quarta-feira, 27 de março de 2024

URGENTE: Assembleia Legislativa de Rondonia desarquiva e aprova PLC que prevê desjudicialização


Após mais de dois anos do arquivamento pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação da Assembleia Legislativa de Rondônia, o Projeto de Lei Complementar nº 83/2020 foi desarquivado e aprovado com unanimidade pelos deputados.

O PLC trata da desjudicialização da comunicação dos atos pelos Oficiais de Justiça do TJRO com a alteração do Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado de Rondônia (Coje) para delegar aos serviços notoriais e de registro a prática de atos de comunicação judiciais simples como citação e intimação, busca e apreensão, avaliação e remoção de bens, prisão civil, condução coercitiva, dentre outros.

Em sessão ocorrida nesta terça-feira (26), o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou o parecer apresentado pelo deputado Allan Queiroz (Podemos) pela constitucionalidade da matéria.

Segundo informações obtidas pela Fenassojaf, após a interrupção da reunião para que o plenário fosse esvaziado, os deputados apreciaram o projeto de lei complementar sem qualquer oportunidade para debate.

Relembre o caso:

Em outubro de 2020, os diretores da Fenassojaf Malone Cunha e Elivanda Costa Pinheiro se reuniram com a presidência do TJRO para tratar sobre o PLC nº 83/2020. Na ocasião, os dirigentes reafirmaram o esvaziamento da função que seria acarretado com a implementação da proposta e se dispuseram em contribuir com sugestões que amenizassem os custos despendidos pelo Tribunal de Justiça. Relembre AQUI

Malone Cunha entregou ao magistrado um documento encaminhado pela União Internacional dos Oficiais de Justiça (UIHJ), em que o presidente Marc Schmitz destacou a preocupação com a proposta apresentada e a importância dos atos processuais serem executados por Oficiais de Justiça.

O ofício da UIHJ foi repassado também ao governo do estado de Rondônia e à Comissão de Constituição e Justiça da ALE-RO, quando, em dezembro 2021, o projeto foi arquivado.

Pouco mais de dois anos após o intenso trabalho despendido pela Associação Nacional e as representações dos Oficiais de Justiça no Estado de Rondônia, a categoria é surpreendida com a decisão unilateral de desarquivamento e aprovação da matéria, atendendo exclusivamente aos interesses dos notários e cartórios.

O PLC 83 segue para a sanção do Governador Marcos Rocha.

Para o diretor Malone Cunha, a aprovação, da forma como ocorrida, mostra que todos os debates e audiências ocorridas com as comprovações da inconstitucionalidade apontadas em 2020 foram completamente descartadas pela Assembleia Legislativa, “que mostrou ter interesses ainda difíceis de compreender sobre os motivos pelos quais passaram uma matéria de tamanha importância dessa forma, silenciosamente. A Fenassojaf recebe com tristeza essa notícia, pois, depois de todos os debates sobre a inconstitucionalidade ocorridos em 2020 se verifica que não é a constitucionalidade que está em primeiro plano, mas sim, ver o poder dos cartórios aumentado no Estado de Rondônia”.

O vice-presidente da Fenassojaf, Neemias Ramos Freire, enfatiza que a aprovação sorrateira desse projeto, cuja lei sem dúvida deverá ser questionada judicialmente, mostra que os defensores da desjudicialização não estão sequer dispostos a aguardar a conclusão dos debates sobre o tema travados no Congresso Nacional. “Os Oficiais de Justiça, por meio da Fenassojaf, da Fesojus e da Afojebra, continuarão a mostrar a importância do cumprimento desses mandados na forma assegurada pela legislação em vigor, que garante o acesso da população ao Judiciário e reserva a esse poder o papel principal na solução de conflitos”, finaliza.

Da Fenassojaf, Caroline P. Colombo

InfoJus Brasil: com informações da Fenassojaf

Inteligência artificial é foco do I Encontro dos Oficiais de Justiça do TJRS; veja o que foi dito no evento

Palestrantes alertaram sobre as alterações que a IA pode gerar na profissão dos OJs

Na sexta-feira (22) e no sábado (23), a Associação dos Oficiais de Justiça do Rio Grande do Sul (ABOJERIS) realizou o I Encontro Estadual dos Oficiais de Justiça do TJRS, evento com temática relacionada à inteligência artificial e seus impactos na função do Oficial de Justiça. Ocorrido no Hotel Intercity, em Canoas, a reunião contou com 244 profissionais de mais de 80 comarcas do estado. Servidores provenientes de cidades distantes puderam se hospedar no hotel para acompanhar o segundo dia de exposições.

Durante a manhã da sexta-feira, a mesa da abertura foi composta por representantes de diversas instituições, sendo eles: o presidente da ABOJERIS, Valdir Bueira, o coordenador geral do Sindjus, Osvaldir Rodrigues da Silva, o 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio grande do Sul (TJRS), desembargador Sérgio Miguel Achutti Blattes, o presidente da Comissão Especial de Proteção de Dados e Privacidade da OAB/RS, Juliano Souto Moreira Madalena, e a assessora da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), dra. Fabiane Borges Saraiva.

Além dos participantes da mesa de abertura, o Encontro recebeu seis palestrantes especialistas em direito, política, sociologia, morfologia do trabalho, tecnologia, redes sociais e inteligência artificial. O ex-governador Tarso Genro, o sociólogo e professor universitário Ricardo Antunes, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional) Cezar Britto, o sociólogo Sérgio Amadeu, a presidenta da Fenassojaf Mariana Líria, e a Oficiala de Justiça Avaliadora Vanessa de Marchi discursaram, trouxeram informações, dados técnicos e responderam aos questionamentos da plateia ao longo dos dois dias do evento.

 

Tarso Genro e a importância do debate democrático

O primeiro a subir no palco e abrir a sequência de palestras foi o advogado e ex-prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro. Em sua análise de conjuntura, Genro enfatizou a importância da democracia como instrumento para a garantia dos direitos dos trabalhadores, do serviço público de qualidade prestado à população e da valorização dos servidores. Somente com a garantia do debate e da participação será possível atender os anseios da cidadania.

Clique AQUI e ouça a mensagem de Tarso Genro sobre o Encontro

 

Ricardo antunes

Ricardo Antunes e a influência do capitalismo na criação da IA

Na sequência, um dos principais estudiosos da sociologia do trabalho no Brasil, Ricardo Antunes discorreu sobre a explosão do novo proletariado de serviços, que se desenvolve com o trabalho digital, on-line e intermitente sob o simulacro de liberdade. Antunes demonstrou como estão se manifestando essas tendências, tanto nos países da Europa quanto no Brasil, apresentando elementos presentes na nova morfologia do trabalho.

Os adoecimentos, padecimentos, precarizações, terceirizações, desregulamentações e assédios parecem tornar-se mais a regra do que a exceção. “Se o mundo atual nos oferece como horizonte imediato o privilégio da servidão, seu combate e seu impedimento efetivos, então, só serão possíveis se a humanidade conseguir recuperar o desafio da emancipação”, afirmou o professor Antunes.

Clique AQUI e ouça o comentário do professor Ricardo Antunes sobre o Encontro

 

sergio amadeo

Sérgio Amadeu e a coleta de dados para as IAs

Amadeu acentuou a inexistência de uma inteligência artificial sem armazenamento de dados. Dados que são produzidos pelos próprios humanos. Essa Ia trata-se de um modelo estatístico de padrões, extração de dados, treinamento da máquina para definir métricas vetorializadas com alto poder computacional. O percentual de 61% dos dados a nível mundial está armazenado por duas gigantes da tecnologia, Microsoft e Amazon.

De acordo com Amadeu, dados são os insumos fundamentais para a IA. Quando a IA responde um questionamento errado ou falsifica uma informação ocorre o que os estudiosos denominam de “alucinação estatística”. A base de dados das IAs é baseada nas informações armazenadas no passado e não no futuro, por isso é necessário estar sempre alimentando o banco de dados com atualizações. O judiciário precisa controlar os seus dados para possuir soberania digital e não entregar o seu banco de dados para as Bigtechs. Não existe IA transparente e nem ética, por isso, é necessário que existam leis para regulamentar a utilização dos dados por esse programas.

 

Cezar Britto

Cezar Britto e a humanização do Direito

Britto demonstrou preocupação com a utilização da Inteligência Artificial no judiciário, enfatizando que o princípio fundamental até então praticado é de que as pessoas devem ser julgadas por pessoas e não por máquinas e, portanto, as tecnologias devem ser usadas como ferramentas para aprimorar o trabalho e não para substituir os seres humanos. Outro ponto destacado foi a preocupação com a segurança e utilização dos dados das pessoas nos processos, cujo domínio está na mão das empresas privadas com pouca participação e fiscalização do Estado. Afinal, há milhões de dados sensíveis em cada aparelho celular ou computador, e essas informações não podem ser utilizadas de maneira irresponsável por programas sem noção de ética.

 

jantar

Com o final do primeiro dia, os participantes foram ao restaurante para um momento de descanso. O estabelecimento MB Gastronomia recebeu os OJs que passariam a noite no local com música ao vivo e um bufê livre. Até às 23h30min foi o momento de interação, troca de informações e experiências entre os colegas de profissão.

 

Vanessa de Marchi

Vanessa de Marchi e a utilização das IAs no Judiciário

Na manhã do sábado, Marchi trouxe em sua abordagem uma análise das resoluções existentes no judiciário, emitidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acerca da utilização da Inteligência Artificial. Como ponto positivo, ela acentuou que, se utilizada corretamente, essa tecnologia poderá facilitar o trabalho dos Oficiais e Oficialas de Justiça. Na opinião de Vanessa, os cargos desses profissionais não estão correndo risco de extinção, porém, é possível que a médio e longo prazo possa haver uma redução no número de postos de trabalho hoje ocupados.

Clique AQUI e ouça o recado de Vanessa de Marchi para os Oficiais de Justiça do TJRS

 

Mariana Liria

Mariana Líria e a união dos Oficiais de Justiça

Mariana trouxe para o debate a experiência de uma dirigente nacional de Oficiais e Oficialas de Justiça, das proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional inerentes às carreiras e direitos desses trabalhadores e a necessidade de mobilização e participação das categorias nos embates políticos para defenderem e ampliarem os seus direitos.

Também chamou a atenção para a correlação de forças políticas no Congresso Nacional e das diferentes bancadas e interesses lá representados. Nesse sentido, os votos de parlamentares que defendem o serviço público e seus servidores são minoria e se os trabalhadores não se fizerem presentes nos debates e votações dos projetos de seus interesses, dificilmente haverá avanços. Por isso, realçou a importância da união da classe, que pode ser ignorada pelos governantes se não lutar por seus direitos.

Enfatizou o trabalho unificado que realizam as entidades representativas dos Oficiais e Oficialas de Justiça em nível federal, cuja unidade tem sido importante para resistir à retirada de direitos e garantir alguns avanços importantes, como o PL que trata do risco de vida, da aquisição de veículos subsidiados e mobilização contrária à desjudicialização da execução dos títulos judiciais e extrajudiciais aos Tabelionatos de Notas.

Clique AQUI e ouça a mensagem da presidenta Mariana Líria sobre o Encontro 

diretoria abojeris 

Para a direção da ABOJERIS, a participação da categoria no Primeiro Encontro Estadual dos Oficiais e Oficialas de Justiça foi o ponto alto do evento. Diversas caravanas de diferentes regiões do Estado, além de colegas de Porto Alegre e Região Metropolitana compareceram nas atividades. Também prestigiaram o Encontro várias representações de sindicatos e associações de servidores do sistema de justiça estadual e federal. Precisamos divulgar a carta de intenções aprovada por unanimidade pelos participantes e repercutir na categoria a qualidade do conteúdo das palestras e aprendizados adquiridos com a certeza de que a Inteligência Artificial é um tema de interesse dos trabalhadores e as suas consequências não deverão ser prejudiciais aos Oficiais e Oficialas de Justiça do TJRS.

InfoJus Brasil: com informações da Abojeris

segunda-feira, 25 de março de 2024

SP: Homem ameaça matar esposa após achar que oficial de Justiça era amante

Homem foi preso ao ameaçar colocar fogo na esposa e nos filhos por achar que oficial de Justiça, que foi à casa deles, era amante da mulher


São Paulo — Um homem de 35 anos foi preso em Tupã, no interior de São Paulo, após ameaçar colocar fogo na esposa e nos filhos por acreditar que um oficial de Justiça era amante da mulher, na última sexta-feira (22/3).

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito passou a ameaçar a esposa após ela contar que um oficial de Justiça esteve no imóvel à procura dele. O homem não acreditou na versão e questionou se o oficial de Justiça seria amante dela, e começou a ameaçá-la com uma faca.


Policiais militares foram acionados e, na residência do casal, apuraram que durante uma discussão o suspeito ameaçou a mulher com uma faca e atirando acetona contra ela, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A faca foi apreendida e o homem encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Tupã, onde o caso foi registrado como violência doméstica e ameaça.

InfoJus Brasil: com informações do Metrópoles

Deputado Félix Mendonça Júnior apresenta parecer favorável à PEC 23


O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT/BA), relator da PEC 23/2023 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, apresentou, nesta segunda-feira (25), parecer que atesta a constitucionalidade da proposição legislativa.

Nesta manhã, o presidente do Sindojus/DF-UniOficiais,Gerardo Lima, e o presidente do Sindojus/CE, Vagner Venâncio e o diretor Carlos Mello, entidades também integrantes do Instituto UNOJUS, estiveram no gabinete do parlamentar onde solicitaram a apresentação do parecer nesta data tão especial para todos os Oficiais de Justiça do Brasil. Confira:



Assim, o Deputado Félix Mendonça Júnior atendeu o pedido e agraciou a categoria dos Oficiais de Justiça com mais essa vitória. "Agradecemos ao Deputado Félix Mendonça Júnior pela presteza no trato com a categoria e pela sensibilidade na elaboração do parecer", afirma o presidente Gerardo.

A partir da apresentação, é necessário o prazo de cinco sessões para que a PEC seja apreciada na CCJC e, após aprovação, siga para a Comissão Especial.

"Seguiremos trabalhando incansavelmente para que a PEC 23/2023 seja aprovada e os Oficiais de Justiça sejam reconhecidos na Constituição como função essencial à Justiça. Por fim, agradecemos ao Deputado André Figueiredo (PDT/CE) pela autoria dessa PEC que irá mudar a história dos Oficiais de Justiça", finaliza o presidente do Sindojus-DF/UniOficiais.

InfoJus Brasil: com informações da UniOficiais / Sindojus-DF

Entrevista do Presidente do Sindojus-PB ao canal Conversas com Cândido Nóbrega

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba (Sindojus-PB), concedeu entrevista ao jornalista Cândido Nóbrega. Na conversa Joselito Bandeira fala sobre os 21 anos de fundação do Sindojus-PB, Dia Nacional do Oficial de Justiça, além de vários assuntos de interesse da carreira. 

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

InfoJus Brasil: o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

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