quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

SINDOJUS/MA diz que TJ/MA deu presente de grego a oficiais de justiça


O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Maranhão (SINDOJUS/MA) emitiu um manifesto público lamentando uma decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão que atingiu em cheio os oficiais de justiça.

De acordo com o SINDOJUS/MA, o TJMA promoveu descontos arbitrários no contracheque dos oficiais de justiça e desrespeitou a categoria. Além disso, informou que tomará as medidas judiciais necessárias que o caso requer. Veja abaixo.

O SINDICATO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO – SINDOJUSMA vem a público manifestar o mais veemente repúdio à DECISÃO-GP – 10500/2022, exarada pelo Presidente do Tribunal Justiça do Maranhão que, além de promover descontos arbitrários no contracheque dos oficiais de justiça, ofendeu a categoria, ao levantar suspeição e determinar a abertura de processo disciplinar, sem respeitar o sagrado direito de ampla defesa e contraditório.

Referida decisão tomou por base o relatório de uma auditoria eivada de vícios e repleta de equívocos, que classifica como erro condutas corretas e em conformidade com a Resolução que disciplina a indenização de transporte por cumprimento de diligências judiciais.

Por fim, entendendo que a decisão da Presidência do TJMA feriu direito líquido e certo, o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Maranhão informa que tomará as medidas judiciais cabíveis, com vistas a reparar os danos materiais e morais imputados à categoria.

É aguardar e conferir.

SINDOJUS/BA: Retrospectiva 2022: ano foi marcado por mobilização da categoria e conquistas


Foto: Divulgação

O ano de 2022 foi marcado por diversas ações realizadas pela Associação dos Oficiais de Justiça da Bahia (AOJUS-BA) em prol dos oficiais de justiça, todas de olho na valorização da categoria como forma de evitar a precarização da mão de obra do judiciário.

Dentre as conquistas, vale destacar a criação da comissão para o concurso público, a correção da tabela da indenização de transporte, vitória no Mandado de Segurança para pagamento do retroativo da Gratificação de Atividade Externa – GAE - de 2015, além da reestruturação de algumas centrais de mandados e salas de oficiais de justiça com novos equipamentos, em especial a de Salvador.

Durante uma mobilização, em abril, os oficiais de justiça de Salvador e Região Metropolitana, por meio da entidade classista, entregaram uma lista de reivindicações ao comando do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Em outros municípios baianos também foram realizadas manifestações de apoio.

Mensagem de fim de ano

“Mais um ano se encerra é tempo de olhar para trás e rever os planos que foram traçados, o caminho que foi percorrido, as metas e objetivos que foram alcançados, e os sonhos que foram realizados.

É tempo também de olhar para frente, refazer planos e vislumbrar novos objetivos.

Desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo muito próspero. Boas Festas!”

Itailson Farias, presidente da AOJUS-BA


Retrospectiva

Fevereiro
- Oficiais de justiça parabenizam nova mesa diretora do Poder Judiciário da Bahia
- Em parceria com universidade, AFOJEBRA oferece curso de pós-graduação para filiados

Março
- Com aumento do combustível e sem reajuste na tabela de indenização de transporte, oficiais de justiça tiveram dificuldade para cumprir mandados. Mesmo consciente, o TJ-BA ficou de estudar o impacto financeiro.

- No dia nacional da categoria, 25, os oficiais de justiça, sobrecarregados com muitos mandados e afastamentos por motivo de saúde, voltam a cobrar do TJBA abertura de concurso público. Déficit é de 892 vagas.

Abril
- A AOJUS-BA entrou com Pedido de Providência junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitando a correção da tabela de indenização de transporte dos oficiais de justiça, defasada desde 2017.

- Sem concurso público e com déficit de oficiais de justiça, associação denuncia precarização da mão de obra do judiciário

- Durante manifestação de oficiais de justiça, em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), a AOJUS-BA entregou à presidência do órgão estadual a pauta de reivindicações da categoria. Com grande déficit de vagas, o lançamento de um concurso público liderou a lista do pleito, visto que o último aconteceu em 2006.

Maio
- Oficiais de Justiça pedem isonomia no auxílio-saúde

Junho
- Em resposta a uma provocação da AOJUS-BA, o Tribunal de Justiça da Bahia promove curso de segurança para oficiais de justiça
- Associação protocolou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedido de providências para que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) regulamentasse o pagamento dos passivos dos servidores
- Oficiais de justiça passam a poder cobrar do TJBA a aplicação da correção da Gratificação de Atividade Externa (GAE), por meio de pedidos administrativos. O Sindicato dos Oficiais de Justiça da Bahia (Sindojus-Ba) impetrou o MS Cível Nº 0019006-56.2015.8.05.0000, em 2015, porque o TJ-BA aplicou a correção de forma distinta para cada servidor, resultando em perda para a categoria.
- A Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores da Bahia externa o seu grande pesar à família do colega oficial de justiça do Pará, Clayton Nazaré do Socorro Martins, 46 anos, assassinado por disparos de arma de fogo, no município de Novo Repartimento, na região sudoeste do estado.

Julho
- Apesar de afastado por problemas de saúde, o oficial de justiça José Andrade da Silva Neto, que era lotado no Fórum Jorge Calmon, em Jacobina, acabou sendo vítima de acidente automobilístico na junção das rodovias BA 419 com a BR 324. Ele estava trabalhando para dar conta da quantidade de mandados a serem cumpridos. Associação denuncia assédio moral.

Agosto
- Com a designação de oficiais de justiça avaliadores pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para um mutirão de cumprimento de mandados a ser realizado em Luís Eduardo Magalhães (LEM), no oeste do estado, para cumprir mais de 6 mil mandados na região, acendeu a luz de alerta da AOJUS-Ba. A entidade classista bate o pé e diz não aceitar que servidores municipais cumpram mandados na rua.
- Uma audiência com a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) para discutir ações em conjunto para contribuir para uma boa prestação jurisdicional foi requerida e protocolada pela Associação de Oficiais de justiça Avaliadores da Bahia.

- A AOJUS-BA foi surpreendida com o relatório de inspeção ordinária do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujo objetivo era analisar os processos do judiciário baiano. O documento sugeriu a suspensão imediata da exigência de pagamento prévio de custas por cada ato processual – citação, intimação, transporte de oficial de justiça etc., causando estranheza.

Setembro
- Associação parabeniza oficiais de justiça por desempenho em mutirão de Luís Eduardo Magalhães. O grupo foi selecionado pela entidade classista, a pedido do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que acatou a indicação de oficiais de justiça de confiança para realizar o serviço.
- Resistência de sem terras do Movimento Resistência Camponesa (MRC) durante reintegração de posse das fazendas Conjunto Rio dos Frades e Reunidas Itaquena, em Trancoso, Porto Seguro, faz com que associação denuncie falta de segurança para os oficiais de justiça

Outubro
- Oficiais de justiça buscam apoio da OAB para melhorar a prestação jurisdicional no estado. A inclusão de geolocalização nas petições dos interesses das partes, para facilitar a localização, o apoio na criação do Núcleo de Inteligência da categoria, para diminuir a quantidade de mandados negativos, e a colaboração na cobrança pela realização de concurso público para oficial de justiça foram os temas em pauta.
- A AOJUS-BA repudiou a declaração do desembargador Raimundo Cafezeiro, em entrevista jornalística, quando ele externou sua opinião de que o “câncer do judiciário” são servidores e magistrados concursados.
- Associação denuncia descaso quanto à arquivamento pelo TJBA de pedido de curso para melhorar a prestação do serviço à mulher vítima de violência doméstica.

Novembro
- Pleito antigo dos oficiais de justiça, TJBA realiza a troca dos 50 computadores da Central de Cumprimento de Mandados de Salvador.

Dezembro
Durante encontro entre o presidente da Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (AOJUS-BA), Itailson Farias, e o deputado estadual Capitão Alden (PL), recém-eleito deputado federal, um ofício foi entregue ao político, que se comprometeu a apoiar os vários pleitos de interesse da categoria que tramitam no Congresso Nacional.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-BA

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Senado aprova projeto de reajuste para os servidores do PJU, que vai à sanção

 Dirigentes do Sintrajud acompanharam as votações em Brasília, defendendo que não houvesse rebaixamento no projeto.

O Plenário do Senado Federal aprovou o projeto de lei que repõe parcial e parceladamente as perdas salariais acumuladas por servidoras e servidores do Judiciário Federal.  A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados pouco antes, vai agora à sanção presidencial.

Dirigentes do Sintrajud, da federação nacional (Fenajufe) e de outras entidades acompanharam as votações no Congresso e atuaram em conjunto em defesa da pauta salarial da categoria.


A votação ocorreu por volta das 22h40 da noite desta quarta-feira, 21 de dezembro de 2022. Prevaleceu o texto acordado pela cúpula do Congresso Nacional e do Poder Judiciário, que alonga o parcelamento da aplicação do reajuste.

Confira aqui a tabela salarial de acordo com o projeto aprovado.

Com isso, o parcelamento que estava previsto, pela proposta original do STF, para ser em dois anos foi estendido para três, com percentual de 6% a cada ano, a partir de fevereiro de 2023, sempre no mesmo mês, totalizando, em 2025, 19,25% de reajuste. Este percentual e modelo estão prevalecendo nos projetos salariais referentes a servidores federais votados esta semana no Congresso Nacional.


Representado pelas servidoras e diretoras Claudia Sperb e Maria Ires, o Sintrajud, assim como outras entidades, defendeu que não houvesse rebaixamento da proposta. As diretoras estão em Brasília desde segunda-feira, acompanhando as sessões plenárias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.


As entidades também defenderam a inclusão de duas emendas ao texto, para que toda a categoria fosse contemplada com o reajuste, o que não ocorreu: a que garantisse o reajuste também aos servidores que recebem quintos por via administrativa ou decisão judicial não transitada em julgado; e outra pela legalidade da acumulação da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificável (VPNI) e da Gratificação de Atividade Externa (GAE).


Na Câmara, a deputada Érika Kokai (PT-DF) disse haver um compromisso do presidente Arthur Lira de analisar a questão dos quintos. O Sintrajud defende com outras entidades que o reajuste não seja absorvido por uma parcela da categoria que não seria contemplada pelo índice, enquanto sucessivos governos sequer cumprem a recomposição salarial obrigatória por lei.

O reajuste quebra longos anos de salários congelados na categoria. Embora insuficiente para repor as perdas totais, aspecto agravado pelo parcelamento que ainda foi ampliado, é o resultado de uma campanha sindical quase ininterrupta, realizada pelas entidades em um período extremamente difícil das mobilizações e da conjuntura política.


Com representantes da diretoria e servidores da base da categoria, o Sintrajud participou de dezenas de atividades, em São Paulo e em Brasília, ao longo dos últimos anos, que tinham como pauta a recomposição dos salários.


A luta salarial também acompanhou outras pautas e mobilizações, como as que barraram a ‘reforma’ Administrativa de Bolsonaro e o debate sobre o Nível Superior para os técnicos por meio de emenda.

Fim do congelamento

Não é um reajuste capaz de recompor longos anos de perdas salariais, alimentadas por uma inflação anual que chegou a bater dois dígitos. O rebaixamento da proposta, mais uma vez, expõe um STF incapaz de defender a sua autonomia e o cumprimento da garantia constitucional de revisão dos salários dos servidores nem mesmo no seu âmbito.


Por outro lado, é um reajuste que quebra uma sequência de anos de congelamento salarial e de tentativa de normalizar a política de redução salarial por meio da corrosão inflacionária. Aspectos que indicam pelo menos duas constatações: a primeira, de que é preciso mobilizar mais e que isso não pode esperar; a segunda, que é sim possível conquistar e avançar nas pautas da categoria. É o momento de manter a mobilização para garantir uma política salarial que possa repor as perdas acumuladas e que não foram alcançadas pelo projeto aprovado, e garanta a manutenção do poder de compras do salário da categoria.


InfoJus Brasil: com informações do Sintrajud

Postagens populares