terça-feira, 27 de setembro de 2016

Convênio entre TJPB e Governo viabiliza cumprimento de mandados

O Tribunal de Justiça da Paraíba e o Governo do Estado assinaram um convênio para viabilizar o cumprimento dos mandados da Fazenda Pública, por meio de antecipação do pagamento das diligências realizadas pelos oficiais de Justiça, conforme previsto na Lei de Custas e Emolumentos do Estado. O ato ocorreu na Presidência do TJPB, na tarde desta terça-feira (27).

Divergências na interpretação das leis e instrumentos que disciplinam a matéria deram início a uma rodada de diálogos entre as instituições, que culminou com a elaboração do convênio.

De acordo com o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, o Estado vinha tendo dificuldades em realizar o pagamento antecipado, por força da Lei 4.320 (Lei de Finanças Públicas), que preconiza a prestação do serviço antes do pagamento.

“A saída foi buscarmos um meio termo, um adiantamento parcial, com depósito em conta do Tribunal que, através da Central de Mandados, emitirá relatórios e realizará a quitação destes mandados”, falou o procurador.

Já para o presidente interino do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado (Sindojus), Joselito Bandeira Vicente, a antecipação da diligência do oficial de Justiça, por meio dos depósitos prévios, representam um avanço para a categoria, além de transparência na fiscalização do recurso.

“Este pagamento tem caráter indenizatório. Não é um ganho extra, mas uma reposição do que é gasto pelo oficial para cumprir o mandado”, explicou.

Além disso, o líder classista explicou que o pagamento prévio também está amparado na Resolução nº 153, do Conselho nacional de Justiça (CNJ).

O presidente do TJPB, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque ressaltou os avanços que o convênio trará, ante o cumprimento do volume de mandados represados oriundos da Fazenda. “Além disso, consolidam uma antiga reivindicação dos oficiais de justiça do Estado”, pontuou.

InfoJus BRASIL: Com informações do TJPB

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Em Assembleia Geral Oficiais de Justiça de Minas Gerais rejeitam proposta do TJMG

Assembleia considerou como insuficientes as propostas apresentadas sobre data-base, auxílio saúde e auxílio transporte.

A proposta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais apresentada pelo seu presidente, desembargador Herbert Carneiro, para pagamento da revisão geral anual (data-base) do exercício de 2016, implementação dos auxílios saúde e transporte, foi rejeitada na tarde de 24 de setembro, em Assembleia Geral Extraordinária, que aconteceu no Royal Center Hotel, em Belo Horizonte, que reuniu Oficiais de Justiça das Comarcas da Capital e interior, além de participação on line. Colocada em votação, a proposta foi rejeitada categoricamente pelos participantes, que consideram insuficientes as condições estabelecidas.

Os Oficiais de Justiça manifestaram insatisfação com as condições oferecidas e destacaram que existem reivindicações que são constantemente proteladas pelo TJMG, como a verba indenizatória, que vem sendo discutida há mais de 10 anos e a exigência de nível superior para a função, como também a equiparação da verba indenizatória à tabela “D”, que são acordos de greve desde 2013 e não foram cumpridos.

Proposta do TJMG

1 – Data-base com um índice de 3% (três por cento), retroativos a maio de 2016, ou, assim que aprovado o projeto a ser envido à ALMG, sendo que o valor do retroativo será pago de duas parcelas, a primeira em janeiro e a segunda em março de 2017.

2 – Auxílio Saúde, com valores escalonados em faixas etárias, assim dispostas: 1 – servidores até 40 (quarenta) anos de idade: R$ 200,00 (duzentos reais); 2 – servidores entre 41 (quarenta e um) e 50 (cinquenta) anos de idade: R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais); servidores acima de 51 (cinquenta e um) anos de idade: R$ 300,00 (trezentos reais).

3 – Auxílio transporte, com duas possibilidades apresentadas pelo TJMG: 1 – pagamento somente aos servidores que estejam posicionados até o PJ 58 no valor de R$ 200,00 (duzentos reais); e 2 – pagamento para todos os servidores no valor de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais);

Deliberação

Estas questões foram debatidas e esclarecidas pela diretoria do Sindojus/MG que sugeriu a apresentação de uma contra proposta ao TJMG, definindo as reais necessidades da categoria. A proposta foi discutida pelos presentes, com avaliação dos cálculos e impactos orçamentários. Após as explicações apresentadas pelos diretores Igor Leandro Teixeira e Leonardo Mendes de Oliveira a contra proposta foi colocada em votação e aprovada pelos presentes, que autorizaram sua apresentação ao TJMG nos seguintes termos:

1 – Data-Base de 2016 de 5%, conforme previsto na LOA (Lei Orçamentária Anual), retroativa a primeiro de maio de 2016. A diferença de 6,22% entre os 5% previstos na LOA e o índice de 11,22 apurados como inflação do período, em duas parcelas a serem pagas em 2017 e 2018.

2 – Auxílio Saúde com pagamento universal para todos os servidores ativos e inativos no valor de R$ 860,00 (oitocentos e sessenta reais), conforme previsão na Resolução 207 do CNJ.

3 – Auxílio Transporte no valor de R$ 300,00(trezentos reais) para todos os servidores da ativa, independente do posicionamento na carreira.

4 – Promoção Vertical a ser incluída na proposta orçamentária com índice de 0,5% para promoções verticais.

Mobilização

Em seguida, o diretor geral, Igor Teixeira, fez uma exposição dos vários pleitos do SINDOJUS/MG junto ao TJMG, como os encaminhamentos sobre as Verbas Indenizatórias, Nível superior, Gratificação por Jornada Irregular, além de outras questões de interesse da categoria, que têm sido objeto de negociação e de interlocução junto ao TJMG, em várias reuniões de negociação.

Igor Teixeira informou que diante das várias tratativas do Sindicato com o TJMG, o SINDOJUS/MG cobrou um posicionamento objetivo do Tribunal para os pleitos apresentados e que o TJMG informou que no prazo de trinta dias apresentará um posicionamento sobre as reivindicações. Nesta ocasião, Igor Teixeira também informou ao desembargador Herbert que a categoria deliberaria, em Assembleia Geral, sobre o Indicativo de Greve, caso não recebam este retorno no prazo informado.

A decisão foi submetida à apreciação dos filiados, que votou pelo indicativo de greve, se o TJMG não apresentar resposta, no prazo de 30 dias, aos pleitos apresentados (Gratificação por Jornada Irregular, Equiparação Tabela D aos feitos amparados pela Justiça Gratuita, e Nível Superior).

Avaliação

“Acredito que esta Assembleia possa dar um passo adiante às condições de crescimento das atividades do oficial de justiça, uma vez que os pontos elencados estão dentro de uma proporção entre os três sindicatos, com uma condição viável. Temos também a expectativa de progressão dos oficiais de justiça e a meta de embate junto ao TJMG que vem sempre postergando as decisões dos pleitos dos oficiais de justiça”.

Hilmar Matos – Comarca de Belo Horizonte

“Entendo que a proposta do Sindojus é bastante razoável. Se o tribunal tiver boa vontade, acho que os pleitos da categoria podem ser atendidos. Dentro da previsão real, dentro dos números que foram oferecidos pelo Sindicato, os pleitos foram muito bem estudados e acredito que o TJMG pode se dispor a ajustar esses valores e nos atender”.

Cláudio Martins de Abreu – Comarca de Belo Horizonte

Diretoria presente:

Diretores Gerais: Igor Leandro Teixeira e Rafael Giardini de Oliveira.

Diretor Administrativo: Valdir Batista da Silva.

Diretor Financeiro: Leonardo Mendes de Oliveira.

Diretor Jurídico: Emerson Mendes de Figueiredo.

Fonte: Sindojus-MG

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Recife sediará o III Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça - ENOJUS, entre os dias 19 a 21 de outubro de 2016

Confira a programação do 3º Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça - III ENOJUS que será realizado em Recife-PE, entre os dias 19 a 21 de outubro de 2016, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano - Recife - PE



III ENCONTRO NACIONAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA – ENOJUS 2016 DE 19 A 21 DE OUTUBRO DE 2016

Tema: A IMPORTÂNCIA DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA NO CONTEXTO JURÍDICO NACIONAL

APRESENTAÇÃO

O encontro destina-se a integração dos Oficiais de Justiça de todo Brasil com o objetivo de proporcionar um ambiente para discussões e trocas de experiências relacionadas as suas atividades jurídicas, bem como para ressaltar o papel dos Oficiais de Justiça no contexto jurídico e na sociedade brasileira.

PROGRAMAÇÃO

DIA 19 A 21 DE OUTUBRO 2016

QUARTA-FEIRA - 19/10/2016

18h - Abertura - APRESENTAÇÃO DA ORQUESTRA CRIANÇA CIDADÃ.
18h30 - Composição da mesa.
19h - DESEMBARGADOR JONES FIGUEIRÊDO ALVES - O PAPEL DO OFICIAL DE JUSTIÇA CONCILIADOR NO NOVO CPC.

QUINTA-FEIRA - 20/10/2016

07h - Início dos Trabalhos
08h - DR. MIGUEL ÂNGELO NÔVO SIMAS (TJPA) e DRª MARIA IVONE FIGUEIRA (TJPA) – QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DO OFICIAL DE JUSTIÇA.
10h - Intervalo – Coffee Break.
10h30 – FÁBIO BARROS – LEI DO ESTACIONAMENTO PARA O OFICIAL DE JUSTIÇA.
12h - Intervalo - Almoço
14h - DESEMBARGADOR FREDERICO RICARDO DE ALMEIDA NEVES – TEMAS E EXEGERE DO NOVO CPC.
15h - Intervalo – Coffee Break.
15h30 -DR. SAULO FABIANNE DE MELO FERREIRA - O OFICIAL DE JUSTIÇA NO CONTEXTO DO NOVO CPC. 

SEXTA-FEIRA - 21/10/2016 

08h - Início dos Trabalhos
08h30 – WORKSHOP 1º MÓDULO - Prof.ª SABRINA ROCHA – EU, JOIA PRECIOSA.
10h - Intervalo – Coffee Break.
10H30 - WORKSHOP 2º MÓDULO – Prof.ª SABRINA ROCHA – EU, JOIA PRECIOSA.
12h - Intervalo – Almoço
14h - MESA REDONDA DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA – TEMAS RELACIONADOS A ATIVIDADE JURÍDICA DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA (TROCA DE EXPERIÊNCIA E ELABORAÇÃO DA CARTA DE RECIFE PARA UNIFORMIZAÇÃO DOS TRABALHOS DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA NO BRASIL).
18h - Encerramento.

Manual de Procedimentos de Segurança para Oficiais de Justiça


Lançamento do Manual de Procedimentos de Segurança para Oficiais de Justiça aconteceu nesta segunda-feira (19) no auditório do TRT (Comércio), os diretores sindicais Francisco Filho e Cátia Soares (que também compõe a Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais.Assojaf-BA) participaram da mesa.



O livreto de Procedimentos de Segurança para Oficiais de Justiça expõe os riscos sociais que os OJAF's sofrem no seu cotidiano de trabalho e traz procedimentos de segurança como em casos de situações de risco, planejamento de diligência, cumprimento de determinação judicial com condições de segurança, como o oficial de se portar em situações de risco ambiental, como proceder com acompanhamento policial e o risco de associação da imagem do Oficial de Justiça à Polícia.

O diretor sindical Francisco Filho expôs em sua fala a necessidade dos oficiais de Justiça ingressarem na luta coletiva, além das demandas de seguimento, alertou sobre o desmonte do serviço público provocado pelo PLP 257/15, que proíbe a nomeação de novos concursados, impede o concurso público e restringe o reajuste dos servidores, que acumularam perdas ao longo dos dez anos sem reposição salarial.

“Alertamos aos OJAFS da PEC 241/16, que ratifica as mesmas premissas do PLP 257, e que no conjunto significa o desmonte da Justiça do Trabalho, extinguindo cargos e atribuições, inclusive a competência da Justiça do Trabalho, prevalecendo o negociado sobre o legislado”, apontou Francisco Filho.


Cátia Soares chamou a coletividade para angariar direitos e alertou sobre os riscos da profissão: “O trabalho do oficial é diferenciado sim, está muito suscetível à insegurança, tanto os oficiais do interior e da capital estão expostos”.

Já os oficiais Dino Correia, Vanessa Régis e Érica Sakaki apresentarem detalhes do manual, e, principalmente enfocarem que a segurança deve ser prioridade no trabalho diário, não só para evitar eventuais agressões quanto para prevenir acidentes na lida com material contaminado.


Fonte: ASSOJAF-BA

Juiz pede que oficial de Justiça esclareça como intimou pessoa falecida

Despacho mediúnico?

Em despacho, o oficial de Justiça certificou que, "apesar de devidamente intimada, a parte autora não se manifestou".

"Ao senhor OJA para esclarecer como conseguiu intimar, em 2016, pessoa falecida em 2013".

Estas foram as palavras do juiz de Direito Wilson Marcelo Kozlowski Junior, da 2ª vara Cível de Nova Iguaçu/RJ, ao pedir esclarecimentos a um oficial de Justiça que certificou que, apesar de devidamente intimada, a parte autora não se manifestou.



O processo teve início em 2013, quando um homem de 85 anos ingressou com ação contra o município de Nova Iguaçu/RJ, com pedido de antecipação de tutela, alegando que encontrava-se internado e, devido à gravidade do quadro clínico, necessitava de transferência para a UTI com urgência. A tutela antecipada foi concedida.

Em 2015, o processo foi finalmente encaminhado à pilha de conclusão, distribuído ao juiz de Direito Wilson Marcelo Kozlowski Junior. Encontrando-se o processo paralisado em 2016, a parte autora deveria ser intimada, sob pena de extinção do processo. Foi quando o oficial de Justiça certificou que, "apesar de devidamente intimada, a parte autora não se manifestou". Em resposta, o juiz pediu esclarecimentos ao meirinho.

InfoJus BRASIL

Fonte: Migalhas

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