nos dias 02, 03 e 04 de julho no Congresso, favor avisar para organizarmos as atividades”, enfatiza Gerardo.

No dia 9 de julho, uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados abordará os desafios da profissão, com palestras do Ministro Sérgio Moro, do Secretário Nacional de Segurança Pública, General Guilherme Oliveira, do Conselheiro do CNJ, Valdetário Monteiro, do Senador Petecão e das lideranças dos Oficiais de Justiça, para tratar do tema: “Os desafios da profissão Oficial de Justiça no Brasil”.

“Trata-se de evento de grande relevância no debate sobre a valorização da nossa atividade. Estamos confeccionando camisas para distribuir aos Oficiais utilizarem no dia e demonstrar aos parlamentares a organização da nossa categoria. Precisamos lotar o Plenário e, para tanto, colocamos a estrutura do Sindojus-DF à disposição para intermediar hospedagem solidária, doação de milhas e contribuição financeira dos colegas que não podem comparecer para viabilizar a vinda daqueles que têm disponibilidade”.

Para os Oficiais de Justiça do Distrito Federal, o sindicato irá disponibilizar transporte saindo dos Tribunais para facilitar o comparecimento de todos no debate.

"O Sindojus-DF segue sua luta incansável para posicionar os Oficiais de Justiça no mesmo patamar de valorização das mais respeitadas carreiras jurídicas!", finaliza o presidente reeleito.

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo

InfoJus Brasil: Com informações do Sindojus-DF

Fenassojaf divulga a primeira lista de inscritos para o 12º Conojaf e 2º Enojap

A Fenassojaf e a Assojaf/RS realizam, entre os dias 28 e 30 de agosto, o 12º Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (CONOJAF) e o 2º Encontro de Oficiais Aposentados (ENOJAP).

Com o tema “Atuação em Pauta”, os eventos acontecem no Serrazul Hotel em Gramado (RS), e terão palestras de interesse do oficialato, dentre eles, conciliação e mediação, perspectivas profissionais, a atuação do Oficial de Justiça frente à Tecnologia da Informação e Reforma da Previdência. VEJA AQUI A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Até o momento, mais de 170 Oficiais de Justiça estão confirmados para os debates em Gramado. A Federação lembra que o segundo período de inscrições está aberto até 30 de julho, quando o Oficial de Justiça paga R$ 330,00 pela participação no CONOJAF. De 31 julho a 23 de agosto, o valor é de R$ 360,00 por inscrição. 

Uma das novidades do Congresso deste ano é a possibilidade de inscrição no dia e local do evento. Para tanto, o valor pela participação nos três dias de 12º CONOJAF será R$ 400,00 por Oficial de Justiça.

As inscrições para o 2º ENOJAP também estão abertas e até 30 de julho, a inscrição custa R$ 300,00. De 31 de julho a 23 de agosto, o valor é R$ 330,00. No dia e local do Encontro, o custo pela inscrição será R$ 360,00.

O pagamento inclui a participação nas palestras e debates do 12º Congresso Nacional e um coquetel marcado para o dia 28 de agosto no Serrazul Hotel. Para os aposentados, ainda haverá um City Tour por Gramado e Canela e um chá da tarde nos dias 28 e 29 de agosto das 14h às 18h.

Para se inscrever, basta CLICAR AQUI e preencher a ficha com todas as informações solicitadas. Após a conferência dos dados, o Oficial de Justiça deve concluir a inscrição e escolher uma das opções de pagamento disponíveis. A Comissão Organizadora informa que a inscrição será confirmada cinco dias após o pagamento. 

A Fenassojaf e a Assojaf/RS convidam todos os Oficiais de Justiça do Brasil a estarem em Gramado no mês de agosto para este importante evento do oficialato federal. O 12º CONOJAF e o 2º ENOJAP te esperam! Gramado te espera!


Da Fenassojaf, Caroline P. Colombo

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Restrições orçamentárias impede reajuste da indenização de transporte dos oficiais da Justiça do Trabalho

O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) realizou, nesta sexta-feira (28), a 4ª Sessão Ordinária deste ano de 2019. Dentre os itens em pauta, esteve o Pedido de Providências apresentado pela Fenassojaf para a concessão de reajuste na Indenização de Transporte dos Oficiais de Justiça.

O pedido voltou à análise dos conselheiros depois de pedidos de vista simultânea apresentados pelo presidente do Conselho, ministro Brito Pereira, e pelo conselheiro e vice-presidente Renato Lacerda Paiva.

Ao apresentar o voto, Dr. Renato Paiva relembrou as questões que envolvem o pedido da Federação e a defasagem do atual valor pago aos Oficiais da Justiça do Trabalho. “Os Oficiais de Justiça comprometem parte de suas finanças mensais com despesas que são de exclusiva responsabilidade da União”, disse.

O ministro vice-presidente também expôs o parecer apresentado pela relatora, Desembargadora Maria Auxiliadora de Barros Rodrigues, que traz dados orçamentários referentes aos custos para a União com a concessão do valor pleiteado pela Federação e mantém integralmente o parecer apresentado pela Secretaria de Orçamento e Finanças (SOF) do CSJT, contrário à solicitação de reajuste da Indenização de Transporte. 

No voto, o ministro abriu divergência do relatório e explicou que, através da formatação de uma planilha de custos, julgava parcialmente o pedido da Fenassojaf para a concessão do reajuste, elevando o valor da IT dos atuais R$ 1.537,89 para R$ 1.649,67, condicionado à dotação orçamentária do Tribunal.

De acordo com o ministro, “tendo em vista a alteração do veículo utilizado para aferição da Indenização de Transporte e ainda notório reajuste do preço do combustível nos últimos meses, com impacto direto no cálculo da parcela, julgo parcialmente procedente o pedido de providências para alterar o valor da Indenização de R$ 1.537,89 para R$ 1.649,67, condicionado o aumento à existência de dotação orçamentária no Órgão do Poder Judiciário do Trabalho”.

Restrição orçamentária impede aprovação – Apesar da divergência apresentada pelo vice-presidente do CSJT para a concessão do reajuste proposto, o presidente do Conselho Superior, ministro Brito Pereira, apresentou o voto nos mesmos moldes do parecer da relatora Maria Auxiliadora, destacando a Emenda Constitucional nº 95, que congela as despesas do Poder Judiciário nos próximos anos.

Na justificativa, Brito Pereira afirmou compreender as razões apresentadas na divergência do conselheiro Renato Paiva e disse que acompanharia o voto da relatora “ainda que completamente diverso”. De acordo com ele, a EC 95 previu dotações orçamentárias para o período compreendido entre 2017 e 2019, sendo que a partir de 2020 os limites de gastos autorizados serão retrocedentes aos valores de 2016. “Diante da realidade que sobressai para o ano de 2020 e seguintes, e em face da proposta prévia de Lei Orçamentária Anual, de acordo com os limites oferecidos pela SOF, que estabelece os limites do orçamento da Justiça do Trabalho para o exercício de 2020, depreende-se que 93% do valor total da proposta orçamentária para 2020 já se encontra comprometido com o pagamento de pessoal e benefícios e, com esse cenário, não existe nenhum espaço para a absorção de mais esta despesa concernente ao reajuste da Indenização de Transporte”, disse.

Ainda de acordo com o presidente do CSJT, a análise desta sexta-feira não diz respeito ao merecimento, à importância e à justiça do pedido. “Eu devo registrar aqui o meu enorme respeito pelos abnegados servidores da Justiça do Trabalho especializados na execução de mandados que são os nossos estimados Oficiais de Justiça”.

A questão das restrições orçamentárias foi enfatizada pelos demais conselheiros que reafirmaram o merecimento e justeza do pleito da Fenassojaf. “O TRT-15 já está implementando cortes para a redução das despesas”, destacou o Desembargador Fernando Borges.

O resultado do julgamento desta sexta-feira foi pelo conhecimento do pedido da Federação Nacional com indeferimento da majoração pela maioria dos integrantes do CSJT.

A Fenassojaf esteve no plenário do Conselho Superior e acompanhou a votação representada pelo presidente Neemias Ramos Freire e pelos diretores Eduardo Virtuoso e Severino Nascimento de Abreu. O vice-coordenador da região Centro-Oeste, Gerardo Alves Lima Filho também esteve na sessão.

Diante do julgamento e das restrições administrativas, a Fenassojaf analisa a possibilidade de ingressar com medida judicial para obter o reajuste.

Da Fenassojaf, Caroline P. Colombo

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