O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, determinou a remoção de ofício de sete Oficiais de Justiça entre comarcas do estado e indeferiu pedido apresentado pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça e Avaliadores de Mato Grosso (Sindojus-MT) para suspender o procedimento.
Segundo reportagem do portal Fatos de Mato Grosso, a decisão foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário da Justiça Eletrônico e determina o prosseguimento do plano de equalização da força de trabalho dos Oficiais de Justiça, conforme cronograma apresentado pela Presidência do TJMT ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Diferentemente do processo seletivo realizado anteriormente, no qual Oficiais de Justiça lotados em comarcas consideradas com excedente puderam manifestar interesse e indicar destinos de preferência, nenhum dos sete Oficiais de Justiça atingidos nesta nova etapa solicitou a transferência.
Sete Oficiais de Justiça serão removidos de ofício
As remoções atingem Oficiais de Justiça atualmente lotados nas comarcas de Arenápolis, Itaúba, Terra Nova do Norte, Vila Bela da Santíssima Trindade, Juína e Brasnorte.
Arenápolis, Itaúba, Terra Nova do Norte, Vila Bela da Santíssima Trindade e Juína terão um Oficial de Justiça removido de cada unidade, enquanto Brasnorte terá dois Oficiais de Justiça removidos.
Os destinos serão Cuiabá, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Dom Aquino, Tangará da Serra e Sapezal. Esta última comarca receberá dois Oficiais de Justiça.
De acordo com a reportagem, a decisão menciona o interesse da administração e a necessidade de equalização da força de trabalho, mas não detalha os critérios aplicados individualmente para a escolha dos sete Oficiais de Justiça.
Sindojus-MT tentou suspender procedimento
O Sindojus-MT questiona o processo de remoção desde junho e vinha orientando os Oficiais de Justiça e diretores de comarcas sobre as medidas relacionadas à redistribuição da força de trabalho.
A entidade apresentou pedido para impedir o prosseguimento das remoções de ofício, mas o requerimento foi indeferido pelo presidente do TJMT.
Com a decisão, o plano de redistribuição seguirá adiante.
A Coordenadoria de Gestão de Pessoas ficará responsável pela expedição dos atos de remoção, pelas anotações funcionais e pela comunicação aos Oficiais de Justiça e às respectivas unidades de origem e destino.
Posteriormente, o processo retornará à Vice-Diretoria-Geral para acompanhamento das medidas de equalização.
Redistribuição ocorre após determinações do CNJ
A reorganização do quadro de Oficiais de Justiça em Mato Grosso está relacionada a decisões anteriores do Conselho Nacional de Justiça.
Em julho de 2025, o conselheiro Rodrigo Badaró considerou ilegal o edital por meio do qual o TJMT pretendia contratar Oficiais de Justiça temporários para atuar em comarcas com déficit de servidores. Na ocasião, o CNJ determinou o desligamento dos contratados e exigiu do Tribunal a elaboração de um plano para solucionar o déficit.
Os procedimentos que resultaram na decisão haviam sido apresentados pelo Sindojus-MT e por candidatas aprovadas em concurso público, conforme relata o Fatos de Mato Grosso.
Já em junho deste ano, o mesmo conselheiro determinou a nomeação de 72 Oficiais de Justiça, enquanto o TJMT avançava na elaboração de estudo técnico para identificar unidades com excesso e déficit de profissionais.
Inicialmente, o Tribunal buscou realizar a redistribuição de maneira voluntária. Agora, a administração avança para as remoções determinadas de ofício.
Quatro comarcas ficaram fora desta etapa
As comarcas de Jaciara, Rosário Oeste, Mirassol D'Oeste e Barra do Bugres não terão Oficiais de Justiça removidos compulsoriamente nesta etapa.
Segundo a reportagem, após manifestações apresentadas pelas quatro comarcas, a Presidência do TJMT decidiu manter os Oficiais de Justiça atualmente lotados nessas unidades.
A situação, entretanto, poderá ser reavaliada caso ocorram alterações no quadro funcional ou nas necessidades administrativas do Tribunal.
A decisão também analisou pedidos individuais de movimentação. Um pedido de transferência de Matupá para Sinop foi negado por falta de vaga no destino, enquanto outro requerimento foi considerado prejudicado porque a movimentação do Oficial de Justiça já havia ocorrido no processo seletivo realizado neste ano.
O procedimento de equalização da força de trabalho deverá continuar sendo acompanhado pelo TJMT e pelo Sindojus-MT, especialmente diante dos impactos das remoções compulsórias na vida funcional dos Oficiais de Justiça atingidos e na estrutura das comarcas de origem e destino.
Com informações do Fatos de Mato Grosso.
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