quinta-feira, 9 de agosto de 2018

MATO GROSSO: Ladrões invadem residência de oficial de Justiça e furtam pistola e munições

Juína News
Um oficial de Justiça do município de Juína (735 km de Cuiabá-MT) teve a sua residência furtada na noite da última terça-feira (07), onde criminosos levaram do local, uma pistola Taurus calibre 380 de sua propriedade e munições.

De acordo com as informações locais, a vítima estava na faculdade e ao retornar ao seu imóvel encontrou o local com a porta arrombada e o interior da residência revirado. O oficial notou o furto de sua pistola e munições e aciono a Polícia Militar.

Os militares passaram a fazer rondas na região, e chegaram até o suspeito Nelson Barbosa da Fonseca, que ao perceber a chegada da polícia tentou fugir juntamente com um comparsa conhecido pelo apelido de “Leitoa”. Nelson tentou resistir a prisão, mas foi algemado e detido. Leitoa conseguiu foragir.

Durante a revista em Nelson, os policiais encontraram em seu bolso uma cartela com 10 munições de calibre 380. Questionado o suspeito assumiu a autoria do furto e que a pistola estaria com Leitoa.

Nelson foi encaminhado a delegacia para serem tomadas as medidas cabíveis, e Leitoa segue sendo procurado.

InfoJus BRASIL: Com informações do Portal "Circuito Mato Grosso"

Realidades diferentes definem pautas para conquistas comuns aos oficiais de Justiça em Congresso

Em Goiás, oficiais de justiça conseguiram redução de IPVA e ICMS; Em São Paulo, aumento salarial de quase 40%; e, em Minas Gerais, a luta é para que o curso superior volte a ser exigência aos que forem exercer a profissão.

Realidades diferentes foram expostas no primeiro dia do I Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (Conojus), aberto na última quinta-feira, 2, no Hotel Sheraton, em Vitória. Em auditório lotado com cerca de 200 pessoas de todo o país e prestigiado por autoridades locais, o presidente da Fesojus ( Federação das Entidades Sindicais dos Oficiais de Justiça do Brasil), João Batista Fernandes, ressaltou a importância do evento para que todos tenham voz e os mesmos direitos assegurados.

João Batista afirma que o cenário é difícil para os trabalhadores, mas lembrou que “não existe Poder Judiciário sem oficiais de justiça, com direitos e deveres dentro do processo, e é preciso fazer acontecer, sair do encontro da categoria com essa consciência. E ressaltou que, com o Congresso e demais ações da entidade, a Federação busca a unificação de todas as entidades sindicais em só uma, a Fesojus.

Presidente do Sindioficiais-ES, Carlos Magnus Poletti deu as boas-vindas aos participantes e convidados, chamou a atenção para as demandas diárias e da importância de estratégias para driblar os desafios atuais. “Quem tem que fortalecer nosso movimento sindical somos nós”, alertou, observando que haverá enfrentamento para que as demandas principais sejam levadas adiante.

ABERTURA - Além de representantes da categoria de todo o país, o evento foi prestigiado pela deputada estadual Claudia Lemos (oficial de justiça) e pelo vereador Mazinho dos Anjos (advogado, filho e neto de oficiais de justiça).

Claudia considera que o ponta-pé inicial na luta atual da categoria é a mudança na nomenclatura: oficiais de justiça (como antes). E argumenta que é uma questão de identidade, considerando habilidades, prorrogativas e qualidades, para ter legitimidade de massa.

Uma das palestras mais prestigiadas foi a do oficial de justiça do Mato Grosso Celso Victoriano, que falou sobre a cultura autocompositiva e seus efeitos na formação continuada do oficial de justiça e os juizados especiais itinerantes em seu Estado. Segundo ele, trata-se de um trabalho de educador, na mediação de interesses, fazendo com que todos ganhem, ao final.

Ao final do dia, representantes de sindicatos de vários estados contaram suas trajetórias como entidades, desde o começo desafiante aos dias atuais, com demandas e conquistas. E essa troca de experiências servirá de base para a elaboração da Carta de Vitória, com as principais diretrizes da Federação até o próximo Congresso.

InfoJus BRASIL: Com informações do Sindioficiais-ES

PLP 534/2018 propõe Aposentadoria Especial para os Oficiais de Justiça

O Projeto de Lei Complementar (PLP 534/2018) apresentado nesta terça-feira (07) pelo deputado André Figueiredo (PDT/CE) tem o objetivo de conceder aposentadoria especial aos ocupantes de cargo efetivo de Oficial de Justiça.

Pela proposta, o Oficial de Justiça poderá se aposentar compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 anos de idade ou voluntariamente, com proventos integrais, independentemente da idade, sendo 30 anos de contribuição e 20 anos de exercício no cargo para homens e 25 anos de contribuição e 15 anos de cargo para as mulheres.

Na justificativa, o parlamentar afirma que os Oficiais de Justiça são incluídos nas atividades de risco, uma vez que o número de crimes cometidos contra o oficialato tem aumentado significativamente ao longo dos últimos anos.

“A atividade do Oficial de Justiça tem muitas semelhanças com os riscos da atividade exercida pela polícia judiciária. Ao cumprir mandado, seja um policial, seja um oficial de justiça, o agente público não sabe como se dará a diligência. Mas as semelhanças acabam por aí. Enquanto os agentes de polícia cumprem suas atividades externas munidos de todo aparato de segurança (no mínimo, atuam em duplas, estão armados e exercem suas atividades em viaturas oficiais), os Oficiais de Justiça cumprem mandados sozinhos, desarmados e em seus veículos particulares”.

Para André Figueiredo, diante dessa realidade, os Oficiais de Justiça devem ter o mesmo tratamento previdenciário dos ocupantes de cargos de polícia judiciária.  

O PLP 534/18 aguarda o despacho do presidente da Câmara dos Deputados.


Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo

Fonte: InfoJus BRASIL

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Nada proíbe juiz de conduzir audiência armado, decide CNJ

Segundo o CNJ, conduzir audiência armado não é infração ética

Conduzir audiência armado não viola Código de Ética da Magistratura. Foi o que entendeu o Conselho Nacional de Justiça ao arquivar representação contra juiz de Goiás que conduziu audiência de instrução armado. 

Prevaleceu o entendimento do relator, o ministro João Otávio de Noronha, corregedor-nacional de Justiça. Segundo ele, diante da violência e dos perigos a que estão sujeitos os juízes brasileiros, em especial no interior do país, o local em que os magistrados mais precisam de uma arma é a sala de audiência.

“Para caracterização de desvio ético do magistrado não é suficiente um mero porte de arma, com um sentimento vago de intimidação alegado pela parte autora”, afirmou Noronha.

A reclamação disciplinar foi proposta pela OAB de Goiás. Segundo a OAB, o juiz apareceu armado para intimidar as partes. Na mesma ocasião, disse a Ordem, o magistrado determinou que os telefones celulares das pessoas que acompanhavam a sessão, inclusive dos advogados, fossem recolhidos.

O julgamento do processo no CNJ começou no dia 5 de junho, com o voto de Noronha. Ao acompanhar o relator, o conselheiro Aloysio Corrêa reforçou os argumentos apresentados. "Não há restrição legal de arma em audiência, momento em que o juiz se encontra vulnerável. Se eu tenho porte e não posso usá-lo, de que adianta?", questionou.

O conselheiro Márcio Schiefler, que é juiz em Santa Catarina e foi juiz-instrutor do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, contou que já precisou fazer audiência armado. "Esse tema é cardeal para a magistratura. Praticamente em qualquer fórum do país as pessoas podem entrar no local e dar de cara com um juiz", ponderou Schiefler.

Faroeste

O julgamento foi então suspenso por pedido de vista do conselheiro Luciano Frota, que apresentou seu voto nesta terça-feira (7/8). Para ele, audiências não são “ambiente de faroeste” em que o juiz tenha de portar arma para se defender, mas um momento de harmonia.

Mas faltaram provas da infração disciplinar. Segundo o conselheiro, não ficou claro se o juiz apresentou a arma de forma ostensiva. “Não que eu entenda que o juiz deva portar arma de fogo em sala de audiência, não acho que é um lugar adequado”, disse o conselheiro Frota. Para ele, há necessidade de o CNJ se debruçar sobre o tema no futuro.

A ministra Cármen Lúcia, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ressaltou que o CNJ examinou apenas o caso concreto e que não houve tomada de posição sobre essa matéria em tese.

Para o advogado do juiz de Goiás, Rafael Faria, o CNJ garantiu os direitos de toda a magistratura nacional.

Exame psicotécnico

O porte de arma para defesa pessoal é prerrogativa dos magistrados prevista no artigo 33, V, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e seu exercício segue as diretrizes estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003).

Recentemente, três associações de magistrados foram ao Supremo pedindo que fosse declarada ilegal a exigência de comprovação de capacidade técnica e aptidão psicológica para que juízes possam adquirir, registrar e renovar o porte de arma de fogo.

No entanto, o pedido foi negado pelo ministro Edson Fachin. Segundo ele, o direito ao porte de arma não dispensa o proprietário do cumprimento dos requisitos relativos ao registro. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

0008000-23.2017.2.00.0000 

InfoJus BRASIL: Com informações da Revista Consultor Jurídico.

TRT-10 realizará o V Encontro de Oficiais de Justiça

O TRT da 10ª Região, através da Escola Judicial, realizará o V Encontro de Oficiais de Justiça. Com o tema “Desafios e Novas Perspectivas do Oficial de Justiça”, o evento acontecerá entre os dias 22 e 24 de agosto no Auditório da Ejud do Tribunal (SGAN 916 – Lote A2 – Asa Norte, em Brasília/DF).

Segundo o TRT, o objetivo é qualificar o Oficial de Justiça permitindo-lhe desempenhar suas atividades com mais segurança técnica e celeridade, proporcionando maior efetividade jurisdicional.

Dentre os temas a serem abordados durante os três dias do Encontro, os participantes acompanharão palestras sobre as Novas Perspectivas do Oficial de Justiça na Investigação Patrimonial, Crimes cometidos durante as diligências, Aspectos positivos e negativos do porte de arma, dentre outros de interesse do oficialato.

O número de vagas é limitado para 85 participantes, sendo 65 para Oficiais da 10ª Região e 20 para servidores dos demais TRTs, TJDFT e Justiça Federal.

As inscrições deverão ser feitas até às 23:59h do dia 17 de agosto pelo portal da Escola Judicial do TRT da 10ª Região (https://escolajudicial.trt10.jus.br/index.php/eventos/meus-eventos.html)

Outras informações sobre o V Encontro de Oficiais de Justiça podem ser obtidas AQUI

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo

Fonte: Sindojus-DF

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