terça-feira, 15 de agosto de 2023

Desembargadores do TJ-PI recebem Comenda Longa Manus

Os desembargadores Hilo de Almeida, presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), e José Ribamar Oliveira, corregedor do Foro Extrajudicial e diretor-geral da Escola Judiciária do Piauí (Ejud-PI), foram homenageados, nesta quarta-feira (9), com a Outorga da Comenda Longa Manus, do Sindicato dos Oficiais de Justiça e Avaliadores do Estado do Piauí (Sindojus-PI). A solenidade aconteceu no Pleno do TJ-PI, sob presidência do desembargador Manoel de Sousa Dourado.


A Comenda Longa Manus tem o objetivo de homenagear e agraciar pessoas físicas, jurídicas, entidades nacionais e estrangeiras que, por relevantes serviços prestados ao Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado do Piauí, tenham se tornado dignas de gratidão, admiração e reconhecimento pela categoria dos Oficiais de Justiça Avaliadores.

Foram agraciados, ainda, com a Comenda o presidente da Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil, João Batista Fernandes de Sousa; os magistrados Rodrigo Tolentino, juiz auxiliar da Presidência do TJ-PI, e Reginaldo Pereira Lima de Alencar, juiz da 4ª Vara Cível da comarca de Teresina; o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça e Avaliadores do Estado do Piauí, Carlos Henrique Bezerra Sales.

“Receber essa comenda é razão de grande orgulho pra mim porque sei do esforço dessas duas instituições na defesa da categoria. Sei que é grande a responsabilidade de representar e honrar uma classe de tamanha importância. Uma classe que é, sim o elo mais próximo da Justiça com o cidadão. E nessa nossa luta por uma justiça muito mais célere, acessível e que realmente saiba que deve estar a serviço do cidadão, é preciso, cada vez mais, reconhecer e valorizar o papel e a importância dos oficiais de Justiça”, disse o desembargador Hilo de Almeida após receber a condecoração.

O presidente da Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil, João Batista Fernandes de Sousa, afirmou que a solenidade de hoje foi uma demonstração da interação harmônica entre o Tribunal de Justiça e a categoria dos oficiais de Justiça. “Com esse reconhecimento, que não se dá de forma gratuita, mas àqueles que efetivamente contribuem para uma sociedade mais justa, mostramos que o Poder Judiciário e os servidores trabalham juntos por uma sociedade mais igualitária”, disse.













InfoJus Brasil: com informações do TJPI

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Câmara aprova projeto que torna qualificado o homicídio praticado contra juiz ou promotor de Justiça


Rubens Pereira Júnior, relator do projeto

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) projeto de lei que torna qualificados os crimes de homicídio ou lesão corporal dolosa praticados contra membros do Ministério Público ou da magistratura em razão do exercício da função ou em decorrência dela. A proposta será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), para o o Projeto de Lei 996/15, de autoria do ex-deputado Roman (PR). O substitutivo lista medidas para garantir a proteção pessoal dessas autoridades, como uso de colete balístico, carro blindado ou uso de escolta.

No Código Penal, o homicídio qualificado prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos, que poderá ser aplicada ainda quando o crime for cometido contra cônjuge, companheiro ou parente, inclusive por afinidade, até o terceiro grau, em razão dessa parentalidade com membros do Ministério Público ou da magistratura.

Já a lesão dolosa terá aumento de pena de 1/3 a 2/3 nas mesmas situações.

O texto também considera crime hediondo o homicídio qualificado, a lesão corporal gravíssima e a lesão seguida de morte contra essas pessoas.

Segundo o Código Penal, são consideradas lesões de natureza gravíssima aquelas das quais resultam incapacidade permanente para o trabalho; enfermidade incurável; perda ou inutilização de membro, sentido ou função; deformidade permanente; ou aborto.

Condenados por crimes considerados hediondos não podem contar com anistia, graça e indulto ou fiança, devendo o apenado começar a cumprir pena inicialmente em regime fechado.

“O comportamento do infrator atinge diretamente o correto funcionamento do aparelho estatal de Justiça, afrontando os Poderes constituídos, por isso é essencial tornar qualificado esse homicídio”, afirmou Rubens Pereira Júnior.

Medidas

Ao considerar as atividades estatais desses profissionais como de risco permanente, o texto define medidas a serem usadas para garantir a segurança deles, além de apontar como diretriz a garantia da confidencialidade de suas informações cadastrais.

A proteção especial deverá ser solicitada à polícia judiciária por meio de requerimento instruído com a narrativa dos fatos e eventuais documentos pertinentes.

O processo sobre esse pedido tramitará com prioridade e em caráter sigiloso, devendo as primeiras providências serem adotadas de imediato.

Crime organizado

Na lei sobre procedimentos de processos relativos a crimes praticados por organizações criminosas, já existem alguns parâmetros para a proteção pessoal de membros do Ministério Público e da magistratura e de seus familiares.

O substitutivo de Pereira Júnior inclui na lei um trecho especificando medidas que podem ser adotadas para essa finalidade:
  • reforço de segurança orgânica;
  • escolta total ou parcial;
  • colete balístico;
  • veículo blindado; ou
  • trabalho remoto
Será possível ainda ocorrer a remoção provisória, a pedido do próprio membro do Poder Judiciário ou membro do Ministério Público, asseguradas a garantia de custeio com a mudança e transporte e de vaga em instituições públicas de ensino para seus filhos e dependentes.

No caso da escolta, sua concessão será submetida à apreciação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O reforço de segurança e o uso de colete balístico, quando pedidos e negados, poderão ser objeto de recurso ao superior hierárquico.

Proteção de dados

Na Lei Geral de Proteção de Dados, o texto aprovado prevê que, no tratamento de dados pessoais de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, sempre será levado em consideração o risco inerente ao desempenho de suas atribuições.

Qualquer vazamento ou acesso não autorizado desses dados que possa representar risco à integridade de seu titular será comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que deverá adotar, em caráter de urgência, medidas cabíveis para reverter ou mitigar os efeitos do incidente.

A Lei Geral de Proteção de Dados estipula ainda multas diárias ou simples pelo descumprimento das suas regras. O PL 996/15 determina o cálculo em dobro dessas multas quando se tratar de dados pessoais das pessoas tratadas pelo texto.


IntoJus Brasil: com informações da Agência Câmara de Notícias

Tribunal de Justiça do Ceará nomeia mais nove oficiais de justiça para reforçar atendimento à população do Interior


Para ampliar a força de trabalho e o atendimento à população, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) nomeou nove oficiais de justiça aprovados e classificados no último concurso para o cargo. Com as nomeações, já somam 19 novos profissionais efetivados para a função desde julho. A medida consta na Portaria nº 1821/2023, publicada no Diário da Justiça dessa terça-feira (08/08).

Os nomeados integram as vagas de ampla concorrência e reservadas a pessoas com deficiência e a negros. A iniciativa irá contemplar as Comarcas de Sobral, Juazeiro do Norte, Tauá, Morada Nova, Campos Sales e Independência. A definição das localidades levou em consideração as manifestações dos candidatos na audiência de escolha das comarcas de lotação.

CONCURSO

O concurso público para oficiais de justiça foi realizado pelo Tribunal de Justiça do Ceará por meio do Edital nº 1/2022, publicado em 21 de março, e organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC). A homologação ocorreu durante sessão do Tribunal Pleno de 10 de novembro de 2022 e publicada no dia 18 de novembro do mesmo ano. Inicialmente, o certame previa a convocação de sete candidatos de ampla concorrência, dois candidatos negros e um candidato com deficiência.

InfoJus Brasil: com informações do TJCE

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Diretoria do Sindojus-PA reúne-se com gabinete da presidência do CNJ


Nesta segunda-feira (07/08), a Diretoria Executiva do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Pará (Sindojus-PA) reuniu se com a equipe do gabinete da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A reunião foi realizada a pedido da Ministra Rosa Weber, atendendo solicitação do Sindojus-PA.

A reunião foi presidida pela Juíza auxiliar da presidência do CNJ, Dra. Lívia Peres e com participação das assessoras especiais, Dra. Viviane Fecher e Angela Maria, sendo motivada pelo sucesso do trabalho desenvolvido pelos Oficiais de Justiça nas ações da semana ambiental em São Félix do Xingu (PA). Durante a reunião houve solicitação ao CNJ sobre a possibilidade do fornecimento de novas ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento do trabalho do Oficial de Justiça.

Segundo, Edvaldo Lima, coordenador força tarefa, “o mundo mudou e o Judiciário precisa acompanhar essa mudança” com o foco na celeridade processual. O mutirão de São Félix do Xingu só chegou ao resultado positivo, devido a nova dinâmica de trabalho desenvolvida pela equipe de Oficiais de Justiça deslocada para comarca. Um Grupo de trabalho foi criado e será elaborado um relatório e fornecido para o CNJ. O Conselho Nacional de Justiça “lançou o projeto chamado “Justiça Itinerante Cooperativa Na Amazônia Legal”, que será estendido para vários estados.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-PA (editado).

Mais 7 tribunais passam a utilizar o Domicílio Judicial Eletrônico

Após o Tribunal de Justiça do Mato Grosso, sete tribunais passarão a utilizar o Domicílio Judicial Eletrônico neste mês para o envio de citações, intimações e demais comunicações processuais, seis deles da Justiça Estadual e um da Justiça Federal.

São eles: o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul; o Tribunal de Justiça da Paraíba; o Tribunal de Justiça do Pará; o Tribunal de Justiça de Minas Gerais; o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro; o Tribunal de Justiça de Santa Catarina; e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS).


Cronograma de início de uso do Domicílio Judicial Eletrônico pelos tribunais

A primeira etapa de implementação do Domicílio Judicial Eletrônico priorizou o cadastro de bancos e instituições financeiras. As empresas já cadastradas na plataforma poderão acessar e dar ciência às comunicações processuais expedidas pela plataforma a partir da data indicada no cronograma (veja tabela à direita).

De acordo com o Programa Justiça 4.0, 2.476 empresas já se cadastraram, totalizando 842 usuários. Bancos e empresas financeiras que ainda não se cadastraram têm até 15 de agosto para fazer o registro e criar os usuários.

Segundo dados da Febraban, o setor bancário recebe mais de 1 milhão de ofícios judiciais por ano, incluindo situações em que o banco não é parte do processo, porém recebe ordens judiciais, como bloqueios de conta, informação de saldo de conta-corrente, transferência de valores e cancelamentos.

O Domicílio Eletrônico conecta os tribunais brasileiros, que enviam as comunicações processuais, aos usuários cadastrados, que recebem e acompanham as comunicações, substituindo as comunicações físicas e/ou o deslocamento de oficiais de Justiça.

Integração dos tribunais

“O apoio de 13 tribunais no desenvolvimento da integração do Domicílio e nos testes das comunicações foi fundamental para implementar com sucesso a plataforma”, explica Luciana de Freitas, gerente do projeto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Colaboraram para o desenvolvimento e a homologação da plataforma dez Tribunais de Justiça (TJ-BA, TJ-CE, TJ-DF, TJ-MG, TJ-MT, TJ-PA, TJ-PB, TJ-PR, TJ-RJ e TJ-RS), um tribunal da Justiça Federal (TRF-4), um tribunal da Justiça do Trabalho (TRT-9) e o Tribunal Superior Eleitoral.

Dados do Justiça 4.0 informam que 33 tribunais estão trabalhando para integrar seus sistemas ao Domicílio Eletrônico, correspondendo a nove sistemas de processo eletrônico. O status dessa integração pode ser consultado no Painel de Monitoramento. Dúvidas dos tribunais quanto ao Domicílio Judicial Eletrônico podem ser encaminhadas para o e-mail sistemasnacionais@cnj.jus.br (canal exclusivo para atendimento de usuários dos sistemas do Conselho).

Cadastro de usuários

A Resolução CNJ 455/2022, que regulamenta o Domicílio Judicial Eletrônico, prevê a obrigatoriedade de cadastro à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios; aos órgãos da administração indireta; e às empresas públicas e empresas privadas de médio e grande porte. O cadastro é facultado às pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte, mas o CNJ recomenda que todos o façam.

O cronograma da segunda etapa do cadastro de usuários será divulgado na página do Domicílio Eletrônico. Esta fase irá contemplar as demais pessoas jurídicas, públicas e privadas, e pessoas físicas. Para orientar os usuários, o Programa Justiça 4.0 elaborou cinco vídeos tutoriais, que demonstram o cadastro, a gestão de usuários e o acesso ao sistema.

Justiça 4.0

O Domicílio compõe o portfólio de projetos do Programa Justiça 4.0, iniciativa do CNJ, do PNUD e do Conselho da Justiça Federal e apoiada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Superior Tribunal de Justiça e Conselho Superior da Justiça do Trabalho. O serviço foi desenvolvido em conjunto com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.

InfoJus Brasil: com informações do CNJ

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