sexta-feira, 22 de maio de 2026

“A Justiça pela lente do Oficial de Justiça”: exposição inédita leva ao Congresso Nacional a realidade da categoria

A exposição “A Justiça pela lente do Oficial de Justiça” está levando ao Congresso Nacional um retrato inédito da realidade vivenciada pelos Oficiais de Justiça brasileiros. A mostra pode ser visitada até o dia 29 de maio, no corredor do Anexo I da Câmara dos Deputados, em Brasília.

🔗 Fonte: SINDOJUS-CE

A iniciativa é do Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus), em parceria com o Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (Sindojaf) e o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE). A abertura da exposição, realizada na última terça-feira (19), também marcou o lançamento oficial do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil.

O relatório apresenta um diagnóstico histórico, institucional e prospectivo da carreira dos Oficiais de Justiça, considerada essencial para a efetividade da Justiça no Brasil. O documento reúne dados nacionais inéditos sobre vacância de cargos, sobrecarga de trabalho, segurança institucional e os desafios enfrentados diariamente pela categoria.

Deputado André Figueiredo defende valorização da carreira

Presente na abertura da exposição, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), autor da PEC 23/2023 — proposta que busca inserir o Oficial de Justiça na Constituição Federal como carreira típica de Estado — reafirmou apoio à categoria.

Segundo o parlamentar, os Oficiais de Justiça exercem missão essencial ao levar a Justiça aos mais diversos locais do país.

“A gente sabe a importância que vocês têm no cumprimento de uma missão essencial, que é fazer com que nós possamos levar a justiça aos mais diferentes rincões do nosso país e do nosso Ceará”, afirmou.

A realização da exposição foi requerida pelo próprio deputado André Figueiredo.

Exposição também destaca atuação nas medidas protetivas

Na última quarta-feira (20), data que marcou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, a deputada federal Luizianne Lins (REDE-CE), presidente da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, visitou a exposição.

A parlamentar ressaltou a importância da atuação dos Oficiais de Justiça no cumprimento de medidas protetivas de urgência em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica.

“Vocês estão aqui fazendo essa exposição super bacana para conscientizar deputados e senadores de que os Oficiais de Justiça não podem ser invisibilizados. Essa luta também é nossa”, declarou.

Relatório mostra déficit nacional de Oficiais de Justiça

Durante a exposição, parlamentares também tiveram acesso aos números do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil.

Segundo o documento:

  • o país possui 34.051 cargos de Oficial de Justiça;

  • 26.229 estão ocupados;

  • 7.822 permanecem vagos;

  • o índice nacional de preenchimento é de 77,03%;

  • a vacância formal nacional é de 22,97%.

Na prática, isso significa que quase um em cada quatro cargos criados para o cumprimento material das ordens judiciais não está ocupado.

O relatório aponta ainda que a Justiça Estadual concentra 95,35% das vagas nacionais de Oficiais de Justiça, evidenciando a necessidade de recomposição dos quadros em diversos tribunais brasileiros.

Parlamentares destacam importância social da categoria

O deputado estadual Renato Roseno (Psol) também visitou a mostra e recebeu um exemplar do relatório das mãos da diretora do Sindojus Ceará, Fernanda Garcia.

O parlamentar destacou a relevância social da atividade exercida pelos Oficiais de Justiça e demonstrou preocupação com a ausência desses servidores em diversas comarcas do país.

“Sem o oficial e a oficiala de Justiça não há de fato o exercício do cumprimento das decisões do Judiciário”, afirmou.

Renato Roseno ressaltou ainda que a falta de Oficiais de Justiça prejudica diretamente a população, especialmente em casos envolvendo:

  • violência doméstica;

  • medidas protetivas;

  • proteção de crianças;

  • decisões urgentes do Judiciário.

Exposição busca fortalecer PEC 23/2023

A diretora do Sindojus Ceará, Fernanda Garcia, comemorou a repercussão da iniciativa e destacou que a própria Câmara dos Deputados solicitou a prorrogação da exposição até o dia 29 de maio.

Segundo ela, um dos objetivos da exposição é sensibilizar parlamentares e lideranças políticas para a criação da Comissão Especial da PEC 23/2023 ainda neste semestre.

Fernanda também ressaltou que a mostra busca apresentar à sociedade:

  • os riscos da atividade;

  • os casos de violência contra Oficiais de Justiça;

  • a importância institucional da carreira;

  • a função social desempenhada pela categoria além dos atos processuais.

“O nosso objetivo é mostrar cada vez mais o nosso dia a dia, o nosso trabalho e a nossa importância dentro da sociedade”, afirmou.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Porte de arma para Oficiais de Justiça deve ser votado pela Câmara no dia 27 de maio

O Projeto de Lei nº 5.415/2005, que autoriza o porte de arma para Oficiais de Justiça, deve ser apreciado pelo Plenário da Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, 27 de maio de 2026.

A informação foi comunicada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional, deputado Coronel Meira, que acompanha diretamente a tramitação da proposta e vem articulando apoio parlamentar para a votação do texto.

Projeto ganhou força após aprovação da urgência

A proposta avançou significativamente neste mês após a aprovação do regime de urgência pelo Plenário da Câmara, permitindo que o mérito do projeto seja analisado diretamente pelos deputados federais.

O texto altera o Estatuto do Desarmamento para incluir os Oficiais de Justiça entre as categorias autorizadas ao porte funcional de arma de fogo, observados os requisitos legais previstos na legislação brasileira.

Entre as exigências estão:

  • capacitação técnica;

  • avaliação psicológica;

  • comprovação de aptidão;

  • análise de antecedentes;

  • treinamento específico.

Segurança institucional é principal fundamento

A defesa do projeto está diretamente relacionada à segurança institucional dos Oficiais de Justiça, categoria que atua diariamente em diligências externas consideradas de risco.

Os servidores são responsáveis pelo cumprimento de:

  • mandados de prisão;

  • buscas e apreensões;

  • reintegrações de posse;

  • despejos;

  • penhoras;

  • medidas protetivas;

  • conduções coercitivas;

  • demais ordens judiciais coercitivas.

Grande parte dessas diligências ocorre em ambientes de tensão, resistência e vulnerabilidade social, muitas vezes sem apoio policial permanente.

Casos recentes reacenderam debate nacional

O debate sobre proteção funcional ganhou força nos últimos meses após diversos episódios de violência envolvendo Oficiais de Justiça em várias regiões do país.

Casos de ameaças, agressões, intimidações e tentativas de homicídio durante o cumprimento de mandados voltaram a mobilizar a categoria e entidades representativas, que defendem medidas concretas de proteção aos servidores responsáveis pela efetivação das decisões judiciais.

Proposta tramita há quase duas décadas

De autoria da ex-deputada Edna Macedo, o PL 5.415/2005 tramita no Congresso Nacional desde 2005 e é considerado uma das principais pautas legislativas relacionadas à segurança dos Oficiais de Justiça brasileiros.

A expectativa da categoria é de que a votação da próxima quarta-feira represente um marco histórico no reconhecimento da atividade de risco exercida pelos Oficiais de Justiça em todo o país.

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

TJCE publica edital de concurso com vagas para analista, técnico judiciário e cadastro reserva para Oficial de Justiça

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) publicou na última sexta-feira (15) o edital do novo concurso público para provimento de cargos efetivos e formação de cadastro reserva no quadro funcional do Judiciário cearense.

🔗 Edital e notícia oficial do TJCE:

O certame prevê:

  • 24 vagas imediatas;

  • formação de cadastro reserva;

  • oportunidades para analista judiciário, técnico judiciário e Oficial de Justiça.

Cadastro reserva para Oficiais de Justiça

O edital contempla formação de cadastro reserva para o cargo de Oficial de Justiça, carreira considerada essencial para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.

A seleção para Oficial de Justiça contará com:

  • prova objetiva;

  • prova discursiva;

  • avaliação de títulos.

As provas para o cargo serão aplicadas no período da manhã do dia 9 de agosto de 2026.

Inscrições começam em 18 de maio

As inscrições estarão abertas:
📅 de 18 de maio até 22 de junho de 2026
⏰ até 23h59 (horário de Brasília)

A banca organizadora é a Fundação Carlos Chagas (FCC).

Os valores das inscrições serão:

  • R$ 100 para técnico judiciário;

  • R$ 130 para analista judiciário e Oficial de Justiça.

Provas serão realizadas em três cidades

As provas ocorrerão nas cidades de:

  • Fortaleza;

  • Juazeiro do Norte;

  • Sobral.

O exame terá duração de quatro horas e será composto por:

  • 20 questões de conhecimentos gerais;

  • 40 questões de conhecimentos específicos;

  • redação.

Novo concurso ocorre em meio à discussão sobre déficit de Oficiais

A publicação do edital ocorre em um momento de forte debate sobre déficit de Oficiais de Justiça no Ceará.

Recentemente, o próprio TJCE autorizou novas convocações de aprovados do concurso anterior para recomposição do quadro funcional da categoria, diante da sobrecarga em diversas comarcas do estado.

Segundo entidades representativas, dezenas de unidades judiciárias enfrentam déficit de servidores, situação que impacta diretamente o cumprimento de mandados, medidas protetivas, intimações e demais ordens judiciais.

Último concurso ocorreu em 2023

O último concurso do TJCE para técnico judiciário foi realizado em 2023 e contou com mais de 35 mil inscritos.

A expectativa agora é de grande concorrência também para os cargos de analista judiciário e para o cadastro reserva de Oficial de Justiça.

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SP: Ejud2 promove curso de formação continuada para Oficiais de Justiça com foco em segurança, saúde mental e atuação inclusiva


A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Ejud2) iniciou o Curso de Formação Continuada para Oficiais de Justiça: Efetividade, Segurança e Atuação Inclusiva, voltado aos Oficiais de Justiça Avaliadores do TRT-2.

A iniciativa reúne atividades presenciais e telepresenciais e aborda temas relacionados aos desafios contemporâneos enfrentados pela categoria no cumprimento das ordens judiciais.

Segundo o TRT-2, o curso acontece em diversas cidades do estado de São Paulo, incluindo:

  • São Paulo;

  • Guarujá;

  • São Bernardo do Campo;

  • Barueri;

  • Guarulhos.

Além das aulas presenciais, o programa também conta com módulos telepresenciais destinados aos Oficiais de Justiça da 2ª Região.

🔗 Matéria original do TRT-2:

Comunicação Não Violenta foi tema da segunda aula

Na última sexta-feira (15/05), foi realizada a segunda aula telepresencial do curso, reunindo mais de 300 participantes.

A abertura contou com a presença da diretora da Ejud2, desembargadora Bianca Bastos, que destacou o papel estratégico desempenhado pelos Oficiais de Justiça e ressaltou a importância da capacitação contínua diante dos desafios da atividade.

Também participaram:

  • a corregedora regional do TRT-2, desembargadora Sueli Tomé da Ponte;

  • representantes da Associação dos Oficiais de Justiça da 2ª Região (AOJUSTRA), Alexandre Pereira Franco e Marina Fogaça Gala.

O módulo teve como tema:

“Desafios da atividade dos oficiais de justiça: aplicação da CNV (Comunicação Não Violenta) no auxílio a questões sensíveis no exercício profissional”

As exposições foram conduzidas por:

  • Maria Cláudia Daidone;

  • Alexandre Pereira Franco;

  • Marina Fogaça Gala.

Mediação de conflitos e relações humanas

Durante a aula, foram apresentados fundamentos da Comunicação Não Violenta (CNV), método voltado à mediação de conflitos e ao aprimoramento das relações interpessoais.

O conteúdo abordou:

  • observação de fatos sem julgamentos;

  • identificação de sentimentos e necessidades;

  • formulação de pedidos claros;

  • técnicas de diálogo em situações sensíveis;

  • comunicação humanizada no exercício da função pública.

A proposta é auxiliar os Oficiais de Justiça no enfrentamento de situações de tensão durante diligências, especialmente em atividades que envolvem forte carga emocional e conflitos sociais.

Segurança institucional e saúde mental estão entre os temas

O curso seguirá até o mês de junho com programação voltada à atualização e fortalecimento institucional da categoria.

Entre os temas previstos estão:

  • segurança institucional;

  • saúde mental;

  • diversidade;

  • acessibilidade;

  • execução trabalhista;

  • inclusão;

  • efetividade da prestação jurisdicional.

A iniciativa ocorre em um momento em que cresce o debate nacional sobre proteção funcional, violência contra Oficiais de Justiça, saúde ocupacional e modernização das atividades exercidas pela categoria.

Capacitação acompanha transformação da atividade

Nos últimos anos, os Oficiais de Justiça passaram a atuar em um cenário cada vez mais complexo, envolvendo:

  • diligências de risco;

  • mediação de conflitos;

  • inteligência processual;

  • uso de tecnologia;

  • autocomposição;

  • comunicação institucional humanizada.

Nesse contexto, cursos de formação continuada vêm ganhando relevância no aprimoramento técnico e emocional dos servidores responsáveis pela efetivação concreta das decisões judiciais.

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Oficial de Justiça é intimidado durante cumprimento de mandado em Novo Hamburgo (RS); Assojaf-RS repudia caso


Um Oficial de Justiça da Justiça Federal foi alvo de intimidação e constrangimento durante o cumprimento de um mandado judicial em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu no último dia 30 de abril, no âmbito de uma execução de título extrajudicial, e gerou reação da Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais do Rio Grande do Sul (Assojaf-RS).

Segundo informações divulgadas pela entidade, o servidor teria realizado o cumprimento parcial do mandado quando foi abordado pelo executado, que passou a agir de forma agressiva, desrespeitosa e intimidatória, questionando a atuação funcional do Oficial de Justiça e tentando justificar a ocultação relacionada ao cumprimento da ordem judicial.

De acordo com a Assojaf-RS, poucos dias depois, outro Oficial de Justiça também teria sido alvo de comportamento semelhante praticado pelo mesmo executado.

Assojaf-RS presta apoio ao servidor

Após tomar conhecimento do ocorrido, a Assojaf-RS informou que passou a acompanhar o caso e prestar suporte ao Oficial de Justiça por meio de assistência jurídica e atendimento em saúde mental.

Em nota oficial, a entidade repudiou qualquer forma de desacato, intimidação ou desrespeito contra Oficiais de Justiça durante o exercício das atribuições legais.

A associação destacou ainda que segue atuando junto às administrações regionais para fortalecer medidas de proteção e garantir protocolos que reduzam os riscos enfrentados pelos servidores no cumprimento de mandados judiciais.

Segurança dos Oficiais de Justiça volta ao debate

O episódio reacende o debate sobre os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça em diligências externas, especialmente em situações envolvendo resistência ao cumprimento de ordens judiciais.

Nos últimos meses, diversos casos de violência, ameaças e intimidações contra Oficiais de Justiça foram registrados em diferentes regiões do país, reforçando a discussão sobre segurança institucional da categoria.

Entidades representativas defendem a implementação de:

  • protocolos nacionais de segurança;

  • suporte psicológico pós-incidente;

  • reforço policial em diligências de risco;

  • medidas de proteção funcional;

  • fortalecimento institucional da carreira.

Associação reafirma defesa da categoria

A Assojaf-RS afirmou que continuará acompanhando o caso e reforçou o compromisso com a defesa das prerrogativas, da integridade física e emocional e da valorização dos Oficiais de Justiça.

Segundo a entidade, situações de intimidação contra servidores públicos no exercício da função não podem ser normalizadas e exigem resposta institucional firme para garantir a segurança e o respeito à atuação dos Oficiais de Justiça.

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