sexta-feira, 20 de março de 2026

Oficiais de Justiça conquistam vagas em doutorado do TJMG e reforçam protagonismo na qualificação do Judiciário

Oficiais de Justiça Jonathan Porto Galdino do Carmo (à esquerda) e Luís Eduardo Gomes Silva (à direita), ao lado de Walleska Guimarães Vieira Gomes e Gisele Luiza Soares Moura, integrantes da turma de doutorado em Ciências Sociais do TJMG


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF), deu início a uma iniciativa inédita de qualificação acadêmica ao lançar cursos de mestrado e doutorado em Ciências Sociais, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

A aula inaugural ocorreu em 13 de março de 2026, no campus Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, marcando um novo momento na formação de magistrados e servidores, com foco na produção científica aplicada à atuação institucional.

Destaque: Oficiais de Justiça conquistam espaço no doutorado

Entre as 10 vagas disponíveis para o doutorado, dois Oficiais de Justiça foram aprovados, evidenciando o protagonismo da categoria na busca por qualificação e produção de conhecimento:
  • Jonathan Porto Galdino do Carmo
  • Luís Eduardo Gomes Silva
A conquista é expressiva e simbólica, considerando a alta concorrência e o caráter seletivo do programa, que reuniu magistrados e servidores de diferentes áreas do Tribunal.

Para o Oficial de Justiça Jonathan Porto Galdino do Carmo, a iniciativa representa um avanço institucional relevante:
“Trata-se de uma ação inovadora no Judiciário. O Tribunal está investindo na qualificação de seus quadros para melhorar a atuação jurisdicional e entregar um serviço público cada vez mais eficiente à sociedade.”
Formação acadêmica voltada à atuação institucional

O programa reúne 27 participantes, sendo 17 vagas de mestrado e 10 de doutorado, todos vinculados ao TJMG. A proposta é fortalecer a atuação institucional por meio da produção científica e da formação interdisciplinar.

Durante a abertura, o 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da EJEF, desembargador Saulo Versiani Penna, destacou o impacto da iniciativa:
“Este programa representa um marco no fortalecimento da formação intelectual, científica e humanista, com reflexos diretos na prestação jurisdicional.”
A parceria com a PUC Minas também foi ressaltada como estratégica para ampliar o diálogo entre o Direito e as Ciências Sociais, permitindo uma compreensão mais profunda das dinâmicas sociais que impactam o sistema de justiça.

Integração entre teoria e prática no sistema de justiça

O coordenador do programa, professor Dr. Luís Flávio Sapori, enfatizou o caráter interdisciplinar da formação:
“A aproximação entre uma escola judicial e as Ciências Sociais evidencia o potencial desse conhecimento para o aprimoramento profissional e institucional.”
Já o pró-reitor da PUC Minas, professor Martinho Campolina Rebello Horta, destacou o caráter inédito da parceria:
“Trata-se de uma iniciativa com grande expectativa, fundamental tanto para a Universidade quanto para o Tribunal.”
Impacto institucional e valorização dos servidores

A expectativa do TJMG é que a formação resulte em ganhos concretos para o Judiciário, com produção acadêmica aplicada, desenvolvimento de políticas públicas e melhoria na prestação jurisdicional.

Nesse contexto, a aprovação de Oficiais de Justiça no doutorado reforça o papel estratégico da categoria dentro do sistema de justiça, demonstrando que a atuação na linha de frente da execução judicial também se projeta no campo acadêmico e científico.

A iniciativa da EJEF inaugura um novo ciclo de qualificação no Judiciário mineiro, com perspectiva de ampliação das oportunidades em programas de pós-graduação stricto sensu nos próximos anos.


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terça-feira, 17 de março de 2026

SINDOJAF/UNIOFICIAIS: CJF aprova reajuste da indenização de transporte dos Oficiais de Justiça


O Conselho da Justiça Federal (CJF) aprovou, nesta terça-feira (17 de março de 2026), o reajuste da indenização de transporte dos Oficiais de Justiça da Justiça Federal, com base na recomposição inflacionária medida pelo IPCA desde a última atualização do benefício.

A decisão foi tomada durante sessão de julgamento do órgão e atende a pedido apresentado pelo SINDOJAF/UNIOFICIAIS, que apontou a defasagem histórica da verba diante da inflação acumulada nos últimos anos.

Reajuste busca recompor perdas inflacionárias

O requerimento analisado pelo CJF demonstrou que o valor da indenização vinha sofrendo corrosão inflacionária, comprometendo o caráter indenizatório da verba, destinada ao custeio das atividades externas inerentes ao cargo.

Ao acolher o pedido, o Conselho reconheceu a necessidade de recomposição do valor com base em índice oficial, promovendo ajuste que busca reduzir, ainda que de forma gradual, as perdas acumuladas no período.

A indenização de transporte é destinada aos Oficiais de Justiça que utilizam, em regra, meios próprios para o cumprimento de mandados judiciais, o que inclui deslocamentos frequentes em áreas urbanas e rurais.

Pedido de atualização automática foi rejeitado

Apesar da aprovação do reajuste, o CJF indeferiu o pedido de criação de um mecanismo de atualização automática anual da indenização, ponto que havia sido apresentado no requerimento.

A negativa indica que eventuais novos reajustes dependerão de futuras deliberações administrativas, mantendo a necessidade de acompanhamento contínuo da evolução inflacionária.

Medida é considerada avanço parcial

A decisão é vista como um avanço institucional, ainda que parcial, na medida em que reconhece a defasagem do benefício e promove sua atualização.

Por outro lado, o valor ainda é considerado inferior ao necessário para cobrir integralmente os custos reais das diligências, segundo avaliações apresentadas no próprio pedido administrativo.

Nesse contexto, a política de recomposição progressiva é apontada como alternativa para evitar a ampliação da defasagem e aproximar a verba indenizatória das despesas efetivamente suportadas pelos servidores.

Atuação institucional segue em andamento

O reajuste aprovado integra um conjunto de iniciativas voltadas à atualização da indenização de transporte no âmbito do Poder Judiciário da União. Requerimentos semelhantes apresenados pelo Sindojaf/UniOficiais seguem em tramitação em outros tribunais, com expectativa de reajuste em todos.

A discussão sobre o tema envolve não apenas a recomposição inflacionária, mas também a definição de critérios mais estáveis para atualização da verba ao longo do tempo.

🔗 Fonte: SINDOJAF-UniOficiais/BR


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segunda-feira, 16 de março de 2026

Oficial de Justiça é cercado por homens armados durante cumprimento de mandado em Paraisópolis


Um Oficial de Justiça do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) foi cercado e ameaçado por homens armados enquanto realizava diligências na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. O episódio ocorreu na tarde de 27 de fevereiro e expõe os riscos enfrentados por servidores que atuam no cumprimento de ordens judiciais em áreas com presença de organizações criminosas.

Segundo relato do servidor, ele cumpria quatro mandados judiciais na região. Após concluir três diligências, dirigiu-se ao último endereço quando foi surpreendido por um grupo de cerca de seis homens, alguns em motocicletas. Um dos indivíduos estava armado.

O Oficial de Justiça estava sozinho e a pé no momento da abordagem.

Mandado foi fotografado e servidor interrogado

De acordo com o relato, os homens tomaram o mandado judicial, fotografaram o documento e passaram a se comunicar por rádio com outros integrantes do grupo, aparentemente para verificar as informações apresentadas pelo servidor.

Durante a abordagem, ele foi submetido a uma série de exigências: teve que levantar a camisa, mostrar a parte inferior da calça, informar onde estava o carro estacionado e dizer a placa do veículo.

Enquanto as comunicações seguiam pelo rádio, um homem que aparentava exercer liderança chegou ao local de motocicleta e passou a conduzir o diálogo. O clima de tensão durou vários minutos, enquanto o grupo aguardava confirmações internas.

Segundo o servidor, os homens suspeitavam que ele fosse policial infiltrado.

Ameaça para não retornar à região

Após as verificações, o Oficial de Justiça foi liberado. Ainda assim, recebeu um aviso direto de que poderia buscar seu carro e deixar o local, mas não deveria retornar à região em nenhuma circunstância, muito menos acompanhado por policiais.

Além disso, integrantes do grupo anotaram a placa do veículo do servidor.

No relato encaminhado à chefia, o Oficial de Justiça afirmou que temeu pela própria vida durante a abordagem.

“Fui cercado e rendido por pessoas armadas, momento em que temi por minha vida, pois acreditavam que eu era policial”, relatou.

Servidor recebeu atendimento psicológico

Após o episódio, o Oficial de Justiça procurou apoio institucional e recebeu atendimento emergencial de assistência psicológica no tribunal.

Durante a avaliação, foi recomendado acompanhamento psiquiátrico e afastamento médico por 30 dias, diante do impacto emocional provocado pela situação.

Riscos no cumprimento de diligências

Casos como o ocorrido em Paraisópolis têm sido apontados como exemplo dos riscos enfrentados por Oficiais de Justiça no cumprimento de mandados, especialmente quando as diligências ocorrem em áreas com histórico de violência ou forte presença de grupos criminosos.

Esses servidores são responsáveis por executar ordens judiciais diretamente no território, muitas vezes atuando sozinhos e sem escolta, em bairros urbanos complexos ou regiões de difícil acesso.

O episódio reacende o debate sobre protocolos de segurança, identificação prévia de áreas de risco e formas alternativas de cumprimento de mandados em situações que envolvem ameaça à integridade física do servidor.

Com informações do site da Aojustra


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sexta-feira, 13 de março de 2026

Brasília recebe programação do Dia Nacional do Oficial de Justiça em março

Brasília sediará, nos dias 24 e 25 de março de 2026, uma programação especial em comemoração ao Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado oficialmente em 25 de março. As atividades reúnem profissionais da carreira de diversas regiões do país em eventos voltados ao reconhecimento da função desempenhada no âmbito do Poder Judiciário.

A programação é organizada pela Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil (Fesojus-BR), pela Associação Federal dos Oficiais de Justiça do Brasil (Afojebra) — entidade integrada por associações e sindicatos de Oficiais de Justiça estaduais — e pela Fenassojaf, associação que congrega entidades de Oficiais de Justiça federais. As atividades contam ainda com apoio da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional.

Programação inclui sessão de homenagens e evento solene na Câmara

As atividades começam no dia 24 de março, às 14h30, com uma sessão de homenagens na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, destinada a reconhecer a atuação dos profissionais responsáveis pelo cumprimento das decisões judiciais.

Ainda no mesmo dia, às 19h30, está previsto um jantar comemorativo, reunindo Oficiais de Justiça e convidados em um momento de confraternização entre profissionais da carreira.

No dia 25 de março, data em que se celebra o Dia Nacional do Oficial de Justiça, ocorrerá uma Sessão Solene no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, com a participação de autoridades, representantes de entidades e profissionais da categoria.

Atividade reúne profissionais de diferentes regiões

Segundo as entidades envolvidas na organização, a programação busca proporcionar um espaço de encontro entre Oficiais de Justiça de diferentes estados, promovendo momentos de reconhecimento institucional e integração entre profissionais que atuam no cumprimento de mandados e outras determinações judiciais.

O Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado em 25 de março, marca a importância da atuação desses servidores para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.

A expectativa é de que Oficiais de Justiça de várias regiões do país participem das atividades programadas em Brasília, acompanhando as homenagens e os eventos previstos na programação.


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Atuação do SINDOJAF garante aumento de até 50% no auxílio-saúde de servidores do TRT-1


O Órgão Especial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) decidiu ampliar o valor do auxílio-saúde para servidores que se enquadram em situações específicas de maior vulnerabilidade. A decisão, tomada por unanimidade em sessão realizada no dia 5 de março de 2026, atende a recurso administrativo apresentado pelo Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF).

O julgamento do Recurso Administrativo nº 0100096-97.2025.5.01.0000 resultou na autorização de acréscimo de 50% no valor do auxílio-saúde para determinados servidores, medida que beneficia diretamente filiados da entidade.

Quem terá direito ao aumento

A decisão estabelece o aumento do benefício para três grupos de servidores:

  • servidores com mais de 50 anos de idade;

  • servidores com deficiência ou portadores de doença grave;

  • servidores que possuam dependentes com deficiência ou doença grave.

Segundo o entendimento do tribunal, a ampliação do auxílio busca oferecer suporte adicional a servidores que enfrentam despesas mais elevadas com saúde ou cuidados médicos especializados.

Pagamento depende de previsão orçamentária

O voto do relator do processo, desembargador Theocrito Borges dos Santos Filho, estabelece que a implementação do aumento está condicionada à existência de dotação orçamentária.

Caso não haja recursos disponíveis no momento, o TRT-1 deverá encaminhar solicitação ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para obtenção dos valores necessários ao pagamento do benefício.

Pedido partiu de requerimento administrativo do sindicato

A medida resulta de requerimento administrativo apresentado pelo SINDOJAF, que buscou a ampliação do auxílio-saúde como forma de fortalecer a política de proteção à saúde dos servidores.

A condução da demanda foi realizada pelo escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados, responsável pela assessoria jurídica do sindicato.

O escritório atua na defesa dos filiados da entidade em processos administrativos e judiciais, oferecendo suporte especializado em questões funcionais, previdenciárias, tributárias e também em causas particulares, de forma gratuita para filiados e dependentes.

Decisão reforça debate sobre saúde do servidor

Para o SINDOJAF, a decisão representa um avanço nas políticas de cuidado com a saúde dos servidores do Judiciário, especialmente daqueles que enfrentam condições médicas mais complexas ou que possuem dependentes com necessidades especiais.

A entidade destaca que o resultado reforça a importância da atuação institucional e da assistência jurídica especializada na defesa de direitos da categoria.

🔗 Fonte: SINDOJAF


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