terça-feira, 30 de setembro de 2025

CJF aprova alterações nas atribuições dos Oficiais de Justiça


O Conselho da Justiça Federal (CJF) aprovou, por unanimidade, a atualização do Manual de Descrição e Especificação de Cargos da Justiça Federal, alterando as atribuições dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais. A decisão foi tomada em sessão do Plenário Virtual entre os dias 10 e 12 de setembro de 2025, sob relatoria do ministro Gurgel de Faria

Modernização e uniformidade

Segundo o acórdão, a mudança busca alinhar as atribuições da Justiça Federal com as já previstas na Justiça do Trabalho, uniformizando funções e eliminando disparidades injustificadas entre os segmentos do Poder Judiciário da União

O texto aprovado incorpora inovações tecnológicas, como a possibilidade de realizar pesquisas patrimoniais em sistemas eletrônicos, bloqueios informatizados de bens e atividades de inteligência processual voltadas à localização de pessoas e à constatação de fatos relevantes ao cumprimento de ordens judiciais.

Exclusão de tarefas burocráticas

Entre as mudanças, foram excluídas atribuições consideradas genéricas ou burocráticas, como “atender ao público interno e/ou externo” e “receber, diariamente, das unidades processantes os mandados para cumprimento”. De acordo com o relator, a remoção desses dispositivos evita desvios de função e preserva a natureza técnica e especializada do cargo

Respaldo normativo

A atualização está em consonância com a Resolução nº 600/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com recomendações anteriores do órgão, que já previam a modernização das atribuições diante do avanço dos processos eletrônicos e da implementação do teletrabalho.

Além disso, a decisão substituiu a exigência de “nível superior completo em Direito” pela de “curso superior de graduação em Direito”, ajustando a redação aos parâmetros de escolaridade adotados em outros cargos do Judiciário

Efeitos práticos

Com a aprovação, o novo manual passa a reconhecer formalmente o papel dos Oficiais de Justiça no uso de ferramentas digitais e em atividades de inteligência processual, reforçando a importância do cargo na efetividade da prestação jurisdicional.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

STF rejeita por unanimidade proposta de súmula vinculante sobre reajuste de 13,23%


O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, no dia 25 de setembro de 2025, o julgamento da Proposta de Súmula Vinculante (PSV) nº 128, que tratava da concessão do reajuste de 13,23% a servidores públicos federais. A decisão foi tomada em sessão do Plenário Virtual, iniciada em 23/09 e encerrada em 25/09, às 23h59. Por unanimidade, os ministros rejeitaram a proposta.

Contexto

A controvérsia se originou da interpretação da Lei nº 10.698/2003, que instituiu a Vantagem Pecuniária Individual (VPI) no valor fixo de R$ 59,87. Parte da jurisprudência entendeu que esse valor representava, na prática, uma revisão geral de remuneração em percentuais diferentes entre os cargos, já que o impacto era maior para vencimentos mais baixos e menor para salários mais altos. Essa diferença foi interpretada como equivalente a um reajuste médio de 13,23%, o que levou ao ajuizamento de ações buscando estender a vantagem a todos os servidores federais.

A PSV nº 128 foi proposta pelo ministro Gilmar Mendes, com o objetivo de consolidar, por meio de súmula vinculante, o entendimento de que seria inconstitucional a concessão do reajuste, diante da ausência de fundamento legal na Lei nº 10.698/2003 e na Lei nº 13.317/2016.

Relatório

Em seu relatório, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, apresentou o histórico da tramitação e destacou as manifestações recebidas. A União se posicionou favoravelmente à edição da súmula, enquanto diversas entidades e o Ministério Público Federal manifestaram-se pela rejeição, sob o argumento de que a matéria é de natureza infraconstitucional e já havia sido enfrentada pelo Supremo em repercussão geral.

Voto do relator

No voto, o ministro Luís Roberto Barroso ressaltou que o STF já havia fixado tese em repercussão geral (Tema 1061, ARE 1.208.032), em 2019, estabelecendo que a concessão do reajuste de 13,23% sem amparo legal viola a Súmula Vinculante nº 37.

Barroso explicou que, quando há julgamento de mérito em repercussão geral, a finalidade de uniformizar a jurisprudência já está atendida, tornando desnecessária a edição de súmula vinculante sobre o mesmo tema. Segundo o relator, não caberia “duplicar teses”, pois o objetivo de estabilidade e coerência já havia sido alcançado.

Com isso, votou pela rejeição da proposta, sendo acompanhado pelos demais ministros.

Resultado e votos

A proposta foi rejeitada por unanimidade.

Acompanharam integralmente o relator:

  • Min. Alexandre de Moraes

  • Min. Flávio Dino

  • Min. Luiz Fux

  • Min. Cármen Lúcia

  • Min. Cristiano Zanin

  • Min. Edson Fachin

  • Min. Nunes Marques

  • Min. André Mendonça

  • Min. Dias Toffoli

Acompanhou o relator com ressalvas (voto vogal):

  • Min. Gilmar Mendes

Efeitos da decisão

Com a rejeição da PSV nº 128, o STF reafirma que não cabe editar súmula vinculante sobre o tema. Permanece válida a tese já consolidada na repercussão geral (Tema 1061), que impede o reconhecimento judicial do reajuste de 13,23% com base na VPI da Lei nº 10.698/2003.

Assim, a decisão unânime encerra definitivamente a discussão sobre a possibilidade de edição de súmula vinculante a respeito da matéria.


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IX ENOJUS segue em Curitiba no último dia com debates sobre tecnologia, legislação e sustentabilidade

Deputado Federal Coronel Meira (PL/PE), presidente da Frente Parlamentar dos Oficiais de Justiça, aborda o tema “O papel das entidades representativas na construção legislativa”

Nesta sexta-feira, 26 de setembro de 2025, acontece o último dia do IX Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil (ENOJUS), realizado em Curitiba/PR. O evento reúne Oficiais de Justiça de todo o país no Clube Círculo Militar do Paraná para três dias de palestras, painéis e atividades que tratam do papel da categoria na sociedade digital.

Em sua nona edição, o ENOJUS é organizado pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado do Paraná (ASSOJEPAR), entidade com mais de 50 anos de atuação, e idealizado pela Associação Federal dos Oficiais de Justiça do Brasil (AFOJEBRA).

Programação desta sexta-feira

A programação começou às 8h30 com a apresentação inicial. Logo em seguida, Claudete Pessôa abordou o tema “Redimensionamento das atribuições dos Oficiais de Justiça”.

Às 10h00, o Deputado Federal Coronel Meira falou sobre “O papel das entidades representativas na construção legislativa”

Após o intervalo para o almoço, a programação retorna à tarde:

  • 13h15 – Ricardo Tadeu Estanislau Prado: Conciliação Sustentável: A Transformação da Função do Oficial de Justiça

  • 14h00Maria Teresa Thomaz: Efetividade do Judiciário – a conexão entre a decisão judicial e o cumprimento do mandado

  • 15h30Mayana Neiva: A felicidade não está lá fora

  • 17h00 – Encerramento das atividades acadêmicas

  • 20h30 – Jantar de confraternização

Tema central

O ENOJUS 2025 traz como tema “O Oficial de Justiça na Sociedade Digital: Tecnologia & Sustentabilidade”, estruturado em quatro pilares:

  • Fortalecimento Institucional

  • Complexidade da Função

  • Inovações Tecnológicas

  • Sustentabilidade

Histórico

O encontro, que acontece desde 2013, se consolidou como espaço nacional de debates sobre a categoria. Esta é a nona edição do evento, que já passou por João Pessoa, Palmas, Recife, Belém, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, além de nova edição em Recife. Agora é a vez de Curitiba sediar o encontro, reafirmando a importância do debate sobre o futuro da profissão.


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Atualizado dia 26/09/2025 às 13:00h

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

CNJ lança nova versão de ferramenta integrada de investigação patrimonial


O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, lançou nesta terça-feira, 23 de setembro, uma nova versão do Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos (Sniper), voltado para pedidos judiciais de bloqueio e constrição de bens.

A ferramenta foi desenvolvida no âmbito do Programa Justiça 4.0, parceria do CNJ com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), e busca dar mais eficiência aos processos de execução e satisfação de dívidas. Com o sistema, é possível realizar pesquisas patrimoniais integradas em múltiplas bases de dados e enviar solicitações judiciais diretamente para bloqueio e constrição de bens.

Novidades

A nova versão amplia as bases integradas, incluindo registros cartoriais e sistemas já utilizados pelo Judiciário, como RenaJud (veículos automotores), AnacJud (aviação civil), Sistema Nacional de Gestão de Bens – SNGB, SERP/ONR (imóveis) e SisbaJud (instituições financeiras).

Entre os principais avanços está a possibilidade de realizar o bloqueio e a constrição de bens diretamente pela própria plataforma, o que representa ganho de agilidade e precisão nos processos de execução e recuperação de ativos.

Segundo o juiz auxiliar da Presidência do CNJ e coordenador do Justiça 4.0, Dorotheo Barbosa Neto, o Sniper “traz mais rapidez e precisão na identificação de conexões e vínculos relevantes em processos judiciais, permitindo bloqueio e constrição de bens de forma mais eficaz”.

Para a chefe da Unidade de Governança e Justiça para o Desenvolvimento do Pnud Brasil, Andrea Bolzon, o lançamento “reforça o compromisso conjunto do Pnud e do CNJ com o fortalecimento do sistema de justiça, em sintonia com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da Agenda 2030”.

Programa Justiça 4.0

O Programa Justiça 4.0 foi iniciado em 2020, a partir de um acordo de cooperação entre o CNJ e o Pnud, com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo é desenvolver soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça mais eficientes, acessíveis e eficazes.

Com informações do CNJ


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Homem é preso após desacatar e agredir Oficial de Justiça e policiais durante cumprimento de mandado em Francisco Beltrão (PR)


Na tarde da última terça-feira, 23 de setembro, por volta das 13h15, policiais militares da equipe Bravo da 1ª Cia/21º BPM foram acionados para dar apoio a um Oficial de Justiça no cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão de um veículo no Bairro São Miguel, em Francisco Beltrão (PR).

Ao chegar no endereço, o Oficial de Justiça leu o mandado e informou ao proprietário que o automóvel seria apreendido, em cumprimento à decisão judicial. O homem, entretanto, reagiu de forma agressiva, afirmando que ninguém levaria seu carro e desacatando tanto o servidor quanto os policiais com palavras de baixo calão.

Em seguida, o indivíduo investiu contra a equipe, desferindo socos e chutes. Os policiais utilizaram técnicas de defesa pessoal previstas no manual da Polícia Militar do Paraná, conseguiram imobilizá-lo e aplicar o uso de algemas.

O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 19ª Subdivisão Policial (SDP), onde foi lavrado o flagrante.

Com informações Mídia Sudoeste


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