quinta-feira, 19 de abril de 2012

Projeto de lei revoga Estatuto do Desarmamento e garante direito de defesa

 
Deputado quer revogar Estatuto do Desarmamento

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) apresentou, nessa quinta-feira (19), projeto de lei que prevê regulamentar a aquisição e circulação de armas de fogo no país. O PL 3722/2012 revoga a lei atual, popularmente conhecida como “Estatuto do Desarmamento”. Extenso e cujos termos demonstram uma profunda análise técnica da matéria, o projeto estabelece uma nova sistemática regulatória para armas na sociedade brasileira, alinhada à realidade e, sobretudo, ao resultado do Referendo de 2005, quando 60 milhões de eleitores rejeitaram a ideia de se extinguir o comércio de armas e munições no Brasil.
 
Pela proposta, ainda que se prestigie a opção popular pelo acesso legal às armas, mantém-se um rígido controle do estado sobre sua comercialização, posse e, especialmente, porte. Além disso, o sistema de regulação é ampliado, preservando o controle central com a Polícia Federal, mas atribuindo às polícias estaduais atuar em conjunto no Sistema Nacional de Armas – SINARM.
 
O texto ainda traz para a própria lei a regulamentação de matérias que hoje se encontram esparsas, a exemplo das atividades dos atletas do tiro desportivo e dos colecionadores, categorias que, por desconhecimento ou preconceito, muito sofrem com um estigma injustamente sobre elas lançado. A proposta garante o exercício racional dessas atividades e as reconhece como verdadeiramente são, isto é, prática esportiva e preservação histórica.
 
Autor da proposta, o Deputado Peninha explica que sua elaboração partiu do clamor popular. “Minha atividade parlamentar se caracteriza pelo contínuo contato com a população, pessoalmente e nas redes sociais, onde a insatisfação com a lei atual é muito forte e de onde partiram pedidos sucessivos para que fosse mudada. A proposta que apresentei é fruto disso e tem como objetivo aliar a vontade popular ao controle efetivo e racional das armas pelo Estado”, afirma.
 
Para o deputado, “desde o resultado do referendo de 2005, o Estatuto do Desarmamento perdeu o sentido, pois todos os seus termos partiam da ideia da proibição do comércio de armas no país, e como a maioria esmagadora da população reprovou essa ideia, a lei acabou se distanciando da realidade”, pontua. “Além disso, se olharmos as estatísticas desde 2003, quando a lei atual entrou em vigor, vemos que ela não conseguiu reduzir as mortes e muito menos a criminalidade no país, sendo necessário se pensar em um modelo novo, a exemplo do que vêm fazendo os países com maior sucesso na redução da violência”, conclui o parlamentar.
 
Um dos maiores críticos da atual legislação, Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil, comemorou a apresentação do projeto. “O que temos assistido nos últimos anos é a insistência em manter uma legislação feita de afogadilho, baseada no falso clamor popular de que o desarmamento era um desejo da população. O novo projeto de lei trará enormes benefícios para segurança pública e para a garantia do direito à  legítima defesa do cidadão brasileiro”, afirma.
 
A íntegra da proposta pode ser consultada neste link e as discussões prometem ser acaloradas.

Este texto pode ser publicado livremente desde que mantido em sua íntegra.

Maiores informações para imprensa:
Rafael Pezenti
Assessor de Imprensa - Deputado Federal Peninha (PMDB/SC)
(61) 3215 5656

Fonte: www.mvb.com.br

ALAGOAS: Falso oficial de Justiça volta a ser preso por aplicar golpes em Paripueira


 

José de Assis Vergetti havia pago fiança, mas teve prisão preventiva decretada pela Justiça

 

O comerciante José de Assis Leão Vergetti, de 42 anos, foi novamente preso nesta quarta-feira (18) tentando aplicar um golpe no município de Paripueira. Assis havia sido detido em flagrante no último dia 12, quando tentava tomar o carro de Almir Gomes da Silva, de 30 anos, apresentando um mandado de busca e apreensão falsificado.

Na ocasião, Assis afirmou que Almir lhe devia dinheiro e a farsa teria sido o motivo encontrado para não ficar “no prejuízo”. (Leia matéria completa aqui)

O acusado, que se apresenta como oficial de Justiça também com documento falso, teria pago uma fiança estipulada em um salário mínimo e foi libertado. Nesta quarta-feira, porém, a partir de um mandado expedido pelo juiz Josemir Pereira de Souza, da comarca de Paripueira, que decretou a prisão preventiva do acusado, Assis voltou à Central de Polícia Civil, em Maceió.

De acordo com informações passadas pela Polícia Civil, Assis teria recebido a ajuda de outros dois suspeitos para aplicar os golpes em Paripueira. Além de Almir Gomes, que conseguiu se livrar do golpe, outras duas pessoas teriam sido lesadas pelo falso oficial de Justiça.

O esquema foi o mesmo: Assis apresentava um mandado de busca e apreensão falsificado, supostamente expedido pela Justiça do Estado de Pernambuco, e levava os bens das vítimas. O detalhe que livrou a primeira vítima de cair no “conto do vigário” foram os erros gramaticais no documento apresentado pelo falsário.

Em um dos trechos, o mandado afirma que a vítima deveria entregar o bem “emediatamente” ao suposto oficial de Justiça. As duas pessoas que caíram no golpe não perceberam o erro e tiveram seus carros “apreendidos” pelo trio. O nome dos parceiros de Assis não foram divulgados pela Polícia Civil.

Fonte: Tribuna Hoje

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PCS: Governo impede mais uma vez votação do PL 6613/09 na CFT


Os Oficiais de Justiça e demais servidores do Judiciário Federal assistiram, na manhã desta quarta-feira (18), mais uma das várias manobras desenvolvidas pelo governo federal para não votar o PL 6613/09, que revisa o salário da categoria. Da mesma forma que a semana passada, a sessão desta quarta não alcançou o quórum necessário, devido à orientação do Executivo para que os deputados da base aliada não comparecessem ao plenário 4 da Câmara impedindo, assim, a votação do projeto, incluído na pauta pelo presidente da CFT, deputado Antônio Andrade (PMDB/MG). Segundo informações da assessoria da Comissão, faltou a assinatura de apenas dois deputados, na lista de presença, para garantir o quórum de votação.

De acordo com o presidente da Fenassojaf, Joaquim Castrillon, que está em Brasília, a orientação do governo continua sendo para não votar o plano por falta de acordo.

Antes da confirmação da ausência de quórum, o deputado Pauderney Avelino (DEM/AM) voltou a criticar a postura dos deputados da base governista, por não comparecerem à sessão. “Pela primeira vez estamos vendo o governo não enfrentar a CFT. Ele simplesmente se acovarda diante desse tema, sobre o qual já estamos trabalhando há bastante tempo. Estaremos aqui toda semana e esperamos que o senhor (deputado Antônio Andrade) mantenha sua decisão de pautar o PL para que a gente resolva esse impasse de uma vez por todas”, disse Pauderney, que saudou o relator do PL 6613/09, Roberto Policarpo (PT/DF), por não ter seguido a orientação do partido e por estar presente na sessão.

Antônio Andrade, presidente da CFT, disse que vai procurar o ministro Ayres Brito para falar sobre o PCS. “Vamos trabalhar para tentar votar esse projeto na semana que vem. Vou continuar cumprindo com o meu compromisso de pautar o PL na sessão da CFT”, garantiu o deputado mineiro, que minutos antes de se pronunciar havia pedido à secretaria da Comissão que entrasse em contato com todos os membros para convocá-los para a sessão. “Infelizmente não houve quórum mais uma vez. Peço que a secretaria coloque falta para aqueles deputados que não compareceram”, determinou.

De acordo com Castrillon, o projeto deverá voltar à pauta da CFT na próxima quarta-feira (25).

OFICIAIS DEVEM ESTAR EM BRASÍLIA NA PRÓXIMA SEMANA

A Fenassojaf convoca os Oficiais de Justiça a estarem em Brasília a partir da próxima terça-feira (24) para participarem da reunião que tratará da regulamentação das Centrais de Mandados no TRF-1. O objetivo do encontro é aprimorar a Portaria presi/cenag 358, e reabrir o diálogo com o Tribunal.
A reunião está marcada para às 20h no Hotel Nacional em Brasília.
Além do encontro, os Oficiais de Justiça devem permanecer no Distrito Federal para acompanhar a sessão da CFT na quarta-feira (25).

APOSENTADORIA ESPECIAL – A Federação buscará informações sobre a manutenção da Aposentadoria Especial na pauta do dia 25 de abril da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP).
Em breve, a Fenassojaf divulgará novas orientações aos Oficiais de Justiça.

FENASSOJAF: TRABALHO PELO OFICIALATO

com informações da Fenajufe

Fonte: FENASSOJAF

18/04/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais desta quarta

Os jornais O GloboO Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo citam a revista Consultor Jurídico, nesta qura-feira (18/4), pela publicação da entrevista com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso. Ele criticou colegas, a presidente Dilma Rousseff e um senador. Peluso disse que Dilma "descumpriu" e "ignorou" a Constituição e decisões do Supremo no episódio em que não incluiu na proposta orçamentária deste ano os reajustes do Judiciário.

Prescritibilidade de terras
O Supremo Tribunal Federal deve começar a julgar, nesta quarta-feira (18/4), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta em 2004 pelo DEM (então PFL) contra um decreto que regulamentou o reconhecimento pela União das terras quilombolas, como são chamados os descendentes de escravos. O tema é polêmico e ministros da Suprema Corte não descartam a possibilidade de um pedido de vista, que suspenderia as discussões, contam os jornais O Globo, Correio Braziliense e Folha de S.Paulo.

Pena cumprida
Como noticiam os jornais O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e Folha de S.Paulo, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, condenado em 2005 a 13 anos de prisão por peculato e gestão fraudulenta de instituição financeira, é novamente um homem livre. A juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu indulto a Cacciola, considerando a pena pelos crimes cumprida.

Carga rápida
O Tribunal de Justiça de São Paulo cancelou norma interna que permitia a advogados e estagiários consultar e tirar cópias de qualquer processo, mesmo sem procuração das partes para atuar no caso. A revogação do benefício está no Provimento da Corregedoria-Geral de Justiça 9, de 11 de abril. De acordo com a norma, a suspensão foi necessária devido ao aumento do número de processos extraviados, noticia o jornal Valor Econômico. A carga rápida, agora, voltou a ser permitida apenas para os profissionais com procuração e inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.

Dívidas quitadas
A Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, necessária desde 4 de janeiro de 2012 para empresas interessadas em participar de licitações e firmar contratos com o poder público, já conseguiu fazer com que cerca de 50 mil devedores se mobilizassem para garantir o débito. No período, foram emitidas mais de 2,5 milhões de certidões. O número de devedores com certidão positiva para devedores com certidão positiva com existência de depósito, bloqueio de numerário ou penhora suficiente à garantia do débito subiu de 76 mil para 127 mil. As informações estão no jornal DCI.

Reza na aula
De acordo com os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, o Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu em caráter liminar uma lei de Ilhéus (413 km de Salvador) que obriga as escolas municipais a rezar o pai-nosso antes das aulas. A prática ocorre desde fevereiro. A decisão da Justiça foi dada após o Ministério Público entrar com ação contra a lei, sob o argumento de que ela é inconstitucional.

Olhares do TST
O Tribunal Superior do Trabalho aprovou nesta semana a alteração no texto de algumas súmulas e orientações jurisprudenciais, conta o jornal DCI. Em uma das mudanças, a Súmula 368 determinou que a forma de incidência de imposto de renda sobre pagamentos de processos trabalhistas deve ser descontada mês a mês, o que tende a diminuir os casos de trabalhadores que buscavam na Justiça Federal esse tipo de desconto fiscal.

Ministros procurados
Réu no processo do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) bateu pessoalmente à porta do Supremo Tribunal Federal. Pediu audiência a cinco ministros. Por enquanto, foi recebido por Dias Toffoli em seu gabinete na semana passada. Segundo o jornal O Globo, o ministro confirmou o encontro, mas alegou que o parlamentar o procurou na condição de integrante da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Teria ido apenas para entregar o relatório final da comissão de juristas que estuda mudanças no Código Penal.

Certidão da ditadura
A Justiça mandou retificar a certidão de óbito do dirigente do PC do B João Batista Franco Drumond, determinando que conste no documento que ele foi assassinado no DOI-Codi (órgão de repressão da ditadura militar) em São Paulo, após ser preso e torturado, em 1976, informam os jornais O Globo e Folha de S.Paulo. A decisão, inédita, contradiz a versão da ditadura de que Drumond tentou fugir e acabou sendo atropelado na avenida 9 de Julho. O pedido judicial foi feito pela família.

Prisão de Cachoeira
O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, já está no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde dividirá cela com mais 22 presos, informa a Agência Brasil. Segundo a Secretaria de Segurança do Distrito Federal, ele ficará no Centro de Detenção Provisória da Papuda, em uma área destinada à presos da Polícia Federal. Carlinhos Cachoeira ficará à disposição da Justiça por tempo indeterminado.

COLUNAS
Certidão da ditadura II
“A decisão de inserir a causa mortis na certidão de óbito, conforme a sentença, decorre do direito à memória e a verdade, e da obrigatoriedade de cumprimento da recente decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, escreve o juiz Marcelo Semer em seu blog.

Pagamentos dos desembargadores
De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, “o Tribunal de Justiça de São Paulo julga hoje o caso dos cinco desembargadores que teriam recebido pagamentos privilegiados de até R$ 1,5 milhão, cada um, da corte paulista. Entre eles estão dois ex-presidentes do TJ: Roberto Bellocchi e Antonio Carlos Viana Santos, morto em 2011. O caso foi incluído na pauta do Órgão Especial do tribunal. Os advogados podem pedir vista para ter mais tempo de preparar a defesa”.

Consulta pública
O Ministério Público Federal fará, no dia 23 de abril, das 14h às 18h, consulta pública em São Paulo para ouvir da sociedade como a instituição pode se modernizar para melhor atendê-la, conta o Blog do Fred, do jornal Folha de S.Paulo. “Queremos nos aproximar mais do cidadão, saber onde a população está sentindo mais falta da nossa atuação”, afirma o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Revista Consultor Jurídico, 18 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

PORTE DE ARMA PARA OFICIAIS DE JUSTIÇA


ENTENDA AS DIFERENÇAS ENTRE PLC 03/2010 X PLC 30/2007 E OUÇA ENTREVISTA DO DR RUDI CASSEL

PORTE DE ARMA – Ante aos inúmeros casos de ameaças ou mesmo de agressões concretizadas contra os Oficiais de Justiça, tem-se tornado necessário cada vez mais o porte de arma pessoal para esta categoria profissional de servidores públicos. Antes da Lei 10.826/2003, conhecida como o “estatuto do desarmamento”, a obtenção do porte para os oficiais não apresentada grandes dificuldades. Em alguns estados, apenas o registro da arma e a carteira funcional já autorizavam o Oficial de Justiça a se defende com arma própria em caso de necessidade do serviço. O advogado e procurador Jurídico da FENASSOJAF, Dr. Rudi Cassel proferiu entrevista à Rádio Justiça sobre o tema, com importantes esclarecimentos. OUÇA CLICANDO AQUI

Entretanto, por descuido dos legisladores, e por conta da pressão popular pelo elevado número de episódios de violência envolvendo armas de fogo no Brasil, A lei 10.826/2003 foi aprovada sem o devido aprofundamento dos debates. Assim, muitas categorias de profissionais que antes podiam portar arma normalmente, agora se viram impedidas de se defender. Este foi o caso dos Oficiais de Justiça.

A partir daí as entidades representativas dos Oficiais de Justiça, tais como Associações de Oficiais de Justiça ou mesmo Sindicatos de Oficiais de Justiça Estaduais, FOJEBRA (Federação das Entidades de Oficiais de Justiça Estaduais), Assojafs, (Associações de Oficiais de Justiça Avaliadores Federais) e FENASSOJAF passaram a tentar emendar o “estatuto do desarmamento” no sentido de resgatar o porte de arma para os Oficiais de Justiça.

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