terça-feira, 28 de julho de 2026

Oficiais de Justiça do TJAL participam de capacitação sobre cumprimento de mandados em casos de violência doméstica


Os Oficiais de Justiça do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) participaram de um curso de capacitação voltado ao aperfeiçoamento do cumprimento de mandados relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa foi promovida pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) e ocorreu nos dias 23 e 24 de julho, nas cidades de Arapiraca e Maceió.

A informação foi divulgada pelo portal Justiça de Saia, que repercutiu a capacitação realizada pela Esmal.

Formação abordou aspectos jurídicos, operacionais e humanizados

O curso, intitulado "Cumprimento de mandados em matéria de violência doméstica", foi ministrado por Samara Carina Albuquerque França, diretora de Secretaria do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.

Durante a capacitação, os participantes aprofundaram conhecimentos em Direito Processual Penal, Criminologia e Direitos das Mulheres, com foco na atuação dos Oficiais de Justiça durante o cumprimento das ordens judiciais relacionadas à violência doméstica.

Segundo a instrutora, um dos objetivos foi contextualizar o trabalho dos Oficiais de Justiça dentro da rede estadual de proteção às vítimas.

"É importante que o Oficial de Justiça saiba orientar a vítima sobre a rede de apoio e os serviços de assistência social, psicologia e assistência jurídica existentes no Estado", destacou.

Procedimentos específicos para cada tipo de mandado

A programação também abordou os aspectos práticos do cumprimento de diferentes modalidades de mandados, especialmente as ordens de intimação e de afastamento do agressor.

Foram apresentados os procedimentos operacionais específicos para cada situação, bem como os requisitos previstos no Código de Normas da Corregedoria do TJAL.

De acordo com Samara França, compreender essas diferenças é fundamental para garantir segurança jurídica e efetividade na execução das medidas protetivas.

Atendimento humanizado e prevenção da revitimização

Outro tema de destaque foi a necessidade de uma atuação humanizada dos Oficiais de Justiça durante o contato com mulheres em situação de violência.

O curso enfatizou a importância de evitar condutas que possam gerar revitimização, orientando os participantes sobre posturas, abordagens e formas de comunicação que preservem a dignidade e reduzam os impactos emocionais sofridos pelas vítimas.

Além disso, foram discutidas as recentes atualizações legislativas relacionadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Capacitação fortalece a atuação dos Oficiais de Justiça

A realização de cursos especializados contribui para o aperfeiçoamento técnico dos Oficiais de Justiça e reforça o papel desempenhado por esses servidores na efetivação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

A atuação qualificada no cumprimento dos mandados é considerada um dos elementos essenciais para garantir proteção rápida às vítimas e maior efetividade às decisões judiciais.

Fonte: Portal Justiça de Saia, com informações do AL1.

Leia a publicação original:

https://www.justicadesaia.com.br/oficiais-de-justica-se-atualizam-em-cumprimento-de-mandados-nos-casos-de-violencia-domestica/

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

➡️ Siga no Instagram: https://www.instagram.com/infojus.oficial/

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Certidão de Oficiala de Justiça fundamenta decisão do TJPB que mantém suspensa desocupação de imóvel em João Pessoa


Uma reportagem publicada pelo portal PBNews destacou a importância da atuação de uma Oficiala de Justiça da Comarca de João Pessoa (PB), cuja certidão foi utilizada como um dos principais fundamentos para uma decisão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que manteve suspensa uma ordem de desocupação de imóvel localizado no Loteamento Cidade Recreio Cabo Branco, no bairro Altiplano, na capital paraibana.

De acordo com a reportagem, a desembargadora Túlia Gomes de Souza Neves, relatora do Agravo de Instrumento nº 0803039-70.2026.8.15.0000, ressaltou expressamente a relevância das informações constatadas pela Oficiala de Justiça durante o cumprimento da ordem judicial.

No voto, a magistrada registrou que a certidão descreveu a existência de três residências no local e a presença de diversos familiares de um dos réus originários, circunstâncias que não poderiam ser desconsideradas na análise do caso.

Constatação presencial foi decisiva

O recurso foi apresentado pelo Espólio de Paulo Miranda D'Oliveira e Maria Jady Miranda contra decisão da 15ª Vara Cível de João Pessoa que havia suspendido a desocupação do imóvel.

Os ocupantes, Leonardo Lima e Rosivania Souza, alegaram residir no local há mais de vinte anos e sustentaram que não participaram da ação originária.

Ao apreciar o recurso, a Terceira Câmara Cível negou provimento, mantendo a suspensão da ordem de desocupação até o esclarecimento da situação possessória e da correta delimitação do imóvel. A decisão foi unânime.

Segundo a desembargadora Túlia Neves, embora existam divergências quanto à identificação do lote, a diligência realizada pela Oficiala de Justiça confirmou a presença dos agravados no imóvel, recomendando cautela antes da adoção de uma medida que poderia gerar consequências de difícil reversão.

Trabalho técnico reforça a efetividade da Justiça

Ainda conforme a reportagem, a Oficiala de Justiça Lauriana Gomes Fontes Araújo afirmou sentir-se honrada por ver seu trabalho técnico contribuir para uma decisão de segundo grau.

Segundo ela, o reconhecimento evidencia a importância da atuação responsável dos Oficiais de Justiça e reforça o papel desempenhado pela categoria na efetividade da prestação jurisdicional.

O presidente do Sindojus-PB e vice-presidente legislativo da Afojebra, Joselito Bandeira Vicente, também destacou que o avanço das ferramentas tecnológicas amplia a atuação dos Oficiais de Justiça, mas não substitui a necessidade das diligências presenciais.

Para ele, há situações em que somente a constatação direta da realidade permite retratar corretamente os fatos, especialmente quando a decisão judicial depende da verificação presencial de pessoas, imóveis e circunstâncias que não podem ser plenamente demonstradas por documentos eletrônicos.

O caso reforça a importância da fé pública das certidões lavradas pelos Oficiais de Justiça, que frequentemente servem como elemento probatório essencial para subsidiar decisões judiciais em todas as instâncias.

Fonte: Reportagem publicada pelo portal PBNews, com informações de Cândido Nóbrega, assessor de imprensa do Sindojus-PB.

Leia a reportagem original:

PBNews – Certidão de oficiala de Justiça fundamenta decisão do TJPB que suspende retirada de moradores no Altiplano

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

➡️ Siga no Instagram: https://www.instagram.com/infojus.oficial/

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Oficiala de Justiça é ameaçada durante busca e apreensão; representante de instituição financeira é ferido com marretada em SP


Uma Oficiala de Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) foi ameaçada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de veículo na cidade de Hortolândia (SP). Na ocorrência, um homem atacou com uma marreta o representante de uma instituição financeira, fugiu com o automóvel e acabou preso. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

O caso ocorreu na última quinta-feira (16) e foi divulgado pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), com repercussão no portal Migalhas.

Diligência transcorria normalmente

Segundo a AOJESP, a diligência era conduzida pela Oficiala de Justiça Kátia Cilene em uma oficina de funilaria onde se encontrava um Chevrolet Cruze objeto da ação judicial.

Após identificar-se ao proprietário do estabelecimento, confirmar que o veículo correspondia ao bem indicado no mandado, realizar a vistoria e lavrar o auto de apreensão, a oficiala nomeou o depositário do veículo. Até então, a diligência ocorria normalmente.

Entretanto, pouco depois, um homem chegou ao local afirmando representar os interesses do possuidor do automóvel e passou a impedir a retirada do bem, recusando-se a aceitar o cumprimento da ordem judicial.

Ameaças e ataque com marreta

De acordo com o relato divulgado pela AOJESP, a Oficiala de Justiça explicou que a apreensão possuía caráter provisório e que a parte interessada poderia discutir judicialmente a medida pelos meios legais.

Mesmo após as explicações, o homem permaneceu exaltado.

Percebendo o comportamento agressivo, a oficiala posicionou o representante da instituição financeira atrás de si para protegê-lo.

Na sequência, o agressor pegou uma marreta utilizada na oficina e desferiu um golpe contra o representante do banco. Embora a vítima tenha conseguido desviar parcialmente, sofreu ferimentos no rosto e intenso sangramento.

Enquanto a oficiala prestava socorro ao ferido, o agressor tomou as chaves do veículo, entrou no automóvel e fugiu do local. Antes de sair, ainda teria ameaçado a servidora, afirmando que ninguém retiraria o veículo.

Prisão preventiva

Após a fuga, a Oficiala de Justiça acionou a Guarda Civil Municipal, solicitou o cadastramento da placa do veículo no sistema de monitoramento da cidade, acompanhou o atendimento da vítima e registrou a ocorrência na Polícia Civil.

Segundo a AOJESP, a integração entre a Guarda Municipal e a Polícia Civil permitiu localizar o suspeito, recuperar o veículo e efetuar sua prisão.

Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Violência contra Oficiais de Justiça preocupa a categoria

O episódio soma-se a diversos casos recentes de violência registrados durante o cumprimento de ordens judiciais em diferentes estados brasileiros, reforçando as preocupações relacionadas à segurança dos Oficiais de Justiça no exercício de suas atribuições.

As ocorrências evidenciam os riscos enfrentados diariamente pelos servidores responsáveis por dar efetividade às decisões judiciais, muitas vezes em situações de elevada tensão e imprevisibilidade.

Fonte: Portal Migalhas, com informações da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP).

Leia a publicação original:

https://www.migalhas.com.br/quentes/460649/oficiala-e-ameacada-e-representante-leva-marretada-em-apreensao

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

➡️ Siga no Instagram: https://www.instagram.com/infojus.oficial/

TJSP nomeia 31 novos Oficiais de Justiça para comarcas do interior e da Grande São Paulo


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) publicou, no Diário da Justiça Eletrônico (DEJESP) desta segunda-feira (20), a nomeação de 31 novos Oficiais de Justiça aprovados em concursos públicos para diversas comarcas do Estado.

As nomeações contemplam unidades do interior e da Grande São Paulo e representam mais um reforço no quadro de servidores responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais, atividade essencial para a efetividade da prestação jurisdicional.

Os novos Oficiais de Justiça foram destinados às comarcas de Mauá, Guaíra, Viradouro, Pilar do Sul, Mairinque, Cabreúva, Cananéia, Paranapanema, Rancharia, Garça, Jaú, Bariri, Macatuba, Buritama, Franca, Guará, Jardinópolis, Taquaritinga, Casa Branca, Jacareí, Americana, Sumaré e Hortolândia.

Segundo informações divulgadas pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), as nomeações decorrem, em sua maioria, de vagas abertas em razão de aposentadorias, falecimentos e de cargos anteriormente criados por legislação específica.

Reforço ao quadro de Oficiais de Justiça

De acordo com a AOJESP, a chegada dos novos servidores representa um importante reforço para diversas comarcas paulistas, que convivem há anos com déficit de Oficiais de Justiça e aumento constante da demanda por cumprimento de mandados.

A entidade informou ainda que defende permanentemente a convocação de novos servidores, diante da sobrecarga de trabalho enfrentada pela categoria e da necessidade de recomposição do quadro funcional em diversas unidades judiciais do Estado.

A ampliação do número de Oficiais de Justiça contribui para dar maior celeridade ao cumprimento das decisões judiciais, beneficiando magistrados, advogados, jurisdicionados e toda a sociedade.

Fonte

A notícia foi publicada originalmente pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP).

Leia a publicação original:

https://aojesp.org.br/tjsp-publica-nomeacao-de-31-novos-oficiais-de-justica-para-comarcas-do-interior-e-da-grande-sao-paulo/

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

➡️ Siga no Instagram: https://www.instagram.com/infojus.oficial/

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Iniciativas pioneiras moldaram a Inteligência Processual como atribuição dos Oficiais de Justiça


A recente implantação do projeto-piloto de Inteligência Processual pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), anunciada para agosto deste ano, reacendeu um importante debate sobre a evolução dessa atividade no Poder Judiciário brasileiro. Embora a iniciativa goiana represente um marco relevante na implementação da Recomendação nº 170/2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a história demonstra que a utilização da inteligência processual e das pesquisas patrimoniais pelos Oficiais de Justiça começou muitos anos antes e foi construída gradativamente por diversos tribunais.

Levantamento realizado pelo InfoJus Brasil mostra que a consolidação da inteligência processual é resultado de uma evolução institucional iniciada há mais de dez anos, passando por experiências pioneiras de pesquisa patrimonial, criação de núcleos especializados, centrais de sistemas eletrônicos e grupos de inteligência, até culminar na recente regulamentação nacional promovida pelo CNJ.

Justiça do Trabalho iniciou pesquisas patrimoniais especializadas em 2014

Um dos primeiros grandes marcos ocorreu na Justiça do Trabalho

Em 2014, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) publicou a Resolução nº 138/2014, determinando a criação dos Núcleos de Pesquisa Patrimonial (NPPs) em todos os Tribunais Regionais do Trabalho.

A medida tinha como principal objetivo aumentar a efetividade da fase de execução trabalhista por meio da localização de bens dos devedores e do combate à ocultação patrimonial.

Com a implantação desses núcleos, Oficiais de Justiça passaram a atuar de forma cada vez mais especializada na utilização de ferramentas eletrônicas como BacenJud (atual Sisbajud), Renajud, Infojud e outros sistemas de pesquisa patrimonial.

Nos anos seguintes, diversos TRTs regulamentaram essa atuação por meio de atos próprios, ampliando significativamente o papel dos Oficiais de Justiça nas pesquisas eletrônicas destinadas ao cumprimento das decisões judiciais.

Embora o foco fosse a pesquisa patrimonial, esse modelo estabeleceu uma importante base para o desenvolvimento posterior da inteligência processual.

TJAL criou, em 2016, o primeiro Núcleo de Inteligência dos Oficiais de Justiça do país

Em 10 de novembro de 2016, a Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas editou o Provimento nº 45/2016, criando o Núcleo de Inteligência dos Oficiais de Justiça (NIOJ).

A estrutura foi efetivamente implementada em 2019, por meio da Portaria nº 946/2019.

Até o momento, trata-se da experiência institucional mais antiga identificada pelo InfoJus Brasil voltada especificamente à inteligência aplicada ao trabalho dos Oficiais de Justiça.

O NIOJ alagoano foi estruturado para atuar diretamente no levantamento de informações destinadas ao cumprimento de mandados judiciais de maior complexidade, oferecendo apoio operacional, logístico e jurídico aos Oficiais de Justiça em diligências cíveis e criminais.

Sua equipe é composta exclusivamente por Oficiais de Justiça e funciona sob supervisão do juiz da Central de Mandados da Capital.

Entre suas atribuições estão:
  • levantamento de informações estratégicas;
  • localização de pessoas;
  • pesquisas patrimoniais;
  • apoio ao cumprimento de prisões;
  • apoio em reintegrações de posse;
  • cumprimento de mandados complexos;
  • apoio às diligências de maior risco.

Para isso, o núcleo utiliza sistemas como:
  • Sisbajud (antigo BacenJud);
  • Renajud;
  • Infojud;
  • Infoseg;
  • BNMP;
  • SREI;
  • SIEL;
  • além de diversas bases abertas de consulta.

Segundo informações divulgadas pelo próprio TJAL, o NIOJ conseguiu elevar em aproximadamente 34% o índice de localização de réus na área criminal.

TJGO estruturou, em 2018, a Central de Operacionalização dos Sistemas Conveniados - CENOPES

Outro importante marco ocorreu em Goiás.

Em junho de 2018, a Corregedoria-Geral da Justiça instituiu a Central de Operacionalização dos Sistemas Conveniados (CENOPES), por meio do Provimento nº 19/2018.

A unidade passou a funcionar com Oficiais de Justiça especializados na operação dos principais sistemas eletrônicos utilizados pelo Poder Judiciário.

Na época, 11 Oficiais de Justiça passaram a atuar exclusivamente na realização de pesquisas patrimoniais, localização de bens e cumprimento de ordens de constrição judicial.

Entre os sistemas utilizados estavam:
  • BacenJud;
  • Renajud;
  • Infojud;
  • Infoseg;
  • Serasa;
  • CNIB;
  • CRCJud;
  • SINIC, etc. 

Além das pesquisas eletrônicas, os Oficiais elaboravam certidões, autos de penhora, autos de arresto e demais atos decorrentes das ordens judiciais recebidas pela Central.

A CENOPES representou um importante avanço na especialização dos Oficiais de Justiça na utilização de sistemas eletrônicos voltados à efetividade da execução.

TJPE implantou núcleo especializado para cumprimento de medidas protetivas

Em junho de 2024, o Tribunal de Justiça de Pernambuco implantou, inicialmente na comarca de Caruaru, o Núcleo de Informações Estratégicas e Cumprimento de Ordens Judiciais (NIOJ), voltado exclusivamente às medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Diferentemente do modelo alagoano, o núcleo pernambucano possui finalidade específica na proteção das mulheres vítimas de violência doméstica.

A atuação ocorre de forma integrada entre Oficiais de Justiça, Polícia Militar, Patrulha Maria da Penha e órgãos municipais e estaduais de proteção às mulheres.

Entre suas atribuições destacam-se:
  • cumprimento prioritário de medidas protetivas;
  • retirada do agressor do lar;
  • acompanhamento das vítimas;
  • integração institucional;
  • compartilhamento de informações estratégicas;
  • atuação conjunta com equipes multidisciplinares.

Os resultados obtidos em Caruaru levaram o TJPE a expandir o projeto, em janeiro de 2026, para a Região Metropolitana do Recife.

TJPA consolidou modelo integrado de inteligência processual

Outra experiência de destaque surgiu no Tribunal de Justiça do Pará.

Após projeto-piloto iniciado em 2024, o Tribunal instituiu oficialmente, em janeiro de 2025, o Grupo de Execução e Inteligência Processual (GEIP), por meio do Provimento Conjunto nº 1/2025.

O GEIP reúne magistrado supervisor e Oficiais de Justiça especializados em inteligência processual.

Sua atuação integra pesquisas patrimoniais, localização de pessoas, cruzamento de bancos de dados, utilização de ferramentas eletrônicas e apoio técnico às unidades judiciárias.

Entre os sistemas utilizados estão:
  • Sisbajud;
  • Renajud;
  • Infojud;
  • Sniper;
  • SERP.

Os resultados obtidos rapidamente transformaram o GEIP em referência nacional, inclusive despertando o interesse de outros tribunais e do próprio CNJ.

CNJ nacionalizou a Inteligência Processual

Em dezembro de 2024, o Conselho Nacional de Justiça publicou a Resolução nº 600/2024.

A norma reconheceu oficialmente a Inteligência Processual como uma nova atribuição dos Oficiais de Justiça, ampliando sua atuação na localização de pessoas e bens, pesquisa patrimonial, constatação de fatos relevantes e utilização de ferramentas tecnológicas para conferir maior efetividade ao cumprimento das decisões judiciais.

Posteriormente, um Grupo de Trabalho instituído pelo CNJ elaborou proposta de regulamentação da matéria, culminando na aprovação da Recomendação nº 170/2026.

A recomendação organiza nacionalmente a atividade de inteligência processual, estabelece metodologias de pesquisa, disciplina o acesso aos sistemas eletrônicos, prevê o uso responsável da inteligência artificial e orienta a criação de Núcleos de Inteligência Processual e Núcleos de Pesquisa Patrimonial nos tribunais brasileiros.

TJGO anuncia projeto-piloto para implementação da Recomendação nº 170 do CNJ

Nesse contexto, o Tribunal de Justiça de Goiás anunciou que iniciará, em 10 de agosto de 2026, o primeiro projeto-piloto estruturado especificamente para implementação da Recomendação nº 170/2026 do CNJ.

A iniciativa será desenvolvida inicialmente na Central de Mandados Especializados de Goiânia, com atuação voltada às Varas da Fazenda Pública Municipal.

O projeto deverá utilizar toda a experiência acumulada pelo Tribunal desde a criação da CENOPES, agora incorporando as diretrizes nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça para a Inteligência Processual.

Evolução construída por diversos tribunais

O levantamento demonstra que a Inteligência Processual dos Oficiais de Justiça não surgiu de forma repentina.

Ao contrário, trata-se de uma construção institucional desenvolvida ao longo de mais de uma década, passando por experiências pioneiras na Justiça do Trabalho, pela criação do NIOJ em Alagoas, pela especialização da CENOPES em Goiás, pelos modelos desenvolvidos em Pernambuco e no Pará e, por fim, pela consolidação promovida pelo Conselho Nacional de Justiça.

Mais do que uma nova atribuição, a Inteligência Processual representa a evolução natural da atuação dos Oficiais de Justiça, incorporando tecnologia, análise estratégica, pesquisa patrimonial, localização de pessoas e produção de informações qualificadas para conferir maior efetividade ao cumprimento das decisões judiciais e fortalecer a prestação jurisdicional em todo o país.

Fontes consultadas:
  • Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL)
  • Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO)
  • Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)
  • Tribunal de Justiça do Pará (TJPA)
  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
  • Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT)

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Postagens populares