domingo, 18 de março de 2012

18/03/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos Jornais deste domingo

O jornal O Estado de S. Paulo informa, neste domingo, que a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça ainda não voltou ao Tribunal de Justiça de São Paulo para inspecionar o patrimônio de juízes e servidores, mesmo com autorização do Supremo Tribunal Federal. No início do mês, o ministro Luiz Fux liberou a retomada das correições, mas impediu o uso de informações prestadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Segundo a corregedoria, a equipe responsável pelas inspeções está finalizando um relatório sobre a Justiça do Amapá, e só depois o grupo decidirá o que fazer em relação à corte bandeirante.

Crimes da ditadura
A tentativa do Ministério Público Federal de punir agentes de Estado que cometeram crimes de sequestro e ocultação de cadáveres durante a ditadura militar, sob a alegação de que seriam crimes permanentes, não ajuda a causa dos direitos humanos. Quem faz essa avaliação é o jurista Miguel Reale Junior, titular da cadeira de Direito Penal da Faculdade de Direito da USP, no jornal O Estado de S. Paulo deste domingo. Para o jurista, a investida dos procuradores é nula do ponto de vista jurídico e temerária. "Dar andamento a essa ideia significaria criar uma imensa insegurança jurídica”, diz.

Só com autorização
Os jornais O GloboCorreio BrazilienseO Estado de S. Paulo Folha de S. Paulo destacam neste domingo que 17 executivos da Chevron e da Transocean Brasil estão impedidos de deixar o Brasil sem autorização judicial. O pedido feito pelo procurador da República de Campos (RJ), Eduardo Santos de Oliveira, foi atendido, por liminar, pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Segundo a decisão, assinada pelo juiz Vlamir Costa Magalhães, a liminar foi concedida devido a investigação em curso para apuração do possível cometimento de crime contra o meio ambiente proveniente do vazamento de óleo na Bacia de Campos, em novembro de 2011, e também pelo o ocorrido na última semana. Segundo a decisão, os executivos são ligados à direção das empresas responsáveis pelos vazamentos

COLUNA
O colunista do jornal Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman, chama atenção para o fato de que, aparentemente, ninguém deu muita bola para a proposta, feita pela comissão responsável por elaborar o anteprojeto do novo Código Penal, de descriminalizar certos tipos de eutanásia. “Esse, entretanto, é um assunto importantíssimo e que tende a ficar cada vez mais premente, à medida que a população envelhece e a medicina amplia seu arsenal terapêutico.”

As farmácias do Estado de São Paulo foram liberadas para levar de volta para fora do balcão seus medicamentos isentos de receita médica, como analgésicos, antitérmicos e antiácidos. Maria Cristina Frias informa em sua coluna do jornal Folha de S. Paulo que a Assembleia Legislativa de São Paulo publicou, na sexta-feira (16/3), lei que permite a exposição para venda dos produtos nos locais de circulação de clientes.

OPINIÃO
Em seu editorial deste domingo, o jornal O Estado de S. Paulo afirma que a legislação penal brasileira se converteu numa verdadeira barafunda, desrespeitando o princípio da proporcionalidade. De acordo com o editorial, uma falha de proporção ocorre com crimes tipificados em momentos de grande comoção popular, como foi o caso da falsificação de produto terapêutico. O delito foi codificado no calor de denúncias de adulteração de pílulas anticoncepcionais e contemplado com uma pena de 10 a 15 anos de prisão — que poderia ser aplicada até a quem falsificar um xampu anticaspa, por exemplo. “Um Código Penal reformado à luz do princípio de proporcionalidade entres os delitos criaria uma base sólida para tornar a política criminal mais eficiente. As prisões não ficariam superlotadas com criminosos de pequena periculosidade e se destinariam àqueles que realmente violaram os valores mais preciosos da sociedade”.
Revista Consultor Jurídico, 18 de março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

TSE proíbe pré-campanha eleitoral pelo twitter


Os candidatos a cargos eletivos não podem usar o microblog Twitter para se autopromover ou pedir votos antes do período de propaganda permitido por lei. É o que definiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 4 votos a 3, em julgamento na noite de ontem (15). Os ministros entenderam que o Twitter é um meio de difusão de massa e que, assim como ocorre no rádio e na TV, a propaganda só deve ser autorizada a partir do dia 6 de julho do ano eleitoral.

O TSE analisou recurso do candidato à vice-presidência da República Índio da Costa, que disputou o cargo na chapa de José Serra (PSDB) em 2010. O Ministério Público Eleitoral acionou o TSE para contestar quatro mensagens em que o político pedia votos para Serra. As mensagens foram postadas no microblog no dia 4 de julho, dois dias antes do período de propaganda permitido por lei. Índio da Costa era seguido por 40 mil pessoas.

O primeiro a analisar a ação foi o ministro Henrique Neves, que em decisão individual, entendeu que houve propaganda ilegal e multou Índio da Costa em R$ 5 mil. Ele entendeu que o acesso às mensagens independe de cadastro prévio e que são replicadas sem nenhum controle, assim como ocorre nos meios de comunicação de massa.

Índio da Costa entrou com um recurso para que o plenário do TSE decidisse a questão. O julgamento começou em março de 2011, e foi interrompido por dois pedidos de vista, sendo que no último o placar estava em 2 a 2 - Aldir Passarinho Junior e Marcelo Ribeiro votaram com o relator, enquanto Cármen Lúcia e Antonio Dias Toffoli defenderam que o Twitter é uma ferramenta de comunicação privada, sem potencial de massa.

Ao devolver o caso para julgamento esta noite, o ministro Gilson Dipp também defendeu a liberação do uso do Twitter. Para Dipp, as mensagens são direcionadas a um público certo, que passou a seguir o candidato por vontade própria. A liberdade das redes sociais não constitui desafio à Justiça Eleitoral, porque constitui fator de libertação do cidadão e dos eleitores, onde podem escolher mais facilmente a quem voluntariamente aderir ou seguir, disse.

A maioria vencedora se formou com os votos dos ministros Arnaldo Versiani e Ricardo Lewandowski, que defenderam que o Twitter tem alcance de comunicação ilimitado. Não se está cerceando direito de comunicação porque os particulares que não estiverem envolvidos no meio eleitoral podem falar. Não podem os candidatos usar por esse meio, disse Lewandowski, sugerindo que essa realidade pode ser mudada com intervenção do Legislativo.

As regras já valem para as eleições municipais deste ano, e caso o candidato desrespeite entendimento do TSE, pode receber multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 25 mil.

Fonte/Autor: Agencia Grasil

Presidente do Bahia festeja volta ao cargo e ironiza Justiça


Através do Twitter, Marcelo Guimarães Filho brinca com sumiço do computador que contém a lista de sócios do clube
 
O principal questionamento do advogado Carlos Rátis, quando cumpriu a função de interventor do Bahia, foi a lista de sócios do clube. Oficiais de Justiça chegaram a ir até a sede em busca dos computadores da administração da equipe, mas encontraram somente um monitor, sem CPU. O sumiço, justificado com um possível conserto, virou motivo de chacota por parte do presidente Marcelo Guimarães Filho, que festejou a volta ao cargo pelo Twitter.

O dirigente retornou ao cargo na tarde desta sexta-feira por conta de um efeito suspensivo concedido pelo desembargador Gesivaldo Brito e, na madrugada de sábado, ironizou o fato de a CPU não ter sido encontrada.
- Ôoooo, o tricolor voltou... O tricolor voltou.... Ôoooo a CPU voltou, ôoooo! – escreveu o presidente do Bahia.
Após a postagem, o dirigente foi questionado por diversos torcedores do Bahia. Entre críticas e mensagens de apoio, Marcelo Guimarães Filho relembrou as conquistas do pai enquanto esteve na frente do Bahia e disse ter reestruturado o clube na sua gestão.

Por causa da mensagem sobre a CPU, um torcedor postou que seria necessária uma CPI para investigar o caso. A resposta do presidente do Bahia foi a seguinte:

- Deveria, mas não vai.

Entenda o caso

Na noite da última terça-feira, o juiz Paulo Albiani Alves suspendeu a eleição presidencial do Bahia realizada em dezembro do ano passado, destituindo toda a diretoria do clube. Com isso, o advogado Carlos Rátis foi declarado interventor no Tricolor.

Esta é a segunda vez que a situação ocorre. No ano passado, por decisão do mesmo juiz, a eleição foi cancelada, e Rátis, declarado interventor através de uma liminar. No entanto, a diretoria do clube conseguiu derrubar a ação, e o presidente Marcelo Guimarães Filho foi reeleito para um mandato de três anos.
Na sentença expedida nesta terça-feira, o juiz determina que Carlos Rátis convoque “eleições para a constituição do Conselho Deliberativo do clube, do Conselho Fiscal e, após isso, para presidente da diretoria para o próximo triênio”.

De acordo com a sentença, a remuneração de Rátis era de R$ 60 mil mensais ou valor proporcional ao período em que esteve como interventor. A decisão foi tomada em primeira instância e cabe recurso.

Fonte: Globoesposrte.com - Salvador

17/03/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais deste sábado

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a retirada de crucifixos de salas do Judiciário gaúcho, decidida na semana passada, já desperta reações, da igreja ao meio político. Dois desembargadores declararam oposição à medida e anunciaram que não vão retirar o símbolo religioso de suas salas até que haja decisão definitiva sobre o caso. O arcebispo de Porto Alegre, Dadeus Grings, disse que a atitude não foi democrática. No último dia 6, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu atender a pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e mandou retirar os crucifixos de todas as salas da Justiça do Estado.

Barrados no baile
A resolução do Tribunal Superior Eleitoral de barrar nas eleições municipais candidatos que tiveram as contas de campanhas anteriores rejeitadas pode atingir mais de 600 políticos em São Paulo. No total, 624 candidatos tiveram as contas de campanha recusadas em 2010. Representantes de 18 partidos se uniram para pedir ao TSE que reconsidere a decisão. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Campanha virtual
Partidos da base aliada e da oposição estão se unindo para contestar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que proíbe o uso do Twitter por candidatos até 5 de julho, data em que passa a ser permitida a propaganda eleitoral da disputa municipal de outubro, informa o jornal Correio Braziliense. A avaliação geral é de que a proibição fere a liberdade de expressão e não poderia ser aplicada com isonomia. 

Eleições do MP
O Ministério Público de São Paulo vai eleger o novo procurador-geral de Justiça. No total 300 procuradores e 1.555 promotores vão escolher o mandatário máximo da instituição. São três candidatos ao cargo: os procuradores Felipe Locke Cavalcanti, Márcio Elias Rosa e Mário Papaterra Limongi. Os procuradores que almejam o topo do Ministério Público paulista sugerem propostas diferentes em relação a programas internos da instituição, mas têm ideias e avaliações em comum sobre o papel da promotoria e o momento político. Recomendam, por exemplo, extensão da Ficha Limpa para todos os cargos públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Julgamento do perdão
O Supremo Tribunal Federal vai voltar a discutir na próxima semana a punição a crimes cometidos durante a ditadura militar no país (1964-1985). Está na pauta de quinta-feira (22/3) do tribunal um recurso da OAB contra decisão da Corte que, em 2010, confirmou a anistia àqueles que cometeram crimes políticos no período. As informações são dos jornais Folha de S. Paulo e Correio Braziliense.

Apoio internacional
A Organização das Nações Unidas (ONU) parabenizou a decisão do Ministério Público de tentar abrir um processo contra um coronel acusado do desaparecimento de cinco pessoas durante a ditadura militar (1964-85) e o considerou como um passo crucial contra a impunidade que envolve o período. "Vemos essa iniciativa como um primeiro e crucial passo na luta contra a impunidade no período do governo militar no Brasil", declarou na sexta-feira (16/3) em Genebra o porta-voz do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville. As informações estão do jornal Folha de S. Paulo.

Licitação iregular
Por meio de nota, a Procuradoria de Justiça de São Paulo afirmou que o Ministério Público vai instaurar um procedimento para apurar se o prefeito Gilberto Kassab, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, e Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar, praticaram condutas criminosas previstas na Lei de Licitações e no Decreto Lei 201/67 (crime de responsabilidade). As informações são do jornal O Estado de São Paulo.


OPINIÃO
A revisão do Código Florestal é bem vinda, mas deve ser muito bem discutida, para que a partir de discursos apaixonados em prol da preservação ambiental, não se cometa equívocos. Este é o editorial do jornal O Estado de S. Paulo. “A versão do Senado para o Código Florestal prevê a recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) em todas as propriedades rurais. Quem defende esse dispositivo está praticamente condenando à morte 4,5 milhões de pequenos agricultores, responsáveis por mais da metade da produção de alimentos no país”.
Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Assessor Jurídico da Fenassojaf defenderá o direito de porte de armas dos Oficiais de Justiça

Assessor Jurídico da Fenassojaf e de várias outras entidades de Oficiais de Justiça, Doutor Rudi Cassel, defenderá o direito de porte de armas dos Oficiais de Justiça no dia 22/03/2.012 na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal.

Abaixo o convite:

OF. Nº. 146/12 - CDH

Brasília, 09 de março de 2012.
A Sua Senhoria o SenhorRudi Cassel
Advogado

Telefone: (061) 3223-0552 / 9942-8828

Assunto: Convite para participar de Audiência Pública na CDH


Ao cumprimentá-lo, temos a satisfação de convidar Vossa Senhoria para participar de Audiência Pública, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, “para debater o PLC 30/2007, que dispõe sobre o direito de agente público portar arma de fogo”.

A Audiência Pública supracitada realizar-se-á no dia 22 de março de 2012, quinta-feira, às 9 horas, no Plenário n.º 2, da Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II, Senado Federal.

Em tempo, solicitamos aos expositores que tenham interesse de usar o sistema multimídia do Senado Federal para as apresentações de trabalhos, que tragam seus próprios computadores notebook.

Informamos ainda que as despesas com locomoção e hospedagem, correrão por conta do participante.
Solicitamos a gentileza de confirmar a presença por meio do e-mail: scomcdh@senado.gov.br .

Aproveitamos a oportunidade para colocar a Secretaria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa à disposição para quaisquer esclarecimentos nos telefones: (61) 3303-2005/1856 Fax: (61) 3303-4646.

Senador PAULO PAIM
Presidente

Fonte: FENASSOJAF

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