terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Servidores já podem transferir conta-salário para outro banco

O servidor público que recebe pagamento em conta-salário poderá, a partir desta segunda-feira, pedir a transferência automática do dinheiro para o banco que escolher. Esses trabalhadores foram os últimos a ter acesso ao benefício, uma vez que os da iniciativa privada têm esse direito desde 2009.

Com o prazo maior para a entrada em vigor do benefício ao funcionalismo público, Estados e municípios puderam oferecer por mais tempo o atrativo dos pagamentos aos servidores na hora de leiloar as folhas às instituições financeiras.

De acordo com as regras estabelecidas pelo governo, para transferir o salário para outra conta diferente da aberta pelo empregador, é preciso que a indicação seja feita por escrito à instituição financeira.

O banco é obrigado a aceitar a ordem no prazo de até cinco dias úteis. Os recursos devem ser transferidos para o banco escolhido pelo empregado até as 12h do dia do crédito do salário.

A conta-salário é diferente da conta-corrente por ser destinada ao pagamento de salários, aposentadorias e pensões e por se tratar de um contrato firmado entre a instituição financeira e a empresa empregadora, e não entre o banco e o empregado.

SEM CHEQUE

Na conta-salário, o cliente não tem direito a talão de cheques e não pode receber outros depósitos além do salário. No site do Banco Central, há uma série de perguntas e respostas sobre a conta-salário.

A instituição que processa o maior número de folhas de pagamento de servidores públicos no país é o Banco do Brasil. Segundo o diretor de Clientes Pessoa Física do BB, Sérgio Nazaré, são 1,516 milhão de servidores federais, o que representa 71% dos pagamentos a esses trabalhadores. No caso dos servidores estaduais, são 3,104 milhões (59%), e dos municipais, o número chega a 2,058 milhões (27%).

O diretor do BB disse que o banco não espera perder clientes com a nova regra. Segundo ele, a instituição tem investido em estratégias não somente para manter, mas também para aumentar o número de clientes. Desde 2009 está sendo ampliada a rede de atendimento, são trocados equipamentos de autoatendimento para garantir maior velocidade e são ofertados aos clientes produtos e serviços customizados.

"Há um reforço na estrutura de relacionamento", disse. Ele lembrou que servidores federais têm livre opção bancária por decisão do Ministério do Planejamento e, mesmo assim, não houve redução de clientes nesse segmento.

De acordo com o Ministério do Planejamento, os servidores públicos federais sempre puderam escolher o banco onde querem receber o salário.

A maior concentração de pagamentos está no BB, com 76,41% --cerca de R$ 4,9 bilhões-- do total de pagamentos a servidores ativos e aposentados feitos em outubro deste ano. Em seguida vêm a Caixa Econômica Federal, com 12,65% (R$ 825 milhões), o Banco de Brasília (4,01% ou R$ 261,5 milhões), o Itaú (2,79%, R$ 182,3 milhões) e o Bradesco (1,31%, R$ 85,8 milhões).

Além dessas cinco, outras instituições financeiras também fazem os pagamentos mas, segundo o ministério, formam um percentual pequeno na preferência dos servidores.

Em nota, o Banco Itaú não informou o número de servidores que têm conta-salário e disse que apoia a portabilidade, que é um legítimo direito do trabalhador. O Bradesco informou apenas que paga salários de 2 milhões de servidores em todo o país. A Caixa, por meio da assessoria de imprensa, disse que prefere não se pronunciar sobre o assunto por questões estratégicas.

Fonte: JUSBRASIL

03/01/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais desta terça

Investigação de Juízes
Reportagem do jornal Valor Econômico conta que o número de juízes investigados pelos tribunais do país aumentou em mais de 1 mil em cerca de um mês. Eram 693 investigações, em 14 de novembro de 2011, quando o Conselho Nacional de Justiça passou a fazer um levantamento de todos os processos disciplinares e sindicâncias contra magistrados. Hoje, há 1.710 juízes sob suspeita, segundo informações que são transmitidas pelos próprios tribunais ao CNJ.

Pagamentos e bens
O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, anunciou que vai instaurar procedimento para verificar pagamentos antecipados a magistrados e o fato de 45% de seus pares não terem apresentado à corte suas declarações de bens. "Aqui no TJ nós temos investigado tudo, aqui não há o que não passa", afirmou o desembargador, ao ser indagado sobre casos de magistrados que receberam quantias elevadas de uma só vez. As informações estão nos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil.

Garantias constitucionais
O desembargador Ivan Sartori declarou que sofre "patrulhamento ideológico" porque cobra do CNJ que respeite as garantias constitucionais. Em nota, Sartori argumentou: "Não aceito, absolutamente, o patrulhamento ideológico que se vem estabelecendo no trato do tema, haja vista textos equivocados e declarações públicas a denegrirem e hostilizarem todos aqueles que ousam divergir da tese que defendem". A notícia está nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

COLUNAS
Gestão de precatórios
A colunista Mônica Bergamo escreve no jornal Folha de S.Paulo que “a OAB-SP vai aproveitar a revelação dos pagamentos de retroativos de até R$ 1 milhão para desembargadores do TJ-SP para pedir urgência na criação de um Comitê Gestor de Precatórios. "Enquanto milhares de credores passam anos tentando receber, fica a dúvida se foi seguido o rito judicial e a ordem cronológica de pagamentos para esses magistrados", diz Flávio Brando, da Comissão de precatórios da OAB”.

Menos julgamentos
A colunista Marina Diana escreve no blog Leis  e Negócios, do portal IG, que “envolvido no julgamento de casos polêmicos como a Lei da Ficha Limpa, o Supremo Tribunal Federal encerrou o ano com 13% a menos de casos julgados em comparação com 2010. Isso se explica em parte porque também o número de processos foram distribuídos no STF também sofreu queda: de 41.014 para 35.476. Até hoje, o maior número de processos julgados no Supremo aconteceu em 2007 com 159.522 casos”.

OPINIÃO
Parto de algemas
“Algemar mulheres durante o parto constitui um claro caso de tortura; essa prática pode ensejar a responsabilização jurídica internacional do país”, escrevem os criminalistas Sérgio Shecaira e Fernanda Penteado Balera no jornal Folha de S.Paulo. Segundo eles, “o uso de algemas ou calcetas durante o parto constitui apenas uma das violações aos direitos de maternidade nesse cenário. Além da separação repentina de suas crianças, muitas mulheres presas têm seus filhos retirados de suas famílias e adotados por outras de maneira não raramente ilegal, pois nem sequer são ouvidas pela Justiça, ignorando-se o direito de crianças de conviverem com sua família biológica”.
Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O fracasso da FOJEBRA e o surgimento da FENOJUS


A FOJEBRA foi fundada em 08 de outubro de 2006, com finalidade associativa e de representação dos Oficiais de Justiça de todos os Estados do Brasil.

O início das atividades da Fojebra foi empolgante e logo foi lançado o Dia Nacional de Lutas dos Oficiais de Justiça e no dia 25 de março de 2009, mais de 600 oficiais de Justiça estiveram em Brasília/DF no primeiro dia nacional de lutas.  Foi um dia de muito entusiasmo e esperança para os oficiais de Justiça. Na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, com a presença do Senador Paulo Paim, todos nós ouvimos promessa de empenho e votação de projetos de leis em benefício dos oficiais de Justiça, entre os quais: porte de arma, nível superior e aposentadoria especial.

No entanto, passaram-se dias, meses e anos e nenhum projeto de lei foi aprovado e sancionado pela presidência da República que beneficiasse a categoria dos oficiais de Justiça brasileiros.

A direção da Fojebra, empolgada e de forma exagerada levaram em 2009 e nos anos seguintes 25 reivindicações para o Dia Nacional de Lutas dos Oficiais de Justiça. São tantos que não arrisco a mencionar todos, pois este texto ficaria muito longo, mas poderão ser vistos clicando AQUI.

Tenho certeza que a FOJEBRA poderia ter até mais de 25 reivindicações, mas deveria eleger no máximo cinco pontos prioritários e lutar por eles, pois duvido se exista algum oficial de Justiça no Brasil, inclusive o presidente da FOJEBRA, que saiba de cor os vinte e cinco pedidos/reivindicações publicados e levados para o Dia Nacional de Lutas dos Oficiais de Justiça desde 2009.

Acredito que Gratificação de risco de vida, porte de arma, aposentadoria especial, nível superior (falta poucos Estados) e remuneração digna são os principais pontos que atendam o anseio da maioria dos oficiais de Justiça do Brasil, podendo haver alguma divergência.

No dia 19 de janeiro deste ano (2012) será fundada a FENOJUS, nova Federação dos oficiais de Justiça do Brasil, uma entidade que promete ser forte, pois terá mais recursos financeiros ao ser formada somente por sindicatos e todos os Estados brasileiros estão fundando sindicatos exclusivos de oficiais de Justiça.

As associações que não se transformarem em sindicatos de oficiais de justiça vão perder a representatividade da classe, pois basta outros oficiais fundarem o sindicato e caso isso não ocorra a própria FENOJUS poderá incentivar e auxiliar os oficiais de justiça a fundarem o sindicato próprio nos estados, abandonando associações antigas e arcaicas.

Os oficiais de Justiça do Brasil têm grande esperança que a FENOJUS represente a categoria com firmeza e eficiência e consiga obter vitória nos principais pleitos da categoria, tais como porte de arma, aposentadoria especial, nível superior, entre outros.

InfoJus BRASIL é sucesso

O blog InfoJus BRASIL iniciou suas atividades em 15 de outubro de 2011 e até o dia 02/01/2012 às 18:00 horas teve 8.670 acessos/visitas. Somente no mês de novembro/2011 foram 3.532 visitas e em dezembro de 2011 foram mais 3.194 visitas.

Agradecemos a todos por visitar o blog de informações dos oficiais de Justiça e esperamos cada vez mais trazer informações úteis ao oficialato brasileiro.

O contador de acessos se encontra disponível no blog. 

InfoJus BRASIL: a verdade em primeiro lugar.

Atualizando (23/06/2012) já são mais de 8.000 visitas/mês e aumentando a cada dia.

CEARÁ: Oficiais de Justiça criticam posição do Governo do Estado

Para João Batista Fernandes, diretor de Formação Sindical do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-Ce), o discurso do procurador geral do Estado, Fernando Oliveira, minimiza a crise entre o Poder Judiciário e o Executivo. "As emendas propostas pelo Executivo são ilegais, inconstitucionais e eu diria até imorais, porque foram tomadas sem o conhecimento do gestor dessas contas, o que inviabiliza totalmente a administração do Judiciário”. 

Segundo ele, considerando a verba de pessoal e encargos sociais, o corte foi de R$ 107.568.000, sendo que a Lei Orçamentária Anual (LOA), previa um custo de R$ 570,467.087. “Relatório de gestão do Judiciário de setembro de 2010 a agosto de 2011 mostra que já foram gastos 485.968.305, e a verba reduziu-se a 462.899.07. Portanto, para 2012, não há verba para a pagar a folha de pessoal”, destaca.

Dessa forma, o Judiciário não teria recursos também para ampliar o número de servidores. Para Batista, a promessa de suplementação já foi discutida e não foi executada.

“Portanto, o Poder Judiciário tem de ir de pires na mão pedir suplementação de verba que é assegurada através da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Constituição Estadual e Federal, que determinam a independência administrativa e financeira do Judiciário”, argumenta.

FONTE: http://www.opovo.com.br

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