quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Senado aprova projeto de reajuste para os servidores do PJU, que vai à sanção

 Dirigentes do Sintrajud acompanharam as votações em Brasília, defendendo que não houvesse rebaixamento no projeto.

O Plenário do Senado Federal aprovou o projeto de lei que repõe parcial e parceladamente as perdas salariais acumuladas por servidoras e servidores do Judiciário Federal.  A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados pouco antes, vai agora à sanção presidencial.

Dirigentes do Sintrajud, da federação nacional (Fenajufe) e de outras entidades acompanharam as votações no Congresso e atuaram em conjunto em defesa da pauta salarial da categoria.


A votação ocorreu por volta das 22h40 da noite desta quarta-feira, 21 de dezembro de 2022. Prevaleceu o texto acordado pela cúpula do Congresso Nacional e do Poder Judiciário, que alonga o parcelamento da aplicação do reajuste.

Confira aqui a tabela salarial de acordo com o projeto aprovado.

Com isso, o parcelamento que estava previsto, pela proposta original do STF, para ser em dois anos foi estendido para três, com percentual de 6% a cada ano, a partir de fevereiro de 2023, sempre no mesmo mês, totalizando, em 2025, 19,25% de reajuste. Este percentual e modelo estão prevalecendo nos projetos salariais referentes a servidores federais votados esta semana no Congresso Nacional.


Representado pelas servidoras e diretoras Claudia Sperb e Maria Ires, o Sintrajud, assim como outras entidades, defendeu que não houvesse rebaixamento da proposta. As diretoras estão em Brasília desde segunda-feira, acompanhando as sessões plenárias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.


As entidades também defenderam a inclusão de duas emendas ao texto, para que toda a categoria fosse contemplada com o reajuste, o que não ocorreu: a que garantisse o reajuste também aos servidores que recebem quintos por via administrativa ou decisão judicial não transitada em julgado; e outra pela legalidade da acumulação da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificável (VPNI) e da Gratificação de Atividade Externa (GAE).


Na Câmara, a deputada Érika Kokai (PT-DF) disse haver um compromisso do presidente Arthur Lira de analisar a questão dos quintos. O Sintrajud defende com outras entidades que o reajuste não seja absorvido por uma parcela da categoria que não seria contemplada pelo índice, enquanto sucessivos governos sequer cumprem a recomposição salarial obrigatória por lei.

O reajuste quebra longos anos de salários congelados na categoria. Embora insuficiente para repor as perdas totais, aspecto agravado pelo parcelamento que ainda foi ampliado, é o resultado de uma campanha sindical quase ininterrupta, realizada pelas entidades em um período extremamente difícil das mobilizações e da conjuntura política.


Com representantes da diretoria e servidores da base da categoria, o Sintrajud participou de dezenas de atividades, em São Paulo e em Brasília, ao longo dos últimos anos, que tinham como pauta a recomposição dos salários.


A luta salarial também acompanhou outras pautas e mobilizações, como as que barraram a ‘reforma’ Administrativa de Bolsonaro e o debate sobre o Nível Superior para os técnicos por meio de emenda.

Fim do congelamento

Não é um reajuste capaz de recompor longos anos de perdas salariais, alimentadas por uma inflação anual que chegou a bater dois dígitos. O rebaixamento da proposta, mais uma vez, expõe um STF incapaz de defender a sua autonomia e o cumprimento da garantia constitucional de revisão dos salários dos servidores nem mesmo no seu âmbito.


Por outro lado, é um reajuste que quebra uma sequência de anos de congelamento salarial e de tentativa de normalizar a política de redução salarial por meio da corrosão inflacionária. Aspectos que indicam pelo menos duas constatações: a primeira, de que é preciso mobilizar mais e que isso não pode esperar; a segunda, que é sim possível conquistar e avançar nas pautas da categoria. É o momento de manter a mobilização para garantir uma política salarial que possa repor as perdas acumuladas e que não foram alcançadas pelo projeto aprovado, e garanta a manutenção do poder de compras do salário da categoria.


InfoJus Brasil: com informações do Sintrajud

Reajuste dos servidores do Judiciário é aprovado na Câmara dos Deputados

Projeto de Lei 2441/2022 que prevê reposição de 19,25% foi aprovado após acerto entre as cúpulas do Congresso Nacional e STF, sem a participação da categoria, que aumentou prazo de parcelamento da recomposição; projeto segue para apreciação no Senado.

Diretoras Maria Ires e Claudia Sperb acompanham trabalhos em Brasília.

A Câmara dos deputados aprovou o PL 2441/2022, que prevê um reajuste de 19,25% para os servidores do Judiciário Federal. O projeto foi aprovado nesta quarta-feira, 21 de dezembro, por ampla maioria na sessão plenário dos deputados federais.

O projeto foi aprovado após acordo fechado entre Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, presidentes da Câmara dos Deputados Federais e do Senado, e avalizado oficialmente pelo STF, que estendeu a aplicação do reajuste em três e não mais dois anos. Desta forma, conforme o texto aprovado, o reajuste será aplicado em três parcelas, sendo 6% em fevereiro de 2023, 6% em fevereiro de 2024 e 6,13% em fevereiro de 2025, totalizando ao final 19,25%. Também não foi incorporada a sugestão de emenda para evitar que parte dos colegas não tenha reajuste salarial em razão da absorção de quintos pela via administrativa.

Para diretoria do Sindicato, apesar do projeto não repor sequer as perdas salariais acumuladas nos quatro anos de governo Bolsonaro, a sua aprovação foi resultado das mobilizações das servidoras e servidores, com as suas respectivas entidades sindicais.

Ao longo do ano de 2022, o Sintrajud esteve presente nas mobilizações, com dezenas de caravanas a Brasília e atos unificados com os demais servidores públicos federais reivindicando o fim do congelamento salarial, um reajuste emergencial e uma política salarial que aponte para a recomposição de todas as perdas salariais acumuladas.

O Sintrajud, representado pelas diretoras Claudia Sperb e Maria Ires, continuará em Brasília e acompanhará a tramitação do Projeto no Senado.

InfoJus Brasil: com informações do Sintrajud

Imprensa repercute festa de comemoração dos 30 anos do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará

O evento, realizado dia 9 de dezembro, no Palatium Buffet, em Fortaleza, foi prestigiado pela presidente do TJCE, desembargadora Nailde Pinheiro


Arte: Lennon Cordeiro/Sindojus Ceará

A festa de comemoração dos 30 anos de existência do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) foi destaque na imprensa local e nacional. O evento, realizado dia 9 de dezembro, no Palatium Buffet, em Fortaleza, foi prestigiado pela presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargadora Nailde Pinheiro, além de representantes da categoria dos Oficiais de Justiça dos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Distrito Federal e São Paulo. Matéria publicada no site do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) destacou que a chefe da Corte se sentiu privilegiada e feliz em poder participar do evento, especialmente por ter grande afinidade com a categoria.

O evento foi destaque também no Portal In, do colunista social Pompeu Vasconcelos, que divulgou toda a cobertura do evento. O portal de notícias Poder 85 enalteceu a presença da presidente do Tribunal de Justiça. O Otimista também repercutiu a festa, a qual ganhou destaque nas colunas de Adriano Nogueira e PC Norões. Em âmbito nacional, a Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (Fenassojaf) publicou matéria ressaltando a participação da entidade na festa, representada pela vice-diretora Financeira, Kelma Lara Costa Rabelo Lima.

Já o InfoJus Brasil, portal de informações dos Oficiais de Justiça, o qual tem à frente o Oficial de Justiça Avaliador Federal Edinaldo Gomes da Silva, mais conhecido como Dino, enfatizou uma fala da chefe do judiciário cearense, a qual enfatizou na festa que “sem o trabalho do Oficial de Justiça a prestação jurisdicional não se completa”.
Confira o que saiu na imprensa:







Acesse o clipping do Sindojus Ceará – AQUI

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-CE

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Sindojus-PB propõe solução para IT a presidente do TJ e governo do estado


Estando para se iniciar o recesso forense, diretores do Sindojus-PB continuam as tratativas com vistas à solução do problema da Indenização de Transporte, que tem afligido a categoria e resultado em um volume de feitos paralisados nas Varas da Fazenda Pública, que importam atualmente em R$ 7 bi (sete bilhões de reais), em termos de arrecadação parada pela falta do devido pagamento aos Oficiais de Justiça para cumprimento das referidas diligências.

A Indenização de Transporte (IT) está prevista na Lei de Organização Judiciária do Estado da Paraíba, no Estatuto do Servidor Público da Paraíba e em farta jurisprudência sumulada do STJ e Resolução do Conselho Nacional de Justiça.

Na manhã desta segunda-feira (19), por exemplo, o presidente Joselito Bandeira sentou à mesa com os desembargadores-presidente atual e eleito do TJ-PB, Saulo Benevides e João Benedito e com o procurador-geral do estado Fábio Andrade, com o Procurador Geral do Estado, e mais o Juiz Auxiliar Euler Jansen e os diretores do TJ, o Jurídico Thiago bruno e o Gestão de Pessoas Eistein Roosevelt.

Valor fixo

Joselito propôs a modificação da Lei estadual, com realização de aporte orçamentário na IT vigente a fim de manter o pagamento de um valor fixo correspondente a 30% da classe padrão C-I, elevando o valor para R$ 1940,00, o que serviria para custear os mandados provenientes da justiça gratuita, Defensoria Pública e aqueles relacionados às demandas da Fazenda Pública, deixando expresso na Lei que tais valores fixos já servem para cumprimento desses mandados.

Ele esclareceu ainda que a proposta não implica alteração nos mandados dos processos dos particulares, que devem seguir a forma de custeio vigente.

“Essa discussão é importante e estamos dispostos a colaborar em busca de uma decisão que seja boa para a Fazenda Pública no sentido de que seus feitos sejam impulsionados, boa para os Oficiais de Justiça e boa para o Judiciário”, afirmou Fábio.

Os desembargadores-presidente Saulo Benevides e João Benedito externaram, respectivamente, a preocupação acerca da situação atual da regulamentação da Lei 11.838/2021 com dificuldades técnicas para sua implantação e necessidade de aprofundamento na análise da proposta apresentada, inclusive estudos estatísticos, orçamentários e jurídicos.

“O que será doravante providenciado”, deixou consignado em ata o presidente eleito João Benedito.

TJPB na contramão do Brasil

Joselito Bandeira destacou, na reunião que todos os Tribunais do Brasil pagam uma verba fixa para cumprimento dos atos processuais. Na Paraíba, enquanto o STJ atualizou o valor da indenização de transporte dos TRF’s e TRT’s, essa Lei prevê a extinção da verba para os OJ’s da justiça estadual.

InfoJus Brasil: com informações do Portal PB News

Oficiais de Justiça participam de intensa atuação na última semana de 2022 no Congresso Nacional

A Fenassojaf, Assojafs e entidades representativas dos servidores públicos estão em Brasília já nesta segunda-feira (19) para a última semana de atuação em 2022 junto ao Congresso Nacional.
Desde o dia 12 de dezembro, o trabalho tem sido realizado em torno do Projeto de Lei nº 2441/2022, que trata da recomposição salarial parcial dos servidores do Poder Judiciário da União.

Os Oficiais de Justiça mais uma vez atenderam ao chamado da Fenassojaf e estão em Brasília para a mobilização junto a deputados e senadores, na garantia de que a proposta encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal seja levada à votação ainda na atual legislatura.

Na última semana, as atividades foram coordenadas em conjunto com a Fenajufe e os sindicatos de base, com foco nas visitas aos gabinetes e reuniões com lideranças da Câmara dos Deputados, além do empenho no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em busca de apoio para a análise da proposta.

A Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais também atuou paralelamente nas causas específicas do oficialato com audiências também no CNJ e a participação em uma reunião com o relator do processo da VPNI no Tribunal de Contas da União, ministro Antonio Anastasia.

Os Oficiais de Justiça e as representações de todo o país já estão no Distrito Federal para o empenho nas ações pela aprovação da recomposição salarial da categoria.

Da Fenassojaf, Caroline P. Colombo

InfoJusBrasil: com informações da Fenassojaf

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