quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Oficial de justiça é agredida ao tentar cumprir mandado de intimação em MT

Filha de intimado ainda ameaçou e xingou a vítima e agrediu PMs, em Chapada dos Guimarães

Uma oficial de justiça identificada como E.C., de 43 anos, registrou um boletim de ocorrência após ser agredida e ameaçada por uma mulher quando tentava cumprir um mandado de intimação. O caso aconteceu nesta quarta-feira (5), em Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá).

Ao delegado Marcelo de Melo de Laet, da Polícia Civil, a vítima contou que foi até à casa de D.F. para intimá-lo, quando foi recebida pela filha dele.

A mulher, então, teria informado que o seu o pai não estava no local e, ao ouvir da funcionária pública de que havia uma intimação no nome dele e o motivo, teria se alterado e passado a xingar a vítima,

"Toda semana é essa palhaçada e toda semana vem esses oficiais filhos da p... encher o saco”, gritava a mulher, segundo o relato da vítima.

A reportagem não conseguiu localizar o processo ao qual a intimação faria referência. No entanto, de acordo com a vítima, a suspeita dizia que o pai "não havia pego dinheiro de ninguém" e continuou a xingá-la na porta da casa.

Ainda no relato feito ao delegado, a oficial de justiça afirmou que tentou explicar que estava apenas cumprindo o seu serviço e que, diante do desacato, iria acionar a Polícia Militar.

Nesse momento, a suspeita abriu o portão de casa e teria passado a agredir a servidora, puxando os cabelos da vítima e jogando-a no chão.

De acordo com a vítima, vizinhos ouviram a confusão e conseguiram conter a filha do homem a ser intimado. No entanto, ela conseguiu pegar o celular da oficial de justiça e escondeu o aparelho dentro da residência, para impedi-la de chamar a PM.

Na sequência, conforme o relato, a suposta agressora voltou a ameaçar a oficial de justiça para que entregasse as chaves do carro dela, "senão iria quebrá-la toda", retornando para dentro da casa, em seguida.

Ameaça a PMs

Os vizinhos, então, ajudaram a vítima a retirar o veículo de frente da casa e aguardaram a chegada da PM.

Quando os policiais militares chegaram ao imóvel da suspeita, e encontraram lavando roupa tranquilamente.

Ao ser abordada, a mulher passou a também xingar os PMs, chegando a agredi-los na tentativa de resistir à prisão e rasgando a farda de um deles.

A mulher ainda disse que "era parente de um coronel que iria f... com a vida dos policiais" e se negou a devolver o celular da vítima.

Já algemada e no momento em que saíam da casa, a mulher teria dito à vítima que ela "não iria amanhecer viva, que iria matá-la e que ela ia pagar pelo o que estava acontecendo".

Já na delegacia, o pai da mulher apareceu e foi intimado da ação. Ele também pediu desculpas à oficial de justiça e informou que não é a primeira vez que sua filha agride pessoas.

Ele também pediu à filha para que falasse onde escondeu o celular da vítima. O aparelho foi recuperado pelos militares e entregue à oficial de Justiça.

O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

Déficit de 131 Oficiais de Justiça afeta 61 municípios cearenses

A causa da morosidade no judiciário cearense passa por vários fatores, entre eles a carência de servidores. Enquanto isso, há 26 vacâncias de Oficiais de Justiça, ou seja, cargos já criados por lei, com recursos previstos no orçamento

Nota publicada no dia 1º de setembro
no jornal Diário do Nordeste
CNJ aponta: a justiça cearense é a mais improdutiva do País. O dado reflete o que na prática sente a população, com uma justiça cada vez mais lenta, incapaz de dar à sociedade um retorno com a rapidez que os processos demandam. A causa da morosidade no judiciário passa por vários fatores, entre eles a carência de servidores. Em todo o Estado há um déficit de 131 Oficiais de Justiça. São 61 municípios com o quadro totalmente defasado. Destes, quatro estão sem oficiais: Iracema, Jaguaretama, Senador Pompeu e Solonópole, onde os processos estão completamente parados, já que não há quem cumpra as decisões judiciais.

A carência de Oficiais de Justiça, somada a uma demanda que cresce exponencialmente, resulta em sobrecarga de trabalho. Por conta disso, muitos estão adoecendo, tendo que se afastar do trabalho para tratarem de suas saúdes. O problema poderia facilmente ser resolvido, desde que houvesse sensibilidade da atual administração do Tribunal de Justiça do Ceará.

Existe um concurso em vigência cuja validade já expira neste mês de setembro, com 207 aprovados aptos a assumir. Há 26 vacâncias (14 do atual concurso e 12 de certames anteriores), ou seja, cargos já criados por lei, com recursos previstos no orçamento. Contudo, em vez de nomear aprovados, a administração do judiciário estadual ameaça remover compulsoriamente Oficiais de Justiça, transferindo-os para cidades distantes de onde trabalham, desestruturando famílias inteiras e criando um clima de terror na categoria.

Além de injusta e ineficaz, esta atitude arbitrária do Tribunal de Justiça do Ceará revela-se completamente improdutiva e prejudicial à sociedade, pois deixaria ainda mais defasados os locais de onde esses servidores estariam sendo retirados.


InfoJus BRASIL: Com informações do Sindojus-CE

IX CONOJAF: Oficiala de Justiça chama a atenção para a necessidade da (Re)Construção da identidade profissional do Oficial de Justiça

A Oficiala de Justiça Asmaa Abduallah Hendawy foi a palestrante do segundo painel desta quarta-feira (05) do XI CONOJAF. Com o tema “Identidade e (Re)Construção Profissional”, a Oficiala da Justiça Estadual do Pará e representante sindical iniciou a palestra mencionando as peculiaridades em seu estado, onde algumas diligências dos Oficiais interioranos chegam a percorrer distâncias de até 800 km para dar cumprimento ao seu mister. Em que pese no Pará o Oficiais de Justiça terem uma resposta satisfatória por parte da Corte Paraense que promove os meios adequados ao deslocamento, no que se refere às diligências, as "condições são as mais diversas", frisou.

Segundo a palestrante, existem diversas identidades para os Oficiais de Justiça. “Existe a identidade que está relacionada a como a sociedade identifica o Oficial de Justiça, outra como a família identifica o Oficial de Justiça. Nós é que temos que criar e traduzir a nossa identidade”, afirmou. 

Ainda no tema de Assédio Moral e o Suicídio, painel anterior, Asmaa enfatizou ser um problema que envolve com frequência os Oficiais de Justiça e lembrou de um caso de suicídio ocorrido há dois meses com um Oficial da Justiça estadual do Pará. 

Para a Oficiala, o avanço tecnológico retira funções do oficialato, ao mesmo tempo em que também atribui novas funções para o cargo. “São altos índices de adoecimento físico e psicológico no meio do oficialato. O último levantamento apontou que o estado do Rio Grande do Sul liderava o ranking de maior número de adoecimento psicológico na Justiça Estadual”.

Para que nós nos reconstruamos psicologicamente é preciso que haja um equilíbrio, pois “o que não se resolve na mente, o corpo transforma em doença” completou.

Asmaa fundamentou que o ideal seria que o Poder Judiciário conhecesse as atividades e a realidade dos Oficiais de Justiça. “O problema enfrentado pelo oficialato também decorre da culpa do Oficial de Justiça que coloca em sua certidão apenas três linhas de como foi o cumprimento do mandado”.

Motivação, auto estima, valorização do potencial do Oficial de Justiça, a necessidade de se traçar metas, comportamento ético no cumprimento de mandados e humor foram listados pela painelista como itens necessários para a construção de uma identidade humana e profissional.

Ao final, Asmaa disse que existem três formas de adoecimento: das agressões da natureza, das doenças hereditárias e das relações entre os seres, sendo esta a mais perversa. “Construir boas relações antes de criticar um colega faz parte da reconstrução da identidade”, finalizou.

De Teresina (PI), Caroline P. Colombo

InfoJus BRASIL: Com informações da Fenassojaf

Palestra sobre assédio moral e suicídio abrem os trabalhos do XI Conojaf em Teresina

O segundo dia de XI CONOJAF em Teresina (PI) foi iniciado, nesta quarta-feira (05), com a palestra sobre Assédio Moral e Suicídio – Prevenção e Pósvenção. A palestra foi proferida pelo psicólogo Joaquim Rodrigues de Morais Netto, também voluntário do Centro de Valorização da Vida de Teresina.

Antes da explanação, a diretora de comunicação e informática da Fenassojaf Paula Drumond Meniconi explicou que a ideia de se incluir o tema ‘suicídio’ na programação do XI Congresso Nacional partiu da necessidade de o quanto é difícil abordar esse tema “e até mencionar a palavra suicídio”. Paula disse que o que a chamou a atenção foi um post do Oficial de Justiça Ivo Farias que dizia que “o filho de perde o pai é órfão, que a mulher que perde o esposo é viúva, mas o pai que perde uma filha não tem nome”.

Por fim, a diretora da Federação convidou os participantes a refletirem e falarem sobre o tema.

Na sequência, o presidente da Assojaf/PI Donato Barros Filho chamou a atenção para o cotidiano rodeado de pressões que afeta indiretamente todas as pessoas. Donato esclareceu que, quando da concepção da programação do XI CONOJAF, sentia faltava um tema humanístico. “Este é um Congresso que irá abordar a questão do ser humano e da nossa função de uma maneira sutil. Essa é a proposta, que façamos um Congresso diferente, que possamos discutir essa questão humanística e olística que atinge a todos”.

ASSÉDIO MORAL E SUICÍDIO

O painelista Dr. Joaquim Netto iniciou explicando que todas as pessoas são de pertencimento, “pois nós pertencemos àquilo que nos propomos a fazer”. De acordo com ele, esse olhar mais participativo está encontrando espaço e novas aberturas sobre o tema são muito importantes. “O Setembro Amarelo também tem essa função de incluir o tema em diversos debates”.

Sobre o Assédio Moral, o psicólogo afirmou que a prática é tão antiga quanto o trabalho e faz o servidor sentir-se ofendido, menosprezado, rebaixado, inferiorizado. “É a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. Um ato isolado de humilhação não é assédio moral, é necessário uma repetição sistêmica da prática”.

Segundo o psicólogo, quem vira refém do trabalho e essa relação se torna danosa, trazem como consequência diversas reações, dentre elas, o surgimento de ideias suicidas e tentativas de suicídio.

Dados estatísticos apontam que mais de 800 mil pessoas no mundo tiram a própria vida por ano. É a segunda maior causa entre jovens de 15 a 29 anos. Cada suicídio tem impacto em, pelo menos, seis pessoas. No Brasil, a média é de 11 mil pessoas que cometeram o suicídio, sendo que entre 2011-2016, foram mais de 176 mil lesões autoprovocadas. A maior tentativa está entre mulheres, mas os homens são os que mais morrem por suicídio.

Dr. Joaquim apresentou os sinais de alerta para o suicídio, tais como, mudanças bruscas de comportamento, tristeza profunda, afastamento social, perda de prazer em atividades que anteriormente geravam prazer.

“A prevenção está em conhecer, falar a respeito, conhecer a si mesmo e pedir ajuda. Expressar é o primeiro passo para elaborar e ampliar a perspectiva e percepção”, disse.

Sobre a posvenção, o panelista explicu que o suporte ao luto e a prevenção aos enlutados também fazem parte de todo o processo que envolve o suicídio. Existem grupos de apoio e tratamento especializado que ajudam os enlutados e também aqueles que tiveram o suicídio frustrado. 

Participante do debate, o vice-presidente da Fenassojaf Isaac Oliveira chamou a atenção para a carga de negatividade que envolve o Assédio Moral, uma vez que é a consequência da submissão. O Oficial de Justiça explicou que o estudo do Assédio Moral partiu do questionamento das causas relacionadas ao número de casos de suicídio na área de saúde na Suécia. “Se o suicídio é a principal causa do assédio moral, o que nós, enquanto servidores públicos, estamos fazendo com relação a isso?”, questionou.

Para Isaac, é importante que os tribunas emitam regulamentações internas que, além de estabelecer formas de como se vestir ou comportar, trate do Assédio Moral no Poder Judiciário. “Os servidores precisariam assinar um termo, notificando sobre possíveis consequências para a prática do assédio nas relações de trabalho”.

Ainda de acordo com ele, muitas vezes, as pessoas não percebem que estão na cadeia do Assédio Moral, pois ele começa com questionamentos sobre a competência das atividades prestadas. Os traumas causados no assediado são os mesmos de vítimas de assaltos a mão armada. “O problema é que em um assalto a mão armada você pode nunca mais encontrar o assaltante. Já no caso do Assédio Moral, você encontra o assediador no outro dia”.

Por fim, o Oficial de Justiça aposentado do TRT da 2ª Região Ivo Oliveira Farias, enlutado do suicídio, contou que, em 2014, a filha mais velha dele foi vítima de suicídio. “A pessoa sempre é vítima de um suicídio”, enfatizou. Ivo contou que a forma como encontrou para prosseguir existindo, “porque vivendo não mais”, foi frequentar grupos de apoio. O aposentado explicou que o suicídio é chamado de tragédia silenciosa, uma vez que ninguém fala sobre o tema. “É um luto que coloca culpa e vergonha, pois o ente querido preferiu se suicidar ao ficar do lado daqueles que o amavam. E os que ficam, têm culpa por não terem percebido os sinais e também por não fazerem nada para evitar a tragédia”.

Ivo alertou que a pósvenção, assim como a prevenção, também é importante, pois é preciso cuidar daqueles que ficam. É preciso aprender a continuar vivendo e “eu fiz essa escolha. A militância sindical me preparou para essa decisão de abrir mão do anonimato e eu, logo nos primeiros meses, tomei essa decisão e comecei a fazer algo que nunca foi feito antes: comecei a falar sobre o assunto na imprensa”. 

No encerramento, o Oficial de Justiça enfatizou que a conscientização está fazendo com que as pessoas falem abertamente sobre o suicídio. “Hoje nós estamos verbalizando a palavra. Essa é a minha militância agora, a militância pela vida”, finalizou.

A continuidade do debate sobre Assédio Moral e Suicídio acontece nesta quinta-feira (06), quando os participantes do XI CONOJAF terão Roda de Conversa com o tema. A atividade acontece a partir das 9 horas. 

De Teresina (PI), Caroline P. Colombo

InfoJus BRASIL: Com informações da Fenassojaf

MOMENTO “IN MEMORIAN” PRESTA HOMENAGEM A OFICIAIS DE JUSTIÇA FALECIDOS EM 2018

A abertura do XI Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (CONOJAF) em Teresina (PI) teve o momento “In Memorian”, em homenagem a quatro Oficiais falecidos neste ano de 2018.

Através de um vídeo produzido pela Assojaf/PR, o Congresso falou sobre a vida e a carreira dos colegas Charles Agostini (ex-presidente da Assojaf-15), Milva Dany Malheiros Souza Araújo (ex-presidente da Assojaf-MT), Pedro de Melo Peixoto (fundador da Assojaf-PE) e Elisa Cristina Gois (Oficiala do PR). 

Antes da exibição, o presidente da Assojaf/PI Donato Filho destacou a importância dos colegas na luta e representatividade junto ao oficialato. “São colegas que não podem ser esquecidos e que lutaram por muitas conquistas”.

CLIQUE AQUI para assistir o vídeo “In Memorian” do XI CONOJAF

De Teresina (PI), Caroline P. Colombo

InfoJus BRASIL: Com informações da Fenassojaf

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