sexta-feira, 20 de março de 2026

Entidades divulgam contraponto institucional sobre atuação dos Oficiais de Justiça após manifestação em tribunal


O SINDOJAF e a UniOficiais/BR, entidades de representação nacional dos Oficiais de Justiça Federais, divulgaram, nesta quarta-feira (19), uma nota de esclarecimento institucional após manifestação feita por desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA), durante sessão do órgão especial realizada no dia 18 de março de 2026.

No documento, as entidades apresentam um contraponto técnico a interpretações sobre a função exercida pelos Oficiais de Justiça, destacando aspectos relacionados à natureza das atribuições, à evolução tecnológica da atividade e ao papel desses profissionais no sistema de Justiça.

🔗 Leia a nota na íntegra:

Função vai além da execução de ordens judiciais

A nota afirma que a atuação do Oficial de Justiça não se limita ao cumprimento mecânico de decisões judiciais, mas envolve a prática de atos processuais com autonomia técnica.

Segundo o texto, entre as atribuições estão a realização de diligências, a certificação de situações fáticas relevantes e a adoção de medidas necessárias para assegurar a efetividade das decisões judiciais.

Digitalização não substitui atuação presencial

Outro ponto abordado no documento diz respeito à transformação digital no Judiciário. As entidades sustentam que a incorporação de tecnologias não elimina a necessidade da atuação presencial, especialmente em casos que exigem intervenção direta.

A nota destaca que ferramentas eletrônicas têm sido utilizadas para aumentar a eficiência e a celeridade, mas que a atividade permanece essencial em situações como:

  • atos de constrição patrimonial;

  • cumprimento de medidas urgentes;

  • proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade;

  • verificação presencial de circunstâncias relevantes ao processo.

Carreira tem caráter técnico e jurídico

O documento também menciona que a carreira de Oficial de Justiça mantém, na maior parte dos tribunais, o requisito de bacharelado em Direito, indicando a complexidade técnica das atribuições desempenhadas.

Nesse contexto, as entidades ressaltam que se trata de uma função estruturada, que exige qualificação especializada para a execução das atividades no âmbito judicial.

Proposta de emenda constitucional é citada

A nota faz referência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 23/2023, que está em tramitação no Congresso Nacional. A proposta prevê a inclusão dos Oficiais de Justiça no rol de funções essenciais à Justiça.

Segundo o texto, a iniciativa também trata de aspectos como a exigência nacional de formação jurídica, a caracterização da carreira como típica de Estado e a criação de uma legislação orgânica específica.

Manifestação reforça debate sobre a função

A divulgação do contraponto institucional ocorre em meio a discussões sobre o papel dos Oficiais de Justiça no contexto de modernização do Judiciário.

As entidades afirmam, na nota, que os profissionais permanecem adaptados às demandas contemporâneas, atuando com apoio de ferramentas tecnológicas, sem prejuízo da necessidade de atuação direta em campo.

Ao final, o documento reafirma a importância da atividade para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.


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Motorista agride Oficial de Justiça, foge por 100 km e capota carro após perseguição policial em MT


Um homem de 29 anos foi preso após agredir uma Oficial de Justiça durante o cumprimento de um mandado judicial, fugir por cerca de 100 quilômetros e capotar o veículo durante uma perseguição policial em Mato Grosso. O caso ocorreu na manhã de terça-feira (17 de março de 2026) e mobilizou diversas equipes da Polícia Militar.

De acordo com informações divulgadas pelo portal g1 Mato Grosso, a ocorrência teve início no município de Sinop, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de veículo.

Agressão durante cumprimento de mandado

Segundo a Polícia Militar, o suspeito resistiu à ação, desacatou os envolvidos e agrediu a Oficial de Justiça no momento da diligência. Após o episódio, ele fugiu do local dirigindo em alta velocidade.

A fuga seguiu inicialmente pela BR-163, no sentido do município de Sorriso, e posteriormente pela MT-242, em direção a Boa Esperança do Norte.

Perseguição mobilizou várias equipes policiais

Equipes da Polícia Militar iniciaram o acompanhamento do veículo nas proximidades do trevo de Nova Ubiratã, mas o motorista desobedeceu às ordens de parada e continuou a fuga.

Ainda segundo a PM, foi montada uma barreira policial em Boa Esperança do Norte, que também foi desrespeitada pelo suspeito, que seguiu em alta velocidade.

Durante a fuga, o condutor dirigiu de forma perigosa, colocando em risco outros motoristas e pedestres, além de quase provocar acidentes ao longo do trajeto.

A perseguição seguiu até o município de Santa Rita do Trivelato, a cerca de 445 km de Cuiabá.

Veículo capota e suspeito é preso

Nas proximidades do trevo de acesso à cidade, o motorista perdeu o controle da direção e capotou o veículo, que chegou a girar várias vezes antes de parar.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente, mostrando a sequência da fuga e o capotamento do carro.

Após o acidente, equipes da Polícia Militar realizaram a abordagem e efetuaram a prisão do suspeito, que não sofreu ferimentos graves.

Ao todo, a ocorrência mobilizou mais de cinco viaturas e cerca de 20 policiais militares.

Caso segue à disposição da Justiça

Após a prisão, o homem foi encaminhado às autoridades competentes e colocado à disposição da Justiça. A identidade do suspeito não foi divulgada.

O caso evidencia mais uma situação de risco enfrentada por Oficiais de Justiça no cumprimento de ordens judiciais, especialmente em diligências que envolvem apreensão de bens ou situações de conflito.

🎥 Assista ao vídeo da ocorrência e leia a matéria original:

📰 Fonte: g1 Mato Grosso


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Mestrado gratuito em Segurança, Desenvolvimento e Defesa abre inscrições e Oficiais de Justiça podem participar


A Escola Superior de Defesa (ESD), vinculada ao Ministério da Defesa, está com inscrições abertas para o mestrado em Segurança, Desenvolvimento e Defesa, programa gratuito que oferece 21 vagas e será realizado em Brasília.

O curso é destinado a graduados de qualquer área do conhecimento, incluindo o público civil — o que abre uma importante oportunidade para Oficiais de Justiça de todo o Brasil que desejam avançar na formação acadêmica e estratégica.

As inscrições podem ser realizadas até 20 de abril de 2026, por meio do link oficial:

⚖️ Oportunidade para Oficiais de Justiça

O programa é especialmente relevante para Oficiais de Justiça, considerando a crescente complexidade das demandas envolvendo segurança pública, políticas institucionais, conflitos sociais e atuação estatal.

A formação oferece uma base sólida para atuação qualificada em temas diretamente relacionados à realidade vivenciada na execução de mandados judiciais, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, violência e atuação interinstitucional.

Além disso, o caráter interdisciplinar do curso contribui para o desenvolvimento de uma visão estratégica sobre o papel do Estado e do sistema de justiça na sociedade contemporânea.

📚 Curso é gratuito e aberto a civis

O mestrado da ESD é totalmente gratuito e tem atraído cada vez mais participantes civis. Dados da instituição apontam que houve um crescimento de 8,5% na participação de civis entre as turmas de 2024 e 2025.

Podem se inscrever candidatos:

  • Com diploma de graduação em qualquer área

  • Brasileiros ou estrangeiros

  • Interessados em temas de segurança, defesa e políticas públicas

Para participar, é necessário apresentar:

  • Diploma ou certificado de conclusão da graduação

  • Histórico escolar

  • Currículo atualizado

  • Projeto preliminar de pesquisa

🧠 Linhas de pesquisa e formação estratégica

O programa está estruturado em duas linhas de pesquisa:

  • Geopolítica, Diplomacia e Estratégia

  • Políticas Públicas, Dimensão Humana e Gestão

Segundo a coordenadora do curso, professora Cintiene Sandes Monfredo Mendes, a proposta é preparar profissionais para lidar com cenários complexos:

“A produção acadêmica contribui para analisar essas dinâmicas com rigor científico, oferecendo interpretações e modelos que auxiliam na compreensão das transformações do sistema internacional.”

O curso tem como objetivo desenvolver capacidades analíticas, estratégicas e técnicas, fundamentais para atuação em ambientes institucionais de alta complexidade.

📝 Processo seletivo

O processo seletivo é gratuito e composto por:

  • Prova de conhecimentos específicos

  • Avaliação de língua estrangeira

  • Análise do projeto de pesquisa

  • Entrevista

O resultado final está previsto para 26 de junho de 2026.

📍 Aulas presenciais em Brasília

As aulas serão presenciais, com início em 4 de agosto de 2026, na sede da Escola Superior de Defesa, em Brasília.

O prazo para conclusão do curso é de até 24 meses.

🏛️ Sobre a Escola Superior de Defesa

A Escola Superior de Defesa é um instituto de altos estudos vinculado ao Ministério da Defesa, com sede em Brasília, voltado à produção de conhecimento em temas estratégicos relacionados à segurança, defesa e desenvolvimento nacional.

A instituição atua na formação de profissionais capazes de compreender e responder aos desafios contemporâneos do Estado brasileiro.

🚀 Formação estratégica para quem está na linha de frente da Justiça

Para os Oficiais de Justiça, a participação em programas como este representa não apenas qualificação acadêmica, mas também fortalecimento institucional e ampliação da capacidade de atuação em cenários complexos, onde segurança, políticas públicas e justiça se entrelaçam.



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Oficiais de Justiça conquistam vagas em doutorado do TJMG e reforçam protagonismo na qualificação do Judiciário

Oficiais de Justiça Jonathan Porto Galdino do Carmo (à esquerda) e Luís Eduardo Gomes Silva (à direita), ao lado de Walleska Guimarães Vieira Gomes e Gisele Luiza Soares Moura, integrantes da turma de doutorado em Ciências Sociais do TJMG


O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF), deu início a uma iniciativa inédita de qualificação acadêmica ao lançar cursos de mestrado e doutorado em Ciências Sociais, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

A aula inaugural ocorreu em 13 de março de 2026, no campus Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, marcando um novo momento na formação de magistrados e servidores, com foco na produção científica aplicada à atuação institucional.

Destaque: Oficiais de Justiça conquistam espaço no doutorado

Entre as 10 vagas disponíveis para o doutorado, dois Oficiais de Justiça foram aprovados, evidenciando o protagonismo da categoria na busca por qualificação e produção de conhecimento:
  • Jonathan Porto Galdino do Carmo
  • Luís Eduardo Gomes Silva
A conquista é expressiva e simbólica, considerando a alta concorrência e o caráter seletivo do programa, que reuniu magistrados e servidores de diferentes áreas do Tribunal.

Para o Oficial de Justiça Jonathan Porto Galdino do Carmo, a iniciativa representa um avanço institucional relevante:
“Trata-se de uma ação inovadora no Judiciário. O Tribunal está investindo na qualificação de seus quadros para melhorar a atuação jurisdicional e entregar um serviço público cada vez mais eficiente à sociedade.”
Formação acadêmica voltada à atuação institucional

O programa reúne 27 participantes, sendo 17 vagas de mestrado e 10 de doutorado, todos vinculados ao TJMG. A proposta é fortalecer a atuação institucional por meio da produção científica e da formação interdisciplinar.

Durante a abertura, o 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da EJEF, desembargador Saulo Versiani Penna, destacou o impacto da iniciativa:
“Este programa representa um marco no fortalecimento da formação intelectual, científica e humanista, com reflexos diretos na prestação jurisdicional.”
A parceria com a PUC Minas também foi ressaltada como estratégica para ampliar o diálogo entre o Direito e as Ciências Sociais, permitindo uma compreensão mais profunda das dinâmicas sociais que impactam o sistema de justiça.

Integração entre teoria e prática no sistema de justiça

O coordenador do programa, professor Dr. Luís Flávio Sapori, enfatizou o caráter interdisciplinar da formação:
“A aproximação entre uma escola judicial e as Ciências Sociais evidencia o potencial desse conhecimento para o aprimoramento profissional e institucional.”
Já o pró-reitor da PUC Minas, professor Martinho Campolina Rebello Horta, destacou o caráter inédito da parceria:
“Trata-se de uma iniciativa com grande expectativa, fundamental tanto para a Universidade quanto para o Tribunal.”
Impacto institucional e valorização dos servidores

A expectativa do TJMG é que a formação resulte em ganhos concretos para o Judiciário, com produção acadêmica aplicada, desenvolvimento de políticas públicas e melhoria na prestação jurisdicional.

Nesse contexto, a aprovação de Oficiais de Justiça no doutorado reforça o papel estratégico da categoria dentro do sistema de justiça, demonstrando que a atuação na linha de frente da execução judicial também se projeta no campo acadêmico e científico.

A iniciativa da EJEF inaugura um novo ciclo de qualificação no Judiciário mineiro, com perspectiva de ampliação das oportunidades em programas de pós-graduação stricto sensu nos próximos anos.


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terça-feira, 17 de março de 2026

SINDOJAF/UNIOFICIAIS: CJF aprova reajuste da indenização de transporte dos Oficiais de Justiça


O Conselho da Justiça Federal (CJF) aprovou, nesta terça-feira (17 de março de 2026), o reajuste da indenização de transporte dos Oficiais de Justiça da Justiça Federal, com base na recomposição inflacionária medida pelo IPCA desde a última atualização do benefício.

A decisão foi tomada durante sessão de julgamento do órgão e atende a pedido apresentado pelo SINDOJAF/UNIOFICIAIS, que apontou a defasagem histórica da verba diante da inflação acumulada nos últimos anos.

Reajuste busca recompor perdas inflacionárias

O requerimento analisado pelo CJF demonstrou que o valor da indenização vinha sofrendo corrosão inflacionária, comprometendo o caráter indenizatório da verba, destinada ao custeio das atividades externas inerentes ao cargo.

Ao acolher o pedido, o Conselho reconheceu a necessidade de recomposição do valor com base em índice oficial, promovendo ajuste que busca reduzir, ainda que de forma gradual, as perdas acumuladas no período.

A indenização de transporte é destinada aos Oficiais de Justiça que utilizam, em regra, meios próprios para o cumprimento de mandados judiciais, o que inclui deslocamentos frequentes em áreas urbanas e rurais.

Pedido de atualização automática foi rejeitado

Apesar da aprovação do reajuste, o CJF indeferiu o pedido de criação de um mecanismo de atualização automática anual da indenização, ponto que havia sido apresentado no requerimento.

A negativa indica que eventuais novos reajustes dependerão de futuras deliberações administrativas, mantendo a necessidade de acompanhamento contínuo da evolução inflacionária.

Medida é considerada avanço parcial

A decisão é vista como um avanço institucional, ainda que parcial, na medida em que reconhece a defasagem do benefício e promove sua atualização.

Por outro lado, o valor ainda é considerado inferior ao necessário para cobrir integralmente os custos reais das diligências, segundo avaliações apresentadas no próprio pedido administrativo.

Nesse contexto, a política de recomposição progressiva é apontada como alternativa para evitar a ampliação da defasagem e aproximar a verba indenizatória das despesas efetivamente suportadas pelos servidores.

Atuação institucional segue em andamento

O reajuste aprovado integra um conjunto de iniciativas voltadas à atualização da indenização de transporte no âmbito do Poder Judiciário da União. Requerimentos semelhantes apresenados pelo Sindojaf/UniOficiais seguem em tramitação em outros tribunais, com expectativa de reajuste em todos.

A discussão sobre o tema envolve não apenas a recomposição inflacionária, mas também a definição de critérios mais estáveis para atualização da verba ao longo do tempo.

🔗 Fonte: SINDOJAF-UniOficiais/BR


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