segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Conciliação em Domicílio: oficiais de Justiça ajudarão partes a negociar acordos à distância

Foto: TRT-BA

Um ato conjunto da presidente e da corregedora do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), desembargadoras Débora Machado e Luíza Lomba, oferecerá às pessoas com processos trabalhistas no estado a possibilidade de negociar à distância seus interesses, contornar os conflitos e chegar a um acordo que resolva definitivamente o problema. A medida instituiu o projeto “Conciliação em Domicílio”, que aproveita as diligências feitas por oficiais de Justiça em residências e estabelecimentos comerciais para orientar e sensibilizar patrões e trabalhadores a resolverem amigavelmente suas lides, por meio eletrônico, com a mediação dos próprios oficiais.

“Uma relação de trabalho é uma relação humana, que envolve emoção, e às vezes persiste uma mágoa que impede as pessoas de conversarem. O oficial entra então com as mesmas técnicas de pacificação que já são usadas com sucesso nos Centros de Conciliação (Cejusc) do TRT-BA, dando às partes ciência de sua autonomia para negociar”, explica a juíza Carla Fernandes da Cunha, coordenadora da Secretaria de Execução e Expropriação do Tribunal.

O “Conciliação em Domicílio” foi inspirado em projeto do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que venceu a 13ª edição do Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como boa prática na categoria “Tribunais”, e o TRT-BA é o primeiro regional trabalhista a replicar a iniciativa.

O ato autoriza os oficiais que participarem do projeto a atuar como mediadores. A partir da adesão destes profissionais, eles serão capacitados pela Escola Judicial do Tribunal em técnicas de sensibilização para a conciliação e, no cumprimento de mandados judiciais, informarão às partes a possibilidade da apresentação, por elas, de proposta de acordo.

A proposta apresentada pela parte, em meio físico ou eletrônico, será certificada pelo oficial no processo, sem a divulgação do conteúdo, e encaminhada à parte contrária, diretamente ou por intermédio de seu advogado, com uso de meios eletrônicos (aplicativos JT-e ou WhatsApp, e-mail, telefone ou videoconferência). O oficial também pode promover reuniões telepresenciais. Caso as partes declarem falta de interesse num consenso, isso também será certificado no processo, mas este fato não impede que haja tentativa posterior de conciliação.

Obtido o acordo, a informação será lançada no processo para análise e homologação pelo Juízo competente ou pelo Cejusc. Se a proposta de conciliação for rejeitada, o oficial informará o fato ao proponente por meios eletrônicos.

A juíza Carla Cunha enfatiza que este tipo de diálogo está aberto em qualquer fase do processo. Ela também ressalta a importância da participação dos advogados, como acontece nas mediações no Cejusc e em todos os atos no Tribunal. “O que os oficiais e mediadores em geral fazem é eliminar barreiras e encurtar as distâncias físicas e emocionais que impedem as pessoas de construir a solução”, esclarece.

InfoJus Brasil: com informações do Portal Bahia Notícias

sábado, 26 de agosto de 2023

FESOJUS-BR é recebida no Ministério da Justiça para tratar do Marco das Garantias


Em Brasília, na manhã desta terça-feira, 22 de agosto, a Diretoria da FESOJUS-BR, acompanhada de representantes sindicais de diferentes Estados filiados, esteve reunida com o secretário Executivo de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Elias Vaz. Durante o encontro, os diretores discutiram temas relevantes para a categoria em âmbito nacional, em especial, o projeto do Marco das Garantias, que trouxe a figura do Oficial de Justiça como Agente de Inteligência Processual.


InfoJus Brasil: com informações da Fesojus


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

VPNI X GAE volta à pauta do TCU na próxima quarta: FENASSOJAF convoca oficiais de Justiça para estarem em Brasília


A Representação nº 036.450/2020-0, que trata sobre a legalidade do pagamento acumulado da VPNI e GAE para os Oficiais de Justiça volta à pauta do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30).

O tema esteve em pauta no dia 16 de agosto, porém, não foi analisado devido ao pedido de retirada de pauta apresentado pelo ministro Benjamin Zymler que informou ter conversado com o relator do processo, ministro Antonio Anastasia, para que haja uma solução “congruente e harmônica” em relação ao tema.

Na sessão plenária, Zymler lembrou que existe um projeto de lei em tramitação no Senado Federal (PL 2342/22) com emenda que pode “espancar” o problema. O ministro destacou que pode haver uma “solução congruente e harmônica” para o assunto.

Neste sentido, a Representação retorna para a pauta de julgamento na próxima quarta-feira, quando a Fenassojaf estará no plenário do TCU para acompanhar a sessão.

Por aproximadamente três anos os Oficiais de Justiça aguardam uma solução justa, que reconheça a legalidade dos pagamentos realizados há mais de duas décadas. Por isso, a Associação Nacional convoca todos os Oficiais de Justiça que tiverem disponibilidade a estarem em Brasília para, mais uma vez, pressionar os ministros para que promovam a análise do assunto e votem pela legalidade do pagamento acumulado para os Oficiais.

InfoJus Brasil: com informações da Fenassojaf

Quintos entra na pauta de julgamentos do Conselho da Justiça Federal dia 28


Processo sobre a absorção dos quintos nas parcelas de recomposição salarial parcial teve pedido de vista em abril; Fenajufe estará acompanhando

O Conselho da Justiça Federal poderá apreciar o processo SEI n. 0000148-45.2019.4.90.8000 na próxima sessão que ocorrerá dia 28.

O processo em questão trata de uma consulta do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) sobre a Lei n. 14.523/2023 quanto ao reajuste ou absorção dos valores amparados ou não por decisão transitada em julgado, diante da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 638.115/CE e da jurisprudência consolidada pelo Tribunal de Contas da União.

Esta é a terceira vez que o tema entra na pauta do Conselho da Justiça Federal. No mês de abril deste ano, o ministro Og Fernandes pediu vista do processo, após sustentação oral da Fenajufe em defesa da não absorção. Na ocasião, a ministra relatora, Maria Thereza de Assis Moura, presidente do Conselho, votou pela absorção.

Ao ser pautado novamente em junho, a desembargadora Mônica Sifuentes apresentou novo pedido de vista.

João Marcelo Arantes, membro da Assessoria Jurídica Nacional da Fenajufe (Cezar Brito Advogados Associados) estará presente na sessão para acompanhar o desenrolar. A defesa da Federação é que a Lei 14.523/2023 que trata da recomposição parcial das perdas dos servidores do PJU visa apenas garantir recomposição parcial pelas perdas inflacionárias dos últimos seis anos, não configurando reajuste salarial, de modo que a absorção dos quintos em razão desta norma seria ilegal.

A assessoria jurídica(AJN) continuará atuando com entrega de memoriais e despachos junto aos conselheiros e conselheiras. Já foi feita ainda, uma reunião com a Advocacia Geral da União no mesmo sentido.

Relembre

RE 638.115/CE

A decisão do STF no acórdão, que dá parcial provimento aos embargos de declaração e modulou os efeitos da decisão do Recurso Extraordinário (RE) 638115, manteve os quintos incorporados pelos servidores públicos federais em decorrência de exercício de função comissionada ou cargo em comissão entre abril de 1998 e setembro de 2001. E, nos casos das parcelas concedidas por decisões administrativas ou judiciais não transitadas em julgado, que fossem absorvidas por reajustes futuros.

A Fenajufe continuará sua luta em defesa da não absorção dos quintos nas parcelas da recomposição.

A sessão terá início às 14 horas com transmissão ao vivo pelo canal do Conselho da Justiça Federal no YouTube. Para acompanhar, acesse:www.youtube.com/cjf.

Acompanhe!

InfoJus Brasil: com informações da Fenajufe

OFICIAIS DE JUSTIÇA: Dirigentes sindicais cumprem intensa agenda nesta semana em Brasília

Os trabalhos foram realizados junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, CNJ, Senado Federal e ao Unojus. Teve também AGO e AGE da Fesojus, e reunião com o jurista Rudi Cassel

Representantes do Sindojus de diversos estados com o conselheiro do CNJ Marcelo Terto.

A diretoria do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) cumpriu, nesta semana, intensa agenda em Brasília, onde tratou de demandas de interesse da categoria. Os trabalhos foram feitos juntamente com representantes dos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Santa Catarina, Tocantins e do Distrito Federal. Na terça-feira (22), os dirigentes participaram, pela manhã, da Assembleia Geral Ordinária (AGO) de prestação de contas da Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil (Fesojus). À tarde, reuniram-se com o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Elias Vaz.

Na quarta-feira (23), os dirigentes participaram da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da federação que tratou sobre alteração estatutária. No período da tarde, a agenda foi junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


Representantes da categoria dos Oficiais de Justiça com o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Elias Vaz.

No CNJ, a comitiva de representantes da categoria dos Oficiais de Justiça se reuniu com o conselheiro Marcelo Terto, oportunidade em que trataram, entre outros assuntos, da Resolução 219/2016. No Senado Federal, os dirigentes se reuniram com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), quando trataram sobre a relatoria do Projeto de Lei (PL) 3191/2019, que determina o pagamento das despesas com diligências dos Oficiais de Justiça nos Juizados Especiais Cíveis.

Em seguida, cumpriram agenda no Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus), que presta suporte técnico à Frente Parlamentar dos Oficiais de Justiça, que agora é mista – com atuação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.


O presidente Vagner Venâncio, a diretora Fernanda Garcia e o presidente do Sindojus DF, Gerardo Lima, com a senadora Augusta Brito (PT-CE), durante o lançamento do livro Feminicídio, no Senado.

À noite, os representantes participaram do lançamento do livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, de autoria de José Antônio Fernandes de Macêdo, Sílvia Rebeca Sabóia Quezado e Tiago Dias da Silva, no hall da biblioteca do Senado Federal. Finalizando as atividades do dia, reuniram-se com a senadora Augusta Brito (PT-CE).

Reunificação

Ontem pela manhã, a diretoria se reuniu com o jurista Rudi Cassel, oportunidade em que receberam os memoriais que servirão de base para os diálogos com os desembargadores que compõem o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), a quem caberá julgar o recurso que trata do pleito de reunificação da carreira dos Oficiais de Justiça no Ceará.


Dirigentes do Sindojus Ceará com o jurista Rudi Cassel.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-CE

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