sábado, 5 de janeiro de 2013

Maluf vai pagar indenização a desembargador

Danos morais

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) fechou acordo com o desembargador Alberto de Oliveira Andrade Neto, a quem acusou de ser ligado ao PT, e decidiu pagar a indenização de R$ 297 mil à qual foi condenado por conta de uma ação na Justiça. Ele aceitou a conciliação após ter bens penhorados e sob ameaça de ver sua casa vasculhada por oficiais de Justiça. As informações são da Folha de S.Paulo.

O valor é resultado de uma ação movida em 2001 contra o ex-prefeito por Andrade Neto, que na época era procurador de Justiça em São Paulo e conduzia diversas investigações contra o ex-prefeito. Em 2002, o desembargador conseguiu a primeira vitória na Justiça e ganhou indenização de R$ 100 mil por danos morais.

Em fevereiro de 2011, parte da sentença foi executada. Maluf havia entregado dois carros, avaliados em R$ 86 mil, para pagar parcela do débito. Dois meses depois, foram penhoradas ações da Eucatex, principal empresa da família Maluf.

Segundo a Folha, como não vinha conseguindo receber o restante da indenização, o desembargador requisitou à juíza Valéria Maldonado, da 29ª Vara Cível de São Paulo, a desistência das ações da Eucatex. Isso porque papéis da empresa estavam com bloqueio judicial. Pediu ainda a penhora de bens como obras de arte e outros objetos na casa de Maluf.

No despacho, publicado em 13 de dezembro, a juíza acolheu o pedido, mas determinou que somente dois oficiais de Justiça, "sendo expressamente vedado o acompanhamento por pessoas estranhas ao processo", entrassem na casa. Ela também proibiu o arrombamento da casa sem que houvesse pedido por escrito dos oficiais.

No acordo, Maluf aceitou quitar a dívida, mas em parcelas. De acordo com a Folha, o assessor de Maluf, Adilson Laranjeira, disse que, com o acordo selado, o caso está encerrado. Segundo ele, a primeira parcela já foi quitada pelo deputado.
Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2013

Notas Curtas

Joaquim Barbosa lidera ranking de citações do CNJ

O Conselho Nacional de Justiça divulgou uma lista com a frases que bombaram no perfil da instituição no Facebook. Em primeiro lugar aparece o presidente do STF e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa. Veja abaixo os cinco primeiros.

1º — Ministro Joaquim Barbosa: “O Judiciário a que aspiramos é sem firulas, floreios, rapapés. Buscamos um Judiciário célere, efetivo e justo. De nada valem edificações suntuosas, se no que é essencial a Justiça falha.”
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2º — Ministro Ayres Britto: “Vou me despedir com esse conforto psicológico e realização pessoal de passar ambas as presidências a um ministro que honra o judiciário e é imaculadamente ético e cívico”.
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3º — Ministro Joaquim Barbosa: “É preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer que há grande déficit de Justiça entre nós. Nem todos os cidadãos são tratados com a mesma consideração quando buscam a Justiça. O que se vê aqui e acolá é o tratamento privilegiado”.
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4º - Ministra Eliana Calmon: “Saio com a consciência de dever cumprido. Fiz o que foi possível fazer”
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5º - Ministra Cármen Lúcia: “Eu não queria que o jovem desacreditasse da política. Nem toda política é corrupta. Ao contrário. A humanidade chegou onde chegou porque é a política ou a guerra”.
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Candidato blogueiro
O juiz de Direito em Porto Alegre Pedro Pozza declarou-se candidato à vaga do ministro aposentado Ayres Britto no STF. O lançamento de sua candidatura foi “oficializado” com post em seu blog. Ele diz não acreditar que seja muita pretensão de sua parte pleitear uma cadeira no Supremo. “Como juiz há mais de vinte anos, já exerci a jurisdição em várias comarcas, em todas as áreas do Direito, já atuei no Tribunal de Justiça como juiz convocado por duas oportunidades, assim como assessorei a Presidência do Tribunal de Justiça junto à Central de Conciliação e Pagamento de Precatórios”.

Língua afiada
O Centro XI de Agosto, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, promove de 14 de janeiro a 4 de fevereiro e de 18 de fevereiro a 8 de março o curso  intensivo de idiomas. Os cursos oferecidos ao público em geral são inglês, francês italiano, alemão e espanhol. A duração será de 50 horas, com aulas de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h20. Mais informações e inscrições devem ser feitas pelos telefones 3101-1823 e 3106-3245. O Centro XI de Agosto fica na rua Riachuelo, 194, Centro. Outras informações podem ser obtidas também pelos telefones (11) 3111-4082

Vagas no Amapá
A presidente Dilma Rousseff sancionou, no dia 27 de dezembro, a lei que cria três novas varas federais no estado do Amapá. Elas serão instaladas no município de Macapá e terão suas competências definidas pelo TRF da 1ª Região. Ao todo, foram criados seis cargos de juiz federal, sendo três de titulares e três de substitutos; 71 cargos efetivos, sendo 58 para analistas judiciários e 13 para técnicos judiciários; três cargos em comissão; e 53 funções comissionadas. A nova lei dispõe, ainda, sobre a criação de 80 novos cargos em comissão para o Superior Tribunal de Justiça.

Anuidade zero
A OAB-MG informa que o pagamento da anuidade deste ano pode ser feito por meio do Programa Anuidade Zero, uma parceria com o Banco Santander. Pelo sistema, os pontos acumulados com gastos feitos com o cartão de crédito do banco podem ser trocados pela anuidade.

Lançamento 1
A editora Lumen Juris lançará no dia 17 o livro Precedentes Vinculantes e Jurisdição Constitucional, do advogado Antonio Carlos de Lemos Basto. O evento será na Biblioteca do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, às 17h.

Lançamento 2
A Coimbra Editora acaba de lançar obra em homenagem ao professor José Joaquim Gomes Canotilho. Os cinco volumes trazem artigos científicos e depoimentos de professores e profissionais de Portugal e outros países. Para mais informações clique aqui.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 5 de janeiro de 2013

Noticiário Jurídico - 05/01/2013

A Justiça e o Direito nos jornais deste sábado

O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), Paulo Roberto de Oliveira e Lima, acolheu, nesta sexta-feira (4/12), recurso da Advocacia Geral da União (AGU) contra a decisão liminar da Justiça Federal no Ceará de que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) disponibilizasse imediatamente as provas de redação corrigidas do Enem 2012. Com a decisão, o prazo para que os alunos tenham acesso às redações volta à data determinada inicialmente, 6 de fevereiro. Até lá, cabe recurso da decisão. Divulgada na noite desta sexta-feira (4/12) pela assessoria de imprensa do tribunal, a decisão foi destaque nos principais portais de notícias do país. De acordo com o site G1, o desembargador amparou sua decisão no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Subprocuradoria-Geral da República, pela União e pelo Inep. O TAC determina que os candidatos tenham acesso às provas corrigidas, para fins de "vista pedagógica", a partir do dia 6 de fevereiro. O caso começou com a promessa do procurador da República, Oscar Costa Filho, de mover uma ação civil pública para garantir aos candidatos do Enem 2012 a possibilidade de contestar na Justiça a nota da redação. O que motivou o procurador foi a manifestação, em redes sociais, de estudantes descontentes. Leia mais sobre o assunto aqui na ConJur.

Arroubos retóricos
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, classificou como “arroubo de retórica” a declaração do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de que se for eleito presidente da Câmara, não cumprirá a decisão da corte pela perda automática dos mandatos dos réus condenados no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. “Foi uma declaração de cunho eminentemente político”, disse Marco Aurélio nesta sexta-feira (4/1). “Henrique Alves é um deputado com muitos mandatos e conhece muito bem como funciona a República. E na República a decisão do Supremo Tribunal Federal tem que ser cumprida”, comentou o ministro. As informações são do Estadão e da Folha deste sábado (5/12).

Ouvindo o Supremo
Para evitar sanção legal ao ministro da Fazenda Guido Mantega e à sua equipe, o Governo Federal ainda não se decidiu sobre repassar aos governadores a cota de janeiro do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Apesar da disposição em pagar, a transferêcia depende da audiência entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que deve ocorrer nesta segunda-feira (7/12). As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Merval Pereira, colunista de O Globo, também aborda o assunto neste sábado, lembrando que o STF decidiu, há três anos, que a distribuição do FPE obedecia a critérios inconstitucionais e que deveria ser alterada até dezembro de 2012. O Senado, entendeu, contudo, que prevaleceu a interpretação de que a mudança dos critérios do FPE ficou para 2013.

Vício de espionagem
O Estado de S. Paulo deste sábado informa que a Polícia Federal conduz investigação para apurar as atividades de suposta rede de espionagem ilegal com atuação em Brasília. Políticos e autoridades estariam entre os alvos do grupo. Além de parlamentares, a suspeita é que até mesmo a presidente da República, Dilma Roussef, tenha sido alvo de espionagem. As investigações foram abertas a partir de documentos entregues pelo deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) ao Ministério Público Federal e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Contrariado
O Estadão também noticia que, sob duras críticas de organizações de direitos humanos e contrariado, o presidente do Estado Unidos, Barack Obama, assinou nesta sexta-feira (4/12), a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês), a qual alguns dos itens impedem o fechamento da prisão militar norte-americana situada na baía de Guantânamo, em Cuba. Em comunicado oficial, o presidente disse que, embora concordasse com a maioria dos dispositivos da lei enviada pelo Congresso, discordava de algumas de suas determinações, mas que constitucionalmente só está autorizado a sancionar ou rejeitar integralmente as leis, jamais apenas partes ou trechos. O presidente disse ainda que a necessidade de renovar financiamentos críticos para a defesa do país fez com que ele decidisse por assiná-la. A lei também barra a pretensão de se transferir prisioneiros acusados ou condenados por terrorismo para penitenciárias localizadas em território americano. “Por décadas, governos democratas ou republicanos julgaram acusados de terrorismo em cortes federais”, lamentou o presidente no comunicado.

Evasão fiscal
A mais antiga instituição financeira da Suíca, o banco Wegelin & Co, fundado em 1741, anunciou que vai encerrar suas atividades depois de ter colaborado para que seus clientes norte-americanos promovessem uma evasão fiscal de mais de US$ 1,2 bilhão ao esconder dinheiro em contas suícas. A Justiça dos Estados Unidos multou o banco em US$ 57,8 milhões. A condenação e o fim do banco estão sendo vistos como um divisor de águas na história do sistema bancário suiço e de suas práticas, informa O Estado de S. Paulo.

OPINIÃO
Incomuns
No espaço de opinião da edição deste sábado de O Estado de S. Paulo, o advogado e professor da USP Miguel Reale Jr. avalia que 2012 ficará marcado pelo fato de o STF “reagir à pretensão de impunidade dos incomuns” ao julgar a Ação Penal 470, o processo do mensalão. De acordo com Reale, seja por expectativa em relação à jurisprudência, seja por se confiar no argumento de que faltavam provas, o esperado era que o processo fosse desmoralizado na mais alta corte de Justiça do país, o que acabou não ocorrendo. “O STF, ao longo do tempo, pouco se dedicara ao trabalho de juiz de primeira instância que a Constituição lhe outorgara como competente para julgar os crimes praticados por deputados federais, senadores e ministros de Estado”, diz Reale. “Era preciso descer do tablado das discussões de inconstitucionalidade das leis ou das decisões dos tribunais para se dedicar ao exame da prova: esquadrinhar testemunhos, analisar laudos periciais, confrontar documentos”, avalia.

Parioquialismo
Fernando Rodrigues destaca na Folha deste sábado o fenômeno da perda de importância da Câmara e do Senado brasileiro desde a promulgação da Constituição de 1988. Para Rodrigues, a discussão atual entre o Parlamento e o Supremo Tribunal Federal sobre a perda de mandato de parlamentares condenados no julgamento do mensalão é mais um indicativo deste fenômeno. O articulista aponta ainda o paroquialismo como traço marcante na atuação do Legislativo, pois, para proteger a “corporação”, vale até mesmo confrontar decisões judiciais.

Fonte:Consultor Jurídico

Judiciário investiu R$ 1,8 bilhão em informática

Tecnologia da informação

O Poder Judiciário investiu R$ 1,8 bilhão em tecnologia da informação no ano de 2011. De acordo com o relatório Justiça em Números, feito pelo Conselho Nacional de Justiça a partir de informações dos tribunais, a Justiça estadual aplicou R$ 848,8 milhões em informática, o que corresponde a um aumento de 4,3%, em comparação com o ano anterior.

O segundo maior volume de gastos com tecnologia foi feito pela Justiça Eleitoral: os tribunais regionais eleitorais investiram R$ 222 milhões, e o Tribunal Superior Eleitoral gastou outros R$ 116 milhões, totalizando R$ 338 milhões o investimento em informática desse ramo da Justiça.

Já a Justiça Federal, formada pelos cinco tribunais regionais e seções judiciárias, aplicou R$ 228 milhões, mesmo valor dos tribunais regionais do Trabalho. O Superior Tribunal de Justiça utilizou R$ 48 milhões na área de informática e o Tribunal Superior do Trabalho, R$ 92,9 milhões.

De acordo com a publicação Justiça em Números, as destinações dos tribunais superiores para informática, excluído o Supremo Tribunal Federal, fecharam 2011 em R$ 263 milhões. O maior gasto foi dos tribunais regionais e estaduais. O Tribunal de Justiça de São Paulo investiu R$ 210 milhões em informática, 39% mais que em 2010, enquanto o do Rio de Janeiro reduziu em 43% as despesas com tecnologia (foram R$ 77 milhões).

A despesa total do Poder Judiciário em 2011 foi de R$ 50,4 bilhões. A maior parte foi destinada a gastos com recursos humanos: R$ 45,2 bilhões, o equivalente a 89,7% do total. As despesas com bens e serviços consumiram 10,5% do total gasto (R$ 5,3 bilhões), incluindo os investimentos em informática. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Com medo de prisão, deputado manda vistoriar corredores do Congresso


 
Medida serve para checar se não há policiais ou oficial de Justiça à espera

Natan Donadon (PMDB-RO) pegou 13 anos, quatro meses e dez dias de reclusão, mas até hoje não foi preso Câmara dos Deputados.

RIO - Por medo de ser surpreendido com um pedido de prisão, o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) só aparece na Câmara depois que sua equipe faz uma vistoria pelos corredores e gabinete, informa a coluna Panorama Político, no GLOBO desta sexta-feira. A medida serve para checar se não há policiais ou oficial de Justiça à espera do parlamentar.

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou no dia 13 de dezembro do ano passado o último recurso apresentado pelo deputado contra condenação imposta a ele em 28 de outubro de 2010 por peculato e formação de quadrilha. Ele pegou 13 anos, quatro meses e dez dias de reclusão, mas até hoje não foi preso porque o recurso ainda não tinha sido julgado pela Corte.

O parlamentar também foi condenado a restituir os cofres públicos de Rondônia em R$ 1,6 milhão. Após a publicação da decisão, o processo estará encerrado e o STF pode determinar a prisão de Donadon.

Depois de um julgamento, o tribunal tem prazo regimental de até dois meses para publicar o acórdão. O prazo é interrompido durante o recesso forense, de 20 de dezembro a 31 de janeiro. Por isso, a prisão é aguardada apenas para o fim de março.

No processo, o Ministério Público Federal não pediu a cassação do mandato. Portanto, o STF não discutiu o tema. No entanto, a atividade parlamentar ficará inviável com a prisão em regime fechado à qual o réu foi condenado.

Fonte: O Globo

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