terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Servidores pedem que STF supra omissão sobre revisão de salários


 
A Associação dos Consultores Legislativos e dos Consultores de Orçamentos do Senado Federal (Alesfe) impetrou Mandado de Injunção (MI 5285), em nome da categoria por ela representada, visando à regulação da revisão anual da remuneração dos servidores públicos federais. A entidade alega omissão legislativa por parte da Presidência da República e do Congresso Nacional por ausência de deliberação sobre o tema.

A Alesfe argumenta que a revisão geral e anual das remunerações e subsídios dos servidores públicos federais do Executivo, Legislativo e Judiciário, autarquias e fundações públicas federais está prevista no artigo 37, inciso X, da Constituição da República e regulamentada pela Lei 10.331/2001, que fixou o mês de janeiro para tal. A lei, segundo os consultores, foi cumprida em 2002, com reajuste de 3,5%, e em 2003, quando o índice de revisão foi de 1%. Em 2004, não houve nenhuma iniciativa do Executivo sobre o tema e, em 2005, o presidente da República enviou projeto de lei (PL 4825) propondo reajuste de 0,1%. O PL, porém, até hoje não foi votado.

A associação afirma que desde então “sequer houve iniciativa sobre a matéria” por parte do Executivo, “o que caracteriza não só omissão legislativa, mas também uma oposição a expresso comando constitucional, cuja eficácia, vigência e efetividade foram confirmadas pelo STF” – no caso, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2061. Para a Alesf, o STF firmou, no julgamento dessa ADI, em 2001, o entendimento de que a Constituição impõe ao presidente da República o dever de desencadear o processo de elaboração da lei anual de revisão geral da remuneração.

Ao pleitear o direto de revisão à categoria que representa, a entidade argumenta que a Lei 11.439/2006, que estabeleceu as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2007, autorizou, em seu artigo 93, a revisão geral das remunerações dos servidores públicos federais, em percentual que seria definido em lei específica.

O pedido do MI 5285 é o de que o STF declare a omissão legislativa em relação à não concessão de revisão em 1º janeiro de 2007 e a supra “em caráter temporário e emergencial”, adotando como parâmetro provisório a variação acumulada do INPC do IBGE entre janeiro e dezembro de 2006.

A relatora é a ministra Rosa Weber.
Processos relacionados
MI 5285
 
Fonte: STF

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Fim do recesso forense

Termina hoje o recesso forense na maioria dos Tribunais brasileiros
O recesso forense no final do ano é compreendido, na maioria dos Tribunais brasileiros, no período de 20/12 a 6/1. No entanto, há exceções.

Vale lembrar que nos dias 25/12 e 1º/1 não há expediente em nenhum dos Tribunais, mas todas as Cortes funcionam em regime de plantão. Na Justiça Federal o feriado de 20/12 a 6/1 é previsto no art. 62 da Lei n.º 5.010/66.

Tribunais Superiores


Supremo Tribunal Federal 20/12/2012 a 01/02/2013.

STJ, STM, TSE, TST: 20/12 a 6/1/13

No STJ, os prazos processuais foram suspensos a partir do dia 20/12, voltando a correr em 01/02/2013. A determinação está na portaria 477. O horário de atendimento ao público entre os dias 20/12 e 31/1/13 será das 13 às 18h.

Tribunais Estaduais

Nos tribunais o recesso é previsto no artigo 1º da Resolução nº 8/2005 do Conselho Nacional de Justiça, que faculta aos Tribunais de Justiça dos Estados suspender o expediente forense no período de 20 de dezembro a 06 de janeiro, garantido o atendimento aos casos urgentes, novos ou em curso, pelo sistema de plantõe.

InfoJus BRASIL deseja a todos um bom ano de trabalho e que neste ano os servidores da Justiça sejam mais valorizados.

Noticiário Jurídico - 07/01/2012

A Justiça e o Direito nos jornais desta segunda-feira

O número de prisões feitas nas operações da Polícia Federal caiu 40% depois que passou a vigorar uma lei penal que restringe detenções. A lei 12.403, válida desde julho de 2011, alterou as regras para prender suspeitos durante investigações ou réus no curso dos processos. A lei proibe a prisão preventiva de acusados de crimes com penas de até quatro anos e permite a adoção de medidas alternativas à detenção. As informações são da Folha de S.Paulo.

Dinheiro recuperado
Em 504 processos em que saiu vencedora no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a União recuperou R$ 28 bilhões para os cofres públicos. O valor foi obtido entre janeiro e novembro de 2012, período em que o órgão julgou 1.052 recursos, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A expectativa da Fazenda é aumentar este ano o montante recuperado a partir, dentre outros pontos, de fiscalização maior das operações relativas à contribuição previdenciária. As informações são do Valor Econômico.

Interesse do inquilino
Um tipo de aluguel que existe há cerca de 15 anos no Brasil foi, enfim, normatizado. Trata-se do built to suit, em que o empreendedor constroi ou faz grande reforma de um imóvel para adequá-lo aos interesses de um determinado inquilino. Mark Turnbull, diretor de Gestão Patrimonial e Locação da seção paulista do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), elogia a lei 12.744, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 19 de dezembro. "A lei traz mais segurança para os locadores que fazem o investimento e para o locatário. O locador não pode pedir o imóvel no período de contrato, e ambas as partes podem abdicar do direito de adequar os valores a cada três anos", comenta. As informações são do Terra.

Deficiência na estrutura
A Justiça brasileira demorou 8 anos para concluir o julgamento de um flanelinha que repassou uma nota falsa de R$ 20. Ao rejeitar nova denúncia criminal contra o flanelinha,  o juiz federal Ali Mazloum jogou luz sobre um lado emblemático do poder que julga. "Estamos diante de um episódio que revela a deficiente estrutura do Judiciário, movimentada exaustivamente por casos semelhantes, enquanto as grandes fraudes financeiras e lavagens bilionárias de dinheiro sujo circulam impunemente pelo País." No caso foi concluído que não houve má-fé de flanelinha em repasse de nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Excesso de tributos
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Gary Shapiro, presidente Consumer Electronics Association (CEA) maior associação da indústria de eletrônicos dos EUA, reclama das barreiras tarifárias do país, que afastam exportadores americanos interessados no mercado local. “Seria ótimo se os EUA e o Brasil, em algum momento, tivessem um acordo de livre-comércio. Mas o Brasil tem uma estratégia para construir uma muralha [de impostos] em torno do país, mais do que qualquer outro... Não sei por que os consumidores brasileiros têm de pagar tanto a mais. Acho frustrante, mas não temos o que fazer. Está na mão do governo brasileiro”, afirma Shapiro.

Perdão da dívida
O governo de Minas Gerais perdoará as multas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os contribuintes que aplicaram alíquotas interestaduais do imposto — de 7% ou 12% — em vendas internas no Estado, cuja alíquota está em torno de 18%. O valor principal do débito com juros de mora poderá ser pago à vista ou em até 60 meses. A medida está prevista no Decreto nº 46.122, publicado na edição de sexta-feira no Diário Oficial do Estado. O parcelamento deve ser requerido até 10 de janeiro. As informações são do Valor Econômico.

Opinião
Lei da AGU
Em artigo publicado no Valor Econômico, o professor de Direito Pedro Abramovay fala sobre a necessidade de consultores jurídicos serem advogados da União de carreira. Para ele, “não há dúvidas de que os advogados da União devem constituir a esmagadora maioria da força de trabalho jurídico do governo federal. Entretanto, o papel dessas consultorias é um papel fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas”. Ele explica que o papel precípuo destas consultorias é fornecer os instrumentos jurídicos para que as decisões políticas possam ocorrer. “O ministro deve poder escolher o seu consultor jurídico. Trata-se do interlocutor qualificado, que compartilha de suas visões políticas, e poderá gerir uma equipe de advogados públicos aptos a darem suporte jurídico às políticas públicas definidas pelo executivo”, afirma.

Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2013

TJPE nomeia 289 novos servidores

Os novos servidores serão distribuídos entre os 15 polos do Tribunal de Justiça pernambucano

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) nomeou 289 novos servidores efetivos para seu quadro de funcionários. A lista com os candidatos convocados foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) desta segunda-feira (7). A solenidade de posse está marcada para o dia 4 de fevereiro no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra.

Dos nomeados, 13 são portadores de deficiência. Foram convocados, no total, 175 técnicos judiciários, 135 analistas judiciários, 2 analistas judiciários/odontólogos, 11 analistas judiciários/assistentes sociais, 8 analistas judiciários/psicólogos, 1 analista judiciário/pedagogo e 7 oficiais de justiça. Os novos servidores serão distribuídos entre os 15 polos do TJPE.
 
Fonte: TJPE

domingo, 6 de janeiro de 2013

Noticiário Jurídico - 06/01/2013

A Justiça e o Direito nos jornais deste domingo

“Com a retomada dos trabalhos do Congresso em fevereiro, senadores, deputados e especialistas discutirão importantes mudanças em mais de um terço dos 17 principais códigos legais brasileiros”, destaca a edição do jornal Folha de S. Paulo deste domingo (6/1). A Folha lembra que o mais antigo entre os seis códigos que podem ser alterados pelo Parlamento, o Código Comercial, de 1850, mantém ainda dispositivos da época de D. Pedro II, que ainda enumera em seu conteúdo prerrogativas a embarcações dos "súditos do Império". Os outros códigos que estão na iminência de serem alterados são o Penal, o de Processo Penal, de Processo Civil, de Direito do Consumidor e Eleitoral. A discussão mais antiga, lembra o jornal, envolve a mudança do Código de Processo Penal, que estabelece as normas para investigação e para se processar cidadãos pelos crimes previstos na legislação penal.

Linha aberta
Em reportagem deste domingo O Globo informa que, apesar dos investimentos em aparelhos de raio X , detectores de metais e bloqueadores de sinal telefônico em presídios, foram apreendidos, no último ano, 34,9 mil aparelhos celulares em cadeias de todo o Brasil. De acordo com o jornal, a presença de celulares entre os detentos segue fortalecendo a atuação de organizações criminosas no país.

Competência singular
Também O Globo publica reportagem sobre a construção da nova sede do Superior Tribunal Militar em Brasília, que terá 75 mil metros quadrados. O jornal observa que a corte castrense 808 processos em 2012. Os ministros ouvidos pela reportagem assinalaram que a Justiça Militar como um todo têm peculiaridades que desaconselham a comparação com outros tribunais, sobretudo na questão do número de processos julgados.

Crítica à Justiça
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, criticou abertamente neste sábado (4/1) a Justiça de seu país, em razão de decisões envolvendo a chamada Lei de Meios, que regulamenta a atuação da mídia, e a desapropriação de um prédio da Sociedade Rural Argentina (SRA). As declarações da presidente foram feitas no microblog Twitter logo depois que a Câmara Civil e Comercial Federal aceitou uma medida cautelar interposta pela SRA, que deixou sem efeito um decreto presidencial para estatizar o prédio, o maior centro de feiras e exposições de Buenos Aires. As informações são da agência EFE.

Aposta na conciliação
Concluir mais de nove milhões de processos em estoque é o principal desafio da presidente eleita do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Leila Mariano, que assume o cargo em 1º de fevereiro. Em entrevista ao O Globo deste domingo, a presidente eleita disse que pretende incentivar conciliações e mediações como forma de desafogar o gigantesco volume de processos no tribunal.

OPINIÃO
Debate sem mitos
A edição de O Estado de S. Paulo deste domingo reproduz artigo da Bloomberg News sobre a discussão envolvendo o controle de armas nos Estados Unidos. A Segunda Emenda da Constituição dos EUA garante o direito do cidadão de possuir armas e cria obstáculos para leis que pretendem impor restrições à compra e à posse de rifles e pistolas pelos cidadãos. Jeffrey Goldberg, que é também colunista da revista Atlantic, afirma, no texto, que o debate está comprometido por mitos e equívocos de ambos os lados da discussão. Goldberg enumera oito mitos que, de acordo com ele, prejudicam o debate sobre o tema. São eles: 1) o suposto radicalismo das políticas da Associação Nacional do Rifle (ANR), na figura de seu diretor executivo Wayne La Pierre; 2) de que o presidente Barack Obama confiscaria as armas compradas legalmente se a legislação mudasse; 3) de que nunca foi proposta nenhuma medida de controle de armas capaz de “tornar os EUA mais seguros”; 4) de que recorrer novamente às chamadas armas de assalto é a medida óbvia para tornar o país menos violento; 5) de que somente radicais favoráveis ao porte de armas defendem que as escolas devem ser policiadas; 6) de que o massacre de Columbine provou que o policiamento nas escolas não impede que ocorram massacres; 7) de que a concessão de mais licenças de porte de armas torna a sociedade mais perigosa; 8) de que um número sem precedentes de americanos apoia o direito de ter uma pistola apesar da chacina em Newtown.

Poder diminuído
O editorial da Folha de S. Paulo deste domingo faz duras críticas ao Congresso Federal brasileiro. O jornal observa que ao dar posse a José Genoíno (PT-SP), réu condenado pelo Supremo Tribunal Federal, e ao ecoar ensaios de desobediência civil como no caso das declarações do deputado Henrique Alves (PMDB-RN), o Legislativo brasileiro sai desmoralizado. Paralelo a isso, de acordo com o jornal, o Parlamento deixa de votar temas urgentes como a lei orçamentária e a questão dos royalties do petróleo.

COLUNAS
Poder em crise
João Bosco Rabello, em sua coluna Direto de Brasília, em O Estado de S.Paulo também escreve sobre as declarações do deputado Henrique Alves (PMDB-RN) de que, se for eleito presidente da Câmara, não cumprirá a decisão do Supremo Tribunal Federal pela perda automática dos mandatos dos réus condenados no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Para o colunista, a declaração do parlamentar, que cumpre o 11º mandato na Câmara, é apenas retórica com fins políticos, mas apenas o fato de ele se autorizar a fazê-la é um indicativo de quanto o Poder Legislativo está diminuído e sem direção.

Moral e ilegal
Destoando um pouco das críticas feitas ao deputado José Genoíno por ter assumido na Câmara depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do processo do mensalão, Jânio de Freitas questiona, na Folha deste domingo, os limites do que seria moral ou ilegal no exercício da vida pública frente a ocorrência de um injustiça afirmada pelo réu. O articulista questiona até que ponto uma “injustiça sentida” ou uma “indiginidade ultrajada” justificam ou não a decisão do réu de expressar que a decisão judicial foi um ato político.
Revista Consultor Jurídico, 6 de janeiro de 2013

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