terça-feira, 22 de novembro de 2022

Em busca de eficiência e celeridade, Judiciário define 11 metas para 2023

Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, a ministra Rosa Weber anunciou, na manhã desta terça-feira (22/11), as 11 metas definidas pelo Poder Judiciário que devem ser perseguidas pelos magistrados e servidores em 2023.

São elas:
  • Meta 1: Julgar mais processos que os distribuídos (todos os segmentos)
  • Meta 2: Julgar processos mais antigos (todos os segmentos)
  • Meta 3: Estimular a conciliação (Justiça Estadual, Justiça Federal e Justiça do Trabalho)
  • Meta 4: Priorizar o julgamento dos processos relativos aos crimes contra a Administração Pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais (STJ, Justiça Estadual, Justiça Federal, Justiça Eleitoral e Justiça Militar da União e dos Estados)
  • Meta 5: Reduzir a taxa de congestionamento (STJ, TST, Justiça Estadual, Justiça Federal, Justiça do Trabalho e Justiça Militar da União e dos Estados)
  • Meta 6: Priorizar o julgamento das ações coletivas (STJ e TST)
  • Meta 7: Priorizar o julgamento dos processos dos recursos repetitivos (STJ)
  • Meta 8: Priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres (Justiça Estadual)
  • Meta 9: Estimular a Inovação no Poder Judiciário (todos os segmentos)
  • Meta 10: Impulsionar os processos de ações ambientais (STJ, Justiça Estadual e Justiça Federal)
  • Meta 11: Promover os Direitos da Criança e do Adolescente (Justiça do Trabalho, Justiça Estadual e Justiça Federal)
Cumprimento das metas será monitorado pelo Conselho Nacional de Justiça
Reprodução/CNJ

O anúncio foi feito no encerramento do 16º Encontro Nacional do Poder Judiciário, que reuniu representantes dos 91 tribunais brasileiros na sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

Essas metas vêm sendo discutidas no Judiciário mediante sugestões da sociedade civil ao longo dos últimos meses e, na segunda-feira (21/11), foram consolidadas e votadas por cada setor.

A lista é praticamente igual à de 2021, com apenas uma mudança: exclui-se a meta relacionada a promover a transformação digital por meio do Programa Justiça 4.0.

Para a ministra Rosa Weber, as metas representam o compromisso assumido por juízes e juízas pelo aperfeiçoamento do Judiciário e o melhor atendimento à sociedade brasileira. Em fala na segunda-feira, ela ainda apontou que devem ser tratadas como meio para proporcionar um serviço mais célere e com maior eficiência e qualidade.

"Não podem, segundo penso, especialmente as metas quantitativas, terem sua importância exacerbada a ponto de se travestirem em um fim em si mesmas, em prejuízo da prestação jurisdicional qualificada e ponderada que a solução dos litígios impõe", alertou.

InfoJus Brasil: com informações da Revista Consultor Jurídico

PB: Esma capacita Oficiais de Justiça com Curso ‘Segurança Pessoal e Institucional’

Dando continuidade às capacitações dos Oficias e Oficialas de Justiça do Estado, a Escola Superior da Magistratura (Esma) iniciou na manhã desta segunda-feira (21), na modalidade presencial, o Curso de ‘Segurança Pessoal e Institucional’. As aulas ocorrerão até a próxima quarta-feira (23), na sede da instituição de ensino em João Pessoa. Neste segundo semestre, a Esma já havia promovido a mesma formação para o oficialato na Capital, no mês de agosto, e em Campina Grande, em outubro.

Neste primeiro momento, as aulas estão sendo ministradas pelo agente da Polícia Federal Leandro Augusto da Fonseca Feitosa. Ele destacou que o curso vai auxiliar os Oficiais e Oficialas na prática profissional com mais segurança, além de permitir aos mesmos atuarem de forma mais efetiva e produtiva em prol da população.

A Oficiala de Justiça Bernadete Lourdes da Silva, da Comarca de Sousa, ressaltou que a formação é de extrema importância para todos os Oficias de Justiça do Estado com relação à segurança pessoal e também institucional. Na ocasião, ela parabenizou a Esma pela promoção de cursos em diversas áreas. “A gente vem a cada dia se capacitando com esses cursos e também servindo para nossa promoção funcional”, disse Bernadete.

Já Roberto Lúcio Araújo de Lima Júnior, da Comarca de Sapé, destacou a importância do curso, tendo em vista o trabalho do oficial de Justiça ser na rua. “Toda informação que a gente puder para garantir a nossa integridade física e garantir a melhor prestação jurisdicional pra população, é válida. Então, a gente está aqui para somar força e adquirir conhecimento e, ao final, todos saem ganhando”, afirmou Roberto.

No curso, serão abordados temas como: técnicas de abordagem verbal e programação neurolinguística; produção e difusão de conhecimentos; proteção pessoal; e segurança orgânica. Os tutores da formação são o coronel Onivan Elias de Oliveira, Leandro Augusto da Fonseca Feitosa, Valdomiro Bandeira da Souza Neto e o tenente/coronel Álvaro Cavalcante Filho.

Os alunos/cursistas são das Comarcas de: João Pessoa, Conde, Santa Rita, Sapé, Bayeux, Cabedelo, Campina Grande, Mamanguape, Sousa, Pedras de Fogo, Alagoinha, Mamanguape e Itabaiana.

Por Marcus Vinícius

InfoJus Brasil: com informações do TJPB

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Oficiais de Justiça integram delegações que participam do Colejur da Fenajufe


Oficiais de Justiça de diversas regiões do país integram as delegações que estão em Brasília nesta sexta (18) e sábado (19), para os debates do Encontro do Coletivo Jurídico da Fenajufe (Colejur).

A Fenassojaf é uma das entidades convidadas e está representada pelos diretores jurídico Fabio da Maia e regional Centro-Oeste Márcio Martins Soares, além do assessor Eduardo Virtuoso e de integrantes do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados.

No primeiro painel do Colejur, a presidente da Assojaf-MG Paula Drumond Meniconi e o diretor da Aojustra Thiago Duarte, ambos coordenadores da Federação Nacional dos servidores, integraram a mesa de trabalho que abordou sobre a Conjuntura e direitos das servidoras e servidores públicos pós-eleição presidencial.

O tema foi debatido com o advogado Cezar Britto (da Assessoria Jurídica Nacional da Fenajufe) e a deputada federal Erika Kokay (PT/DF). Ambos enfatizaram que, apesar da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, os servidores públicos terão um cenário bastante dificultoso dentro do Congresso Nacional.

Cezar Britto destacou a necessidade de se manter a defesa da democracia e manifestou preocupação com a pós-posse do presidente eleito. Para o advogado, o novo governo terá a tarefa de restabelecer o serviço público como um trabalho ofertado ao cidadão, um servidor do Estado, do povo e não do governo.

A deputada Erika Kokay tratou da questão orçamentária e explicou que o relator do Orçamento 2023 está sensível à concessão do reajuste para a categoria. Para ela, a partir de 2023 o país precisará de um choque de democracia: política cultural, valorização da educação, políticas públicas para que o Brasil volte a ser do povo.

Para o diretor Márcio Soares, o primeiro painel desta sexta-feira foi bastante relevante para que os dirigentes e participantes tivessem a análise de especialistas sobre o cenário político que envolverá o serviço público a partir de 2023. O representante da Fenassojaf destaca uma fala do advogado painelista que afirmou “A resistência é à inclusão social das camadas menos favorecidas e não das minorias, embora exista resistência a estas também”, finaliza.

Além de Fábio da Maia e Márcio Soares, a vice-diretora financeira Kelma Lara também participa do Colejur em Brasília.

Da Fenassojaf, Caroline P. Colombo

InfoJus Brasil: com informações da Fenassojaf

Oficial de Justiça Valmir Rodrigues, de 61 anos, morre em acidente na BR 010 depois de cumprir ordens judiciais

Essa triste fatalidade chama a atenção para os riscos a que oficiais e oficialas de todo o país estão expostos no exercício do seu dever. Para cumprir as ordens judiciais, muitas vezes precisam fazer enormes deslocamentos, em estradas desconhecidas, correndo riscos que poderiam ser evitados


Foto: Arquivo pessoal

A categoria dos Oficiais de Justiça iniciou esta semana com a trágica notícia da morte do oficial Valmir Rodrigues dos Santos, aos 61 anos, em um acidente de trânsito na BR 010, próximo à Ponte do Rio Barreira, em Tocantins. O servidor do Poder Judiciário daquele estado tinha ido à região de Aparecida do Rio Negro cumprir ordens judiciais e retornava para casa quando sofreu o acidente, por volta das 19 horas. Valmir trabalhava no judiciário há 28 anos e estava lotado na comarca de Miracema do Tocantins. Ele morava em Tocantínia, era casado e deixa três filhos.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Tocantins informa que Valdir foi aprovado no concurso público de 1994, além de ter sido professor e diácono da igreja católica. O velório foi realizado em sua residência, localizada próxima à Praça de Tocantínia, e o sepultamento na manhã do último dia 16. “Neste momento de grande tristeza e dor, externamos nossa solidariedade aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho, rogando a Deus que traga o conforto necessário a todos”, disse o tribunal.

Solidariedade

O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) lamenta profundamente tão irreparável perda e roga a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos de Valmir Rodrigues dos Santos nesse momento de dor profunda.

O fato, no entanto, não é isolado. No dia 22 de setembro de 2019, o Oficial de Justiça Marildo Magela de Paula, da comarca de Pompéu, em Minas Gerais, morreu depois de sofrer um acidente automobilístico durante cumprimento de um alvará de soltura na comarca de Bom Despacho, durante o plantão regional.

Oficiais estão expostos a riscos nas estradas

Essas tristes fatalidades chamam a atenção para os riscos a que oficiais e oficialas de Justiça de todo o país estão expostos no exercício do seu dever. Para cumprir os mandados e fazer valer as decisões judiciais, muitas vezes esses servidores da justiça precisam fazer enormes deslocamentos, em estradas desconhecidas, correndo riscos que poderiam ser evitados. É o que normalmente acontece nos plantões judiciários.

No Ceará, a Resolução do Órgão Especial nº 29/2022, publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do dia 29 de setembro, a qual, de acordo com a administração, tem como objetivo reduzir a quantidade de servidores nos plantões, desconsiderou as particularidades do trabalho desempenhado por Oficiais de Justiça, uma vez que, para diminuir o quadro desses servidores no plantão, aumentou consideravelmente a área a ser coberta pelos mesmo, colocando-os em um risco desnecessário nas estradas.

Nova sistemática é contraproducente

A recente mudança causou enorme descontentamento na categoria. A reclamação é de que, com a atual divisão, os jurisdicionados e os Oficiais de Justiça estão sendo prejudicados já que a área de abrangência ficou muito maior, tornando a sistemática de trabalho inviável e contraproducente. Precisam estar ainda presencialmente na comarca sede durante o plantão, quando geralmente os mandados são expedidos já no fim do expediente.

No feriado de 2 de novembro, o Oficial de Justiça Régis Parente, da comarca de Tianguá, teve que se deslocar para Sobral quando poderia ter recebido a ordem judicial de forma remota, como já ocorre diariamente em todo o Estado. Perdi duas horas para ir e mais duas para voltar, foram quase 180 km percorridos, tendo gastos com transporte, além dos riscos de acidentes nas estradas”, pontua. A queixa maior de Régis, no entanto, é com a enorme quantidade de comarcas que passou a cobrir. Conforme explica, o que já era difícil, uma vez que antes o plantão compreendia toda a Serra da Ibiapaba, zona urbana e rural, agora se tornou ainda pior.

“Não tem como dar conta, é impossível, são 49 municípios, mesmo que seja dividido por dois Oficiais de Justiça, ainda assim não teria como dar conta. Imagina, eu saio de manhã para Sobral, já tem uma viagem, se eu tiver que cumprir mandado em Camocim, desloco-me até lá e depois terei de retornar para Sobral. Caso saia um mandado para São Benedito, por exemplo, eu teria que voltar para pegar o mandado em Sobral para ir para São Benedito, não tem condições, é uma área absurda para a gente cobrir, é totalmente contraproducente”, frisa.

Impraticabilidade

O primeiro plantão da oficiala Virgínia Gurgel, nos últimos dias 12 e 13 de novembro, também mostrou a impraticabilidade da nova divisão de comarcas feita pelo TJCE. Lotada em Quixadá, ela conta que os plantões estão, temporariamente, ocorrendo no Fórum de Ibicuitinga – situado a 40 minutos de sua lotação original. No domingo (13), às 16h46, ela recebeu 6 mandados: 2 para Quixadá, 2 para Russas, 1 para Quixeré e 1 para Aracoiaba. “Como eu ia percorrer tantos quilômetros à noite, em locais que nunca fui, sem conhecer nada e nem ninguém?”, questiona.

Vale ressaltar que maior parte das medidas exaradas pelos magistrados durante os plantões são referentes à Lei Maria da Penha e precisam ser cumpridas em até 48 horas. Caso seja medida protetiva e afastamento do lar, a orientação é para que o mandado seja cumprido o mais rápido possível dentro dessas 48h.

A oficiala Edna Almeida, de Capistrano, relata que, na prática, o seu último plantão só se encerrou às 1h da madrugada do último dia 15 de novembro, quando chegou em casa. Ela conta que, às 20h29, ainda estava esperando apoio da Polícia Militar para cumprir a medida protetiva que havia sido expedida para a comarca de Limoeiro do Norte, localizada a 174,6 km da sua lotação de origem – totalizando 350 km no percurso de ida e volta. “Em vez de melhorar, os plantões estão piorando. É uma situação insustentável”, desabafa.

Sindojus propõe criação de subnúcleos

Para resolver a situação e oferecer melhores condições de trabalho à categoria, o Sindojus apresentou proposta à presidência do TJCE para que sejam criados subnúcleos nos Núcleos de Custódia, evitando que oficiais e oficialas tenham de fazer longas viagens, além de dar maior celeridade à prestação jurisdicional.

Solicita também que os mandados oriundos do plantão regional sejam expedidos via sistema/e-mail institucional ao oficial ou oficiala de Justiça plantonista. E que seja garantido o reembolso do combustível quando do deslocamento do oficial(ala) para comarca diversa da sua de origem, fazendo constar tal previsão no §1º, do art. 28, da Resolução nº 12/2019, alterado pela Resolução do Órgão Especial nº 13/2020.

No caso do plantão de Fortaleza, a entidade propõe que seja mantida a sistemática de envio dos mandados pelo e-mail institucional, evitando o deslocamento do oficial ou oficiala para o fórum e para a custódia, haja vista o ganho de efetividade e melhor atendimento à prestação jurisdicional.

A entidade segue em diálogo com a administração do Tribunal de Justiça no sentido de sensibilizar os gestores e a chefe da Corte, desembargadora Nailde Pinheiro, buscando resguardar os Oficiais de Justiça, dar maior efetividade ao trabalho da categoria e tentar evitar que tragédias como as registradas em Tocantins e Minas Gerais venham a ocorrer no Ceará.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-CE

Unicast: Advogado do Instituto UNOJUS fala sobre as perspectivas no Congresso Nacional dos projetos de lei de interesse dos Oficiais de Justiça


O novo episódio do podcast "Unicast" traz uma conversa com o advogado do Instituto UNOJUS Marcelo Almeida, que presta suporte técnico para a Frente Parlamentar dos Oficiais de Justiça. O jurídico trata do panorama e das perspectivas no Congresso Nacional para os projetos com interesse dos Oficiais de Justiça, com informações importantes para todo o oficialato e demais servidores públicos federais do Brasil!

Marcelo possui vasta experiência na área legislativa, tendo atuado muitos anos como assessor de parlamentares e também no Executivo. Atualmente, coordena a área de consultoria legislativa do AFCTF Advogados, escritório com inúmeras vitórias para os Oficiais de Justiça e também com ampla atuação para Frentes Parlamentares.


InfoJus Brasil: com informações da UniOficiais/Sindojus-DF

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