domingo, 10 de março de 2013

A quem interessa um Judiciário fraco?

 
A quem interessa um Judiciário fraco? 
 
O tema da vez são as férias.

Por que os juízes tem 60 dias de férias, se são trabalhadores como quaisquer outros? Por que esse privilégio?

Explico aqui como explico aos meus amigos.

Em primeiro lugar, juiz não é trabalhador como outro qualquer.

Juiz não tem emprego.

Juiz é agente político, assim como os prefeitos, governadores, presidente, vereadores, deputados e senadores.

Juiz não tem jornada de trabalho, não ganha hora extra, não tem FGTS, não tem patrão.

Temos três poderes independentes e fundamentais para nossa Democracia: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Cada um deles tem uma autoridade que o representa.

Em uma cidade pequena, o Prefeito representa o Executivo, os vereadores o Legislativo e o juiz o Judiciário.

Alguém controla quantas horas por dia o Prefeito ou cada vereador trabalha?

Quantos dias de férias tem cada um deles?

Qual o Poder mais próximo das pessoas? Aquele que diretamente mais interfere na vida delas?

Quando eu prestei concurso para ser juíza, me lembro que estudei muito e comentava que se passasse, chegaria ao auge da minha profissão.

Passei e passei a ouvir de juízes e promotores que juízes e promotores ganhavam a mesma coisa, mas promotor trabalhava menos, porque falava em alguns processos, enquanto o juiz falava em todos os processos da vara. Mas valia a pena trabalhar mais e ganhar igual porque o juiz decidia.

Hoje, com as mudanças que se esta fazendo na carreira do juiz, com um salário que não é corrigido e vem perdendo para a inflação há anos, com limitação ao uso da licença prêmio e aumento diário do serviço, com inúmeras planilhas para alimentar e dados que viraram obrigação do juiz coletar (bacenjud, infojud e afins), trabalha-se muito mais que qualquer outra profissão pública ou jurídica.

Se o juiz deixar de ter sessenta dias de férias, mantendo o Promotor e a Defensoria as suas, juiz vai ganhar menos, trabalhar mais e continuar tendo mais responsabilidade por decidir.

Hoje Defensores Públicos e Procuradores Estaduais, Federais e muitos Municipais ganham muito mais que os juízes, ganham acima do teto em virtude de adicionais que o Executivos lhes oferece e os honorários que recebem.

A longo prazo, os candidatos certamente ficarão com a Magistratura como ultima opção, se não conseguirem passar nas outras carreiras jurídicas.

Teremos juízes carreiristas, que usarão a Magistratura como degrau para outras carreiras, como hoje acontece com os delegados de polícia estaduais, e mais suscetíveis a influências.

Veremos o sucateamento da Magistratura, como já vimos de outras carreiras, como a Polícia e o Magistério.

Que Poder é o único legítimo limitar os outros dois Poderes?

A quem as pessoas pedem auxilio quando sofrem algum tipo de injustiça?

A quem interessa um Poder Judiciário fraco?

Por Carolina Nabarro Munhoz

Fonte: Diário de um juiz

sexta-feira, 8 de março de 2013

PARANÁ: Oficial de Justiça é agredido quando cumpria ordem judicial em Cianorte

 
Um oficial de justiça foi agredido enquanto cumpria uma ordem judicial de penhoras de bens, por volta das 10h30 de ontem (06), na rua do Arquiteto do Jardim Universitário. De acordo com informações quando chamou o detido para explicar do que se tratava, o detido tomou o mandado de sua mão, rasgou e jogou fora. Na sequencia o acusado entrou em luta corporal com o oficial, que chamou a polícia e deu voz de prisão ao agressor. O caso foi parar na delegacia.
 
InfoJus BRASIL: com informações do Portal Maringá Alerta

Dirigentes da Fenojus participam de coletiva de imprensa no Ministério do Trabalho e Emprego

 
No dia 26/02, em Brasília, os diretores da Fenojus participaram de Assembleia Geral da instituição, que teve como pauta assuntos referente à ratificação e fundação da Fenojus. Durante a realização deste evento o presidente da Fenojus, João Batista Fernandes de Sousa e os demais diretores foram convidados a participar de uma coletiva de imprensa agendada às 16h no Ministério do Trabalho e Emprego, que teve como pauta a divulgação da nova Portaria que modifica as regras de criação e registro das entidades sindicais, tanto dos trabalhadores como patronais, bem como a nova forma de distribuição interna dos processos em andamento dentro daquele Ministério, o que será feito atendendo um critério cronológico.

Nesta coletiva, foram entrevistados o Secretário das Relações de Trabalho, bem como o Ministro do Trabalho e Emprego, o Exmo. Sr. Brizola Neto. Encerrada a coletiva de imprensa, os dirigentes da Fenojus retornaram ao Hotel Nacional para tratar de outros assuntos da entidade, desta feita sob o título de Reunião Extraordinária da Diretoria, oportunidade em que foram discutidos diversos assuntos, tais como o preenchimento de cargo do Coordenador da Região Sul, definição do novo website da entidade, bem como outros temas que serão divulgados quando da disponibilização da ata formal.

Fonte: Fenojus

SINDIQUINZE ajuíza ação para pagamento da GAE e GAS sobre o maior vencimento

|GAE - Gratificação de Atividade Externa:|
Gratificação paga aos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais por exercerem atividades em ambiente externo aos fóruns.

Seguindo a aprovação ocorrida em assembleia, o Sindiquinze ajuizou duas novas ações coletivas que pedem que a Gratificação de Atividade Externa e a Gratificação de Atividade de Segurança sejam calculadas com base no vencimento básico de maior classe e padrão (C-15).

Os pedidos são sustentados pela natureza da parcela, paga em razão da atividade e não do tempo de serviço.

Em razão disso, os montantes correspondentes às gratificações pagas aos Oficiais de Justiça e aos Agentes de Segurança devem ser pautados na maior classe e padrão da carreira.

Segundo o advogado Rudi Cassel, da assessoria jurídica da entidade (Cassel & Ruzzarin Advogados), a vantagem que tem por base a atividade deveria ser isonômica, em vez de incidir sobre o vencimento básico conforme a posição em que o servidor se encontra na tabela.

Para Cassel, “a maior classe e padrão da carreira é o paradigma do valor adequado, porque não se trata de gratificação ou adicional por tempo de serviço”.

As duas ações do Sindiquinze foram ajuizadas na Seção Judiciária do Distrito Federal e tramitam como processo nº 0010707 90.2013.4.01.3400 (GAS) e nº 0010706-08.2013.4.01.3400 (GAE).

SINDIQUINZE: COMPROMETIDO COM O ASSOCIADO

do Sindiquinze, Caroline P. Colombo com informações do escritório Cassel & Ruzzarin Advogados

SINDOJUS/PA: Respeito é o que queremos



Lamentavelmente o SINDOJUS/PA está representando mais uma Magistrada. No ínterim de dois anos o Sindicato viu-se obrigado a representar, na Corregedoria e até no CNJ, alguns Juízes e as representações se dão em razão das arbitrariedades e falta de respeito praticadas contra Oficiais de Justiça.

No penúltimo caso, apreciado pela Corregedoria do Interior, além da falta de urbanidade do Juiz para com os Oficiais de Justiça, este também as praticava contra outros servidores e inclusive Magistrados. Diante de tal gravidade o SINDOJUS requereu junto à Corregedoria o afastamento do Juiz, este caso ainda está em grau de apuração.

Após tomar ciência da gravidade de sua conduta o Excelentíssimo Juiz expediu uma carta de retratação e desculpa aos Oficiais de Justiça lotados na Comarca, porém essa medida não isenta o magistrado da responsabilidade dos atos praticados.

Vale lembrar que o SINDOJUS jamais induz qualquer Oficial de Justiça a destratar ou desobedecer ordens legais de Magistrados, tendo em vista que reconhecemos a hierarquia entre as funções, mas em nenhum momento corroboramos com condutas desrespeitosas por parte de qualquer juiz contra um membro da Categoria de Oficiais de Justiça, pois um dos deveres de todo Servidor Público é o de urbanidade para com a sociedade e para com os outros servidores. 

O papel do Juiz é trabalhar junto com o Oficial de Justiça, pois este é os olhos do magistrado nas ruas e a mão longa (longa manus) do Judiciário pois chegamos onde o braço da Justiça não alcança.

A discórdia entre Juízes e Oficiais de Justiça só tende a prejudicar a parte mais frágil na relação processual, que é o jurisdicionado. Diante do exposto o SINDOJUS solicita que qualquer Oficial de Justiça assediado moralmente dentro de suas funções entre em contato com o Sindicato para que as medidas legais sejam tomadas.

Vamos exercer o respeito na mesma medida em que somos respeitados.

Com informações do SINDOJUS/PA

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