terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Por falta de segurança, oficiais de Justiça do Pará poderão deixar de cumprir mandados nas periferias

Membros do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Pará (Sindojus), além de entidades como a Pró-Vida, Guarda de Nazaré, familiares e amigos do oficial de Justiça Ricardo Lobato Varjão, 26, morto a tiros dentro do veículo na última sexta-feira (5), no bairro de Nazaré, em Belém, farão um ato para reivindicar justiça e segurança dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na próxima quarta-feira (10), a partir das 16h, em frente ao Mercado de São Brás.

No dia 18 do mês passado, o Sindojus realizou uma manifestação em frente ao Fórum Cível da Capital para exigir melhores condições de trabalho e segurança no exercício da função e aproveitaram a oportunidade para homenagear os colegas vítimas de assassinatos no estado. Desta vez, a categoria pretende cobrar providências imediatas do estado, caso contrário, ameaçam não cumprir mandados em bairros da periferia da cidade sem a devida garantia de segurança.

“Se o estado não se manifestar após o ato, não vamos mais cumprir mandados nos bairros carentes, porque o oficial fica descoberto e não podemos mais pagar pelo ônus dessa omissão. Precisamos de uma resposta mais rápida, pois quando o oficial solicita ajuda é porque já está em perigo. Precisamos de uma força-tarefa e de uma reforma nos códigos processuais; os presos estão sendo soltos, a polícia não tem estrutura e o serviço de inteligência não funciona”, garante o presidente do Sindojus, Edvaldo dos Santos Lima.

Os oficiais e demais participantes utilizarão um carro-som, faixas e painéis de led durante o ato, além de prestar homenagens ao jovem oficial de Justiça, Ricardo Lobato Varjão.

“O Estado manda o oficial cumprir mandados sozinho, sem apoio de ninguém. Estamos morrendo em silêncio e os três poderes não fazem nada. Quando um oficial é morto, os três poderes estão sendo enterrados juntos. O Estado está em decadência. Onde o oficial de Justiça foi assassinado tinham câmeras de segurança que não funcionavam. Todos os crimes estão relacionados à função do oficial de Justiça. Necessitamos de mais vontade política e vamos pedir justiça pela sociedade”, afirma Edvaldo.

(Diário do Pará)

Câmera registra momento após atentado contra oficial de Justiça

Oficial de Justiça Ricardo Varjão, 26 anos, foi morto na noite da última sexta.


Polícia continua buscas para prender envolvidos no assassinato.

Clique na imagem para ver o vídeo.

As imagens do circuito interno de uma loja, divulgadas nesta segunda-feira (8), registraram o momento em que o carro do oficial de Justiça Ricardo Varjão, morto a tiros na última sexta-feira (5), perde o controle, bate em um carro estacionado e depois colide com uma árvore. O crime ocorreu quando o oficial passava pelo cruzamento da travessa Rui Barbosa com a avenida Brás de Aguiar, no centro de Belém.

Depois da batida é possível ver no vídeo a movimentação no local. Uma testemunha que não quis ser identificada disse que a morte do oficial de Justiça no bairro de Nazaré não teve características de assalto. "Eles foram muito rápidos. Foi questão do rapaz abordar o carro. Desceu da moto, tentou abrir a porta e efetuou os dois disparos", disse.

De acordo com a polícia, o oficial de Justiça dirigia seu carro na companhia da mulher, do enteado de 10 anos e um amigo quando foi abordado. Eles estavam a caminho de uma pizzaria para lanchar. A polícia continua as buscas para tentar identificar e prender os envolvidos na morte do oficial de Justiça, de 26 anos.

Ricardo foi nomeado para o cargo em setembro do ano passado, foi lotado no polo de Abaetetuba e trabalhava no município de Barcarena. Há pouco mais de um ano entrou para a Guarda de Nossa Senhora de Nazaré.

Para fazer denúncias sobre esse caso basta ligar para o Disque-Denúncia da polícia, no 181. Não é preciso se identificar.

InfoJus BRASIL: Com informações do G1 Pará

RIO: Medo cerca oficiais de Justiça

Os quase 2.500 oficiais de justiça do Rio estão cheios de histórias repletas de medo para contar. A violência contra os profissionais virou rotina no estado. São casos de sequestro, tortura, ferimentos a bala e até morte, como aconteceu com Francisco Ladislau Pereira Neto, 25 anos, que apenas iria cumprir uma intimação.

Para lembrar o assassinato do servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, em Barra do Piraí, no mês passado, o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Rio de Janeiro convocou um ato para esta quinta-feira, das 15h às 17h, em frente à entrada principal do Fórum Central, no Centro do Rio.

A manifestação,com apoio da Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado do Rio de Janeiro, é para chamar a atenção sobre os riscos e ameaças de violência que atingem o trabalho dos oficiais.


Sem apoio

Para a sindicalista Mariana Líria, o grupo não conta com apoio algum e ainda é criticado por muitos juízes. Quando pedem colete à prova de balas ou segurança, a resposta é não. Ela relembra que há dois meses um oficial da justiça estadual foi sequestrado e torturado, em Niterói.

Fonte: O Dia

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Oficial de Justiça é agredida com golpes de faca e de ferro

O caso ocorreu em Votuporanga, no interior de São Paulo

Uma oficial de justiça foi agredida covardemente no dia 10 do mês passado, durante o cumprimento do dever, ao tentar entregar uma notificação para um homem no bairro São João, Votuporanga (SP).

O agressor, usando de um pedaço de ferro e até uma faca, além de danificar o automóvel dela, a deixou ferida no braço.

O caso foi imediatamente denunciado à PM, que fez buscas e conseguiu prender o indivíduo. Ele foi levado ao Plantão Policial e autuado. A oficial de justiça ficou ferida, mas passa bem.

Fonte: Promad

domingo, 7 de dezembro de 2014

Polícia investiga se oficial de Justiça foi executado

Divisão de Homicídios também averigua hipótese de Ricardo Lobato ter sido vítima de tentativa de assalto

A Polícia Civil investiga se a morte do oficial de justiça Ricardo Lobato foi resultado de uma tentativa de assalto ou execução. Lobato morreu na noite da sexta-feira (5), no bairro de Nazaré, em Belém. O corpo do oficial foi liberado para a família pelo Centro de Perícias Renato Chaves no final da manhã deste sábado (6). O velório acontece na igreja dos Capuchinhos, em São Brás.


Inicialmente a Divisão de Homicídios investigava a possibilidade do crime ter ligação com o cargo ocupado por Lobato, já que oficiais de justiça também exercem funções de polícia. No entanto, o delegado Cláudio Galeno, diretor da divisão, disse que a hipótese de tentativa de assalto não foi descartada. Galeno disse que a polícia estuda outras hipóteses para o crime, mas preferiu não revelar quais são. Ninguém foi preso por enquanto.

O oficial de justiça Ricardo Lobato Varjão era lotado na comarca de Barcarena, nordeste do Pará. Ele tinha 26 anos e foi baleado por volta das 22h30, no cruzamento da travessa Rui Barbosa com a avenida Braz de Aguiar. Ricardo dirigia seu veículo quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. 

Um dos homens teria tentado abrir a porta do lado do passageiro e o condutor se recusou a destravá-la. Houve o primeiro disparo, que não atingiu ninguém e o oficial acelerou o veículo, tendo sido atingido por um tiro na cabeça. A dupla fugiu em seguida. Além dele e da esposa, mais três pessoas estavam no interior do veículo na hora do crime. Nenhum deles ficou ferido.

Fonte: O Liberal

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