quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Oficiais de Justiça do Ceará continuam em greve

Greve de 2002 com 134 dias de paralisação. De 2009 com 70 dias. A greve de 2010 com 7 meses de paralisação. Continuemos firmes até a vitória

Segundo informações colhidas junto às Comarcas, o movimento paredista da categoria dos oficiais de justiça continua firme na Capital e interior do Estado. Historicamente, as greves da categoria conseguiram atingir seus objetivos em razão da tenacidade dos oficiais de justiça, como exemplo as greves dos anos de 2002 com 134 dias de paralisação, de 2009 com 70 dias e a greve de 2010 com 7 meses de paralisação.

A Diretoria do Sindojus-CE continua com as articulações politicas e institucionais e aguarda-se para os próximos dias notícias que serão imediatamente divulgadas para a categoria. Nesta ocasião, o sindicato recomenda a todos os oficiais de justiça unidade e tenacidade para trazer mais uma vitória para categoria.

A administração do TJCE continua intransigente e desmarcou as duas últimas reuniões agendadas com o sindicato, não se importando com os imensos prejuízos causados aos operadores do direito e jurisdicionados com o prolongamento do movimento paredista. A categoria dos oficiais de justiça tem agendado para o dia 26/11 mais uma Assembleia Geral Extraordinária onde serão debatidos os rumos do movimento.

InfoJus BRASIL: Com informações do Sindojus-CE

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Oficiais de Justiça de Uberlândia aderem à greve dos servidores do TJMG

Eles aderiram à greve estadual que começou nesta terça-feira (17).
Trinta por cento do efetivo é mantido para cumprir medidas urgentes.

Fernanda Resende
Do G1 Triângulo Mineiro
Oficiais de Justiça de Uberlândia aproveitaram julgamento no fórum da cidade manifestar à favor de greve estadual (Foto: Fernanda Resende/G1)

Oficiais de Justiça de Uberlândia aderiram à greve estadual e paralisaram em partes os trabalhos nesta terça-feira (17), por tempo indeterminado. Os servidores reivindicam o cumprimento da lei para o Tribunal de Justiça (TJ), para que faça a recomposição das perdas salariais devido à inflação. De acordo com o oficial de justiça Gutemberg de Oliveira, 30% do quadro efetivo mantém os serviços para cumprir as medidas de mais urgências para a população.

Gutemberg de Oliveira informou, ainda, que o TJ é obrigado por lei a fazer a atualizações dos salários recompondo as perdas das inflações de todo o ano. Ele ressaltou que existe uma previsão na constituição estadual e federal e uma lei estadual, mas que esse ano o tribunal, apesar de ter condições, optou por não conceder o reajuste salarial.

“Por essa razão estamos entrando em greve e ainda estamos aderindo a outras duas. Uma é em apoio aos servidores do estado de Minas Gerais, que já perdura por 30 dias e a outra dos servidores da segunda instância, que se concentra na capital mineira”, disse Oliveira.

O oficial também comentou que parte da categoria está reunida em Belo Horizonte para tentar uma negociação e que eles esperam uma posição para avaliar a situação. Questionado sobre como ficam o serviçosm, Oliveira ressaltou que a greve tem uns requisitos legais importantes, já que os servidores não podem parar o serviço público. “Nós somos obrigados a garantir a continuidade do produto e mantemos 30% do nosso efetivo para cumprir as medidas que são de mais urgências para a população”, concluiu.

InfoJus BRASIL: Com informações do portal G1

STJ decide que na execução de alimentos, citação por hora certa é válida

Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento a recurso em habeas corpus interposto por um pai devedor de alimentos preso após citação por hora certa.

A citação por hora certa ocorre quando, por três vezes, um oficial de Justiça tenta citar o réu em seu domicílio ou residência, sem o encontrar. Nessa situação, é possível comunicar a qualquer pessoa da família ou até mesmo a vizinho, que, no dia imediato, voltará a fim de efetuar a citação na hora designada.

No recurso em habeas corpus, além de questionar a nulidade da citação por hora certa, o devedor também alegou que a sentença que o condenou a pagar alimentos determinou a expedição de ofício para desconto do valor em folha de pagamento. Segundo ele, não há provas nos autos de que esse ofício foi encaminhado ao seu empregador.

Argumentação rechaçada

O relator, ministro João Otávio de Noronha, não acolheu nenhuma das argumentações. Segundo ele, “não há ilegalidade no decreto de prisão do devedor de alimentos citado por hora certa se o ato se aperfeiçoou pelo cumprimento de todos os requisitos legais”.

Em relação ao fato de não existir prova de que o ofício encaminhado ao seu empregador para desconto em folha de pagamento tenha chegado, o relator destacou que a prova do pagamento é ônus do devedor e que se este realmente “estivesse com intenção de quitar o débito mensalmente, utilizar-se-ia de um dos vários meios existentes de remessa de dinheiro”.

O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial.

InfoJus BRASIL: Com informações do STJ

Congresso mantém veto de Dilma a reajuste de servidores do Judiciário

Servidor do Judiciário protesta com uma cueca contra manutenção do veto ao reajuste salarial


RANIER BRAGON
DÉBORA ÁLVARES
MARIANA HAUBERT
DE BRASÍLIA17/11/2015 23h54 - Atualizado em 18/11/2015 às 00h39
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Após meses de indefinições, o governo conseguiu sepultar no Congresso Nacional um dos principais itens da chamada "pauta-bomba" do Legislativo. Em sessão conjunta realizada na noite desta terça-feira (17), deputados federais e senadores mantiveram o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste médio de 59,5% aos servidores do Judiciário, cujo impacto extra seria de R$ 36 bilhões até 2019.

Sob o argumento de que esse reajuste seria insustentável para o país, Dilma o vetou em julho, mas desde então o Congresso ameaçava derrubar essa decisão.

O resultado, porém, foi apertadíssimo e simboliza a grande dificuldade da presidente de assegurar a fidelidade de sua base de apoio no Congresso.

Votaram pela derrubada do veto 251 deputados, apenas seis a menos do que o mínimo necessário, que era de 257. Votaram pela manutenção da decisão de Dilma apenas 132 deputados. Houve 11 abstenções. Não foi necessária a votação pelos senadores, já que o veto só é derrubado caso as duas Casas Legislativas tomem essa opção.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que presidia a sessão, foi acusado pela oposição de encerrar a votação rapidamente com o objetivo de evitar quorum para derrubada do veto.

Com índices recordes de reprovação popular, Dilma vem enfrentando dificuldades no Legislativo desde o início de 2015, situação que se agravou nos últimos meses devido à ameaça de deflagração de um processo de impeachment contra ela na Câmara dos Deputados.

Para tentar conter essa movimentação, e aprovar suas propostas de tentativa de reorganização das contas públicas, Dilma recorreu, entre outras coisas, a uma mudança ministerial que deu sete ministérios ao PMDB, o principal partido aliado ao PT na sua coalizão.

Apesar da mexida na configuração da Esplanada dos Ministérios, que reduziu o poder do PT, o governo continuou sem força política para realizar a votação. Só recentemente o Palácio do Planalto conseguiu fechar alguns acordos pontuais, entre eles com oposicionistas do PSDB. Integrantes da legenda avaliaram que a imagem do partido saiu desgastada após o apoio a medidas vistas com potencial de agravar ainda mais a situação econômica do país.

DISCURSOS

Nos microfones, a maior parte dos discursos foi favorável aos servidores.

"O governo diz que o reajuste do judiciário, que não tem aumento há nove anos, vai comprometer a governabilidade, chamou de pauta-bomba. Pauta-bomba é ver inflação galopante e 10 milhões de desempregados às custas um projeto de poder que penaliza a economia", divulgou nas redes sociais o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

"Temos escolhas a fazer. O que está em jogo não é simplesmente um veto a um direito legítimo de servidores públicos. Esses servidores do Judiciário brasileiro foram nesses últimos meses objeto de tudo quanto é tipo de ofensiva por parte dos que querem criminalizar o serviço público no país", disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que apelou aos colegas para não serem seduzidos pelo "canto da Sereia" da oferta de cargos públicos.

Do lado do governo, as falas foram na linha de que o momento atual da economia não permite, nem de longe, tal reajuste.

"Desde que assumi a liderança disse que aqui não é terreiro de briga de galo, um mata-mata. Há oposição e governo, a disputa é legítima. Mas há temas que interessam ao país. Os governos passam, o país continua, a democracia continua, a economia continua", afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

O líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel (PT-CE), reforçou, dizendo que Estados e municípios estão com queda na arrecadação. "Estamos em um momento em que todos estão fazendo sacrifícios", discursou o senador do PT, partido com antigos laços com o funcionalismo público.

Após o resultado apertado, Guimarães reconheceu o aperto, mas comemorou: "Foi por um triz, mas pelo menos foi uma vitória".

Durante todos esses meses, servidores do Judiciário lotaram corredores e salões do Congresso para pressionar –de forma barulhenta, com uso de vuvuzelas– deputados e senadores. Nesta terça, vários deles mantiveram o protesto na área externa do Congresso, no Salão Verde e nas galerias do plenário da Câmara, onde foi realizada a sessão conjunta. Após o resultado, acusaram o PT de traição.

"Parlamentar, pode esperar, a sua hora vai chegar", gritavam das galerias. Renan suspendeu a sessão e determinou que as galerias fossem evacuadas.

OUTROS VETOS

Além da questão do Judiciário, o Congresso Nacional manteve em votação em bloco sete outros vetos de Dilma, entre eles o que dava dedução de Imposto de Renda para professores.

Haverá ainda a votação individual de outros vetos presidenciais em sessão nesta quarta-feira (18). Na lista, estão os vetos ao projeto que estendeu a todos os aposentados a política de valorização do salário mínimo e a itens da reforma política do Congresso –a necessidade de voto impresso e a permissão de financiamento empresarial das campanhas políticas.

Em setembro, a base dilmista havia mantido um lote de vetos de Dilma, entre eles o que barrou proposta que criava uma alternativa ao chamado fator previdenciário.

Fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Mais uma vez, Esplanada será palco de luta pela derrubada do veto ao PLC 28

Pressão dentro e fora do Congresso mostra categoria organizada e disposta ao convencimento de parlamentares


Servidores do Judiciário Federal em todo o País estão mobilizados desde a segunda-feira, 16, ela derrubada do veto 26. O veto refere-se ao PLC 28/2015, que trata da reposição das perdas salariais dos servidores, há quase dez anos sem reajuste.

Em Brasília, desde as primeiras horas do dia, as delegações vindas do AC, BA, CE, ES, PI, PR, RN e RO começaram a chegar e já partiram para o corpo-a-corpo no Congresso Nacional. Outras caravanas como SP, GO e MG chegarão ao longo da madrugada e manhã da terça-feira. A sessão que deverá terminar a análise dos vetos presidenciais, dentre eles o 26, está convocada para as 19 horas desta terça-feira, 17.

Na Alameda dos Estados, local onde acontece o ato público organizado pela Fenajufe e Sindjus/DF, os servidores vão encontrar ainda outros movimentos que estão se manifestando em Brasília, como os caminhoneiros e produtores rurais.

O ato nacional está marcado para ás 17 horas em frente ao Congresso Nacional. A Fenajufe lembra aos participantes que se programem para a jornada noite adentro, tendo em vista o horário da sessão. É importante que o ato transcorra de forma pacífica, evitando assim conflitos com PMDF ou Polícia Legislativa. Qualquer abuso ou desrespeito praticados contra servidores, deverão ser comunicados imediatamente à direção da Fenajufe e do Sindjus/DF, devidamente identificados em locais estratégicos.

Da Fenajufe, Luciano Beregeno

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