terça-feira, 24 de março de 2026

Comparativo regional aponta Paraíba com maior reajuste salarial entre Oficiais de Justiça do Nordeste


Um levantamento recente envolvendo sindicatos de Oficiais de Justiça da região Nordeste aponta que a Paraíba registrou o maior reajuste anual concedido por tribunais de justiça locais, superando índices aplicados em outros estados e no âmbito federal. O resultado reforça a atuação institucional do sindicato paraibano e impulsiona novas pautas de valorização da categoria.

De acordo com os dados comparativos, a Bahia concedeu reajuste linear de 5% a partir de maio, acompanhado de aumento de R$ 300 em gratificação e elevação do auxílio-alimentação para R$ 2.500. Já em Alagoas e no Ceará, a reposição seguiu o índice de 4,26% do IPCA, sendo que, no caso cearense, acréscimos específicos elevaram o ganho total para cerca de 5%.

Outros estados também apresentaram percentuais relevantes: Maranhão aplicou reajuste de 5,35%, enquanto o Piauí alcançou 5,5%. No Rio Grande do Norte, a categoria ainda aguarda contraproposta do tribunal.

Em Sergipe, o sindicato da categoria aprovou, em assembleia, uma contraproposta que inclui aumento de R$ 400 no auxílio-saúde a partir de abril de 2026, revisão inflacionária de 4,26% retroativa a janeiro, reestruturação de padrões funcionais prevista para 2027, além de reajustes em auxílios e indenizações, como o de transporte (6%). A proposta aguarda apreciação pelo tribunal local.

No âmbito federal, segundo a Assojaf, o reajuste anual ficou em 4,52%, percentual inferior ao verificado em alguns estados do Nordeste.

Atuação institucional e próximos passos

Para o presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, o desempenho da Paraíba é resultado de uma atuação técnica consistente e de articulação institucional com outras entidades representativas do serviço público. Ele também destacou a receptividade da administração do tribunal local às demandas da categoria.

Segundo a entidade, o foco agora se volta para a construção de um novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), com propostas que envolvem recomposição salarial, melhorias estruturais e valorização permanente dos Oficiais de Justiça.

A estratégia adotada inclui a utilização de dados comparativos nacionais e a manutenção de diálogo técnico contínuo com o tribunal, com reuniões periódicas que, de acordo com o sindicato, já indicam avanços iniciais nas negociações.

O cenário regional evidencia diferenças nas políticas remuneratórias adotadas pelos tribunais, ao mesmo tempo em que reforça a importância da atuação organizada das entidades representativas na busca por melhores condições de trabalho e valorização profissional dos Oficiais de Justiça em todo o país.

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sábado, 21 de março de 2026

VI Conojus: Oficiais de Justiça se reúnem em Florianópolis para discutir desafios e futuro da carreira


Florianópolis (SC) será sede, entre os dias 22 e 24 de abril de 2026, do VI CONOJUS – Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça, evento que deve reunir profissionais de diferentes regiões do país para discutir os rumos da atividade no contexto de transformação do Judiciário.

Com programação distribuída ao longo de três dias, o encontro prevê palestras, painéis temáticos e debates técnicos voltados a temas como inovação tecnológica, investigação patrimonial, gestão judicial e mudanças legislativas que impactam a carreira.

Abertura aborda papel do Oficial de Justiça na jurisdição

A programação tem início na tarde do dia 22 de abril, com credenciamento e solenidade de abertura. Na sequência, uma palestra inaugural discutirá a importância dos Oficiais de Justiça para a efetividade da jurisdição, tema central que atravessa os debates do congresso.

Tecnologia e investigação patrimonial dominam primeiro dia de debates

No dia 23 de abril, os painéis se concentram em temas ligados à modernização da atividade. Entre os assuntos previstos estão:
  • os impactos das inovações tecnológicas nos tribunais sobre a atuação dos Oficiais de Justiça;
  • aspectos da Resolução 600 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • o uso de inteligência artificial e proteção de dados na investigação patrimonial;
  • a aplicação prática de ferramentas eletrônicas nas diligências.
Também está prevista uma palestra sobre estratégias de localização de pessoas, com contribuições baseadas em experiências operacionais de órgãos de segurança pública.

Gestão, conciliação e evolução da função entram em debate

Ainda no segundo dia, a programação inclui discussões sobre:
  • gestão e organização do trabalho no Judiciário;
  • o papel do Oficial de Justiça na conciliação de conflitos;
  • a evolução da atividade a partir da perspectiva de magistrados com experiência prática na área.
Os debates buscam refletir sobre o posicionamento do profissional entre a execução de ordens judiciais e a atuação em soluções consensuais.

Futuro da Justiça e mudanças estruturais pautam encerramento

No dia 24 de abril, último dia do congresso, a programação aborda temas voltados ao futuro da atividade e às transformações institucionais, incluindo:
  • perspectivas sobre a Justiça do futuro;
  • desafios contemporâneos relacionados à governança e aos chamados “wicked problems”;
  • experiências internacionais, como os reflexos da desjudicialização em Portugal.
Também estão previstos painéis sobre linguagem simples na comunicação judicial, educação financeira e debates sobre resoluções e propostas legislativas que impactam a carreira.

Espaço para troca de experiências e memória profissional

O encerramento contará ainda com atividades voltadas à valorização da trajetória profissional, incluindo um painel sobre a experiência de Oficiais de Justiça antes da consolidação de ferramentas digitais como GPS e aplicativos de mensagens.

Ao final do evento, está prevista a apresentação da próxima edição do congresso, o VII CONOJUS.

Evento reúne profissionais de todo o país

O CONOJUS é um dos encontros periódicos que reúnem Oficiais de Justiça para discussão de temas técnicos, institucionais e operacionais da atividade. A expectativa é de participação de profissionais de diferentes estados, promovendo intercâmbio de experiências e análise dos desafios contemporâneos da carreira.



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sexta-feira, 20 de março de 2026

Entidades divulgam contraponto institucional sobre atuação dos Oficiais de Justiça após manifestação em tribunal


O SINDOJAF e a UniOficiais/BR, entidades de representação nacional dos Oficiais de Justiça Federais, divulgaram, nesta quarta-feira (19), uma nota de esclarecimento institucional após manifestação feita por desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA), durante sessão do órgão especial realizada no dia 18 de março de 2026.

No documento, as entidades apresentam um contraponto técnico a interpretações sobre a função exercida pelos Oficiais de Justiça, destacando aspectos relacionados à natureza das atribuições, à evolução tecnológica da atividade e ao papel desses profissionais no sistema de Justiça.

🔗 Leia a nota na íntegra:

Função vai além da execução de ordens judiciais

A nota afirma que a atuação do Oficial de Justiça não se limita ao cumprimento mecânico de decisões judiciais, mas envolve a prática de atos processuais com autonomia técnica.

Segundo o texto, entre as atribuições estão a realização de diligências, a certificação de situações fáticas relevantes e a adoção de medidas necessárias para assegurar a efetividade das decisões judiciais.

Digitalização não substitui atuação presencial

Outro ponto abordado no documento diz respeito à transformação digital no Judiciário. As entidades sustentam que a incorporação de tecnologias não elimina a necessidade da atuação presencial, especialmente em casos que exigem intervenção direta.

A nota destaca que ferramentas eletrônicas têm sido utilizadas para aumentar a eficiência e a celeridade, mas que a atividade permanece essencial em situações como:

  • atos de constrição patrimonial;

  • cumprimento de medidas urgentes;

  • proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade;

  • verificação presencial de circunstâncias relevantes ao processo.

Carreira tem caráter técnico e jurídico

O documento também menciona que a carreira de Oficial de Justiça mantém, na maior parte dos tribunais, o requisito de bacharelado em Direito, indicando a complexidade técnica das atribuições desempenhadas.

Nesse contexto, as entidades ressaltam que se trata de uma função estruturada, que exige qualificação especializada para a execução das atividades no âmbito judicial.

Proposta de emenda constitucional é citada

A nota faz referência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 23/2023, que está em tramitação no Congresso Nacional. A proposta prevê a inclusão dos Oficiais de Justiça no rol de funções essenciais à Justiça.

Segundo o texto, a iniciativa também trata de aspectos como a exigência nacional de formação jurídica, a caracterização da carreira como típica de Estado e a criação de uma legislação orgânica específica.

Manifestação reforça debate sobre a função

A divulgação do contraponto institucional ocorre em meio a discussões sobre o papel dos Oficiais de Justiça no contexto de modernização do Judiciário.

As entidades afirmam, na nota, que os profissionais permanecem adaptados às demandas contemporâneas, atuando com apoio de ferramentas tecnológicas, sem prejuízo da necessidade de atuação direta em campo.

Ao final, o documento reafirma a importância da atividade para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.


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Motorista agride Oficial de Justiça, foge por 100 km e capota carro após perseguição policial em MT


Um homem de 29 anos foi preso após agredir uma Oficial de Justiça durante o cumprimento de um mandado judicial, fugir por cerca de 100 quilômetros e capotar o veículo durante uma perseguição policial em Mato Grosso. O caso ocorreu na manhã de terça-feira (17 de março de 2026) e mobilizou diversas equipes da Polícia Militar.

De acordo com informações divulgadas pelo portal g1 Mato Grosso, a ocorrência teve início no município de Sinop, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de veículo.

Agressão durante cumprimento de mandado

Segundo a Polícia Militar, o suspeito resistiu à ação, desacatou os envolvidos e agrediu a Oficial de Justiça no momento da diligência. Após o episódio, ele fugiu do local dirigindo em alta velocidade.

A fuga seguiu inicialmente pela BR-163, no sentido do município de Sorriso, e posteriormente pela MT-242, em direção a Boa Esperança do Norte.

Perseguição mobilizou várias equipes policiais

Equipes da Polícia Militar iniciaram o acompanhamento do veículo nas proximidades do trevo de Nova Ubiratã, mas o motorista desobedeceu às ordens de parada e continuou a fuga.

Ainda segundo a PM, foi montada uma barreira policial em Boa Esperança do Norte, que também foi desrespeitada pelo suspeito, que seguiu em alta velocidade.

Durante a fuga, o condutor dirigiu de forma perigosa, colocando em risco outros motoristas e pedestres, além de quase provocar acidentes ao longo do trajeto.

A perseguição seguiu até o município de Santa Rita do Trivelato, a cerca de 445 km de Cuiabá.

Veículo capota e suspeito é preso

Nas proximidades do trevo de acesso à cidade, o motorista perdeu o controle da direção e capotou o veículo, que chegou a girar várias vezes antes de parar.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente, mostrando a sequência da fuga e o capotamento do carro.

Após o acidente, equipes da Polícia Militar realizaram a abordagem e efetuaram a prisão do suspeito, que não sofreu ferimentos graves.

Ao todo, a ocorrência mobilizou mais de cinco viaturas e cerca de 20 policiais militares.

Caso segue à disposição da Justiça

Após a prisão, o homem foi encaminhado às autoridades competentes e colocado à disposição da Justiça. A identidade do suspeito não foi divulgada.

O caso evidencia mais uma situação de risco enfrentada por Oficiais de Justiça no cumprimento de ordens judiciais, especialmente em diligências que envolvem apreensão de bens ou situações de conflito.

🎥 Assista ao vídeo da ocorrência e leia a matéria original:

📰 Fonte: g1 Mato Grosso


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Mestrado gratuito em Segurança, Desenvolvimento e Defesa abre inscrições e Oficiais de Justiça podem participar


A Escola Superior de Defesa (ESD), vinculada ao Ministério da Defesa, está com inscrições abertas para o mestrado em Segurança, Desenvolvimento e Defesa, programa gratuito que oferece 21 vagas e será realizado em Brasília.

O curso é destinado a graduados de qualquer área do conhecimento, incluindo o público civil — o que abre uma importante oportunidade para Oficiais de Justiça de todo o Brasil que desejam avançar na formação acadêmica e estratégica.

As inscrições podem ser realizadas até 20 de abril de 2026, por meio do link oficial:

⚖️ Oportunidade para Oficiais de Justiça

O programa é especialmente relevante para Oficiais de Justiça, considerando a crescente complexidade das demandas envolvendo segurança pública, políticas institucionais, conflitos sociais e atuação estatal.

A formação oferece uma base sólida para atuação qualificada em temas diretamente relacionados à realidade vivenciada na execução de mandados judiciais, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, violência e atuação interinstitucional.

Além disso, o caráter interdisciplinar do curso contribui para o desenvolvimento de uma visão estratégica sobre o papel do Estado e do sistema de justiça na sociedade contemporânea.

📚 Curso é gratuito e aberto a civis

O mestrado da ESD é totalmente gratuito e tem atraído cada vez mais participantes civis. Dados da instituição apontam que houve um crescimento de 8,5% na participação de civis entre as turmas de 2024 e 2025.

Podem se inscrever candidatos:

  • Com diploma de graduação em qualquer área

  • Brasileiros ou estrangeiros

  • Interessados em temas de segurança, defesa e políticas públicas

Para participar, é necessário apresentar:

  • Diploma ou certificado de conclusão da graduação

  • Histórico escolar

  • Currículo atualizado

  • Projeto preliminar de pesquisa

🧠 Linhas de pesquisa e formação estratégica

O programa está estruturado em duas linhas de pesquisa:

  • Geopolítica, Diplomacia e Estratégia

  • Políticas Públicas, Dimensão Humana e Gestão

Segundo a coordenadora do curso, professora Cintiene Sandes Monfredo Mendes, a proposta é preparar profissionais para lidar com cenários complexos:

“A produção acadêmica contribui para analisar essas dinâmicas com rigor científico, oferecendo interpretações e modelos que auxiliam na compreensão das transformações do sistema internacional.”

O curso tem como objetivo desenvolver capacidades analíticas, estratégicas e técnicas, fundamentais para atuação em ambientes institucionais de alta complexidade.

📝 Processo seletivo

O processo seletivo é gratuito e composto por:

  • Prova de conhecimentos específicos

  • Avaliação de língua estrangeira

  • Análise do projeto de pesquisa

  • Entrevista

O resultado final está previsto para 26 de junho de 2026.

📍 Aulas presenciais em Brasília

As aulas serão presenciais, com início em 4 de agosto de 2026, na sede da Escola Superior de Defesa, em Brasília.

O prazo para conclusão do curso é de até 24 meses.

🏛️ Sobre a Escola Superior de Defesa

A Escola Superior de Defesa é um instituto de altos estudos vinculado ao Ministério da Defesa, com sede em Brasília, voltado à produção de conhecimento em temas estratégicos relacionados à segurança, defesa e desenvolvimento nacional.

A instituição atua na formação de profissionais capazes de compreender e responder aos desafios contemporâneos do Estado brasileiro.

🚀 Formação estratégica para quem está na linha de frente da Justiça

Para os Oficiais de Justiça, a participação em programas como este representa não apenas qualificação acadêmica, mas também fortalecimento institucional e ampliação da capacidade de atuação em cenários complexos, onde segurança, políticas públicas e justiça se entrelaçam.



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