sábado, 17 de abril de 2021

Sem mandado, oficial de justiça apreendeu carro, ficou com o veículo e acabou demitido em MS

Em maio será realizada audiência de instrução e julgamento do caso


Foto Ilustrativa

Oficial de justiça que prestava serviço ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) foi demitido depois de ser denunciado por estelionato, em razão de ter apreendido um automóvel Fiat Palio por conta própria, sem mandado, e se apossado do veículo. O réu tentou absolvição alegando prejuízos na defesa, bem como ausência de provas.

Consta na denúncia oferecida pelo MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) que, em julho de 2009, no centro de Corumbá, a 425 quilômetros de Campo Grande, se valendo do cargo, o então servidor procurou a vítima, disse que estava em posse de um mandado de busca e apreensão do carro, pegou o bem e foi embora.

Ele não deixou nenhum documento que comprovasse a ordem de apreensão do veículo. Contudo, já em fevereiro do ano seguinte, outro oficial, munido de mandado de busca e apreensão, foi até a casa da vítima para recolher o veículo, quando foi descoberto o crime. Ainda em 2010, com base em decisão administrativa, o servidor foi demitido.

O réu recorreu das acusações, alegando prejuízo da defesa e chegou a pedir a rejeição da denúncia. No entanto, o juízo da 2ª Vara Criminal manteve o processo em andamento e agendou para o próximo dia 19 de maio de 2021, às 15h10, a audiência para oitiva das testemunhas de defesa e acusação, bem como será feito o interrogatório do acusado.

Fonte: MidiaMax

Ministério Público denuncia trio suspeito de matar oficial de Justiça durante roubo em SP

Segundo a denúncia do MP, os três homens que estão presos por latrocínio planejaram o crime sob o pretexto de manter relações com a vítima. Eles roubaram carro e pertences após espancar e esfaquear o oficial.

Por G1 Bauru e Marília

Oficial de Justiça Mauro de Jesus, 54 anos, morava em Pirajuí e trabalhava no Tribunal de Justiça de Cafelândia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O Ministério Público informou nesta sexta-feira (16) que denunciou os três homens suspeitos de envolvimento na morte de um oficial de Justiça em Pirajuí (SP).

Mauro de Jesus, de 54 anos, foi encontrado morto com ferimentos, no rosto no dia 11 de fevereiro, em sua casa, no bairro Vila Verde. O terceiro suspeito foi preso no fim de março e os outros dois foram detidos em fevereiro.

Segundo denúncia do Ministério Público, os três homens que estão presos por latrocínio planejaram o crime sob o pretexto de manter relações com a vítima.

"Sob esse pretexto, os homens entraram no imóvel da vítima e, após uma discussão, passaram a agredi-la com socos, enforcamento e golpes de faca", informou o MP.

Policiais encontraram diversos pertences da vítima na casa do jovem de 18 anos, principal suspeito do crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Ainda de acordo com o MP, a vítima morreu em decorrência de anemia aguda por hemorragia interna traumática e os homens deixaram o local levando pertences do oficial, entre eles um carro, celular e roupas.

Segundo o MP, a denúncia oferecida pelo promotor Nelson Aparecido Febraio Junior contra os três homens foi recebida na última segunda-feira (12) pelo Judiciário.

Prisões

No dia do crime, foi decretada a prisão temporária de um jovem de 18 anos, identificado como o principal suspeito do crime.

Após realizar buscas na residência do jovem, no Jardim Europa, a polícia encontrou pertences da vítima, como roupas, relógio, celular, além de frascos de perfumes importados. Ele se apresentou na delegacia e foi recolhido à cadeia de Avaí (SP).

Ainda segundo a Polícia Civil, o jovem foi interrogado e falou sobre a participação de outro homem no crime. Este outro suspeito foi encontrado em um fazenda às margens da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), na zona rural de Bauru (SP), e também foi preso temporariamente.

Carro da vítima foi encontrado abandonado no bairro Nova Pirajuí — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Já no fim de março, os policiais deram cumprimento ao mandado de prisão temporária contra um terceiro suspeito, mas não detalharam o envolvimento de cada um deles no crime.

O caso é investigado como latrocínio, que é roubo seguido de morte, já que o carro da vítima foi levado durante a ação. O veículo foi encontrado abandonado no bairro Nova Pirajuí.

InfoJus Brasil: Com informações do G1

quinta-feira, 15 de abril de 2021

A Justiça não para: Oficiais de Justiça dão cumprimento a mandado para transferência de pacientes da Covid-19 para hospital particular


Por volta das 23 horas de quarta-feira (14) a Oficiala de Justiça Karen Daniele Tomé da Silva Silva deu cumprimento a mandado de Tutela de Urgência/Obrigação de Fazer para transferência de paciente com Covid-19, internado no hospital Unimed Macapá, para um leito de UTI do São Camilo. Segundo a oficiala, mesmo tomando todas as medidas preventivas para a segurança no cumprimento das diligências presenciais, há sempre o risco na profissão, principalmente em tempos de pandemia. “Encerrei esta diligência às 2h45 da madrugada com a certeza do cumprimento da nossa missão que é garantir a prestação jurisdicional. E mesmo em meio a esta crise de saúde em todo o mundo e que afeta a todos, estamos atuando para garantir que liminares no âmbito da saúde sejam cumpridas”.

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Amapá, Geraldo Majela, relata que só no mês de março foram cumpridos mais de 9.782 diligências com apenas 27 oficias de Justiça em exercício, visto que muitos profissionais da categoria são do grupo de risco.

"A servidora viu que era uma vida e não um mandado, não era algo que tinha que ser resolvido no dia seguinte, pois onde tem direito, onde tem justiça e cidadania, tem um oficial de Justiça", finaliza Majela.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

TJSP suspende liminar que previa vacinação imediata dos oficiais de Justiça

O Brasil não possui um número suficiente de vacinas para a imunização da população contra a Covid-19 e, por isso, a antecipação da vacinação de determinados grupos poderá causar prejuízos a outras categorias por conta do tempo a mais que deverão aguardar.


Agência Brasil
TJSP suspende liminar que previa vacinação imediata dos oficiais de Justiça

Com esse entendimento, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Pinheiro Franco, suspendeu liminar de primeiro grau que determinava ao Estado de São Paulo e ao município de Jales a vacinação imediata de oficiais de Justiça.

Segundo o presidente, a decisão causava risco de desorganização no cronograma de vacinação estadual "na medida em que, indevidamente, determina que sejam imunizados grupos ou pessoas que, pelo menos por enquanto, não estão inseridos no Programa Nacional de Imunização ou no Programa Estadual de Imunização".

Para ele, a liminar também poderia comprometer a condução coordenada e sistematizada das ações necessárias à mitigação dos danos provocados pela Covid-19. Pinheiro Franco também citou o artigo 4º, caput, da Lei 8.437/92, referente à grave lesão à saúde pública.

"Os oficiais de Justiça que merecem, repito, respeito e consideração, recebem do Tribunal de Justiça equipamentos adequados e cumprem, no momento, por deliberação do senhor corregedor-geral da Justiça, exclusivamente mandados de urgência, o que reduz sensivelmente o risco", completou.

Ainda segundo o presidente, exatamente por desconhecer todos os detalhes do programa de imunização, não cabe ao Judiciário interferir nos critérios de conveniência e oportunidade das medidas adotadas na pandemia, "sob risco de ferir a autonomia entre os poderes do Estado e o princípio constitucional da reserva de administração, que veda a ingerência do Legislativo e Judiciário em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Executivo".

Efeito multiplicador
Pinheiro Franco também destacou o potencial multiplicador de liminares que determinam vacinação imediata de certas categorias, o que, segundo ele, prejudica os grupos prioritários e as pessoas que não têm acesso fácil à Justiça. O presidente reconheceu que os oficiais de Justiça estão expostos ao vírus, assim como acontece com outros trabalhadores.

"Existem inúmeras categorias expostas aos mesmos riscos e que possuem o mesmo direito à saúde, uma expressão inequívoca da dignidade da pessoa humana. Daí, exsurgem as indagações: como lidar com tais pessoas? Aguardarão mais tempo e ficarão expostas aos mesmos riscos elançados na decisão atacada? Em realidade, se assim for, aqui vislumbrado o diáfano efeito multiplicador de demandas da mesma natureza, receberá a desejada vacina apenas aquele que ajuizar uma ação judicial, em inequívoco prejuízo àquele que, eventualmente, não tem acesso fácil ao sistema da Justiça", disse.

Processo 2081042-08.2021.8.26.0000

Ideia Legislativa requer inclusão dos Oficiais de Justiça como carreira típica de Estado

 Uma Ideia Legislativa apresentada junto ao portal e-Cidadania do Senado requer a inclusão dos Oficiais de Justiça entre as carreiras típicas de Estado.

O tema foi apresentado por Cesar Augusto Caon Demarchi e solicita a inclusão de um artigo na Constituição Federal “instituindo a carreira de Estado do Oficial de Justiça, provida por concurso público, reconhecendo a importância de sua função na prestação jurisdicional e a necessidade de qualificação em razão de suas atribuições legais”.

Na justificativa, Demarchi afirma que o Oficial de Justiça é fundamental para a prestação jurisdicional, sendo atividade de risco e que realiza atos que requerem qualificação específica, como a avaliação de bens, penhora, busca e apreensão etc. “Assim, ao contrário da ideia de alguns estados em transformar o cargo em mera função de confiança, a realidade exige o reconhecimento da carreira de Estado, com cursos de formação específica”.

Para ser encaminhada para debate pelos senadores, a ideia precisa atingir 20 mil apoios até 11 de agosto de 2021.

Clique Aqui e apoie essa ideia!

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo

Fonte: Sindojus-DF/UniOficiais

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