sábado, 13 de agosto de 2022

Oficial de Justiça e policiais são agredidos por homem no Paraná

Foram necessárias para contê-lo, bem como uso de espargidor (gás de pimenta), pois o mesmo se debatia e tentava agredir os policiais a todo momento


Por volta das 18h20 de sexta-feira (12), uma equipe policial foi acionada a deslocar para dar apoio aos oficiais de justiça, estes estariam com dificuldades em cumprir com uma ordem judicial de recolhimento de veículo, em Marechal Cândido Rondon (PR)

No local, o oficial relatou a equipe que; foi agredido por um indivíduo que tentava impedir o cumprimento do mandado de penhora referente a um Processo do Juizado Especial Cível de Marechal Cândido Rondon.

O suspeito estava dentro do veículo e tentou empreender fuga, nesse momento arrancando bruscamente, o oficial que também já estava dentro do veículo rapidamente desligou o veículo entregou novamente em luta corporal com o suspeito, o oficial informou que já havia dado voz de prisão para o suspeito por desacato e lesão corporal, já que estava com as mãos feridas, neste momento a equipe pediu novamente que o abordado entregasse a chave do veículo e saísse do mesmo, ele se negou e a equipe teve que usar de força moderada para tirá-lo do veículo e o mesmo resistia ativamente, o suspeito acertou um golpe de punho fechado no rosto do policial, bem como rasgando o fardamento do outro militar, (bolso esquerdo da camisa), com a chegada de outra equipe policial em apoio, tentaram novamente a imobilização e prisão dele.

Neste momento, chegou uma terceira equipe policial, o suspeito ainda xingava os policiais com palavras de baixo calão.

Foram necessárias para contê-lo, bem como uso de espargidor (gás de pimenta), pois o mesmo se debatia e tentava agredir os policiais a todo momento, e por isso foi necessário o uso de algemas para resguardar a saúde das equipes e do mesmo, que foi encaminhado diretamente a cadeia pública do Depen em Marechal Cândido Rondon.

Foi redigido boletim de ocorrência pela equipe e encaminhado para 47 DRP, o veículo ficou sob custódia do Oficial de Justiça, que teve que acionar guincho, pois o conduzido não entregou a chave do mesmo.

Imagem: Fórum de Marechal Rondon.

InfoJus Brasil: com informações do portal Marechal News

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Deputada Federal Elisa Virgínia (PP-PB) se propõe a ser madrinha dos Oficiais de Justiça na defesa de suas causa

Diversas pautas de interesse da categoria dos Oficiais de Justiça que tramitam no Congresso Nacional foram apresentadas na tarde desta quarta-feira (10) pelo presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira à deputada federal Elisa Virgínia (PP-PB), durante visita da parlamentar à Sede da entidade, como o projeto de lei n.9609/2018 que trata do Oficial de Justiça como a gente de conciliação

“Tivemos a oportunidade de explicar qual é a nossa intenção de buscarmos mais atribuições para prestarmos serviços de maior qualidade e ela se propôs a ser a nossa madrinha na defesa do direito ao porte de arma aos OJ’s”, afirmou Joselito.

Por sua vez deputada disse que as demandas terão seu integral apoio, pois considera-as justas, a exemplo do resgate do direito ao porte de arma. “É extremamente necessário pelo fato de muitas das vezes os Oficiais de Justiça irem a locais onde acontecemos conflitos e se depararem com situações perigosas e precisam se defender. Precisamos ter uma audiência para tratarmos sobre esse assunto, dirimirmos dúvidas e para fazer com que o governo reveja essa decisão”, concluiu.

O encontro contou com a participação do Oficial de Justiça da Comarca da Capital, Francisco Carneiro.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-PB

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Auditor confundido com oficial de Justiça no Vasco diz que trabalho não foi prejudicado

Torcedores do Vasco no Calabouço - Foto: Reprodução / Twitter

O adutor Fernando de Pinho Barreira, da The Perfect Link, procurou o blog para esclarecer que um torcedor do Vasco de fato lhe questionou se ele entraria no clube para suspender a AGE que aprovou a venda da SAF do clube à 777 Partners, no último domingo. Mas não impediu seu trabalho.

"Não houve qualquer impedimento da entrada do auditor no Calabouço, apenas um torcedor lhe perguntou se ele iria suspender a eleição. Os trabalhos de Auditoria, bem como toda a AGE, transcorreram com total tranquilidade e harmonia", informou nota da empresa.

InfoJus Brasil: com informações do jornal "O Globo"

Número de mandados expedidos para Oficiais de Justiça no Ceará mais do que dobrou em quatro anos

Diante do aumento da demanda, do atual quadro de defasagem e da sobrecarga desses servidores, a expectativa do Sindojus-CE é de que sejam nomeados os 70 aprovados no concurso em andamento do TJCE

Foto: Divulgação

Em quatro anos, o número de mandados expedidos para Oficiais de Justiça no Ceará mais do que dobrou. Dados do Sistema de Estatística e Informações (SEI) do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) apontam que, de janeiro a junho de 2018, foram 186.970 mandados expedidos só pelo Sistema de Automação da Justiça (SAJ), enquanto no mesmo período deste ano foram 409.856 – o que representa aumento de 119,20%. A média mensal, que no primeiro semestre de 2018 foi de 31.161 mandados expedidos, em igual período de 2022 saltou para 68.309, ou seja, mais do que dobrou.

Maior parte da demanda é para o Interior do Estado, onde há maior carência de Oficiais de Justiça. Dos 409.856 mandados expedidos no primeiro semestre deste ano, 257.759 foram para comarcas do Interior (62,9%). Já para a capital foram 152.097 mandados expedidos (37,1%). Os dados são referentes ao SAJ, não levam em conta os mandados expedidos pelo Processo Judicial Eletrônico (PJE) e nem pelo Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU).

Apesar do aumento da demanda, o número de Oficiais de Justiça reduziu. O Ceará tem hoje 651 na ativa. Em 2015, no entanto, eram 723, ou seja, são 72 Oficiais de Justiça a menos nas ruas para dar vazão às demandas judiciais.

Ceman de Fortaleza

Em matéria publicada no último dia 1º de agosto no portal de notícias do TJCE, a administração destacou o aumento da produtividade da categoria. A publicação informa que Oficiais de Justiça da Central de Cumprimento de Mandados Judiciais (Ceman) de Fortaleza cumpriram de janeiro a junho deste ano 133.315 mandados, número 41% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram cumpridas pela Ceman 94.520 ordens judiciais.

Acrescentou, ainda, que a Ceman também registrou crescimento da demanda. Ao todo, 154.232 mandados foram recebidos de janeiro a junho deste ano, 25,6% a mais do que no primeiro semestre do ano anterior, quando houve o recebimento de 122.757 mandados judiciais.

Esforço e engajamento da equipe

Apesar do incremento da demanda, o juiz Agenor Studart Neto, superintendente da Central, salientou que, graças ao esforço da equipe interna e ao empenho dos oficiais e oficialas lotados na unidade, a Ceman de Fortaleza conseguiu alcançar números expressivos de diligências realizadas de janeiro a junho de 2022. Conforme o magistrado, a flexibilização das medidas restritivas relacionadas à pandemia da Covid-19 também contribuiu para o aumento da produtividade, já que foi possível retomar o cumprimento dos mandados não urgentes de forma presencial.

Wagner Sales, chefe da Ceman, destacou que o engajamento da equipe foi indispensável à obtenção “do excelente resultado alcançado” e parabenizou a “equipe interna pelo gerenciamento e acompanhamento diário, pela dedicação e esmero no atendimento dispensado aqueles que procuram os serviços de justiça. Parabenizo, também, aos Oficiais de Justiça pela superação e pela entrega dos números que geraram esse resultado alentador”.

Nomeação de novos Oficiais de Justiça

Atendendo à solicitação feita pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE), a atual administração do TJ realizou, neste ano, depois de oito anos de espera, concurso público para o cargo de Oficial de Justiça. Foram ofertadas no edital 10 vagas e mais 60 do cadastro de reserva. Diante do aumento da demanda, do atual quadro de defasagem e da sobrecarga desses servidores, a expectativa do sindicato é de que sejam nomeados os 70 aprovados no certame, o que proporcionará uma prestação jurisdicional mais célere, como a sociedade tanto almeja.

O Ceará tem duas comarcas sem Oficiais de Justiça lotados, a de Coreaú e Parambu, e inúmeras com quadro defasado, entre elas: Acopiara, Campos Sales, Crateús, Granja, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Morada Nova, Quixadá, São Benedito, Santa Quitéria, Solonópole, Tauá, Trairi, Viçosa, etc.

Fonte: Sindojus-CE

STF aprova por unanimidade reajuste de 18% para ministros e servidores do Judiciário

Por unanimidade, proposta foi aceita em sessão fechada e vai para aprovação no Congresso


O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou em sessão administrativa nesta quarta-feira (10) o envio ao Poder Legislativo de uma proposta que resultaria na elevação dos salários da magistratura em 18% até julho de 2024.

A proposta prevê o reajuste do salário de um ministro do Supremo, teto do funcionalismo, ao valor de R$ 46,3 mil. Atualmente, o vencimento mensal dos integrantes da corte é de R$ 39,3 mil.

Caso também seja aprovada pelo Congresso, essa elevação provocaria um efeito cascata que elevaria os demais salários dos magistrados do país.

Os ministros também enviarão uma proposta de aumento a servidores da Justiça no mesmo percentual e período.

Os 11 ministros do Supremo votaram de forma favorável ao aumento, pleiteado pelas associações de magistrados e pelos sindicatos dos servidores. A sessão virtual foi fechada ao público e à imprensa.

Relatório apresentado pelo presidente do Supremo, Luiz Fux, aos demais ministros, aponta que as entidades relatam perdas inflacionárias superiores a 30% desde o último reajuste.

Os sindicatos de servidores vêm fazendo manifestações frequentes em frente ao prédio do Supremo nos últimos meses.

Essas entidades afirmaram ao presidente da corte que há "desperdício de investimentos em formação e desenvolvimento dos servidores que deixam os quadros das instituições, bem como a necessidade de gastos com novos processos seletivos, com novos treinamentos, com a identificação de novos talentos".

Fux firma que estudos iniciados no primeiro semestre e realizados em conjunto com os demais tribunais superiores "apontaram a possibilidade de implementação de percentuais próximos de 9% em 2023 e mais 9% em 2024, incluindo servidores e magistrados".

Com isso, a área técnica do Supremo formulou a proposta de aumento, no qual os valores dos vencimentos básicos e dos cargos e das funções comissionadas serão reajustados em 18%, em quatro parcelas não cumulativas, sendo a primeira em abril de 2023 e a última em julho de 2024.

Fux afirma ainda que outros órgãos já tomaram medidas para recomposição salarial, a exemplo do Tribunal de Contas da União, da Polícia Rodoviária Federal, do Banco Central e do Ministério Público Federal.

Segundo ele, com percentuais que variam de 13,5% a 22%, "mas devem ser analisados individualmente porque carreiras como o TCU tiveram recomposições mais recentes do que o Poder Judiciário da União".

O último aumento do salário de magistrados foi aprovado em 2018 e o dos servidores, em 2016.

As propostas serão enviadas ao Congresso para a análise na forma de projeto de lei. A tramitação desse projeto começaria pela Câmara dos Deputados. Depois da aprovação dos parlamentares, a proposta ainda deve ser sancionada pelo presidente da República.

Embora o presidente possa vetar a mudança, o Congresso pode derrubar esse veto.

Além da aprovação do projeto de lei com o aumento dos subsídios dos ministros, há alguns outros passos burocráticos para a elevação dos salários dos demais magistrados: uma portaria conjunta dos presidentes dos tribunais superiores e uma resolução do STF com o subsídio mensal dos magistrados da União.

No próprio STF, o impacto previsto com as duas primeiras parcelas é de R$ 981 mil em 2023, já considerando as verbas previdenciárias para os ministros.

Em relação aos servidores do Supremo, para o ano que vem, o impacto previsto é de R$ 26,3 milhões também considerando verbas previdenciárias.

Ao marcar a sessão, o Supremo informou que, numa eventual proposta aprovada, o aumento deverá ser pago com valores do próprio Poder Judiciário, sem necessidade de repasses.

Além do aumento salarial, o tribunal formou maioria para aprovar a proposta de orçamento do Supremo para 2023, de R$ 850 milhões, que inclui uma recomposição da inflação de 10,9% em relação ao orçamento de 2022, que foi de R$ 767 milhões.

Após a votação, a Fenajufe (que representa servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público) divulgou nota em que afirma que o reajuste proposto não recompõe a inflação, mas alivia as perdas.

"A decisão do STF é o resultado de intensa pressão dos trabalhadores e trabalhadoras do Poder Judiciário da União, que incluiu manifestações em frente ao Supremo, reuniões com a direção da corte, envio de email aos ministros e diversos atos de toda a categoria", afirma.

InfoJus Brasil: Com informações do jornal Folha de S. Paulo

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