quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Advogado corrupto

"ATRÁS DE UM JUIZ CORRUPTO, HÁ UM ADVOGADO CORRUPTO"


 "Por trás de um juiz corrupto há, frequentemente, um advogado corrupto", diz  o jurista paulistano Conrado Hubner Mendes em entrevista hoje no jornal O Estado de S.Paulo. "O que explica os privilégios da magistratura, vamos ser sinceros, é o grande poder dessa carreira em se articular na defesa de seus interesses". O jurista destaca o embate que se instalou no Judiciário depois que a corregedora nacional de justiça, Eliana Calmon, afirmou que por aqui circulam "bandidos escondidos atrás da toga".
Fonte: Magno Martins

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

MARANHÃO: Reunião discute eficiência da Central de Mandados

Oficiais e juízes em reunião no Fórum

Uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (11) entre a Corregedoria Geral da Justiça, diretoria do Fórum de São Luís e Oficiais de Justiça, no auditório do Fórum Desembargador Sarney Costa, discutiu o trabalho da Central de Mandados. Na pauta, as dificuldades dos oficiais na entrega de mandados. A juíza auxiliar da corregedoria Alice Prazeres e o juiz diretor do Fórum, Sebastião Lima Bonfim, anotaram as reivindicações e sugestões dos oficiais.

De acordo com o oficial de Justiça Daniel Mendes, são muitos os pontos nevrálgicos que merecem atenção especial, entre os quais, dificuldades de condução e de cumprimentos de mandados de prisão. Outro ponto observado pelos oficiais versa sobre a falta de padrão na elaboração dos mandados.

 “Na verdade, vamos buscar soluções para tudo o que se discutiu aqui. Teremos um canal permanente de comunicação com os oficiais. O objetivo é fazer com que a Central de Mandados funcione como deve”, destacou Sebastião Bonfim. Ainda de acordo com o juiz, essas conversas vão acontecer com frequência.

A juíza auxiliar da corregedoria Alice Prazeres destacou que os problemas que não puderem ser resolvidos pelo próprio diretor do fórum serão levados à Corregedoria Geral da Justiça para que seja discutido. “Se a questão envolve instituições, então, a conversa deve ser, por exemplo, entre corregedor e Ministério Público, ou OAB, ou Defensoria Pública”, frisa.

Alice Prazeres destacou, ainda, que as reuniões serão feitas com todos os agentes do processo, como as secretarias judiciais e os juízes. “A entrega do mandado é somente uma etapa de um procedimento, que envolve magistrados e servidores das secretarias das Varas”, ressalta. Durante a reunião, o corregedor Cleones Cunha estava no pleno do Tribunal de Justiça, em sessão jurisdicional, e não pôde participar da reunião.

A Central de Mandados de São Luís reiniciou suas atividades em setembro de 2011 e conta com 84 oficiais de Justiça, que atuam em 13 áreas de trabalho (ou distritos). Pelo critério estabelecido na central, os mandados e ofícios serão gerados pelo sistema de gerenciamento eletrônico e sorteados automaticamente a um oficial de justiça, de acordo com a área de diligência.

Fonte: CGJ - TJMA

Minas Gerais: Lei concede adicional de periculosidade aos oficiais de Justiça

Servidores do Poder Judiciário de Minas Gerais terão adicionais de insalubridade e periculosidade
 
Os servidores do Judiciário em Minas terão direito a adicionais de insalubridade e periculosidade, segundo a nova regra publicada no diário oficial do Estado, o Minas Gerais, nessa terça (10/01/2012).

A Lei n.º 20.025/2012, que entrou em vigor nesta terça-feira, altera os artigos 12 e 13 da Lei n.º 10.856/1992 e vai beneficiar servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, do Tribunal de Justiça Militar e das secretarias de Juízo Militar que trabalhem em local insalubre ou em contato permanente com substância tóxica, radioativa ou com risco de contágio, no que se refere ao primeiro adicional.

Quanto à periculosidade, o direito se estende a oficial judiciário - nas especialidades de oficial de justiça avaliador, oficial de justiça e comissário da infância e da juventude - e o técnico judiciário - nas especialidades de assistente social judicial, oficial de justiça avaliador III e IV, psicólogo judicial e cirurgião-dentista.

De acordo com o § 1° do art. 13 da Lei n.º 10.856/1992, o adicional de periculosidade corresponderá ao percentual de 40% (quarenta por cento), incidente sobre o valor do PJ-01 da Tabela de Escalonamento Vertical de Vencimentos constante no item “b” do Anexo X da Lei n° 13.467, de 12 de janeiro de 2000.

A norma concede ainda as gratificações de 40% do vencimento básico para militares colocados à disposição do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e para policiais civis que prestem serviços para o Centro de Segurança Institucional (Cesj).

Veja abaixo o texto completo da Lei Estadual n.º 20.025, de 9 de janeiro de 2012:


Você Sabia?

Que o Código de Processo Penal não especifica horário para cumprimento dos mandados, podendo o oficial de Justiça cumprir ordens judiciais, na esfera criminal, em qualquer dia da semana e em qualquer horário, desde que respeitada a inviolabilidade constitucional do domicílio.

CNJ julga pedido de anulação das promoções de 17 desembargadores do TJ/MG

Denúncia

O CNJ está julgando o pedido de anulação das promoções de 17 juízes ao cargo de desembargador do TJ/MG, entre 2006 e 2009. As informações foram divulgadas ontem, peloo jornalista Frederico Vasconcelos, da Folha de S. Paulo.
As promoções foram denunciadas ao CNJ pela Anamages - Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, a qual afirma que o Tribunal privilegiou parentes de desembargadores e ex-dirigentes de outra entidade de classe em detrimento de juízes mais antigos. Segundo a associação, o Tribunal também não observou critérios como antiguidade e produtividade, as promoções foram feitas às escuras, sem a publicação de edital.
No CNJ, o julgamento do caso já teve início, mas foi interrompido em dezembro após pedido de vista. Dois conselheiros votaram e consideraram ilegais as promoções, mas divergiram sobre a providência a ser tomada. A reportagem da Folha afirma que o conselheiro Jorge Hélio Chaves de Oliveira pediu a anulação das promoções por considerar que os atos "não podem ser convalidados com o tempo". O relator, Fernando Tourinho Neto, votou pela manutenção das promoções, somente se aplicando a resolução em casos futuros.
Em nota (v. abaixo), o Tribunal mineiro afirmou que foram obedecidas todas as normas vigentes que regulavam o procedimento à época e disse aguardar "com serenidade" a decisão do CNJ.
Segundo a matéria, entre os promovidos, há sete ex-dirigentes da Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros, entre os quais Nelso Missias, atual secretário-geral da AMB. Em nota à imprensa (v. abaixo), a Amagis reafirmou o seu apoio aos magistrados promovidos, "os quais sempre cumpriram, com lisura e honra, seus deveres constitucionais e legais".
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TJ/MG
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação às notícias veiculadas na mídia, relativas às promoções de Juízes de Direito ao cargo de Desembargador, pelo critério de merecimento, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais esclarece que foram obedecidas todas as normas vigentes que regulavam o procedimento à época.
O TJMG registra, ainda, que todos os Juízes de Direito integrantes da primeira quinta parte da lista de antiguidade relativa à entrância especial concorreram às referidas promoções pelo critério de merecimento.
O TJMG aguarda, com serenidade, a decisão do Conselho Nacional de Justiça para seu fiel cumprimento.
Belo Horizonte, 10 de janeiro de 2012.
Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom
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Amagis
Nota à imprensa – Promoção dos magistrados mineiros
A Amagis acompanha, com serenidade, sempre confiante na absoluta integridade dos membros da Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e dos membros do Conselho Nacional de Justiça, o julgamento da representação formulada contra promoção de magistrados mineiros. Reafirma o seu incondicional apoio aos magistrados promovidos, os quais sempre cumpriram, com lisura e honra, seus deveres constitucionais e legais.
Esclarece ainda que tem advogado constituído e atuante nos autos, bem assim exalta a tradição histórica do Tribunal de Justiça de Minas Gerais no contexto da Nação.
Juiz Bruno Terra Dias
Presidente da Amagis

Fonte: Migalhas

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