sexta-feira, 13 de março de 2026

Brasília recebe programação do Dia Nacional do Oficial de Justiça em março

Brasília sediará, nos dias 24 e 25 de março de 2026, uma programação especial em comemoração ao Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado oficialmente em 25 de março. As atividades reúnem profissionais da carreira de diversas regiões do país em eventos voltados ao reconhecimento da função desempenhada no âmbito do Poder Judiciário.

A programação é organizada pela Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil (Fesojus-BR), pela Associação Federal dos Oficiais de Justiça do Brasil (Afojebra) — entidade integrada por associações e sindicatos de Oficiais de Justiça estaduais — e pela Fenassojaf, associação que congrega entidades de Oficiais de Justiça federais. As atividades contam ainda com apoio da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional.

Programação inclui sessão de homenagens e evento solene na Câmara

As atividades começam no dia 24 de março, às 14h30, com uma sessão de homenagens na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, destinada a reconhecer a atuação dos profissionais responsáveis pelo cumprimento das decisões judiciais.

Ainda no mesmo dia, às 19h30, está previsto um jantar comemorativo, reunindo Oficiais de Justiça e convidados em um momento de confraternização entre profissionais da carreira.

No dia 25 de março, data em que se celebra o Dia Nacional do Oficial de Justiça, ocorrerá uma Sessão Solene no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, com a participação de autoridades, representantes de entidades e profissionais da categoria.

Atividade reúne profissionais de diferentes regiões

Segundo as entidades envolvidas na organização, a programação busca proporcionar um espaço de encontro entre Oficiais de Justiça de diferentes estados, promovendo momentos de reconhecimento institucional e integração entre profissionais que atuam no cumprimento de mandados e outras determinações judiciais.

O Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado em 25 de março, marca a importância da atuação desses servidores para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.

A expectativa é de que Oficiais de Justiça de várias regiões do país participem das atividades programadas em Brasília, acompanhando as homenagens e os eventos previstos na programação.


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Atuação do SINDOJAF garante aumento de até 50% no auxílio-saúde de servidores do TRT-1


O Órgão Especial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) decidiu ampliar o valor do auxílio-saúde para servidores que se enquadram em situações específicas de maior vulnerabilidade. A decisão, tomada por unanimidade em sessão realizada no dia 5 de março de 2026, atende a recurso administrativo apresentado pelo Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF).

O julgamento do Recurso Administrativo nº 0100096-97.2025.5.01.0000 resultou na autorização de acréscimo de 50% no valor do auxílio-saúde para determinados servidores, medida que beneficia diretamente filiados da entidade.

Quem terá direito ao aumento

A decisão estabelece o aumento do benefício para três grupos de servidores:

  • servidores com mais de 50 anos de idade;

  • servidores com deficiência ou portadores de doença grave;

  • servidores que possuam dependentes com deficiência ou doença grave.

Segundo o entendimento do tribunal, a ampliação do auxílio busca oferecer suporte adicional a servidores que enfrentam despesas mais elevadas com saúde ou cuidados médicos especializados.

Pagamento depende de previsão orçamentária

O voto do relator do processo, desembargador Theocrito Borges dos Santos Filho, estabelece que a implementação do aumento está condicionada à existência de dotação orçamentária.

Caso não haja recursos disponíveis no momento, o TRT-1 deverá encaminhar solicitação ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para obtenção dos valores necessários ao pagamento do benefício.

Pedido partiu de requerimento administrativo do sindicato

A medida resulta de requerimento administrativo apresentado pelo SINDOJAF, que buscou a ampliação do auxílio-saúde como forma de fortalecer a política de proteção à saúde dos servidores.

A condução da demanda foi realizada pelo escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados, responsável pela assessoria jurídica do sindicato.

O escritório atua na defesa dos filiados da entidade em processos administrativos e judiciais, oferecendo suporte especializado em questões funcionais, previdenciárias, tributárias e também em causas particulares, de forma gratuita para filiados e dependentes.

Decisão reforça debate sobre saúde do servidor

Para o SINDOJAF, a decisão representa um avanço nas políticas de cuidado com a saúde dos servidores do Judiciário, especialmente daqueles que enfrentam condições médicas mais complexas ou que possuem dependentes com necessidades especiais.

A entidade destaca que o resultado reforça a importância da atuação institucional e da assistência jurídica especializada na defesa de direitos da categoria.

🔗 Fonte: SINDOJAF


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Justiça reconhece direito de Oficial de Justiça à dedução integral de despesas com filho autista no Imposto de Renda


Uma decisão da Justiça Federal proferida nesta semana reconheceu o direito de um Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) à dedução integral de despesas com educação especializada e tratamento terapêutico de dependente com deficiência na base de cálculo do Imposto de Renda.

A sentença foi proferida em 11 de março de 2026 pela 6ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, no processo nº 1001323-32.2026.4.01.3400, e também determinou a restituição de valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, além do pagamento retroativo de benefício assistencial.

A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF), entidade que prestou assistência jurídica ao servidor.

Despesas com educação especializada foram reconhecidas como tratamento essencial

Na ação judicial, o Oficial de Justiça argumentou que arca com despesas elevadas relacionadas à educação especializada e terapias multidisciplinares necessárias ao desenvolvimento de seu filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência física.

A discussão jurídica envolvia a limitação imposta pela legislação tributária para dedução de despesas educacionais no Imposto de Renda. A tese apresentada pela defesa demonstrou que, em situações envolvendo dependentes com deficiência, esses gastos possuem natureza terapêutica e assistencial, sendo essenciais para o tratamento e o desenvolvimento da criança.

Ao analisar o caso, a Justiça Federal reconheceu que tais despesas não podem ser tratadas como manifestação de riqueza tributável, uma vez que se destinam à preservação da saúde, da dignidade e da inclusão social da pessoa com deficiência.

Sentença determinou restituição e implementação de benefício

Com base nesse entendimento, a decisão judicial determinou:

  • dedução integral das despesas com educação especializada e terapias na base de cálculo do Imposto de Renda;

  • restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos;

  • reconhecimento do direito ao auxílio-assistência para dependente com deficiência, com pagamento retroativo;

  • implementação do benefício administrativo, caso ainda não tenha sido concedido.

Segundo a decisão, os gastos realizados pelo servidor não representam acréscimo patrimonial tributável, mas sim despesas indispensáveis ao tratamento e ao desenvolvimento da pessoa com deficiência.

Ação foi conduzida por escritório jurídico que atua para o Sindojaf

A ação foi conduzida pelo escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados, responsável pela assessoria jurídica do SINDOJAF. O escritório presta suporte técnico aos filiados do sindicato em demandas administrativas e judiciais, incluindo questões funcionais, previdenciárias, tributárias e também causas particulares (sem custos para os filiados).

Assistência jurídica é um dos principais benefícios da filiação

De acordo com o sindicato, a decisão evidencia uma das principais vantagens da filiação à entidade: a assistência jurídica integral e gratuita oferecida aos associados.

O benefício abrange:

  • causas funcionais;

  • demandas administrativas;

  • ações judiciais;

  • questões tributárias e previdenciárias;

  • causas particulares dos filiados.

A proteção jurídica também se estende aos dependentes do servidor, incluindo aqueles declarados no Imposto de Renda, o que amplia a cobertura e reduz custos com assistência jurídica especializada.

Sindicato destaca importância da defesa institucional

Para o presidente do SINDOJAF, Gerardo Alves Lima Filho, a decisão representa um exemplo concreto da importância da organização sindical e da atuação jurídica qualificada em defesa da categoria.

Segundo ele, o sindicato atua permanentemente para garantir que os direitos dos Oficiais de Justiça sejam reconhecidos e respeitados.

“Essa vitória judicial demonstra a importância de o Oficial de Justiça estar protegido e representado. O sindicato trabalha para garantir direitos, oferecer segurança jurídica e apoiar seus filiados em todas as situações. A assistência jurídica gratuita e integral que oferecemos é um dos pilares dessa proteção.”

Gerardo também destacou o papel do escritório responsável pela condução do processo.

“O trabalho técnico do escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados foi fundamental para a conquista desse resultado, garantindo aos nossos filiados uma defesa qualificada e comprometida com a proteção dos direitos da categoria.”

Além da assistência jurídica, o sindicato oferece convênios e ferramentas de apoio profissional, como o acesso ao Credilink, plataforma utilizada por Oficiais de Justiça para levantamento de informações que auxiliam no cumprimento de mandados e diligências.

🔗 Fonte: SINDOJAF


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quarta-feira, 11 de março de 2026

Caso de Oficial de Justiça leva TJPB a discutir reforço nas políticas de saúde mental para servidores


Um caso envolvendo um Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) reacendeu o debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho do Judiciário e levou a equipe biopsicossocial do tribunal a recomendar medidas institucionais voltadas à proteção e ao acompanhamento psicológico de servidores.

De acordo com informações publicadas pelo Blog do jornalista Cândido Nóbrega, a equipe técnica do tribunal sugeriu uma avaliação institucional da situação funcional do Oficial de Justiça Marconi Holanda, lotado no Fórum Cível de João Pessoa, à luz das diretrizes da política de Saúde do Trabalhador.

Entre as recomendações apresentadas estão revisões normativas e medidas de prevenção a riscos psicossociais, além da ampliação de mecanismos de proteção a servidores vítimas de assédio ou discriminação no ambiente institucional.

🔗 Leia a reportagem original:

Relatório aponta relação entre saúde mental e conflitos institucionais

Segundo o relatório elaborado por integrantes da equipe biopsicossocial — composta por uma médica, uma psicóloga e uma analista judiciária — há indícios de correlação entre o agravamento do quadro psíquico do servidor e a exposição prolongada a conflitos institucionais.

O documento também aponta frustração decorrente de procedimentos administrativos e de uma denúncia encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que, embora tenha sido formalmente acolhida, não teria produzido efeitos práticos.

Diante desse contexto, os especialistas recomendaram que o caso seja analisado dentro de uma abordagem institucional mais ampla, voltada à prevenção e ao enfrentamento de riscos psicossociais no trabalho.

Recomendações incluem revisão de normas e prevenção de riscos psicossociais

O relatório encaminhado à Comissão de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios e Discriminação do TJPB também sugere:

  • avaliação institucional da situação funcional do servidor;

  • revisão de protocolos de apuração e arquivamento de denúncias;

  • ampliação das ações da GEVID (Gerência de Qualidade de Vida);

  • acompanhamento psicológico e psiquiátrico regular;

  • aplicação das diretrizes da NR-1, norma que trata da gestão de riscos ocupacionais, incluindo riscos psicossociais.

Segundo os especialistas, a adoção dessas medidas é considerada importante para identificar e enfrentar fatores que possam comprometer a saúde mental dos servidores.

Histórico de adoecimento relacionado ao trabalho

De acordo com relatos apresentados pelo próprio servidor, o processo de adoecimento teria começado há cerca de 16 anos, quando ele solicitou readaptação funcional devido a uma doença osteomuscular na coluna lombar, caracterizada por dor crônica e limitação funcional.

O pedido administrativo teria sido indeferido, situação que levou o servidor a reunir documentos e encaminhar denúncia ao CNJ, além de preparar um dossiê com registros do período em que afirma ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho.

Esse material foi encaminhado a diversas autoridades do Judiciário e entidades representativas de servidores.

Diagnóstico e acompanhamento médico

A equipe biopsicossocial apontou que o servidor apresenta diagnóstico classificado na CID-10 como F31 (Transtorno Afetivo Bipolar), com episódio atual descrito como depressivo grave sem sintomas psicóticos (F31.4).

O relatório também menciona histórico de episódios depressivos recorrentes, instabilidade do humor, sofrimento emocional intenso e sentimento persistente de injustiça institucional e desvalorização profissional.

Entre 2023 e 2024, segundo o documento, teria ocorrido uma fase de agravamento do quadro clínico, que exigiu intensificação do acompanhamento psiquiátrico e ajustes no tratamento terapêutico.

Debate sobre saúde mental no Judiciário

O caso reacende uma discussão cada vez mais presente no âmbito do Judiciário brasileiro: a necessidade de políticas institucionais voltadas à saúde mental dos servidores, especialmente aqueles que atuam em funções de alta exposição a pressões, conflitos e responsabilidades.

No caso específico dos Oficiais de Justiça, que desempenham suas atividades diretamente nas ruas e em contato com situações frequentemente delicadas, especialistas apontam que a atenção à saúde emocional e psicológica torna-se elemento essencial para a preservação do bem-estar e da qualidade do serviço público.


📰 Fonte: Blog do jornalista Cândido Nóbrega

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terça-feira, 10 de março de 2026

Oficiala de Justiça e advogada são agredidas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em São Paulo


Uma Oficiala de Justiça e uma advogada foram agredidas durante o cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão de veículo na capital paulista. O episódio ocorreu durante diligência relacionada a um contrato de financiamento inadimplente e terminou com fuga dos envolvidos e investigação policial.

De acordo com informações divulgadas pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), a diligência era conduzida pela Oficiala de Justiça Marcela Gomes Giorgi, acompanhada da advogada Melissa Amorim de França, representante da empresa responsável pela ação judicial.

Diligência já estava em andamento

O mandado tinha como objetivo localizar e apreender um automóvel vinculado a um contrato de financiamento em atraso. Após diligências para localizar o veículo, a oficiala chegou ao endereço indicado na ordem judicial.

No local havia uma residência aparentemente desocupada, com uma placa de “vende-se”. Diante da situação, foram acionados um chaveiro e um guincho, além de ter sido solicitado apoio da Polícia Militar para acompanhar a execução do ato.

Enquanto aguardavam, uma mulher saiu de uma residência vizinha afirmando conhecer os proprietários do veículo e dizendo que tentaria contatá-los. Posteriormente, verificou-se que ela era esposa do dono do automóvel.

Situação evoluiu para agressões

Pouco tempo depois, dois homens chegaram ao local: o proprietário do veículo e seu pai. Segundo relato da oficiala, naquele momento o cumprimento do mandado já havia sido formalizado — o devedor havia sido cientificado da ordem judicial, entregue as chaves do veículo e o auto de apreensão estava sendo lavrado.

Quando a advogada iniciou a retirada do carro da garagem, o proprietário avançou repentinamente contra o veículo. Ele arrancou as chaves das mãos da advogada, quebrando suas unhas, e passou a puxá-la para fora do automóvel pelos braços, pernas e cabelos, arremessando-a ao chão repetidas vezes.

Durante a confusão houve luta corporal entre os envolvidos. Segundo os relatos, o homem também proferiu ameaças contra as duas profissionais, afirmando que não tinha mais nada a perder caso o carro fosse levado.

Em determinado momento, ele entrou no veículo pelo lado do passageiro e começou a procurar algo sob o banco, o que fez as profissionais temerem que pudesse haver uma arma no interior do automóvel.

A oficiala relatou que chegou a temer que a advogada fosse atropelada durante a situação.

Advogada foi hospitalizada

Após as agressões, pai e filho fugiram com o veículo que seria apreendido. Segundo a oficiala de Justiça, eles também deixaram o local levando outro automóvel que possuía restrições judiciais.

A advogada Melissa Amorim de França foi socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, onde permanece internada. Ela apresentou diversas escoriações pelo corpo e ficou abalada com o episódio. Posteriormente, passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

A oficiala Marcela Gomes Giorgi relatou ainda ter sido empurrada e ameaçada de morte, embora não tenha sofrido ferimentos graves.

Caso é investigado pela Polícia Civil

A Polícia Militar foi acionada, mas houve demora no atendimento devido a uma operação policial que ocorria na região no momento do chamado.

O caso foi registrado no 73º Distrito Policial de Jaçanã (SP) e está sendo investigado pelos crimes de:

  • lesão corporal

  • resistência

  • roubo

Imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar e localizar os responsáveis pelas agressões.

O episódio reforça os riscos enfrentados por Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais, atividade que frequentemente envolve situações de tensão e resistência por parte dos destinatários das decisões.

🔗 Leia a reportagem original:

📰 Fonte: Migalhas


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