terça-feira, 24 de outubro de 2017

PF recomenda deferimento de porte de arma de fogo a oficiais de Justiça que atuam em áreas perigosas ou cumpra medidas judiciais de risco

Diretoria Executiva da Polícia Federal recomenda aos Superintendentes Regionais o deferimento do porte de arma de fogo aos oficiais de Justiça que efetivamente atua em regiões de alta periculosidade ou cumpre medidas judiciais graves e de risco.


A Diretoria Executiva da Polícia Federal (DIREX/PF), no dia 19 de outubro, expediu a Mensagem Oficial Circular nº 05/2017-DIREX/PF em que recomenda aos Superintendentes Regionais da Polícia Federal que na análise do caso concreto, o deferimento do porte de arma de fogo aos oficiais de Justiça que efetivamente atua em regiões de alta periculosidade ou cumpre medidas judiciais graves e de risco.

A recomendação confere cumprimento quanto ao disposto no artigo 10 da Lei nº. 10.826, de 22 de dezembro de 2003 e parágrafo segundo do artigo 18 da Instrução Normativa 23/2005-DF/PF.

A Mensagem Oficial Circular nº 05/2017-DIREX/PF é uma reivindicação da Fojebra e de várias entidades (Sindojus) que se uniram com a denominação Unojus – União Nacional dos Oficiais de Justiça e no dia 15 de fevereiro foram até à Diretoria da Polícia Federal pedindo providências quanto aos constantes indeferimentos de porte de arma solicitados pelos oficiais de Justiça. O Presidente do Sindojus-PA e atual presidente da Fojebra Edvaldo Lima continuou em contato com a Polícia Federal e que culminou com a expedição da mensagem circular.

LEIA MAIS:



Determinada suspensão nacional de processos sobre revisão anual de servidores públicos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam de revisão geral anual da remuneração de servidores públicos. A decisão foi tomada nos autos do Recurso Extraordinário (RE) 905357, que teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. O RE foi ajuizado pelo governo de Roraima contra decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RR) que julgou procedente pedido de um servidor, concedendo a revisão geral anual de 5% referente ao ano de 2003.

O tema em debate no recurso é a existência de direito subjetivo à revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem a correspondente dotação na Lei Orçamentária do respectivo ano.

Precedente

Ao analisar questão de ordem no RE 576155, lembrou o ministro Alexandre de Moraes, o Plenário do Supremo concluiu que nos recursos extraordinários com repercussão geral reconhecida, o relator pode sobrestar todas as demais causas sobre questão idêntica, com base no artigo 328 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (RISTF).

Admitido como amicus curiae (amigo da Corte) neste RE, o Distrito Federal informou que passa por situação semelhante à do Estado de Roraima e, diante disso, o ministro afirmou que a suspensão nacional é medida que se mostra “impositiva” no caso.

A decisão determina a suspensão nacional das causas que apresentem questão idêntica à tratada no RE. As demandas em fase instrutória podem prosseguir até a conclusão para sentença, ficando autorizada a resolução dos processos, desde que sem exame de mérito, concluiu o ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: STF, em 23/10/2017 (Portal do Servidor)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Senador Hélio José apresenta relatório final da CPI da Previdência e diz que não existe déficit na Previdência

Texto de Hélio José (PROS-DF) de 253 páginas conclui que 'é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social' no Brasil

BRASÍLIA - O senador Hélio José (PROS-DF) apresentou nesta segunda-feira, 23, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, que investigou as contas do seguro social no País. O texto de 253 páginas conclui que "é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social" no Brasil.

Na visão do relator da CPI, os dados e argumentos utilizados pelo governo para propor a reforma da Previdência, em discussão no Congresso Nacional, apresenta "falhas graves" e inconsistências".

"São absolutamente imprecisos, inconsistentes e alarmistas os argumentos reunidos pelo governo federal sobre a contabilidade da Previdência Social, cujo o objetivo é aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287, de 2016", afirmou o relator da CPI.
PUBLICIDADE

O texto de 253 páginas conclui que "é possível afirmar, com convicção, que inexiste déficit da Previdência Social ou da Seguridade Social" no Brasil Foto: Wilton Junior|Estadão

"O grande argumento do governo em sua empreitada de mudança da previdência se relaciona à questão da existência de um déficit previdenciário perene e explosivo. Trata-se de uma afirmativa que, apesar de repisada pelo governo, não é respaldada por grande parte dos estudiosos", complementou Hélio José.

No relatório, o senador fez uma análise histórica sobre o sistema da seguridade social no Brasil. Na visão do relator, o orçamento da Previdência começou a ser deturpado de forma relevante ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que editou uma Medida Provisória sobre o tema em 2001.

O texto afirma que a MP do governo tucano "atingiu de morte" a "visão sistêmica e integrada" da seguridade social, retirando a possibilidade de "compensação financeira" entre os seus três pilares principais: a saúde a previdência e a assistência social.

"Houve a efetiva desintegração das três áreas. Saúde, Previdência e Assistência Social ganharam uma perversa autonomia tanto financeira quanto de gestão. Entendemos perversa porquanto tal autonomia provocou o desmembramento das áreas, em detrimento de uma ação coordenada e sistêmica", explicou no relatório.

"O chamado Orçamento da Seguridade Social, previsto na Carta Maior, passou a ser apenas numa peça demonstrativa sem qualquer utilidade estratégica", argumentou.

Hélio José dedicou algumas páginas de seu relatório para lembrar da dívida ativa de empresas brasileiras de grande porte, que deixaram de contribuir com a Previdência Social, mas continuam sendo beneficiadas com políticas governamentais.

No texto, ele cita como exemplo o débito da JBS, que tem, segundo a CPI, uma dívida de R$ 2,4 bilhões com o sistema de Seguridade Social. "Está faltando cobrar dos devedores e não querer prejudicar trabalhadores e aposentados, mais uma vez", disse o senador.

Outro argumento utilizado no texto tem como base a criação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), em 1994, ainda na gestão FHC. "Uma parcela significativa dos recursos originalmente destinados ao financiamento da Previdência foi redirecionada.

Segundo cálculos da Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), somente entre 2005 e 2014, um montante da ordem de R$ 500 bilhões foi retirado da Previdência via DRU", criticou o senador em seu texto.

O relatório final será colocado em votação nas próximas semanas, quando os senadores que compõem a CPI vão analisar a proposta e poder propor emendas à versão do senador Hélio José.

O presidente da CPI da Previdência, senador Paulo Paim (PT-RS), acusou a TV Senado de cortar a transmissão da sessão, durante a leitura do relatório. Isso porque a emissora de televisão do Senado cortou o sinal da CPI e passou a retransmitir audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Paim prometeu cobrar explicações do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Fonte: Estadão

domingo, 22 de outubro de 2017

Nova diretoria da Fojebra eleita e empossada durante o IV Enojus

A nova diretoria da Federação Sindical dos Oficiais de Justiça do Brasil (Fojebra), foi eleita em Belém/PA no dia 20/10/2017 e empossada durante o IV Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça (Enojus).

O oficialato de Justiça do Brasil está passando por grandes transformações, principalmente em face da modernização e uso de ferramentas eletrônicas no Poder Judiciário, além de ação de governos contra os trabalhadores públicos visando a retirada de direitos históricos.  Assim, além de continuar atuando para conquistar os pleitos históricos do oficialato (aposentadoria especial, porte de arma, carreira de Estado, etc) é necessário agir em conjunto com outras categorias para combater todo tipo de ataque ao serviço público.

Confira abaixo a composição da nova diretoria da Fojebra:

Presidente: EDVALDO DOS SANTOS LIMA JUNIOR (Sindojus-PA);
Vice-Presidente: MARIO MEDEIROS NETO (Aojesp - SP);
Secretária Geral: ASMAA ABDUALLAH HENDAWY (Sindojus-PA);
Secretária Adjunta: FERNANDA PROTASIO VERAS (Sindojus-MA);
Diretor Administrativo: JEAN DE OLIVEIRA GONÇALVES (Sindojus-RS);
Diretor Administrativo Adjunto: VLADIMIR FIGUEIRA GASPAR (Sindojus-RS);
Diretor Financeiro: CÁSSIO RAMALHO DO PRADO (Aojesp);
Diretor Financeiro Adjunto: BENEDITO VENÂNCIO DA FONSECA JÚNIOR (Sindojus-PB);
Diretor Jurídico: GUSTAVO LUIZ FRANCISCO DE MACÊDO (Sindojus-AL);
Diretor Jurídico Adjunto: ALFREDO FERREIRA MIRANDA NETO (Sindojus-PB);
Diretor de Assuntos Legislativos: JOSELITO BANDEIRA VICENTE (Sindojus-PB);
Diretor de Assuntos Legislativos Adjunto: GERALDO MAJELA ONIVES DE MATTOS (Sindojus-AP);
Diretor de Políticas Sindicais: CÍCERO PEREIRA DOS SANTOS FILHO (Sindojus-AL);
Diretor de Políticas Sindicais Adjunto: MARCO ANTÔNIO SOARES DE ALBUQUERQUE (Sindojus-PE);
Diretor Social e de Eventos: MARIEDA JOSÉ MANCILHA RODRIGUES (Sindojus-AM);
Diretor Social e de Eventos Adjunto: JULIANO COSTA BEZERRA (Sindojus-RN);
Diretor de Comunicação: AMAURI S. FERNANDES (Assojepar);
Diretor de Comunicação Adjunto: ERNALDO MELLEK (Assojepar).

Fonte: InfoJus BRASIL

Atualizado em 24/10/2017 às 12:52h

Serra gaúcha é escolhida para sediar próximo Enojus

Gramado, na serra gaúcha, foi a cidade escolhida para receber 5ª Edição do Encontro Nacional de Oficiais de Justiça (Enojus), que ocorrerá em 2018. O anúncio foi dado no encerramento da 4º Enojus, realizado em Belém do Pará, nos dias 19 e 20 de outubro. A organização será da Diretoria do Sindojus-RS/Abojeris Sindicato, com o apoio da Federação Sindical dos Oficiais de Justiça do Brasil (Fojebra). As datas e locais específicos ainda serão definidos.

Com informações do Sindojus-RS

Postagens populares