domingo, 2 de fevereiro de 2014

Empresária mineira denuncia esquema de propina no MTE para registro de sindicatos

"Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi"

A empresária Ana Cristina Aquino diz que pagou propina para o ex-ministro Carlos Lupi e que esquema para criação de sindicatos no Ministério do Trabalho permanece na gestão de Manoel Dias

por Izabelle Torres
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A empresária mineira Ana Cristina Aquino, 40 anos, é uma conhecedora dos meandros da corrupção no Ministério do Trabalho e desde dezembro do ano passado vem contando ao Ministério Público Federal tudo o que sabe. As revelações feitas por ela tanto aos procuradores como à ISTOÉ mostram os detalhes da atuação de uma máfia que age na criação de sindicatos – setor que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano – e que, segundo a empresária, envolve diretamente o ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o atual ministro, Manoel Dias. “Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi numa mochilinha da Louis Vuitton”, diz a empresária. De acordo com ela, o ministro Manoel Dias faz parte do mesmo esquema.
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E O ESQUEMA CONTINUA
Segundo a empresária Ana Cristina Aquino, Manoel Dias, atual ministro do Trabalho,
deu prosseguimento à criação de sindicato pleiteado por ela

sábado, 1 de fevereiro de 2014

SP: Reunião com o presidente do TJSP não agrada dirigentes de entidades dos servidores

A INSATISFAÇÃO NO INÍCIO DA GESTÃO: PRIMEIRA REUNIÃO COM A PRESIDÊNCIA DO TJ/SP NÃO AGRADA DIRIGENTES DE ENTIDADES.

Nalini mudou o rumo da reunião e passou a insistir na falta de recursos por parte do Tribunal de Justiça. “O mar não está tranquilo, temos sérios problemas financeiros e este é um quadro que não posso esconder, não tenho o dom de emitir moeda”.

Antes da reunião com Nalini: entidades preparam a pauta.

A Diretoria da AOJESP, representada pela presidente Yvone Barreiros Moreira, e demais Entidades representativas do Judiciário, estiveram reunidas nesta sexta-feira (31/01) com o Presidente do TJ/SP, Desembargador José Renato Nalini e com o Desembargador Antônio Carlos Malheiros, juízes assessores Afonso de Barros Faro Júnior, Maria Fernanda de Toledo Rodovalho e Maria de Fatima Pereira da Costa e Silva e Diretoras Lilian Salvador Paula, Diva Elena Gatti e Elisa Mitsiko Matsuse.

Desembargadores Antônio Carlos Malheiros e José Renato Nalini.

O Presidente recebeu a pauta de negociação dos servidores e frisou que dará continuidade à negociação permanente que já existe há alguns anos entre servidores e presidência do Tribunal de Justiça. “Teremos sempre uma negociação aberta e discutiremos as manifestações específicas dos servidores e gostaria de continuar na mesma trilha de diálogo permanente na valorização do funcionalismo”, disse o magistrado, que completou: “Quero que o servidor trabalhe motivado e alegre, não sou candidato a nada, pretendo apenas fazer uma boa gestão e manter uma negociação aberta com as Entidades.

Porém, logo em seguida, Nalini mudou o rumo da reunião e passou a insistir na falta de recursos por parte do Tribunal de Justiça. “O mar não está tranquilo, temos sérios problemas financeiros e este é um quadro que não posso esconder, não tenho o dom de emitir moeda”.

Após Yvone fazer menção sobre a possível aprovação do projeto de Lei Complementar nº 56/13, que estabelece o Nível Universitário para a Classe dos Oficiais de Justiça, Nalini disse que o Poder Executivo não tinha a noção do impacto no orçamento e que o ex-presidente Ivan Sartori havia retirado o projeto da ALESP para novos estudos e melhor avaliação. “Na última semana de dezembro o presidente da ALESP esteve aqui no TJ com o Des. Ivan Sartori dizendo que eles não tinham noção do impacto financeiro do PLC 56 e o Dr. Ivan concordou em retirar o projeto da ALESP para estudos e avaliar o impacto financeiro da proposta. Esclareço que o projeto não voltou, porém o ofício do presidente Ivan Sartori foi assinado na minha frente e entregue ao presidente da ALESP. Creio que pelo recesso e por processos burocráticos, o ofício ainda não tenha sido juntado aos autos, esta é a última informação que tenho, além de dizer com muito pesar que este projeto não entrará em fevereiro na ALESP”, declarou Nalini, afirmação esta que surpreende, posto que o ex-presidente Ivan Sartori já havia declarado que o PL nº 56/13 entrava em pauta no mês de fevereiro deste ano.

Yvone propõe que o Órgão Especial entre com uma ação contra o Governador do Estado. Sobre o PLC 30/2013, Nalini disse que ele está em uma relação de inúmeros projetos de lei encaminhados pelo TJ/SP à ALESP e que o Presidente daquela Casa solicitou uma revisão de todos os projetos incompatíveis e questões que já foram apreciadas, a cada dois anos há uma nova gestão, troca de assessorias e não há uma continuidade. Nalini disse que não concordou de imediato em retirar todos os projetos pois os mesmos teriam um início tumultuado, mas devido ao grande número de projetos, não será em uma questão de poucos dias que os mesmos serão analisados.

A presidente da AOJESP também falou sobre o Fundo do Tribunal de Justiça, que há mais de 15 anos arrecada e retém parte do dinheiro das diligências dos Oficiais de Justiça. Em 2008, por exemplo, havia mais de 54 milhões de reais nas contas dos bancos, comprovados por documentos recebidos pela AOJESP dos juízes de algumas Comarcas e dos gerentes dos bancos Banespa e Caixa Econômica. Atualmente, segundo informações, há 1 bilhão de reais, quantia retirada do dinheiro de diligências.

A presidente da AOJESP salientou que o TJ/SP precisa ouvir os servidores, já que são muitos os magistrados indiferentes ao que ocorre nos cartórios e nas Comarcas. “Os funcionários têm medo do poder dos juízes”, disse Yvone, que completou. “Moralmente e eticamente é muito mais barato pagar os direitos dos servidores do que divulgarmos na imprensa os escândalos que ocorrem dentro do Tribunal de Justiça de São Paulo ou se os 53 mil servidores ajuizarem ações por direitos adquiridos contra a Fazenda Pública e o Tribunal de Justiça. O ser humano precisa ser respeitado dentro do Poder Judiciário”.

Para finalizar, Yvone propôs o seguinte: “Por que o Órgão Especial não entra com uma ação contra o Governador do Estado? Se a situação dos Oficiais de Justiça e demais servidores não for resolvida, irão chover ações contra o Tribunal de Justiça. Estamos contratando médicos da UNIFESP e da USP e temos como comprovar que a maior causa do adoecimento de servidores é o ambiente de trabalho autoritário do Poder Judiciário”, finalizou a presidente da AOJESP.

Participaram da reunião as seguintes entidades: AOJESP, FENASJ, ANSJ, ASSETJ, ASSOJURIS, ASSOJUBS, SINTRAJUS, AECOESP, AASPTJ-SP, APATEJ, AFFOCOS, ASJCOESP, AFFI, ASSEJUS, SINJURIS, SINDJESP, SINSPJUD, SINDOJUS, AJESP.

Após o término da reunião, os dirigentes das entidades se reuniram na sede da ASSETJ para debater os rumos da Campanha Salarial, convocando uma Assembleia da categoria para o dia 21 de março às 13 horas e formalizar uma petição reivindicatória para o presidente do TJ com a seguinte pauta:

• Que os deputados da ALESP pautem os PLCs 56 e 30/2013 em fevereiro para votação em regime de urgência;
• Pagamento imediato dos atrasados: 4,77 %, 1,5% mais 14,95% das perdas acumuladas ;
• Pagamentos de indenizações como: férias e licença prêmio;
• Pagamento dos R$ 250,00 do auxílio saúde;
• Insalubridade;
• Cumprimento da lei 1217/2013.
Fonte: AOJESP

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

GOIÁS: SINDJUSTIÇA convoca oficiais de Justiça para reunião de trabalho

Encontro ocorrerá no dia 15 de fevereiro, às 9 horas, no Clube Recreativo do sindicato, em Goiânia

Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (SINDJUSTIÇA) convoca aos oficiais de Justiça do Poder Judiciário estadual para reunião de trabalho dos profissionais da categoria, que será realizada no dia 15 de fevereiro, às 9 horas, no Clube Recreativo da entidade, em Goiânia. Em pauta, perspectivas dos servidores para o ano de 2014; substituição das ordens de pagamento; projetos de lei de isenção do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e taxa de licenciamento de veículo; atualização de valores para ressarcimento de diligências; ação referente às diligências infrutíferas; valor fixo para ressarcimento de despesas com locomoção e outros assuntos afetos aos oficiais de Justiça.

A reunião será coordenada pelo diretor do departamento de Oficiais de Justiça do SINDJUSTIÇA, Divino Lopes de Jesus. O Clube Recreativo do SINDJUSTIÇA fica localizado na Rua 239, nº 01, Setor Coimbra. Veja como chegar à unidade de lazer.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação do SINDJUSTIÇA

BAHIA: Escola Judicial do TRT promoverá curso de capacitação para oficiais de Justiça

A Escola Judicial inscreve, a partir do dia 5 de fevereiro, os interessados em participar do curso 'Oficial de Justiça - Elementos para a Capacitação Profissional', na modalidade de educação a distância. A turma inicial deverá ser composta por 35 alunos, e as vagas são preferencialmente para Oficiais lotados no interior do Estado. Será observada a ordem cronológica de chegada dos pedidos de inscrição (pelo e-mail: inscricao-escola@trt5.jus.br).

A duração do curso será de 12 semanas e a carga horária de 48 horas, com previsão de iniciar-se no dia 18 de março, se estendendo até 11 de junho. O conteúdo programático foi desenvolvido por José Carlos Batista Junior e Marcelo Araújo de Freitas, oficiais de Justiça do TRT da 9ª Região (PR), que já realizaram o mesmo curso naquele Regional e também no TRT5, em novembro passado.

A abordagem será eminentemente prática e haverá fóruns de discussão voltados para o compartilhamento e produção conjunta do conhecimento. A atividade contará com a tutoria do oficial de Justiça José Carlos Batista Junior, que atuará como fomentador e moderador das discussões.

InfoJus BRASIL: Com informações do TRT da 5ª Região

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Corregedoria de Justiça de MT retifica decisão e Oficiais de Justiça vão receber diligências da Fazenda Pública

O corregedor-geral de Justiça de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Moraes Filho, acatou solicitação do presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado (Sindojus/MT), Eder Gomes, e retificou o parecer anteriormente exarado – que isentava o recolhimento das diligências aos Oficiais de Justiça por parte da Fazenda Pública.

O pedido do Sindojus/MT era para que fosse imediatamente revogado o parecer - e em consequência expedido ofício a todas as Comarcas - a fim que tomem conhecimento da decisão.

“Nas execuções fiscais movidas pela Fazenda Pública Federal, Estadual ou Municipal, as despesas correspondentes à postagem da carta citatória e dos demais atos a serem realizados pelo correio serão suportadas pelo Fundo de Apoio ao Judiciário – FUNAJURIS; sendo necessária a expedição de mandado para cumprimento dos atos executórios, a Fazenda Pública deverá ser intimida a recolher a diligência, antecipadamente, sob pena de extinção do feito, nos termos do artigo 267, III do CPC". (Redação alterada pelo Provimento nº 16/07 – CGJ).

por Edina Araújo/Sindojus/MT

Foto: Reprodução
 
Fonte: SINDOJUS/MT

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