quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Sindojus-CE requer criação de 70 novos cargos de Oficiais de Justiça por ano no TJCE entre 2026 e 2029


O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) apresentou ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) uma proposta para a criação de 70 novos cargos de Oficiais de Justiça por ano, no período de 2026 a 2029, totalizando 280 novas vagas. A iniciativa busca restabelecer o equilíbrio funcional do Judiciário cearense, que vem sofrendo com a redução constante de servidores nessa carreira essencial à efetivação das decisões judiciais.


⚖️ Déficit cresce enquanto outras carreiras avançam

De acordo com dados do próprio TJCE, o planejamento institucional prevê, para os próximos quatro anos, a criação anual de 70 cargos de analista judiciário e 85 de técnicos, mas nenhuma vaga de Oficial de Justiça.
Entre 2022 e 2025, o tribunal registrou aumento de 83 analistas e 154 técnicos, enquanto o número de Oficiais caiu de 738 para 672, uma redução de 9,8%.

Nos últimos 20 anos, o acervo processual do TJCE mais que dobrou — de 556 mil processos em 2005 para 1,1 milhão em 2025 — sem que houvesse reforço na estrutura da Central de Mandados.
A última criação de cargos de Oficiais de Justiça ocorreu em 2010, o que, segundo o sindicato, representa uma defasagem histórica e insustentável diante do crescimento das demandas judiciais.


📢 Sindojus cobra tratamento igualitário entre as carreiras

Para o diretor jurídico do Sindojus-CE, Carlos Eduardo Mello, a proposta busca corrigir a desproporção entre as carreiras do Judiciário.

“Os Oficiais de Justiça são responsáveis por materializar as decisões judiciais — intimações, citações, penhoras, prisões e conduções coercitivas. É inadmissível que essa função essencial continue sendo reduzida enquanto outras carreiras crescem anualmente”, afirmou.

O presidente do sindicato, Vagner Venâncio, reforçou que a criação das 70 vagas anuais é fundamental para garantir a eficiência e a celeridade da Justiça.

“Com o reforço no quadro, poderemos atender melhor à população e evitar o colapso da estrutura atual, marcada pela sobrecarga e pelo adoecimento dos colegas”, destacou.


🗓️ Ato na sede do TJCE na próxima segunda-feira (27)

O Sindojus-CE convoca todos os Oficiais e Oficialas de Justiça para participarem de um ato público na próxima segunda-feira (27), às 10h, na sede do TJCE, no bairro Cambeba, em Fortaleza.
Durante o evento, a diretoria do sindicato se reunirá com o presidente do tribunal, desembargador Heráclito Vieira Neto, para discutir a pauta de valorização e recomposição do quadro funcional.

A categoria vem denunciando o adoecimento físico e mental causado pelo excesso de mandados e pela falta de estrutura adequada.
A oficiala Djenane Gonçalves, de Juazeiro do Norte, percorreu quase mil quilômetros para participar da manifestação mais recente, realizada no dia 16.

“Em Juazeiro, a carga de trabalho é enorme. Foram criadas novas varas, mas sem o número proporcional de Oficiais. Estamos esgotados e precisando de reforço urgente”, relatou.


🧩 Proposta inclui criação de comissão técnica permanente

O sindicato também propôs ao TJCE a criação de uma Comissão Técnica Permanente, com a participação do Sindojus, para acompanhar e discutir a reestruturação da carreira e corrigir distorções internas, como a divisão entre cargos de nível médio e superior.
A iniciativa visa assegurar a continuidade da função essencial dos Oficiais de Justiça e garantir a efetividade das decisões judiciais em todo o Estado.


📎 Com informações do Sindojus-CE
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TJSP nomeia novos Oficiais de Justiça para o interior e litoral após alerta sobre déficit de servidores


Atendendo às reivindicações da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) publicou, nesta quinta-feira (23/10), novas nomeações de Oficiais de Justiça aprovados em concurso público para diversas comarcas do interior e litoral paulista.

As nomeações contemplam os municípios de Conchal, Registro, Pindamonhangaba, Itanhaém e Itariri.

Segundo a AOJESP, as designações são resultado de reiteradas solicitações feitas ao Tribunal, diante do déficit crônico de servidores que vem comprometendo a atuação dos Oficiais de Justiça em todo o Estado. A entidade reforça que o quadro reduzido tem gerado sobrecarga de trabalho e impactado diretamente a celeridade no cumprimento dos mandados judiciais.


Nomeações publicadas no Diário da Justiça

As novas nomeações foram publicadas no Diário Eletrônico da Justiça de São Paulo (DEJESP) desta quinta-feira e incluem os seguintes servidores:

  • Célio Menezes Figueiredo, nomeado para a Comarca de Conchal, em vaga criada pela Lei nº 9.179/1995;

  • Jean Carlos Soares, designado para a Comarca de Registro, em vaga decorrente da aposentadoria de Valdemir Victor;

  • Bruno Lopes de Carvalho, nomeado para a Comarca de Pindamonhangaba, em substituição ao servidor aposentado Benedito Barbosa Filho;

  • Felipe Feitosa de Bulhões, designado para a Comarca de Itanhaém, em vaga decorrente do falecimento de Jorge Cury;

  • Ricardo Neves Costa de Santana, nomeado para a Comarca de Itariri, na vaga deixada por Francisco Antonio Raganauski.

Todas as nomeações são baseadas nas Leis Complementares 180/1978, 195/1978 e 683/1992, conforme determina a legislação que rege o quadro de cargos efetivos do Tribunal de Justiça.


Avanço importante, mas déficit ainda preocupa

Para a AOJESP, a medida representa um avanço importante no processo de recomposição do quadro funcional, mas não resolve integralmente o déficit de Oficiais de Justiça em São Paulo — um dos maiores do país.
A associação segue dialogando com a Presidência do TJSP para que novas nomeações ocorram ainda em 2025, principalmente nas comarcas com volume elevado de mandados e longas distâncias de diligência, onde o trabalho dos Oficiais tem sido exaustivo.


📎 Com informações da AOJESP e do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Deputada Delegada Adriana Accorsi é designada relatora de projeto que autoriza porte de arma a Oficiais de Justiça e Agentes Socioeducativos


A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados designou, nesta quarta-feira (22), a deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) como relatora do Projeto de Lei nº 4256/2019, que autoriza o porte de arma de fogo a Oficiais de Justiça e Agentes de Segurança Socioeducativos, mediante requisitos técnicos e psicológicos previstos em lei.

O projeto, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), já foi aprovado no Senado Federal e obteve parecer favorável na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara, em abril deste ano. Atualmente, o texto tramita em caráter conclusivo — ou seja, se aprovado pela CFT e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), seguirá diretamente para sanção presidencial, sem necessidade de deliberação no plenário da Casa.

A proposta altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), para incluir essas categorias entre os agentes públicos autorizados a portar arma de fogo, desde que comprovem aptidão técnica e psicológica para o manuseio do armamento.


Reuniões em Brasília reforçam apoio ao projeto

A designação da relatora ocorreu após uma série de reuniões em Brasília, nesta terça-feira (22), entre representantes dos Oficiais de Justiça e assessores parlamentares.

Os dirigentes foram recebidos inicialmente por Vinícius Fuzeti, chefe de gabinete do deputado Rogério Correia (PT-MG), presidente da CFT. No encontro, foram apresentados argumentos técnicos e jurídicos em defesa da aprovação do PL 4256/2019, enfatizando que o texto não gera impacto financeiro e busca proteger servidores que enfrentam situações de risco no cumprimento de ordens judiciais.

Mais tarde, os representantes retornaram ao gabinete e foram recebidos pessoalmente pelo deputado Rogério Correia, que manifestou apoio ao projeto e garantiu acompanhamento próximo da tramitação.


Representação da categoria em Brasília

Participaram das reuniões o vice-presidente legislativo da AFOJEBRA e presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira; o diretor Marcelo Lima Goulart, também coordenador do Sindojus-MG; o diretor do Unojus (Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça) e da UniOficiais/Sindojaf, Gerardo Lima; e a vice-presidente da FENASSOJAF, Fabiana Pandolfo Cherubini, que também preside a Assojaf/RS.

Representantes da categoria acompanham o andamento da matéria e defendem que a aprovação do projeto representará um marco para a segurança dos Oficiais de Justiça e demais agentes públicos expostos a situações de risco em serviço.


📎 Com informações da Câmara dos Deputados e da AFOJEBRA
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Atualizado em 23/10/2025 as 17:32 

Oficiala de Justiça é ameaçada com facão durante cumprimento de ordem judicial em Rondônia

Imagem ilustrativa 

Vilhena (RO)Uma oficiala de Justiça do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), identificada como Mercedes Rezende Dutra, foi vítima de ameaças e tentativa de agressão com facão durante o cumprimento de um mandado judicial de apreensão de veículo na cidade de Vilhena, nesta terça-feira (21). O caso provocou forte repercussão e levou o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Rondônia (SINJUR) a divulgar uma nota pública de solidariedade e repúdio ao ato de violência.

De acordo com informações apuradas pelo portal Eu Ideal, a oficiala cumpria uma determinação de apreensão de uma caminhonete GM/S10 2.8 D, quando o homem responsável pelo veículo se recusou a entregá-lo e reagiu de forma violenta.

Durante a ação, o agressor teria afirmado que “ninguém sairia dali com a caminhonete que era do seu patrão”, antes de agredir o condutor designado para remover o veículo e ameaçar a servidora com um facão. Na sequência, ele entrou no automóvel e fugiu em direção desconhecida.

A Polícia Militar de Vilhena foi acionada para dar apoio à oficiala, mas nem o veículo nem o agressor foram localizados até o momento. O caso foi registrado e encaminhado às autoridades competentes, que investigam o crime.


Repercussão e nota de solidariedade

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (22), o SINJUR  manifestou “profunda solidariedade” à oficiala de Justiça e repudiou veementemente toda forma de violência contra os servidores do Judiciário. A entidade destacou o caráter ainda mais grave do episódio por envolver violência contra uma mulher no exercício de funções públicas.

“Reiteramos a necessidade de medidas imediatas para assegurar a integridade física e psicológica da servidora, bem como de todos os Oficiais de Justiça que diariamente cumprem ordens judiciais em todo o Estado”, afirmou o diretor de comunicação do SINJUR e oficial de Justiça, Rafael Campanha.

O sindicato também ressaltou que os Oficiais de Justiça garantem a efetividade das decisões judiciais, muitas vezes sob risco e sem o devido amparo institucional, e cobrou das autoridades ações concretas para reforçar a segurança desses profissionais.


📎 Com informações do portal Eu Ideal e do SINJUR
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Oficiala de Justiça é vítima de racismo e ameaças durante o cumprimento de mandado em Contagem (MG)


📅 Contagem (MG), 21 de outubro de 2025

Uma Oficiala de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi vítima de racismo e ameaças graves na tarde da última segunda-feira (20/10), enquanto cumpria um mandado de citação judicial na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o relato da servidora, ao se identificar e explicar ao destinatário a finalidade do ato judicial, o homem passou a proferir ofensas de cunho racial e ameaças explícitas à sua integridade física.

“Ele começou a dizer que na nação dele não havia lugar para pessoas negras. Logo depois, afirmou que iria me mandar para a terra dos ressuscitados e que começaria arrancando meus olhos”, relatou a Oficiala, abalada após o episódio.

Assustada, a servidora deixou o local imediatamente, abrigando-se em seu veículo por alguns minutos até se sentir segura.


⚖️ Violência e racismo contra uma servidora da Justiça

O caso evidencia mais uma vez os riscos enfrentados diariamente pelos Oficiais e Oficialas de Justiça, que atuam na linha de frente do cumprimento das decisões judiciais. Além de hostilidades e ameaças, esses profissionais estão expostos a violências físicas e psicológicas — agora agravadas por um episódio de racismo, crime previsto na Constituição e na legislação penal como inafiançável e imprescritível.

“O episódio é inaceitável e incompatível com qualquer sociedade que se pretenda justa e igualitária”, destacou o Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores de Minas Gerais (SINDOJUS-MG), em nota pública.


🧑‍⚖️ Acompanhamento jurídico e apoio à vítima

O SINDOJUS-MG informou que acompanha o caso de perto por meio de sua assessoria jurídica, que tomará todas as medidas cabíveis para responsabilizar o agressor. A entidade também garantiu que a servidora receberá acolhimento psicológico e suporte institucional, reafirmando o compromisso com a integridade e a dignidade dos servidores da categoria.

“O SINDOJUS-MG manifesta total solidariedade à servidora e repudia, de forma veemente, toda e qualquer prática de discriminação racial ou violência contra os Oficiais de Justiça e demais servidores públicos”, afirmou a direção do sindicato.


🚨 Chamado por mais segurança institucional

O episódio reacende a necessidade de políticas públicas e institucionais voltadas à segurança dos Oficiais de Justiça, que diariamente executam mandados em ambientes imprevisíveis e, muitas vezes, hostis, sem o suporte adequado.

O sindicato reforçou que a defesa da categoria vai além de questões corporativas: trata-se da proteção de quem garante a efetividade das decisões judiciais e o funcionamento do sistema de Justiça.

“Este fato reforça a urgência na implementação de medidas de segurança, pois os Oficiais de Justiça estão expostos a riscos constantes no cumprimento de suas atribuições”, concluiu o SINDOJUS-MG.


📎 Com informações do SINDOJUS-MG
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