Carta de leitor ressalta luta dos servidores da Justiça
Antônio Carlos de Siqueira Júnior, de Taquaral de Goiás, em carta publicada no jornal O Popular deste sábado, lançou sua opinião sobre a criação de cargos comissionados no Estado de Goiás e destacou a luta dos servidores do Judiciário pela reposição salarial de 82,3%.
Confira.
"Venho manifestar minha profunda tristeza e indignação para com o governo do Estado de Goiás e os nossos representantes na Assembleia Legislativa, em especial o deputado Helder Valin. Conforme noticiado quinta-feira neste veículo, após cortes feitos na estrutura administrativa do governo com o enxugamento da máquina pública no início do ano, o governador Marconi Perillo, após jogadas políticas com as bases aliadas na Assembleia, promoveu a recriação de 1.616 novos cargos comissionados e reajustes salariais que chegam à ordem de 330%, tendo como principal aliado dentro da Casa Legislativa o deputado Helder Valin.
Confira.
"Venho manifestar minha profunda tristeza e indignação para com o governo do Estado de Goiás e os nossos representantes na Assembleia Legislativa, em especial o deputado Helder Valin. Conforme noticiado quinta-feira neste veículo, após cortes feitos na estrutura administrativa do governo com o enxugamento da máquina pública no início do ano, o governador Marconi Perillo, após jogadas políticas com as bases aliadas na Assembleia, promoveu a recriação de 1.616 novos cargos comissionados e reajustes salariais que chegam à ordem de 330%, tendo como principal aliado dentro da Casa Legislativa o deputado Helder Valin.
Este, no dia 4 de outubro, requereu vista do projeto de lei, que originalmente previa apenas a criação de 12 cargos comissionados. Incluiu dez novos artigos ao projeto que previa a recriação de 1 mil cargos, a criação de 600 e ainda os aumentos salariais de funcionários que antes ganhavam R$ 1.290 e agora passaram a ganhar R$ 5 mil entre outros aumentos a vários funcionários.
É vergonhosa tal situação, quando comparada à luta promovida pelos servidores do Judiciário goiano que encontram-se como os seus salários defasados em 82,3 %, encontrando uma imensa barreira junto à Assembleia Legislativa. Nesse sentido, faço uma pergunta ao nobre deputado: por que criam-se cargos e aumentam-se salários para comissionados e não se procede a revisão dos salários dos servidores do Judiciário no patamar de 8,08%."
Antônio Carlos de Siqueira Júnior (Taquaral de Goiás)
RELEMBRANDO:
Reajuste salarial gera tensão entre Justiça e Estado
26 de outubro de 2011
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou ontem a emenda do líder do Governo, Helder Valin (PSDB), que divide em três parcelas e reduz de 8,08% para 6,47% o reajuste proposto pelo Tribunal de Justiça (TJ) para seus servidores. As mudanças devem agora passar por duas votações em plenário e foram incluída na matéria sem o aval do Judiciário goiano, que defende a legalidade da proposta inicial e se manifestou com críticas indiretas à intervenção.
Levado ao Parlamento há pouco mais de seis meses, em 25 de abril, por iniciativa do presidente do TJ, desembargador Vítor Barboza Lenza, o reajuste ficou paralisado na presidente da Assembleia, Jardel Sebba (PSDB), por quase cinco meses aguardando negociações e é indesejado pelo governo, que descarta reposição superior a 1,68% e quer evitar desgastes com servidores do Executivo.