terça-feira, 23 de novembro de 2021

Citação eletrônica: a nova realidade do Judiciário?

A nova Lei nº 14.195, que veio da MP da Modernização do Ambiente de Negócios – Medida Provisória nº 1.040/2021 – entrou em vigor em 30 de agosto desse ano e trouxe algumas alterações ao nosso atual Código de Processo Civil, como a possibilidade de citação de forma eletrônica.

Essa nova Lei de Melhoria do Ambiente e Negócios traz vários temas, como a Introdução do Sistema de Recuperação de Ativos (SIRA), a desburocratização e simplificação nos procedimentos para empresas, além de uma maior segurança para acionistas minoritários e ainda facilitação para nos prazos para exibição de documentos e coisas, enfim, uma ajuda e tanto para agilizar a vida dos empresários.

O ponto que chama atenção no âmbito do Judiciário, no entanto, é a previsão de que a citação eletrônica seja a preferência na forma de intimação no país, o que, certamente, irá pedir adequações por parte não só das empresas, mas também dos Tribunais.

Na prática, essas citações irão ocorrer da seguinte forma: a citação será enviada de forma eletrônica no prazo de até dois dias úteis, após a decisão proferida pelo juiz, a pessoa jurídica irá receber por e-mail a citação, com as devidas orientações, e precisará acusar o recebimento em até três dias úteis. Nesse fluxo, o prazo para apresentação de defesa começa no quinto dia útil após a confirmação do recebimento da citação por e-mail.

Para isso acontecer, de acordo com a nova legislação, essas citações serão feitas por meio de uma plataforma eletrônica específica do Conselho Nacional de Justiça e as pessoas físicas e jurídicas precisarão informar todos os seus dados cadastrais e mantê-los atualizados, além de acessar o sistema com frequência.

Esse procedimento de citação eletrônica, que agora fica bem delimitado no Código de Processo Civil, em seu artigo 246, não é de todo novidade no meio jurídico, a Lei de Informatização do Processo Judicial, de 2006, já trazia essa possibilidade, assim como o próprio Código de Processo Civil trazia essa possibilidade, tanto que alguns tribunais já adotam esse procedimento, mas ficaria a cargo de cada tribunal e conforme dispusesse de recursos, financeiro e pessoal, para tal.

A grande novidade, e que, diga-se de passagem, chama bastante atenção, é que caso não ocorra a confirmação do recebimento, sem a devida justificativa, pode acarretar uma multa de 5% do valor da causa, isso porque será considerado um ato atentatório à dignidade da justiça. Somente para o caso de não ser realmente possível essa citação por meio eletrônico no prazo estipulado é que se abre a possibilidade de citação por carta com AR ou por oficial de Justiça. O que se verifica é uma tentativa válida em agilizar o curso dos processos, além de uma economia referente aos custos com postagens e com oficiais de Justiça.

Certamente, essas adequações vão exigir um tempo dos tribunais para se adaptarem a nova realidade, assim como das empresas que provavelmente precisarão investir em um melhor domínio desses sistemas para um bom controle de suas demandas judiciais.

Como toda mudança exige adaptações e é um possível alvo de insatisfações e impugnações, o PSDB já entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 7005 – onde alega a inconstitucionalidade de artigos da nova Lei que revogam a citações ocorrerem como anteriormente previstas pelo CPC e que, justamente, prioriza a citação eletrônica, bem como a imposição da manutenção do cadastro eletrônico das empresas no sistema do CNJ. Essa ADI foi distribuída no Supremo no final de setembro e ainda está pendente de julgamento, mas, certamente, afetará o rumo da Lei nº 14.195.

*Marianne Neiva Kodama, advogada e especialista Cível da ASBZ Advogados


InfoJus Brasil: com informações do Estadão

Capacitação para oficiais de justiça integra ação do TJMT na Semana da Justiça Pela Paz em Casa

Oficiais de justiça de todas as entrâncias do Poder Judiciário de Mato Grosso participam de capacitação virtual na área do Combate e Prevenção à Violência Contra a Mulher”. A iniciativa é da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça mato-grossense (Cemulher-MT) e ocorre de 23 a 25 de novembro, na programação estadual da 19ª Semana da Justiça Pela Paz em Casa, que ocorre de 22 a 26 deste mês.

A coordenadora da Cemulher e vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro abriu os trabalhos e recordou que ao longo deste ano foram desenvolvidas capacitações como esta para profissionais das áreas que atuam no enfrentamento da violência doméstica contra a mulher. A magistrada ressaltou também a importância do trabalho dos oficiais de justiça em todas as comarcas do Estado.

“É uma satisfação realizar essa capacitação, que é uma forma de construir uma força-tarefa maior em todos os aspectos para que possamos exercer as nossas atividades no Judiciário de forma concreta. Os servidores têm importância ímpar no desenvolvimento do nosso trabalho, principalmente os oficiais de justiça, que são quem transmitem as determinações dos magistrados e magistradas.”

Neste primeiro dia, a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correa, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Cuiabá falou da evolução dos direitos da mulher, desde a Constituição de 1824, onde sequer se cogitava a participação da mulher na sociedade e a única referência era especificamente da família real, até a Lei Maria da Penha, terceira melhor lei de proteção à mulher do mundo. E mais recentemente a Lei Mariana Ferrer (N. 14.245/2021), sancionada nessa segunda-feira (22 de novembro) que protege vítimas de crimes sexuais de atos contra sua integridade moral e psicológica durante o processo judicial.

A juíza falou também sobre os cinco tipos de violência contra a mulher: física, sexual, psicológica, moral e patrimonial; identificação da violência doméstica; requisitos para aplicação da Lei Maria da Penha; tratamento humanizado às vítimas de violência doméstica; as características da violência de gênero; as alterações nas leis de proteção à mulher; medidas protetivas, entre outros.

“O oficial de justiça é a pessoa mais próxima da parte, é o primeiro contato que o Judiciário tem, tanto com a vítima quanto com o agressor. É interessante que o oficial de justiça saiba para onde encaminhar as vítimas, prestar informações ou tirar dúvidas, pois houve bastante alteração na lei de proteção à mulher. O oficial de justiça são os olhos e ouvidos do magistrado e magistrada, então essa capacitação é de suma importância”, reiterou a juíza.

Com grande participação dos inscritos, ao final a magistrada abriu espaço para tirar dúvidas.
A capacitação é uma parceria com a Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso e possui programação com vários palestrantes especialistas no assunto. Confira abaixo:

24/11
08h30 às 10h30 – Direitos Humanos Básicos, com a juíza da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da comarca da Capital, Tatiane Colombo
- O que são direitos humanos?
– Princípios dos direitos humanos.
– Sistemas Regionais de Direitos Humanos.
– Sistema Interamericano de Direitos Humanos (SIDH).
– Os direitos humanos e a mulher.

25/11
08h30 às 09h30 – As novas formas de cumprimentos de mandados, ministrada pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso João Thiago Guerra.
09h30 às 10h30 – Dos estereótipos e preconceitos que levam à violência de gênero, com a desembargadora do TJMT Maria Erotides Kneip
- Do trauma e de suas consequências;
- Da dinâmica de poder que caracteriza a violência de gênero, e das formas adequadas de interagir com as mulheres e de eliminar fatores que levem à revitimização e ao enfraquecimento de sua confiança nas instituições e nos agentes do Estado.


Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: TJMT

Ronaldinho "dribla" oficiais de justiça e pode ser preso

Ronaldinho Gaúcho tem até o dia 1º de dezembro para pagar a dívida de pensão que tem com a ex-noiva Priscilla Coelho. O jogador aposentado foi citado no último dia 11 de novembro, após dezenas de tentativas dos oficiais de justiça do Rio de Janeiro para encontrá-lo. Caso não cumpra o pedido de execução, ele poderá ter os bens penhorados e até ser preso.


De acordo com o advogado de Priscilla, Bruno Medrado, não cabe recurso nesta ação. "Neste caso o procedimento de execução, que já iniciamos para o recebimento do valor, já definido lá no processo que vai julgar a respeito da união estável, desta pensão provisória, não cabe esta discussão" explica: "Se ele quiser reverter essa decisão, ele tem que ir no processo principal. Que foi o que deferiu esta pensão provisória de alimentos. Agora é pagar ou pagar".

Desde o dia da citação não houve qualquer movimentação no processo original, que corre em segredo de justiça. Até a segunda semana de novembro, Ronaldinho Gaúcho não havia sido encontrado para ser citado, mesmo estando no Rio de Janeiro. Desta vez, segundo fontes do Extra, ele foi encontrado após funcionários do condomínio onde mora na Barra da Tijuca, na Zona oeste da cidade, contarem à oficial de justiça onde ele estava.

InfoJus: com informações do jornal Extra

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Bahia será sede do 14º Conojaf em 2022

A Bahia sediará o 14º Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (CONOJAF) em 2022. A escolha aconteceu na última sexta-feira (19), durante Reunião Extraordinária do Conselho de Representantes da Fenassojaf.

A Assojaf-BA foi a única entidade a apresentar candidatura para o maior evento do oficialato federal no próximo ano.

“Esse será o congresso da retomada dos abraços presenciais. Muito além do debate sobre a carreira que os Oficiais de Justiça almejam, nós queremos ampliar e trocar conhecimentos. Mas, acima de tudo, queremos marcar a reconexão da ruptura do intercâmbio afetivo presencial, com calor humano, abraços e sorrisos”, afirmou a presidente da associação Cátia Soares.

A escolha da Bahia para o CONOJAF 2022 foi referendada por todos os dirigentes das associações regionais presentes.

Outros temas de interesse dos Oficiais de Justiça – A reunião do Conselho de Representantes também tratou sobre outros temas de interesse dos Oficiais de Justiça, entre eles, os estudos realizados pelo Grupo de Trabalho da Fenassojaf para o reajuste da Indenização de Transporte, além das mobilizações ocorridas semanalmente em Brasília contra a Reforma Administrativa e a manutenção da defesa dos Oficiais quanto ao pagamento acumulado da VPNI e GAE.

InfoJus: Com informações da Fenassojaf

Congresso da UIHJ em Dubai acontece a partir desta terça-feira com a presença da Fenassojaf

A União Internacional dos Oficiais de Justiça (UIHJ) realiza, a partir desta terça-feira (23), o 24º Congresso da entidade.

O evento acontece até quinta-feira na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com patrocínio da alteza real, o Sheik de Dubai Maktoum Bin Mohammed Bin Al Maktoum.

A programação terá a participação da Fenassojaf através do Diretor de Relações Institucionais e Internacionais Malone Cunha que, nesta terça, integra o painel “Exemplos de boas práticas em execução pós-COVID”, juntamente com Oficiais do Canadá, Congo, País de Gales, Dubai, Estônia e República Tcheca.

Na quarta-feira (24), a vice-presidenta da Associação Nacional Mariana Liria é a moderadora do painel “O perfil da nova geração de Oficiais de Justiça”, com a presença de representantes do Congo, Luxemburgo, Estônia e Georgia, além de membro da magistratura da Corte de Dubai.

As atividades do 24º Congresso Internacional da UIHJ tiveram início já nesta segunda-feira (22), com reuniões que contaram com a presença dos dirigentes brasileiros.

A Conferência termina na quinta-feira com a eleição da nova diretoria da UIHJ para o próximo triênio e a escolha da cidade sede do Congresso Internacional de 2024. A Fenassojaf é candidata para sediar o próximo evento no Rio de Janeiro.

InfoJus Brasil: Com informações da Fenassojaf

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