quarta-feira, 27 de maio de 2015

Oficiais de Justiça podem se reunir em sindicato próprio

Os oficiais de justiça do Estado de Goiás poderão formar entidade sindical própria, conforme sentença do juiz Ricardo Teixeira Lemos (foto), da 7ª Vara Cível de Goiânia. O magistrado julgou improcedente o pedido do Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (Sindijustiça), que pleiteava a não separação da categoria, pelo princípio da unicidade.

Em assembleia geral dos oficiais de justiça, foi aprovada a sindicalização autônoma, com estatuto próprio e pedido de registro no Ministério do Trabalho e Emprego. Contudo, a organização que engloba todos os funcionários do Poder Judiciário havia conseguido, em sede de tutela antecipada, a suspensão de todo o processo de regularização para a nova entidade se efetivar. A sentença desta sexta-feira (22) revoga os efeitos anteriormente concedidos.

Para Lemos, apesar da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não abranger o funcionalismo público, pode-se, por analogia, interpretar seus fundamentos a respeito da associação em sindicatos, coroando o princípio da especificidade. “A CLT não impede a divisão do sindicato constituído por categorias similares ou conexas”. Como exemplo, o juiz citou que na Polícia Civil, há o sindicato dos agentes, dos delegados, dos peritos, entre outros, cada qual com sua função específica.

Segundo a Constituição Federal, o magistrado endossou que é vedada a existência de mais de um sindicato por categoria profissional, não podendo este ser inferior à área de um município. “No caso, o Sindijustiça representa mais de uma categoria profissional (Grupos Operacionais), se estendendo a todo o Estado de Goiás. Isso porque o critério de associação ao sindicato autor é a condição de servidor público do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, mas não o tipo de cargo ou função, por categoria profissional exercidos. Explicando melhor, é vedada a criação na mesma base territorial de outro sindicato, se idênticas as funções e cargos, como o Sindijustiça”. Veja sentença. (Texto: Lilian Cury – Centro de Comunicação Social do TJGO)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Presidente do TJ-AL destaca apoio aos oficias de justiça durante o Eojus

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Washington Luiz, destacou durante sua fala no Primeiro Encontro de Oficiais de Justiça de Alagoas (Eojus), que estará ao lado dos oficiais de justiça na luta pelos seus pleitos. O presidente da Corte de Justiça disse que era uma satisfação participar de um evento da Justiça em Piranhas, sua terra natal, onde ele disse ter seus amigos de infância e família.

Washington Luiz colocou que sua gestão frente ao TJ é compartilhada e que todas as categorias serão convidadas para manter o diálogo com a Corte. “Recentemente discutimos a data-base e estamos discutindo o PCCS, mas temos a certeza que chegaremos a um denominador comum para o bem de todos”, enfatizou.

Ainda durante sua fala, o desembargador presidente revelou que desde quando ingressou no Poder Judiciário sempre teve como seu braço direito um oficial de justiça: Thiago Malta, que ele disse ter “muita consideração e confiança”.

O presidente do Tribunal de Justiça agradeceu o convite do presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Alagoas (Sindojus/AL), Cícero Filho, e do diretor Gustavo Macedô pelo convite para participar do evento. “Essa dupla infernal Cícero e Guga me convenceu em cinco minutos a apoiar e fazer parte desse encontro. Me orgulho demais em estar ao lado de todos oficiais de justiça nesse momento. Viva os oficias de justiça desse País. Viva Alagoas”, finalizou.

Fonte: Sindojus-AL

ALAGOAS: Inovações na atividade dos oficias de justiça foi pauta no Eojus

O professor e advogado, Márcio Oliveira Rocha, abriu o segundo dia de atividades no primeiro Encontro dos Oficiais de Justiça de Alagoas (Eojus) com a palestra “As principais inovações na atividade dos oficiais de justiça”. O palestrante norteou sua fala a partir da estrutura do novo código processual civil.

Márcio Oliveira trouxe a nova dinâmica processual e a participação efetiva do oficial de justiça nessas atividades. “O que há hoje com o novo código processual civil é o modelo cooperativo de processo; uma verdadeira mudança cultural”, classificou o professor.

Pontos como citações por hora certa, intimações por meio eletrônico, mandatos itinerantes também estiveram entre os temas abordados pelo professor. “Na minha visão não houve mudanças substanciais nas atribuições dos oficiais, mas é importante que todos estejam atentos as discussões nacionais que vem sendo debatidas”, finalizou Márcio Oliveira Rocha.

Painel da assessoria jurídica

Quem também explanou sobre as atribuições, direitos e lutas dos oficiais de justiça foi o advogado responsável pela assessoria jurídica do Sindicato dos Oficias de Justiça de Alagoas (Sindojus/AL), Clênio Pacheco Júnior.

O advogado fez uma breve explanação sobre as ações coletivas e individuais em favor dos associados do Sindojus/AL, como: periculosidade e hora extra dos oficiais de justiça.

Clênio falou sobre a importância do Sindicato dos Oficias de Justiça para categoria e sua disponibilidade e experiência em defesa das lutas classistas. “Defendemos os oficiais através dos embates jurídicos e nas mais diversas discussões de teses. Nosso enfrentamento será sempre técnico e coerente”, sentenciou o assessor jurídico do Sindojus.

Representante nacional

O oficial de justiça do Pará e representante da Federação Nacional dos Oficiais de Justiça, Edvaldo Lima, abrilhantou o primeiro Encontro dos Oficias de Justiça realizado em Piranhas com a sua presença. “Nós tivemos muitos avanços nacionalmente nos últimos anos e na justiça podem ter certeza que com o novo CPC fomos a categoria que mais cresceu”, frisou.

O presidente dos Sindojus, Cícero Filho, agradeceu a presença do Edvaldo Lima que “não mediu esforços para estar em Alagoas; superando as dificuldades de mobilidade e logística, já que na mesma data ele participava de outro evento”.

Fonte: Sindojus-AL

Aposentadoria especial volta à pauta do STF nesta quinta

O Mandado de Injunção esteve na pauta da última sessão do STF, ocorrida em 30 de abril, quando os ministros encerraram a reunião sem a análise do pedido

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, nesta quinta-feira (28), o Mandado de Injunção n° 833, que trata da Aposentadoria Especial para os Oficiais de Justiça. O MI foi impetrado há mais de seis anos pelo Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Estado do Rio de Janeiro que argumenta ausência de regulamentação do artigo 40, parágrafo 4º, da Constituição Federal, para a aposentadoria especial dos ocupantes do cargo de Oficial de Justiça Avaliador Federal.

A entidade pede a aplicação analógica da disciplina prevista na Lei Complementar 51/1985, no que regulamenta a aposentadoria especial para funcionário policial, com a redução de cinco anos no tempo de serviço de seus substituídos do sexo feminino.

O Mandado de Injunção esteve na pauta da última sessão do STF, ocorrida em 30 de abril, quando os ministros encerraram a reunião sem a análise do pedido. Os Oficiais de Justiça assistiram perplexos as manifestações ocorridas durante o julgamento do MI 4204, que tratava da contagem diferenciada de tempo de serviço para fins de aposentadoria especial de um servidor público que teria exercido atividade de condução insalubre, quando três ministros demonstraram desconhecimento sobre a realidade dos Oficiais de Justiça e desrespeito sobre o assassinato do colega Francisco Pereira Ladislau Neto.

O posicionamento do dia 30 de abril motivou a manifestação de diversas entidades que exigiram o respeito dos magistrados.

A concessão da aposentadoria especial para os Oficiais de Justiça volta à pauta nesta quinta-feira em sessão que acontece a partir das 14 horas. A votação pode ser acompanhada em tempo real através da TV Justiça e Rádio Justiça.

Fonte: Fenassojaf

Projeto de lei que garante livre estacionamento para oficiais de Justiça está na pauta da CVT da Câmara nesta quarta

Alteração no CTB garantirá livre parada e
estacionamento a veículos de oficiais de Justiça
Para obter o benefício é preciso estar cumprindo mandado judicial no local; cadastrar o veículo junto ao Detran da unidade da federação onde atua; e identificar o veículo por meio de uma placa afixada no painel dianteiro

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados analisa, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei nº 6971/2006, que altera a Lei nº 9.503, de setembro de 1997, que “Institui o Código de Trânsito Brasileiro”, para garantir livre estacionamento e parada aos veículos de oficiais de Justiça em diligência.

O parecer apresentado pelo relator, deputado Ricardo Izar (PSD/SP) é pela aprovação do projeto que possui outros dois PLs apensados. Um deles, o PL 6.971/2006 apresentado pelo deputado Policarpo, busca regulamentar a utilização da norma e estabelece que, durante o cumprimento das diligências, os oficiais de Justiça também poderão estacionar seus veículos nas vagas destinadas aos veículos oficiais e de polícia e ainda, de forma gratuita, em estacionamento público rotativo explorado sob o regime de concessão. Para obter o benefício da Lei, o oficial de Justiça deverá: a. Estar cumprindo mandado judicial no local; b. Cadastrar o veículo junto ao Departamento de Trânsito da unidade da federação onde atua; c. Identificar o veículo por meio de uma placa afixada no painel dianteiro.

A proposta determina, ainda, o limite de até dois veículos para o cadastramento por oficial de Justiça, ficando responsável pela atualização do cadastro junto ao Departamento de Trânsito em caso de substituição.

A Fenassojaf convida todos os oficiais de Justiça que estiverem em Brasília para acompanhar a sessão da CVT que acontece nesta quarta-feira (27), a partir das 10 horas, no Anexo II – Plenário 11 da Câmara dos Deputados.

Fonte: Fenassojaf

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