segunda-feira, 6 de maio de 2013

Operação do Gaeco prende oficiais de Justiça e empresários em Bauru

 
Investigação aponta esquema de propina na recuperação judicial de carros.

Operação foi realizada em 7 locais diferentes da cidade e também em Jaú.


Nove pessoas, entre elas cinco oficiais de Justiça de Bauru (SP), foram presas em uma operação que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fez na manhã desta segunda-feira (6), em sete locais diferentes da cidade e também em Jaú.

Eles são suspeitos de receber propina para agilizar processos de busca e apreensão de veículos. Segundo o Gaeco, o grupo era investigado há anos. Ainda de acordo com as informações, a operação começou ainda de madrugada e contou com o apoio de 28 policiais e 11 viaturas da Polícia Militar.

Diversos equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante o cumprimento dos oito mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira. Durante a apreensão, uma pistola 765 foi encontrada em um dos locais e encaminhada para a delegacia.

Segundo o Gaeco, além dos oficiais de Justiça, foram detidos empresários e pessoas ligadas a financeiras por estarem envolvidos no esquema de corrupção. Todos os envolvidos serão ouvidos na sede do Gaeco em Bauru.
 
Fonte: G1

SP: Oficiais de Justiça e advogados na mira da polícia em Bauru

 
Polícia investiga suposta cobrança de propina em ações de busca e apreensão de veículos

A Polícia Militar (PM) apoiou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta segunda-feira (6), em uma operação para cumprir oito mandados de busca domiciliar e de prisão a oficiais de Justiça e advogados de Bauru. Segundo o JCNet apurou, a ação visa investigar e coibir possíveis desvios de corrupção. A suspeita é de que havia cobrança de propina para fazer buscas de veículos.

A operação começou por volta das 5h e contou com o apoio de 11 viaturas da PM e 28 policiais. Ainda segundo o JCNet apurou, diversos notebooks e computadores com arquivos pessoais dos investigados foram apreendidos, além de uma pistola 765.

Dos oito mandados, cinco seriam a oficiais de Justiça e três a advogados e localizadores. A mesma operação está sendo feita em Jaú (47 quilômetros de Bauru).

Até o momento, não foi divulgado o número de pessoas detidas e nem a identidade delas.

Fonte: JCNet

domingo, 5 de maio de 2013

CEARÁ: Faltam equipamentos para central de mandados eletrônicos no Forum do Crato

Com o objetivo de automatizar a distribuição e movimentação das ordens judiciais, o Tribunal de Justiça do Ceará disponibilizou na internet o sinal para informatizar a Central de Mandados Eletrônicos da Comarca do Crato, que funcionará integralmente ao Sistema Processual SPROC, oferecendo maior agilidade e controle dos mandados expedidos e cumpridos, alem de fornecer informações sobre a produtividade dos oficiais de justiça através de relatórios gerenciais. A implantação se deu pelo Serviço de Organização e Métodos em parceria com o Serviço de Atendimento ao Usuário da Secretaria de Tecnologia da Informação do TJCE. Gabriela Alencar Antero, responsável pela Central de Mandados da Comarca do Crato, explicou que o trabalho dos servidores na COMAN ainda vem sendo feito manualmente e que agora passará a ser informatizado, assim que o sistema for efetivado, facilitando o desempenho profissional dos dez oficiais de justiça que trabalham na Central. Conta Gabriela que os servidores foram qualificados e capacitados ao participaram de treinamentos promovidos pelo Tribunal de Justiça do Estado. Ela explicou também que a entrega dos mandados aos oficiais para cumprimentos acontecerá de forma mais rápida e com a exigência de cumpri-los em prazos determinados vez que, hoje a maioria desses documentos é emitida sem data estabelecida.

O sistema de informatização da Central de Mandados Eletrônicos foi instalado em  comarcas de alguns municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, a exemplo de Caucaia e Maracanaú. Na Comarca do Crato foi implantada, mas ainda não está funcionando por falta de equipamentos, tais como, computadores, etiquetas e leitores digitais, mas que já foram solicitados pelo diretor interino do Fórum, juiz Romel Melo Veras e que o sinal na internet já está disponibilizado pelo Tribunal de Justiça. Explicou a coordenadora que o sistema eletrônico em nada vai contribuir na celeridade de julgamento dos processos e ficará restrito apenas aos serviços de controle da central.

Falando em nome dos oficiais de justiça da Comarca do Crato, Francisco Manoel Gino Feitosa ( Dote ), avalia a automatização da Central como positiva, por oferecer mais agilidade, segurança e eficiência no momento do cumprimento de mandados. Para ele, o oficial de justiça deve ser um profissional extremamente preparado para lidar com as situações que envolvem um serviço de natureza externa e que sua atuação nas ruas deve ser totalmente isenta porque, ali, ele representa o juízo. Diante de tanta responsabilidade no exercício da função, o oficial de justiça precisa está muito bem informado sobre o que está recebendo e entregando, explicou Dote, considerando a informatização da Central de Mandados como objeto importante no cotidiano de seus profissionais. Dentre as funcionalidades do sistema é possível contabilizar, por oficial de justiça, todos os mandados distribuídos desde sua implantação, alem de indicar, qual o oficial é o responsável pela zona de atuação onde será executada a diligencia, apenas informando o endereço em que ela seja cumprida, concluiu Dote.

Por: Wilson Rodrigues
Radialista/Repórter
Membro do Blog do Crato e Portal de Notícias Chapada do Araripe

InfoJus BRASIL: Com informações do Blog do Crato

Fenojus realiza o I Encontro Regional dos Oficiais de Justiça em João Pessoa-PB

A capital João Pessoa-PB sediou hoje, 3, o I Encontro Regional dos Oficiais de Justiça, promovido pela Fenojus juntamente com a Sindojus-PB, contando com a participação de representantes do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Pará.

O objetivo principal do evento foi preparar a realização do I Enojus – Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça que será realizado de 5 a 7 de setembro de 2013 na Paraíba. A ocasião propiciou também um rico debate sobre a preocupante situação da categoria em alguns Estados, relacionada à remuneração através de custas e subsídio, bem como a extinção do cargo de oficial de justiça em Sergipe e no Paraná. É necessário uma ampla articulação nacional dos oficiais de justiça para fazer frente ao desmonte da remuneração e do cargo, concluiu João Batista Fernandes.

Organização do evento

Parabenizamos o Sindojus-PB na pessoa de seu presidente Antonio Carlos Morais pela impecável organização e programação de atividades, que contou com palestra motivacional proferida pelo senhor Valdolirio Santos Soares, diretor executivo da Atos – Assessoria e Treinamento. O palestrante mostrou formas de integração da categoria, focando nos exemplos dados pelos próprios participantes da reunião, que expressaram, um por um, os seus sentimentos com relação ao cargo.

InfoJus BRASIL: com informações do site da FenoJus

sábado, 4 de maio de 2013

TJPA aplica pena de censura a juiz que incentivava desistência de ações

 
Autonomia da vontade

Por tratar de forma descortês vítimas de violência doméstica e influenciar na vontade de cada uma induzindo-as à desistência dos processos, o juiz Roberto Andrés Itzcovich, da 3ª Vara da Comarca de Barcarena, no Pará, recebeu pena de censura pelo Tribunal de Justiça do estado. O juiz ainda foi condenado por negligência, por não promover sessão do Tribunal do Júri durante três anos.

Itzcovich ainda foi acusado de causar constrangimento às vítimas de violência doméstica por reunir todas ao mesmo tempo em um único ambiente para esclarecer os termos da Lei Maria da Penha e as consequências de dar prosseguimento às ações. Mas, ao analisar essa acusação, o Pleno do TJ-PA constatou que não houve violação.

De acordo com o Pleno, não há “inviolabilidade da vida privada das ofendidas até porque as explicações coletivas e/ou genéricas, sem adentrar no mérito da causa, feitas antes da denúncia e da formalização da ação penal, não se confundem com a audiência individual que ele efetivamente realizava do caso perante o representante ministerial”.

Porém, ao analisar os autos, o relator do processo disciplinar, desembargador Leonam Godim da Cruz Junior, afirmou que nessas reuniões de esclarecimento o juiz violou o artigo 3º do Código de Ética da Magistratura, que diz: "A atividade judicial deve desenvolver-se de modo a garantir e fomentar a dignidade da pessoa humana, objetivando assegurar e promover a solidariedade e a justiça na relação entre as pessoas".

De acordo com o processo, durante as audiências preliminares, o juiz sugeria às vítimas a desistência da ação. Segundo o depoimento da promota de Justiça Vyllya Costa Barra Sereni, que acompanhou uma dessas audiências, o juiz, ao sair da sala de audiência, passou a conversar com algumas mulheres que estavam no corredor, afirmando que as ações não iam dar em nada e que elas deveriam desistir. Outro depoente confirmou o relato, afirmando também que o juiz se dirigia às vítimas dizendo que elas poderiam desistir do processo, não representando contra o agressor. Segundo o depoente, após o juiz sugerir a desistência do processo, quase a totalidade das vítimas desistiam.

“É possível constatar a inobservância do artigo 3º do Código de Ética da Magistratura Nacional, pelo juiz processado, na condução da audiência com as vítimas de violência doméstica, de certa forma influenciando as ofendidas à renúncia do direito de ação, maculando o princípio da autonomia da vontade que, em linhas gerais, é o poder dos indivíduos de suscitar, mediante manifestação de vontade, efeitos reconhecidos e tutelados pela ordem jurídica”, concluiu o relator Leonam Godim da Cruz Junior.

Negligência

No Procedimento Administrativo Disciplinar, o juiz Roberto Andrés Itzcovich foi acusado de não promover sessões do Tribunal do Júri na comarca durante três anos. O juiz se defendeu alegando que a falta de sessões começou antes de ele assumir a titularidade da Vara. Ele juntou documentos comprovando que, por exemplo, de 2000 a 2006, não houve uma única sessão.

Para o desembargador relator, “tal circunstância relativa aos anos anteriores sem sessão do júri não afasta a responsabilidade do magistrado requerido de seu múnus; vez que as atribuições genéricas da função são individualizadas por cada um dos membros do poder jurisdicional, dentro de seu controle subjetivo de praticar os atos, de forma que não estamos julgando a responsabilidade dos outros magistrados que passaram na vara sem reunir o Conselho de Sentença, mas do processado”.

Além disso, o juiz, em sua defesa, alegou que a falta de sessões desde que assumiu a Vara ocorreu em razão do período eleitoral e da precária estrutura física da sala do fórum destinada às sessões. Segundo Itzcovich, as sessões só puderam voltar a ser feitas após uma reforma no local.

Contudo, documentos apresentados por membros do Ministério Público mostram que a revogação das sessões de julgamento pelo Tribunal do Júri “teve como justificativa a necessidade de serviço e/ou atualização dos endereços dos réus pelo Ministério Público, sem que fosse pela precária estrutura física do salão do Tribunal do Júri ou quaisquer outros casos de força maior”.

Diante do caso, o desembargador relator concluiu ser “indiscutível a reiterada negligência do processado no cumprimento do dever, por ter deixado de realizar sessões do Tribunal do Júri durante aproximadamente três anos depois de assumir a titularidade da 3ª Vara Penal da Comarca de Barcarena; assim como, o seu procedimento incorreto no exercício da função judicial referente a sua conduta na reunião com as vítimas de violência doméstica, merecendo a devida censura”. A maioria do Pleno da corte, no entanto, não concordou com o entendimento e afastou a punição do juiz nesse quesito.

Clique aqui para ler a decisão.
Fonte: Revista Consultor Jurídico, 4 de maio de 2013

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