sábado, 14 de janeiro de 2012

PERNAMBUCO: 119 mil candidatos farão prova do TJ amanhã

Neste domingo (15), será realizado o concurso público para servidor do Tribunal da Justiça de Pernambuco. Cerca de 119 mil candidatos poderão fazer a prova que será realizada em 12 municípios do estado.

São 203 vagas que incluem os cargos de oficial de justiça, técnico judiciário e analista judiciário. Pela manhã, os portões fecham pontuamente às 8:30 horas e à tarde fecham às 14h.

PIAUÍ: Polícia Militar expulsa sargento condenado por morte de oficial de Justiça

Determinação é que Diolando Amorim Oliveira seja levado para a penitenciária Irmão Guido.

A Corregedoria da Polícia Militar decidiu expulsar o segundo sargento Diolando Amorim Oliveira, acusado de matar o funcionário do Juizado de Pequenas Causas do bairro Buenos Aires, Sebastião Retrão Oliveira. A decisão foi publicada no Diário Oficial 2 anos e 10 meses depois do caso. A defesa ainda pode tentar recurso.

O incidente ocorreu na noite de 27 de março de 2009. Sebastião Retrão, 55 anos, voltava de uma confraternização em um sítio no povoado Cacimba Velha, zona Rural de Teresina, acompanhado da esposa e do sargento Diolando. O policial teria atirado na cabeça do oficial de justiça, que perdeu o controle do veículo. O carro capotou e a esposa da vítima, Francisca Alexandrina da Silva Retrão, sofreu ferimentos nas pernas e em um ombro. Retrão faleceu antes de chegar ao hospital. Na época, o policial declarou inocência e alegou que o tiro foi acidental.

Pesou no processo julgado pela Corregedoria da PM a sentença do Tribunal do Júri de Teresina, que condenou Diolando Oliveira a 17 anos e 6 meses de prisão por homicídio e mais 3 meses por lesão corporal. A Polícia Militar entendeu que o agora ex-sargento "praticou atos que afetaram os preceitos éticos e morais da honra pessoal, do pundonor militar e do decoro da classe".

A decisão da Corregedoria pede que se oficie ao juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri e em seguida o acusado seja transferido da prisão da Polícia Militar para a penitenciária Irmão Guido, bem como a retirada do nome do ex-servidor da folha de pagamento do Estado.

Outro caso

A Corregedoria da PM também decidiu expulsar o soldado Francinaldo Abreu Silva, preso em flagrante pela Polícia Federal acusado de integrar uma quadrilha de estelionatários que tentava sacar R$ 15 mil de uma agência da Caixa Econômica Federal em Teresina. Além de documentos falsos, a PF relatou que foi achada cocaína no veículo por ele conduzido. Os argumentos da defesa de que o PM não auferiu vantagem indevida, utilizados pela defesa, não prosperaram.

"Não se está imputando crimes ao acusado, todavia, as condutas ilícitas por ele perpetradas, acarretam gravíssima ofensa aos preceitos éticos e morais da honra pessoal, do pundonor policial militar e do decoro da classe", diz a decisão. O caso ocorreu em 22 de março de 2010.

Fonte: cidadeverde.com

14/01/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais deste sábado

Bomba no fórum
O presidente do Tribunal de Justiça paulista, Ivan Sartori, afirmou ontem que pode ter sido vingança o motivo do atentado a bomba contra a juíza Cyntia Andraus Carreta, de Rio Claro (173 km de SP). A Polícia Civil confirma. Suspeita-se que o responsável seja parte envolvida em ação que decidiu sobre a guarda de uma criança julgada pela magistrada, a quem o artefato estava endereçado. A notícia foi publicada nos jornais Folha de S.Paulo, no Estado de S.Paulo e em O Globo.

Acompanhamento profissional
A presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo requisitou escolta policial para a juíza Cynthia Andraus Carreta, a quem estava endereçado o embrulho com a bomba que explodiu nesta quinta-feira (12/1) no Fórum de Rio Claro, ferindo dois funcionários. O pedido também envolve outras duas juízas do Fórum, que se reuniram com o presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, para relatar os casos de insegurança. A informação foi publicada nos jornais Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e Folha de S.Paulo. Leia mais aqui na ConJur.

Alta quantia
O Tribunal de Justiça de São Paulo identificou, segundo o jornal Estado de S. Paulo um magistrado que recebeu R$ 400 mil, cujo nome não foi divulgado pelo tribunal. Este é o quinto caso identificado no TJ-SP desde que o tribunal ficou acuado com denúncias do Conselho Nacional de Justiça. O presidente do tribunal, Ivan Sartori, afirma que não houve lesão ao erário, uma vez que os créditos pagos são devidos aos juízes. O problema, segundo Sartori, é o favorecimento de alguns juízes em detrimento de outros.

Vai e volta
Pela segunda vez em menos de um mês o ex-comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo – RJ) Djalma Beltrami ganhou o direito à liberdade. Na noite desta sexta-feira (13/1) o desembargador Antonio Carlos dos Santos Bitencourt concedeu Habeas Corpus ao acusado de participar de um esquema de propinas do tráfico. Em reportagem publicada no jornal O Globo, o desembargador afirma que as provas apresentadas "continuam no perigoso terreno da suspeita".

Fiança negada
O brasileiro preso nos EUA sob suspeita de estuprar uma garota de 15 anos em um navio terá que responder ao processo na prisão, informou o jornal Folha de S.Paulo. A Justiça da Flórida negou ontem que ele fosse liberado após pagar fiança. O juiz disse que seria muito fácil para o brasileiro fugir do país. A jovem relatou ter sido forçada a manter relações sexuais com Luiz Antonio Scavone Neto, 20, e outro brasileiro de 15 anos. A defesa diz que a relação sexual foi consensual.

Culto proibido
A Igreja Mundial do Poder de Deus descumpriu decisão judicial e manteve o culto programado para começar às 23h de ontem no megatemplo de Guarulhos (Grande SP). A decisão que proibiu a "Vigília do Reencontro com Deus" saiu na tarde de ontem. O juiz Rafael Tocantins Maltez, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Guarulhos, sustentou que a medida pretendia evitar o "caos". Ele estabeleceu multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A informação é dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo.

Linha de impedimento
Integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) temem que a barreira imposta pelas liminares do Supremo Tribunal Federal para a continuidade das investigações nos tribunais impeça a comprovação de indícios de venda de sentenças e enriquecimento ilícito de magistrados e servidores. A proibição do acesso do CNJ a dados financeiros como as folhas de pagamentos dos tribunais torna sem efeito o relatório do Conselho de Controle de Atividades Fiscais (Coaf), conforme publicado pelo jornal Estado de S. Paulo.

Medo de represália
Nos órgão encarregados de identificar e investigar crimes financeiros, como Conselho de Controle de Atividades Financeiras e Polícia Federal, é crescente a preocupação de que juízes de primeira instância passem a ser mais exigentes para autorizar quebras de sigilo em investigações. Essa seria uma reação corporativa, segundo a coluna Panorama Político, do jornal O Globo.

Quebra confirmada
Para a Associação de Magistrados do Brasil (AMB), o relatório no qual o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra operações financeiras atípicas de membros do Judiciário enviado ao Conselho Nacional de Justiça confirma que houve quebra de sigilo por informar movimentações atípicas de magistrados e familiares. A notícia foi publicada no jornal O Globo.

Mais advogados
A taxa de aprovação no Exame Unificado de Ordem dos Advogados do Brasil quase dobrou, segundo lista divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil divulgou nesta sexta-feira (13/1). Neste certame, 24,05% dos candidatos (26.010 pessoas), foram aprovadas, noticiou o jornal Correio Braziliense. O índice é bastante superior aos 11,73% de aprovados entre os que fizeram a prova em dezembro de 2010.

Supersalários
Uma avaliação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) permitiu que servidores do Governo do Distrito Federal recebessem supersalários de até R$ 70 mil. O promotor Antônio Suxberger, assessor de controle de constitucionalidade do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios que acompanhou o andamento de investigação que identificou os pagamentos, afirma que a posição do TC-DF causou estranhamento por ir contra decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. A informação é do jornal Correio Braziliense.

Violência no estádio
A Justiça condenou a dois anos e dois meses de prisão o Policial Militar do Distrito Federal José Luiz Carvalho Barreto. Ele matou um torcedor do São Paulo em dezembro de 2008, em abordagem antes de jogo do Campeonato Brasileiro. Ele cumprirá pena por homicídio culposo de um homem e por lesão corporal culposa a um adolescente, noticiou o jornal Correio Braziliense.

Telefone ao volante
Duas decisões judiciais aplicaram punições severas a motoristas flagrados falando no celular enquanto dirigiam. Além da multa de R$ 127,69 e da perda de quatro pontos na carteira de motorista, um homem foi condenado a pagar R$ 4 mil após ter causado acidente que tirou a visão do olho esquerdo de uma vítima no Distrito Federal. Outra decisão, em Santa Catarina, eximiu uma empresa de pagar verbas rescisórias a um funcionário demitido por falar no telefone enquanto dirigia. A notícia foi publicada no jornal Correio Braziliense.
Revista Consultor Jurídico, 14 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ataque generalizado de Corregedora Nacional provocou crise e prejudicou reajustes

Planalto avalia que crise no Judiciário ajuda a conter reajustes

Em uma cruzada para evitar reajustes salariais que ameacem o controle de gastos no governo, o Planalto avalia que o desgaste do Judiciário em torno do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não só ajudou a segurar um aumento para a categoria em 2011, mas também deve diminuir o poder de barganha da classe para este ano. A presidente Dilma Rousseff tem dedicado boa parte de sua agenda desde que voltou das férias, há uma semana, para estudar com a equipe econômica os cortes no Orçamento de 2012 de modo a manter a inflação sob controle e dar condições para um forte crescimento do País.

Há expectativas de que, por causa da crise econômica internacional, o governo contingencie um valor maior do que os R$ 50 bilhões anunciados no ano passado. Um dos principais motivos para a resistência da presidente em incluir o reajuste do Judiciário na proposta orçamentária aprovada pelo Congresso no final de dezembro foi a leitura de que ele "abriria a porteira" para outras categorias exigirem aumentos: magistrados pediam um reajuste de 14,79%, enquanto que servidores do Judiciário queriam 56%.

Um assessor próximo da presidente reconheceu que a disputa interna no Judiciário, ocorrida por causa das investigações determinadas pela corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, acabou por ajudar o Executivo a barrar o reajuste. "De uma maneira indireta, o desgaste diminuiu o poder de barganha do Judiciário, sob ataque da opinião pública", disse o assessor. A iniciativa da Corregedoria do CNJ de investigar magistrados abriu uma crise no Judiciário. O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a suspender investigações do conselho em 22 tribunais do Brasil, atendendo a mandado de segurança de três entidades que representam magistrados e juízes.


Em outra liminar, o STF também limitou os poderes do CNJ para investigar e punir juízes suspeitos de irregularidades. As associações de classe afirmaram que a Corregedoria do CNJ teria efetuado a quebra de sigilo de mais de 200 mil magistrados, servidores e familiares. A disputa, que parece longe de ser apaziguada, pode ajudar o Executivo a segurar um reajuste substancial, como foi considerada a demanda do Judiciário.

A expectativa do Planalto é não ter que conceder reajustes neste ano, apesar da pressão de diversas categorias. O argumento utilizado é o mesmo de 2011. "O Brasil não é uma ilha" e "não está imune à crise econômica bastante profunda" que o mundo enfrenta, como disse a presidente Dilma Rousseff mais de uma vez em 2011.

Fonte: terra.com.br

Presidente da AMB defende na TV Globo investigação do CNJ sem violação da lei


O Presidente da AMB, Nelson Calandra, concedeu entrevista, nesta quinta-feira (12), ao ‘Jornal Nacional’, ao ´Jornal da Globo´ e ao ‘Bom Dia Brasil’, todos da Rede Globo, e reafirmou a defesa das investigações, pelo CNJ, dentro das regras legais e constitucionais, ao repercutir a divulgação do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, sobre movimentação financeira de Magistrados e servidores do Judiciário de São Paulo.

De acordo com o relatório, houve movimentação atípica de R$ 855 milhões entre os anos de 2000 e 2010.

O relatório do Coaf integra a defesa apresentada pela Corregedora Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, ao STF, com o objetivo de contestar liminar concedida ao mandado de segurança impetrado pela AMB contra a quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de 216 mil pessoas em todo o País na investigação.

“Nós, Magistrados brasileiros, estamos em pleno acordo que haja investigação sempre que houver algo anormal, algo ilícito a ser investigado. Mas não se pode violar a Lei”, disse Calandra, na entrevista.

Assista à íntegra aqui.

Fonte: AMB

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