segunda-feira, 21 de outubro de 2013

RORAIMA: Oficiais de Justiça entram em greve

Grupo está reunido em frente ao Fórum e
aguarda negociação da pauta de reivindicações
A categoria dos oficiais de justiça de Roraima iniciou hoje, 21, uma paralisação por tempo indeterminado. A greve foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último dia 14.

O grupo está reunido na frente do Fórum Sobral Pinto, no centro da cidade.

A categoria pleiteia melhores condições de trabalho, o que inclui a nomeação, remanejamento e aumento do quadro de oficiais de justiça, e o cumprimento da legislação processual; equiparação vencimental; risco de vida; gratificação de produtividade, ou, outra forma de compensação pelos plantões e júris, como ocorre com os demais servidores.


Fonte: Folha de Bela Vista

MATO GROSSO: Magistrados incorporam benefícios e vencimentos ultrapassam R$ 100 mil

Desembargadores de Mato Grosso chegam a ganhar mais de R$ 100 mil. O valor é alcançado devido, principalmente, às chamadas “vantagens eventuais”, além das indenizações, que são destinadas a todos os magistrados. A folha de pagamento de 2013 variou as remunerações entre R$ 10 mil e R$ 106 mil, nestes 10 meses. O salário em si é de R$ 24 mil, a fim de respeitar o teto constitucional limitado pelo que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 28 mil.

  O curioso é que, no total, os magistrados de Mato Grosso recebem quase o triplo de um ministro do STF, que, com as devidas “vantagens”, no mesmo período de 2013, ganharam entre R$ 26 mil e R$ 43 mil. Ou seja, desembargador com o “pior” salário, no Estado, está à frente do conterrâneo Gilmar Mendes, que já reclamou publicamente que ganha pouco. Todos os dados estão disponíveis tanto no site do Tribunal de Justiça quando do Supremo.

  As vantagens eventuais são as gratificações que mais rendem na remuneração dos juízes e desembargadores, chegando a até R$ 70 mil. Elas dizem respeito a serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, abono constitucional de um terço de férias, indenização de férias, antecipação de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina.

  As indenizações, por sua vez, são de R$ 11 mil, referentes aos auxílios alimentação, transporte, pré-escolar, saúde, natalidade, moradia, além de ajudas de custo. O auxílio-moradia é recebido por todos e não leva em consideração se o magistrado trabalha em sua cidade residencial ou se foi deslocado. O benefício corresponde a 30% do subsídio, equivalendo a aproximadamente R$ 7 mil. A assessoria do Tribunal ressalta, contudo, que, em Mato Grosso, os magistrados não recebem os auxílios alimentação e transporte.

  Em dezembro, a maioria dos juízes e desembargadores vai ganhar o 13º salário e a gratificação natalina, que tende a quase dobrar o valor que eles recebem mensalmente. Assim, a remuneração deve chegar a R$ 200 mil.

Fonte:  RdNews / Blog do Romilson

Correio Braziliense/Blog do Servidor: Projeto de Militarização no STM fere a Constituição

Mulheres com saia pouco acima do joelho são impedidas de entrar no prédio. Cidadãos são humilhados no restaurante por militares que chamam civis para o confronto físico. Muitos marcham e bradam pelos corredores jargões da caserna.

Denúncias de servidores do Superior Tribunal Militar (STM) ao Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus) apontam que a atual gestão do STM - presidido pelo Ministro General de Exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho - provoca um processo de militariação dentro do órgão.

De acordo com o Sindjus, a Constituição Federal de 1988 é bem clara ao dizer que o Superior Tribunal Militar é um tribunal civil, parte integrante do Poder Judiciário da União. Devido às atitudes contrárias, o sindicato levou os fatos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para se ter dimensão da gravidade do problema, aponta o Sindjus, basta dizer que de um total de 1.100 servidores que compõem a Justiça Militar da União (JMU), quase 300 são militares.

De cada quatro servidores de um tribunal cível, um é militar. E essa relação tem crescido assustadoramente. No caso do Edifício-Sede, em Brasília, esta proporção é maior, uma vez que a maioria dos militares está lotada ali. A presidência, a diretoria-geral, as secretarias estratégicas e a maioria das funções comissionadas estão nas mãos de militares. Diversas áreas de assessorias técnica, tais como assessoria de comunicação e assessoria jurídica, são hoje exercidas por militares da reserva.

A função principal do STM, que é a prestação jurisdicional, está extremamente comprometida pela ocupação desordenada dos militares. O fato de militares da ativa ou da reserva (travestidos de civis) trabalharem diretamente com os Processos Criminais coloca em xeque a lisura da prestação jurisdicional, tendo em vista que uma considerável parte dos réus que respondem a processo na JMU já serviu com diversos desses militares que hoje trabalham no STM e que têm acesso privilegiado aos Processos Criminais.

Alguns desses militares são, inclusive, Assessores Jurídicos de Ministro e, portanto, têm como função elaborar relatórios e os votos que embasarão as decisões que serão tomadas pelos Ministros em Plenário, sendo que várias dessas Decisões dirão respeito a militares, reaproximando assim, numa relação suspeita e viciosa, aqueles que, num passado não tão distante foram companheiros de farda, onde certamente mantinham laços profissionais e, quiçá, pessoais.

O XI Seminário de Direito Militar, organizado pelo Superior Tribunal Militar utilizando, inclusive, verba destinada à capacitação de servidores civis, foi destinado a um público, quase que exclusivo, de militares. Os servidores civis tiveram direito a pouco mais de 10% das vagas do seminário que começou no dia 14.

Servidores civis têm passado por situações vexatórias e degradantes, afirma o sindicato. São situações claras de assédio moral onde militares desdenham do trabalho desenvolvido pelos servidores civis, chamando-os de incompetentes, como se esses militares tivessem qualquer qualificação ou competência que os habilitasse a fazer críticas aos servidores civis. Além disso, as reclamações internas desses servidores são julgadas por militares.

Há casos de mulheres com saia um pouco acima do joelho impedidas de entrar no prédio, de cidadãos humilhados até mesmo no restaurante por militares que se dizem autoridade, e não pensam duas vezes antes de chamar servidores civis para o confronto físico. Isso sem falar dos muitos que marcham e bradam pelos corredores jargões trazidos de sua formação de caserna, deixando claro que o STM está se transformando em um quartel. Há servidores civis amedrontados com essa situação, muitos já traumatizados e até de licença médica.

A militarização do STM coloca em risco a Justiça Militar e traz sérios prejuízos aos servidores civis, à sociedade e ao País.

Clique AQUI para ler a matéria diretamente no blog do Correio.


Fonte: Comunicação Sindjus

Juiz é punido por trancar fórum para prejudicar promotora

O Tribunal de Justiça da Bahia aplicou a pena de censura por má conduta ao juiz Antonio Henrique da Silva, da comarca de Conceição do Almeida, que fica no recôncavo baiano. Ele foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar da Corregedoria-Geral de Justiça por ter colocado cadeados nas dependências do Fórum para impedir que a promotora de Justiça trabalhasse. As informações são do portal Bahia Notícias.

Antônio Henrique da Silva também respondia por ter tratado de maneira grosseira e humilhante uma promotora, os serventuários e demais membros da sociedade local, além de intimidar populares por meio do manuseio de arma de fogo. Ele afirmava que fora policial militar e, após desentender-se com uma advogada, ameaçou prendê-la.

O juiz recebeu diversas oportunidades para se defender das acusações, comprovadas por fotos e testemunhos. Ao analisar a denúncia que apontava o descumprimento do artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura, do artigo 178 da Lei da Organização Judiciária da Bahia e do Código de Ética da Magistratura, a desembargadora Ivete Caldas, corregedora-geral do TJ-BA, votou pela aposentadoria compulsória, mas prevaleceu a aplicação da pena de censura.
 
Fonte: Consultor Jurídico

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sindojus/PA pede intervenção do CNJ

O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Pará, através de sua Diretoria, compareceu a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça solicitando apuração em caráter de urgência em desfavor a postura de alguns Magistrados do TJPA. 
 
Por diversas vezes o SINDOJUS-PA requereu junto as Corregedorias do Estado do Pará, providências contra alguns Magistrados em decorrência de condutas incompatíveis com a Magistratura, já que contrariam a LOMAM e o Código de Ética, sem, no entanto obter nenhum resultado razoável. Tendo em vista a falta de resposta das Corregedorias, ou respostas vazias, o SINDOJUS-PA solicitou a intervenção do CNJ para apurar os fatos denunciados. 
 
O CNJ já determinou as Corregedorias que apurem as denúncias feitas pelo Sindicato no prazo de 15 dias e em 60 dias julgue o mérito e remeta ao Conselho Nacional de Justiça. É lamentável que a Direção do SINDOJUS-PA tenha sido, moralmente, obrigada a tomar esse caminho e esclarece que em nenhum momento orientou, ou orientará qualquer servidor do TJPA a deixar de cumprir as determinações legais emanadas dos Juízes ou que desconsiderem os Magistrados como chefes imediatos, contudo a Categoria de Oficiais de Justiça do TJPA exige o mútuo respeito desses Magistrados. Atualmente o grau de formação profissional entre Magistrados e Oficiais de Justiça é o mesmo, logo, o grau de conhecimento e intelectualidade é igual, valendo ressaltar que alguns Oficiais de Justiça Avaliadores estão à beira de concluir Doutorado juntamente com alguns Magistrados no mesmo curso e turma.
 
O SINDOJUS-PA sempre combaterá o Assédio Moral e desde já esclarece que em quanto existir tal ilegalidade contra os servidores e principalmente contra os Oficiais de Justiça do Pará, o Sindicato tomará providências no sentido de fazer cessar tais abusos que afetam o servidor moral e psicologicamente, e se para solução for necessário recorrer ao CNJ o faremos. 
 
Por fim, esclarecemos que o SINDOJUS-PA sempre buscará a capacitação continuada, reconhecimento, respeito e valorização dos Oficiais de Justiça, como elemento de motivação para uma boa prestação jurisdicional que deve ser o objetivo único de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário.
 
Com informações do SINDOJUS/PA

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