quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Ministro Bandeira de Melo atende requerimento e Fenassojaf integra subgrupo 1 do Fórum de Carreira do CNJ

O ministro Bandeira de Mello acatou pedido encaminhado pela assessoria jurídica e a Fenassojaf integrou, nesta quarta-feira (29), os debates do subgrupo 1 do Fórum Permanente de Gestão e Carreira dos Servidores do PJU no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Através da intervenção promovida pelo advogado Eduardo Virtuoso durante reunião nesta terça (28), o requerimento para que a Associação Nacional integrasse os debates em relação à carreira dos Oficiais de Justiça foi aceito.

Com a presença da presidenta Mariana Liria e do diretor jurídico Fabio Maia, a Fenassojaf acompanhou o encontro virtual desta quarta, onde foram feitos ajustes no cronograma de reuniões e continuaram as discussões sobre as diferenças nas atribuições dos cargos de Analistas e Técnicos judiciários.

Esta foi a última reunião do subgrupo em 2023, ficando as demais distribuídas em 2024 para: 19/01; 02/02; 16/02; 01/03; 15/03; e 05/04.

Durante a fala, a presidenta Mariana Liria esclareceu as funções desempenhadas pelos Oficiais de Justiça e solicitou prioridade nas discussões em relação às atribuições desses servidores no cumprimento dos mandados. O pedido teve o apoio da Fenajufe, através da coordenadora e vice-presidenta da Assojaf-MG Paula Meniconi, que destacou o empenho das entidades para as novas nomeações de Oficiais de Justiça no TRT da 3ª Região.

A justificativa para a urgência se deve ao fato de que existe um debate em andamento no Conselho Superior da Justiça do Trabalho sobre o tema. A entidade encaminhou solicitação de prorrogação de 90 dias ao CSJT para que a discussão seja realizada no Fórum de Carreira.

Na avaliação de Mariana Liria, a presença da Fenassojaf nos debates referentes à carreira e às atribuições de cada segmento é essencial para fazer com que toda a categoria tenha conhecimento do trabalho desempenhado pelos Oficiais de Justiça nas ruas. “A participação no Fórum de Carreira será essencial, a nosso ver, para trazer a esse importantíssimo espaço as peculiaridades do cargo de Oficial de Justiça. Em um trabalho conjunto com a Fenajufe e trazendo também o acúmulo dos debates com os Oficiais estaduais, vamos propor o aprimoramento e a valorização das nossas atribuições, esclarecendo que as novas tecnologias em nada diminuíram a nossa carga de trabalho; e que - desde que adequadamente instrumentalizados para a execução das ordens judiciais -, muito temos a contribuir com a efetividade da prestação jurisidicional!”, finaliza a presidenta da Fenassojaf.

InfoJus Brasil: com informações da Fenassojaf

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Audiência pública debate a Lei Maria da Penha e a ausência de dados referentes à atuação do Oficial de Justiça

O evento será nesta terça-feira (28), às 14h, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. A proposta é uma iniciativa da senadora Augusta Brito (PT-CE)

O presidente Vagner Venâncio, a diretora Fernanda Garcia e o presidente do Sindojus-DF, Gerardo Lima, com a senadora Augusta Brito (PT-CE), durante o lançamento do livro Feminicídio, am agosto deste ano, no Senado.

“Lei Maria da Penha: ausência de dados referentes à atuação dos Oficiais de Justiça” é o tema de audiência pública que será realizada nesta terça-feira (28), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. O evento será às 14 horas no Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário 2º. A proposta é uma iniciativa da senadora Augusta Brito (PT-CE), que em setembro deste ano foi eleita presidente da Comissão de Combate à Violência Contra a Mulher.

A audiência contará com a participação da juíza auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luciana Lopes Rocha; da Oficiala de Justiça Fernanda Garcia, diretora do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE); do diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), Maurício Feijó Benevides de Magalhães Filho; do coordenador do Insight Data Science Lab, Laboratório de Pesquisa em Ciência de Dados da UFC, professor José Antonio Fernandes de Macêdo; e do juiz do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e pesquisador, Tiago Dias da Silva. Também foram convidadas a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).

O Oficial de Justiça na rede de enfrentamento

A senadora Augusta Brito destaca na requisição da audiência pública que o Oficial de Justiça é fundamental na rede de enfrentamento à violência doméstica, uma vez que é responsável pelo cumprimento célere de medidas protetivas e afastamentos de agressores do lar. “A efetivação da ordem judicial por essa carreira pode fazer toda a diferença na vida das vítimas de violência doméstica e familiar”, frisa.

Para contribuir com o levantamento dos dados sobre a violência e buscar meios de reduzir a ocorrências desses crimes, a presidente da Comissão de Combate à Violência Contra a Mulher na CDH diz que é necessário desenvolver um mapeamento da atuação dos Oficiais de Justiça em número de casos e em áreas em que tais crimes são mais recorrentes, para que se componha uma base de dados no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Acrescenta também que o levantamento desses dados será imprescindível para o desenvolvimento de novas políticas públicas com objetivo de minimizar a violência doméstica e familiar, e aperfeiçoar a capacitação dos Oficiais de Justiça que atuam tão perto dessas vítimas.

“A realização dessa audiência pública é fundamental para debatermos sobre a necessidade de se identificar a violência doméstica e o feminicídio a partir do mapeamento da atuação dos Oficiais de Justiça, bem como para buscar soluções que possam aprimorar a atuação desses profissionais e a coleta de dados relevantes nesse contexto”, observa a senadora Augusta Brito.

Dirigentes do Sindojus Ceará e DF com José Antônio Fernandes de Macedo e Sílvia Rebeca Sabóia Quezado, autores do livro Feminicídio.

Ausência de dados

O livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, elaborado em coautoria pelo professor José Antônio Fernandes de Macedo, do Departamento de Computação da UFC, e pelos pesquisadores Sílvia Rebeca Sabóia Quezado e Tiago Dias, magistrado do TJCE, apresenta um panorama sobre o feminicídio em Fortaleza. A obra aborda as formas de atuação, especialmente no Poder Judiciário, para prevenção por meio de uma proposta de avaliação de risco e ação integrada entre diversos órgãos, norteada por uma gestão de dados. Os pesquisadores, no entanto, não abordaram a perspectiva da atividade do Oficial de Justiça, porque não encontraram dados referentes à atuação desses servidores, responsáveis por materializar as medidas protetivas e que atuam diretamente com as vítimas e com os agressores.

Sindicato defende a criação de uma Central Especializada

Foram expedidos no ano passado, só para a Central de Cumprimento de Mandados Judiciais (Ceman) de Fortaleza, 20.856 mandados oriundos dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital. Para fortalecer a rede de enfrentamento à violência doméstica, o Sindojus requereu à administração do TJCE a criação de uma Central de Mandados (Ceman) especializada no cumprimento dessas ordens judiciais. Trata-se de medidas cumpridas por oficiais e oficialas de Justiça, por isso a importância de ações coordenadas que busquem dar maior celeridade ao cumprimento desses atos.

Vagner Venâncio, presidente do Sindojus, destaca que o Oficial de Justiça – servidor público do Poder Judiciário responsável por efetivar o cumprimento de medidas judiciais – pode fazer a diferença na vida de mulheres vítimas desse tipo de violência, exercendo um papel fundamental na rede de enfrentamento. Reforça ainda que a criação de uma central especializada visa a um aperfeiçoamento e a uma padronização na execução das medidas judiciais relacionadas à violência doméstica e familiar, oferecendo uma prestação jurisdicional mais ágil e eficiente.

Com essa proposta da entidade, busca-se otimizar a execução das medidas protetivas, aperfeiçoar a coleta de dados referentes ao combate da violência doméstica, bem como a constante capacitação esses profissionais visando a não revitimização das mulheres que sofrem com esse tipo de violência.
Prazo para cumprimento das medidas

A Resolução nº 346/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelece o prazo máximo de 48 horas para o cumprimento de mandados referentes a medidas protetivas de urgência, podendo ser estabelecido prazo inferior pelo magistrado. Com a criação de uma central especializada, o Sindojus busca oferecer melhores condições para que o Oficial de Justiça cumpra essas medidas com a rapidez que os casos requerem e servidores com perfil para atuar nesses tipos de demandas.

Para debater esse importante tema e pensar em estratégias para que a Lei Maria da Penha seja efetivamente implementada e as medidas protetivas sejam aplicadas de maneira adequada, o Sindojus Ceará, representado pela diretora Fernanda Garcia, irá compor mesa na audiência pública desta terça-feira (28).

Audiência será transmitida ao vivo

A reunião será interativa, transmitida ao vivo e aberta à participação dos interessados e interessadas por meio do portal e-cidadania, na internet, em senado.leg.br/ecidadania ou pelo telefone da ouvidoria 0800 061 22 11.

Serviço:
Audiência pública “Lei Maria da Penha: ausência de dados referentes à atuação dos Oficiais de Justiça”
28/11/2023 - 14 horas
CDH do Senado Federal
Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário 2º
Acompanhe ao vivo – AQUI

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-CE

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

PEC 23/2023: Deputado Afonso Motta (PDT/RS) é escolhido relator da PEC dos Oficiais de Justiça na CCJ da Câmara

PEC 23/2023 dá mais um passo importante na Câmara

Deputado Afonso Motta (PDT/RS)

A PEC 23/2023, que insere os Oficiais de Justiça na Constituição Federal como função essencial à Justiça, já tem relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados. O Deputado Afonso Motta (PDT/RS) será o responsável por elaborar o relatório com a análise sobre a adequação do texto com a Constituição Federal.

O oficial de Justiça Gerardo Lima, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do DF e da associção nacional União dos Oficiais de Justiça do Brasil (UniOficiais/Sindojus-DF), comemorou o avanço da PEC 23/2023 na Câmara dos Deputados. "O Deputado Afonso Motta é advogado e conhece bem o funcionamento do sistema de Justiça do Brasil. Além disso, sua atuação parlamentar sempre demonstrou compromisso com os trabalhadores e servidores públicos." destacou Gerardo Lima.

"Temos a convicção de que será elaborado um relatório técnico, imparcial e com todos os fundamentos para dar ainda mais força para a tramitação da PEC dos Oficiais de Justiça. O Instituto UNOJUS e suas entidades representativas associadas seguem trabalhando intensamente para que a PEC 23 seja aprovada e os Oficiais recebam a merecida valorização na Constituição Federal.", afirma o presidente da UniOficiais/Sindojus-DF.


InfoJus Brasil: o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

FPMOJ e entidades dos Oficiais de Justiça emitem nota pela manutenção ao veto de busca e apreensão de veículos sem ordem judicial

FPMOJ E ENTIDADES NACIONAIS EMITEM NOTA OFICIAL PELA MANUTENÇÃO DO VETO AO MARCO DAS GARANTIA

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Oficiais de Justiça (FPMOJ) e as entidades nacionais Afojebra, Fenassojaf e Fesojus-BR divulgam Nota Oficial em defesa da manutenção do veto presidencial nº 33 ao PL 4188/2021, que trata do Marco Legal das Garantias.

O veto foi uma importante conquista da atuação das três entidades que, junto com o presidente da FPMOJ, deputado Ricardo Silva (PSD/SP) e a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), conquistaram a retirada da possibilidade de realização de busca e apreensão extrajudicial de bem móvel alienado fiduciariamente em garantia.

A proposta incorre em vício de inconstitucionalidade, pois permitiria a realização de medida coercitiva por agentes privados, sem que haja ordem judicial. A Frente Parlamentar e as entidades destacam que essa previsão viola a cláusula de reserva de jurisdição e, ainda, criaria risco a direitos e garantias individuais, como os direitos ao devido processo legal, ao acesso à Justiça e à inviolabilidade de domicílio.

De acordo com a Nota Oficial, os atos de coerção, que visam violar a esfera patrimonial e domiciliar de qualquer pessoa, jamais poderia deixar de vir no bojo de uma ação judicial, assegurados o contraditório e a ampla defesa, sob pena de criar tribunais de exceção, com prejuízo irreparável ao jurisdicionado, especialmente ao hipossuficiente.

A íntegra da nota foi encaminhada pelo deputado Ricardo Silva a todos os demais deputados da Câmara.


InfoJus Brasil: com informações da Fenassojaf

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Robô do TJMA distribui mandado em quase um terço do tempo anterior

Mário Lúcio, desenvolvido pelo Tribunal, por meio do laboratório ToadaLab, estima distribuir 900 mandados em menos de 9 horas e foi escolhido para atender à Meta 9 do CNJ


O robô Mário Lúcio pode trabalhar o dia todo, sete dias por semana, sem nenhum custo real ao Tribunal
foto/divulgação: Iasmin Diniz

O robô Mário Lúcio, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, por meio do Laboratório de Inovação do Tribunal (ToadaLab), tem capacidade de distribuir um mandado em, aproximadamente, 35 segundos, enquanto um servidor ou uma servidora leva, em média, um minuto e meio para realizar a mesma tarefa, segundo o tempo estimado pela Central de Mandados do TJMA.

A automação foi escolhida como o projeto do TJMA para atender à Meta nº 9 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A meta consiste em estimular a inovação no Poder Judiciário e visa a implantação, no ano de 2023, de um projeto oriundo do laboratório de inovação, com avaliação de benefícios à sociedade e relacionado à Agenda 2030.

Enquadra-se no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes –, mais especificamente na ODS Meta 16.6, que visa, para as Nações Unidas, desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis e, para o Brasil, ampliar a transparência, a accountability (conjunto de ações) e a efetividade das instituições, em todos os níveis. O Mário Lúcio conseguiu apresentar resultados interessantes após a homologação de seus resultados.

Estima-se que, quando o Mário Lúcio estiver trabalhando em todas as áreas de jurisdição, abraçando a totalidade de emissões por dia, que equivale a 900 mandados, seu trabalho seja finalizado em apenas 8 horas e 45 minutos, tempo em que o(a) servidor(a) disporá para outras tarefas mais complexas e desafiadoras na unidade. Um único servidor ou uma única servidora, realizando essa mesma tarefa, levaria, em média, 22 horas.

DESAFIOS

O robô é uma solução desenvolvida para resolver os desafios enfrentados pela Central de Mandados, utilizando a tecnologia de RPA (Automação de Processos Robóticos, na sigla em português). Seu objetivo visa utilizar a tecnologia para superar obstáculos típicos da Central de Mandados, tornando o processo de distribuição de mandados mais eficiente, ágil e preciso, uma vez que o robô é capaz de reduzir significativamente o tempo gasto na leitura dos mandados, proporcionando rapidez e agilidade no atendimento aos cidadãos e às cidadãs que necessitam dos serviços oferecidos pelo TJMA.

Durante seu desenvolvimento, percebeu-se seu potencial de benefício à sociedade, principalmente na esfera da agilidade do trâmite processual, pelo menos na parte que lhe cabe – a distribuição de mandados.

CENÁRIO ATUAL

Um dos problemas enfrentados pela Central de Mandados é a alta demanda de mandados recebidos – cerca de 900, diariamente – e o tempo gasto para a leitura dos mesmos pelos(as) 13 servidores(as) da unidade.

Para solucionar essa dificuldade, o ToadaLab desenvolveu uma automação capaz de ler os mandados, identificar o distrito correto de distribuição do documento e, por fim, distribuí-lo a um(a) oficial(a) de justiça. O robô, batizado de Mário Lúcio, é uma homenagem ao oficial de justiça Mário Lúcio Ferreira, servidor da Central de Mandados do TJMA, falecido em 2020, durante a pandemia da Covid-19.

Essa tecnologia é capaz de otimizar o processo de distribuição de mandados, tornando-o mais rápido e eficiente. Com isso, os(as) servidores(as) lotados, exclusivamente, para a distribuição dos mandados, poderiam trabalhar em atividades mais complexas e que exijam maior capacidade técnica do(a) servidor(a).

FERRAMENTAS E METODOLOGIAS

O Mário Lúcio é capaz de simular e executar processos de negócios baseados em regras específicas, a partir de tecnologias inteligentes, aptas a executar tarefas repetitivas da rotina de trabalho, anteriormente desempenhadas por humanos.

Desta forma, o robô lê o mandado, identifica o distrito para o qual deve ser distribuído e, em seguida, distribui ao(à) oficial(a) de justiça do distrito identificado na modalidade de sorteio. Caso o robô não encontre um distrito válido no texto do mandado, ele encaminha o documento para a análise dos(as) servidores(as) da Central de Mandados.

Para chegar a este resultado, foram realizadas algumas reuniões entre os setores envolvidos (ToadaLab e Central de Mandados) e, em uma delas, o “design thinking” (metodologia para criação de produtos) foi o instrumento para desenhar o fluxo da solução, definir seus insumos e as ferramentas que seriam usadas. Após o reconhecimento do problema e a imersão do ToadaLab na rotina de distribuição de Mandados pela Central, verificou-se que uma automação RPA seria capaz de ajudá-los a superar o problema da alta demanda de mandados a serem distribuídos.

PASSOS

Depois de definida a solução, os seguintes passos foram realizados:

1. Identificação do problema e estudo do problema apontado pelo solicitante (Central de Mandados);
2. Definição do projeto (solução a ser desenvolvida);
3. Formalização do grupo de trabalho no projeto;
4. Desenvolvimento e planejamento do cronograma de execução do projeto;
5. Desenvolvimento do protótipo do robô;
6. Escolha de áreas piloto para testar o protótipo do robô;
7. Capacitação da área piloto sobre o novo fluxo de distribuição de mandados – para que o robô funcione de maneira adequada e esperada, os(as) servidores(as) da unidade passaram por uma capacitação, objetivando a padronização dos mandados e a correta utilização dos códigos atribuídos aos distritos dos termos judiciários da Comarca da Ilha de São Luís;
8. Testes;
9. Homologação dos testes pela Central de Mandados;
10.Implantação do protótipo na Central de Mandados.

BENEFÍCIOS

Dentre os resultados que atendem à Meta Nacional nº 9 de 2023, o principal delas é a redução de servidores(as) desempenhando o papel de distribuição dos mandados, uma vez que o robô será capaz de realizar tal tarefa sozinho e em menos tempo.

Além disso, a distribuição de mandados, sendo mais rápida, tende a agilizar o trabalho dos oficiais e das oficialas de justiça, e, de forma indireta, impactar na celeridade do trâmite processual, garantindo ao cidadão e à cidadã maior agilidade em algum de seus processos.

O custo operacional também será percebido pelo TJMA, uma vez que o Mário Lúcio pode trabalhar o dia todo, sete dias por semana, sem nenhum custo real ao Tribunal.

PRÓXIMOS PASSOS

Embora atenda aos objetivos Meta 9 apenas distribuindo mandados, o Mário Lúcio não ficará restrito apenas a essa função. A Central de Mandados e o ToadaLab já estudam formas de inserir outras funções repetitivas, de forma que consigam maximizar ainda mais o corpo de servidores(as) da unidade.

Expandi-lo para outras unidades da Central de Mandados, instaladas no interior do Estado, também será uma tarefa a ser estudada pelos atores, e acredita-se que esse é o início importante de uma parceria, que tende a trazer frutos importantes tanto para a Central como para o ToadaLab.

CNJ

No começo de novembro, o laboratório ToadaLab participou de reunião promovida pelo CNJ para acompanhar os projetos da Meta 9 de 2023. Na ocasião, o ToadaLab apresentou a execução do projeto relativo à implementação do Robô Mário Lúcio. O projeto foi criado pelo Judiciário maranhense, a partir de uma solicitação da Central de Mandados de São Luís, e o processo de desenvolvimento ocorreu ao longo de nove meses.

Veja a página oficial do CNJ, com conteúdo público sobre o robô Mário Lúcio.

InfoJus Brasil: com informações do TJMA

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