segunda-feira, 27 de abril de 2026

Cumprimento de medida protetiva termina com ataque a Oficial de Justiça e mobilização do BOPE no Paraná


O cumprimento de uma ordem judicial de medida protetiva terminou em tensão e mobilização policial na cidade de Alto Piquiri, no Noroeste do Paraná, na quarta-feira (22/04). Um Oficial de Justiça e uma equipe da Polícia Militar foram alvo de artefatos explosivos durante a tentativa de afastamento de um homem do lar.

A ordem judicial havia sido expedida pelo Fórum local, a partir de solicitação da esposa do suspeito, com base em medida protetiva.

Ataque durante cumprimento do mandado

De acordo com informações da Polícia Militar, o homem, de 32 anos, recusou-se a cumprir a ordem judicial e afirmou que não deixaria o imóvel, desafiando a atuação das autoridades.

Durante a diligência, ele arremessou um artefato explosivo de pequeno porte em direção ao Oficial de Justiça e aos policiais que davam apoio ao cumprimento da decisão.

Mesmo após tentativas de negociação, o suspeito permaneceu no interior da residência, mantendo o impasse.

BOPE foi acionado

Diante da gravidade da situação, equipes especializadas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foram acionadas e se deslocaram de Curitiba até Alto Piquiri para dar suporte à ocorrência.

Após a intervenção, o homem foi preso em flagrante por descumprimento de medida judicial.

Risco em diligências volta ao debate

O caso evidencia, mais uma vez, os riscos enfrentados por Oficiais de Justiça no cumprimento de mandados, especialmente em situações envolvendo violência doméstica e afastamento do lar — consideradas entre as diligências mais sensíveis e potencialmente perigosas.

A atuação conjunta com forças policiais tem sido uma prática recorrente nesses casos, justamente em razão da possibilidade de resistência e escalada de violência por parte dos envolvidos.

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VI CONOJUS é encerrado em Florianópolis com foco na humanização e no futuro da atuação dos Oficiais de Justiça


O VI Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (CONOJUS) foi encerrado nesta sexta-feira (24), em Florianópolis (SC), após três dias de debates sobre os desafios e as transformações da atividade no Brasil. Realizado entre os dias 22 e 24 de abril, no CentroSul, o evento reuniu Oficiais de Justiça de todo o país, além de magistrados, autoridades e representantes do sistema de Justiça.

Com programação voltada à modernização do Judiciário e à valorização da carreira, o congresso consolidou-se como um dos principais espaços nacionais de discussão sobre a atuação dos Oficiais de Justiça.

Tecnologia e nova dimensão da função

Um dos destaques foi a participação do desembargador Alexandre Morais da Rosa, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que abordou os impactos das inovações tecnológicas na atividade. Segundo ele, o Oficial de Justiça deixou de ser apenas executor de ordens para assumir papel estratégico como agente de inteligência do Judiciário.

O magistrado destacou a necessidade de investimentos em tecnologia, capacitação e estrutura para garantir eficiência e efetividade no cumprimento das decisões judiciais.

Humanização como eixo central

A desembargadora Quitéria Tamanini Vieira, também do TJSC, enfatizou a importância da humanização na atuação dos Oficiais de Justiça. Para ela, o trabalho vai além do cumprimento formal de mandados, envolvendo diálogo, empatia e construção de soluções.

Segundo a magistrada, o contato direto com o jurisdicionado pode favorecer a conciliação e contribuir para a pacificação social.

Experiência e reconhecimento institucional

O desembargador Saul Steil, que atuou como Oficial de Justiça antes de ingressar na magistratura, ressaltou o papel da categoria como elo entre o Estado e a sociedade. Ele destacou a responsabilidade social da função e a importância de uma atuação pautada no respeito e na compreensão.

Já o desembargador Altamiro de Oliveira reforçou o reconhecimento institucional da categoria e manifestou apoio ao fortalecimento da atividade no âmbito do Judiciário.

Espaço de debate e integração nacional

Ao longo dos três dias, o congresso promoveu debates sobre temas como inteligência artificial, inovação tecnológica, segurança institucional, saúde mental e condições de trabalho.

O evento também funcionou como espaço de integração entre profissionais de diferentes regiões, fortalecendo o diálogo nacional e a construção coletiva de soluções para os desafios da atividade.

Fortalecimento da categoria

O VI CONOJUS reafirmou o protagonismo dos Oficiais de Justiça na efetivação das decisões judiciais e destacou a importância de investimentos em estrutura, valorização profissional e modernização do trabalho.

Ao final, o encontro consolidou-se como um marco na agenda nacional da categoria, reforçando a necessidade de uma Justiça mais eficiente, próxima da sociedade e humanizada. A próxima edição do congresso, o VII CONOJUS, já tem local definido e será realizada em Palmas (TO), no ano de 2027.

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

VI CONOJUS começa nesta quarta-feira em Florianópolis com programação intensa e foco no futuro dos Oficiais de Justiça


Tem início nesta quarta-feira (22), em Florianópolis (SC), o VI Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (CONOJUS), um dos principais encontros da categoria no país. O evento segue até o dia 24 de abril, reunindo profissionais de todo o Brasil para três dias de debates, atualização e integração.

A programação começa com credenciamento das 17h às 19h, seguido pela solenidade de abertura às 19h e um coquetel de recepção às 20h30, marcando o início oficial das atividades.

Agenda voltada ao futuro da função

Ao longo dos três dias, os participantes acompanharão uma agenda completa, com painéis, debates e conteúdos voltados aos desafios contemporâneos da atividade dos Oficiais de Justiça, incluindo temas como modernização do Judiciário, valorização profissional e atuação prática no cumprimento de mandados.

O congresso também se propõe a ser um espaço de troca de experiências e atualização profissional, promovendo networking entre servidores, magistrados e especialistas do sistema de Justiça.

Participação de magistrados e autoridades

A programação contará com a presença de magistrados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, entre eles os desembargadores Alexandre Morais da Rosa, Quitéria Tamanini Vieira, Saul Steil e Altamiro de Oliveira, além de representantes do Conselho Nacional de Justiça, parlamentares e outras autoridades.

Espaço de integração nacional

Realizado no CentroSul, o CONOJUS consolida-se como um dos eventos mais relevantes do calendário nacional da categoria, promovendo o diálogo entre quem atua na linha de frente do Judiciário e aqueles que participam das decisões institucionais.

A proposta é construir caminhos para uma Justiça mais eficiente e próxima da sociedade, a partir da experiência prática dos Oficiais de Justiça em todo o país.

Encerramento com momento de celebração

Além da programação técnica, o congresso também contará com uma festa de encerramento, já confirmada pelos organizadores, voltada à integração e celebração entre os participantes.

Os detalhes completos da programação podem ser consultados no site oficial do evento (clique aqui).

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Projeto que garante estacionamento livre para Oficiais de Justiça avança e será analisado pelo Senado


O Senado Federal deve analisar o Projeto de Lei nº 3.554/2023, que prevê a autorização para livre parada e estacionamento de veículos utilizados por Oficiais de Justiça em serviço. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para a próxima etapa de tramitação no Congresso Nacional.

De autoria dos deputados Coronel Meira e Ricardo Silva, o projeto tem como objetivo garantir melhores condições de trabalho para os servidores no cumprimento de ordens judiciais.

Agilidade no cumprimento de mandados

O texto propõe alteração no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo os veículos de Oficiais de Justiça entre aqueles considerados de utilidade pública, desde que devidamente identificados.

Na prática, isso permitiria a parada e o estacionamento em locais onde normalmente seriam proibidos, sem aplicação de sanções administrativas, desde que o servidor esteja em efetivo exercício da função.

Segundo o relator na Câmara, deputado Defensor Stélio Dener, a medida busca assegurar maior celeridade e efetividade à prestação jurisdicional, especialmente em diligências que exigem rapidez e acesso direto aos locais de cumprimento.

Reconhecimento da atividade externa

A proposta leva em consideração a natureza da atividade dos Oficiais de Justiça, que atuam diretamente nas ruas, realizando citações, intimações, penhoras, despejos, buscas e outras ordens judiciais.

Nesse contexto, a limitação de estacionamento em áreas urbanas é apontada como um obstáculo prático à execução das decisões judiciais, podendo gerar atrasos e dificuldades operacionais.

Próximos passos no Senado

Com a chegada ao Senado, o projeto ainda passará por despacho que definirá as comissões responsáveis pela análise da matéria.

O tema integra um conjunto de propostas que vêm sendo discutidas no Congresso Nacional com foco na melhoria das condições de trabalho e na valorização dos Oficiais de Justiça, categoria considerada essencial para a efetividade das decisões judiciais em todo o país.

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Projeto que permite mediação por Oficiais de Justiça gera reação e levanta debate sobre funções no Judiciário


Uma proposta em tramitação no Congresso Nacional que autoriza Oficiais de Justiça a atuarem como mediadores e conciliadores passou a enfrentar resistência no meio jurídico. Uma nota técnica elaborada pelo Instituto dos Advogados de São Paulo aponta incompatibilidade entre as funções e alerta para riscos à imparcialidade e à segurança jurídica no sistema de Justiça.

O posicionamento foi aprovado pela diretoria da entidade e encaminhado ao relator do Projeto de Lei nº 9.609/2018, que trata da ampliação das atribuições dos Oficiais de Justiça no âmbito da resolução consensual de conflitos.

Funções distintas no centro do debate

O principal argumento apresentado é a diferença estrutural entre as atividades. Segundo a análise, o Oficial de Justiça exerce função vinculada ao cumprimento de ordens judiciais — muitas vezes em contextos de coerção institucional — enquanto o mediador atua com base na imparcialidade, autonomia e construção consensual entre as partes.

Para o Instituto, essa distinção impede a sobreposição de papéis. A mediação exige ambiente de confiança e equilíbrio, o que, segundo a nota, não se compatibiliza com a presença de um agente estatal investido de poder coercitivo.

Críticas à proposta

Durante a discussão, representantes da entidade classificaram a proposta como inadequada do ponto de vista técnico. A avaliação é de que a medida desconsidera princípios essenciais da mediação e pode comprometer a efetividade dos métodos consensuais de resolução de conflitos.

Outro ponto destacado é que a mediação não pode ser tratada apenas como instrumento de celeridade processual ou redução de custos. A finalidade principal, segundo o entendimento apresentado, é a pacificação social por meio de soluções construídas pelas próprias partes.

Entendimento institucional já consolidado

A nota técnica também menciona posicionamentos do Conselho Nacional de Justiça, que já se manifestou contra a cumulação das funções. O órgão admite que Oficiais de Justiça possam estimular a autocomposição e registrar propostas, mas não autoriza a atuação direta como mediadores ou conciliadores.

Para o Instituto, esse entendimento deve ser preservado como diretriz institucional, especialmente diante da existência de profissionais especializados na condução desses procedimentos.

Riscos apontados

Entre as possíveis consequências da aprovação do projeto, o documento destaca o risco de nulidades processuais, caso atos de mediação sejam conduzidos por agentes sem formação específica.

Também há preocupação com o impacto na organização do Judiciário, com a mistura de atribuições e possível enfraquecimento da especialização funcional no sistema de resolução de conflitos.

Debate segue em aberto

A manifestação técnica busca influenciar o debate legislativo, reforçando a necessidade de preservação dos papéis institucionais dentro do sistema de Justiça.

O tema segue em discussão no Congresso e envolve visões distintas sobre o alcance das atribuições dos Oficiais de Justiça e o funcionamento do modelo multiportas de solução de conflitos no Brasil.

📎 Reportagem original:

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Suprema Corte da Argentina sediará 1ª Conferência Latino-Americana de Oficiais de Justiça


A cidade de Buenos Aires será palco de um encontro inédito para a categoria: a 1ª Conferência do Foro Latino-Americano de Oficiais de Justiça, que será realizada nos dias 8 e 9 de outubro, no auditório da Direção-Geral de Mandamentos da Suprema Corte da Argentina.

O evento reunirá profissionais de diversos países da América Latina e de outras regiões do mundo, marcando o primeiro encontro presencial do foro internacional voltado exclusivamente à atuação dos Oficiais de Justiça.

Debate sobre tecnologia e transformação da função

Promovida pela União Internacional dos Oficiais de Justiça, em parceria com a Suprema Corte argentina, a conferência terá como tema central “O Oficial de Justiça em tempos de IA”.

A proposta é discutir os impactos das novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, sobre o exercício da função, além dos desafios e das transformações que vêm sendo observados no cumprimento de mandados e na atuação em campo.

Encontro histórico para a categoria

A realização da conferência é considerada um marco para a integração dos Oficiais de Justiça da América Latina, com expectativa de participação de representantes de diversos países e intercâmbio de experiências institucionais.

A iniciativa também conta com apoio de entidades representativas brasileiras, que acompanham a organização do evento e incentivam a participação de profissionais do país.

Inscrições e participação

As informações sobre valores e início das inscrições devem ser divulgadas nos próximos dias. A orientação é que os interessados acompanhem os canais oficiais das entidades organizadoras para garantir participação no encontro.

A conferência pretende consolidar um espaço permanente de diálogo internacional sobre a atuação dos Oficiais de Justiça, ampliando o debate sobre inovação, eficiência e fortalecimento institucional da função.

Fonte: Assojaf/GO.

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Campanha destaca falhas na execução de medidas protetivas e reforça papel dos Oficiais de Justiça na proteção às mulheres


A campanha “Justiça que chega a tempo” ganhou repercussão na imprensa nacional ao chamar atenção para um dos pontos mais sensíveis no enfrentamento à violência contra a mulher: o intervalo entre a decisão judicial e o efetivo cumprimento das medidas protetivas.

Lançada pela Abojeris, a iniciativa propõe reduzir esse tempo crítico, considerado determinante para evitar a escalada da violência e possíveis casos de feminicídio.

Intervalo entre decisão e cumprimento é apontado como falha crítica

Reportagens publicadas em diferentes veículos destacam que, embora a proteção seja concedida pelo Judiciário, muitas vezes ela não se concretiza com a rapidez necessária na prática. O período entre a decisão e sua execução tem sido apontado como um dos principais gargalos do sistema.

A campanha evidencia que falhas operacionais — como problemas de comunicação, demora no apoio policial e inconsistências no registro de ocorrências — podem comprometer a efetividade das medidas protetivas.

Proposta de novo protocolo de atuação

Diante desse cenário, a iniciativa defende mudanças nos protocolos de atuação, com foco na integração entre os órgãos do sistema de Justiça e as forças de segurança. A proposta inclui a construção de um fluxo mais ágil e padronizado para o cumprimento das medidas.

Nesse contexto, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul iniciou diálogo com a entidade para discutir a elaboração de um novo modelo de atuação conjunta, com o objetivo de garantir maior proteção às vítimas.

Papel dos Oficiais de Justiça

A campanha também reforça o papel estratégico dos Oficiais de Justiça, responsáveis pelo cumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e pela execução de ordens judiciais, incluindo a prisão de agressores.

Por estarem na linha de frente da efetivação dessas decisões, esses profissionais são apontados como agentes fundamentais para reduzir o tempo de resposta do Estado e ampliar a proteção às mulheres em situação de risco.

Repercussão amplia debate

A ampla cobertura na imprensa reforça a urgência do tema e amplia o debate público sobre a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de proteção. A campanha tem sido apresentada como um chamado à ação para que medidas judiciais não permaneçam apenas no papel, mas sejam efetivamente cumpridas em tempo hábil.

A proposta também envolve a mobilização da sociedade e dos meios de comunicação para ampliar a conscientização sobre a importância da agilidade no cumprimento das decisões judiciais.

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Deputado defende isenção de IPVA e reforço no quadro de Oficiais de Justiça no Ceará durante sessão solene


A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) foi palco de uma sessão solene marcada por reconhecimento institucional e defesa de pautas estruturais para os Oficiais de Justiça. Durante a homenagem à categoria, o deputado Guilherme Landim (PSB) defendeu a concessão de isenção ou desconto no IPVA e o reforço no quadro de servidores do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

A solenidade, realizada no Plenário 13 de Maio, reuniu autoridades, representantes da categoria e profissionais ativos e aposentados, em um evento que já se consolidou no calendário do Legislativo estadual.

Reconhecimento e defesa da categoria

Ao abrir a sessão, o parlamentar destacou o papel dos Oficiais de Justiça como elo entre o Judiciário e a sociedade, enfatizando a atuação diária em diferentes contextos, muitas vezes marcados por risco e adversidades.

Segundo ele, trata-se de uma das poucas carreiras do serviço público que utiliza veículo próprio para o exercício da função, o que fundamenta a proposta de isenção ou redução do IPVA como medida de compensação e reconhecimento .

A proposta já está em discussão junto ao governo estadual e integra um conjunto de iniciativas voltadas à valorização da categoria.

Déficit de servidores preocupa

Outro ponto central da fala foi a necessidade de recomposição do quadro de Oficiais de Justiça no estado. De acordo com dados apresentados durante o evento, o número de profissionais em atividade caiu nos últimos anos, passando de 723 para 622, o que tem gerado sobrecarga de trabalho e impactado o funcionamento do Judiciário .

O parlamentar classificou o cenário como preocupante e destacou que há comarcas sem Oficiais de Justiça e outras com quantitativo abaixo do necessário.

Estrutura e condições de trabalho

Além da recomposição do quadro, também foram mencionadas iniciativas voltadas à melhoria das condições de trabalho, como a criação de centrais especializadas para cumprimento de mandados, especialmente em casos de violência doméstica.

A discussão sobre valorização também envolve temas como indenizações, estrutura de apoio e reconhecimento institucional da função, considerada essencial para a efetivação das decisões judiciais.

Papel essencial à Justiça

Durante a sessão, representantes da categoria reforçaram que os Oficiais de Justiça são responsáveis por materializar, na prática, as decisões proferidas pelo Poder Judiciário. A atuação envolve contato direto com a realidade social, em atividades que exigem equilíbrio emocional, preparo técnico e enfrentamento de situações sensíveis.

Também foi destacado o volume expressivo de mandados judiciais cumpridos no estado, mesmo diante da redução do número de servidores, o que reforça a relevância da função para o funcionamento da Justiça.

Homenagens marcam solenidade

A sessão contou ainda com homenagens a Oficiais de Justiça da capital e do interior, ativos e aposentados, que representaram simbolicamente toda a categoria. Os agraciados receberam placas em referência ao Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado em 25 de março.

A solenidade também reuniu representantes do Judiciário, da advocacia e de outras instituições, em um momento de reconhecimento público e reforço das pautas da categoria no estado.

📎 Reportagem original, com fotos:

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sábado, 11 de abril de 2026

Mudança na relatoria do projeto do porte de arma para Oficiais de Justiça reacende articulação no Congresso


O Projeto de Lei nº 4.256/2019, que autoriza o porte de arma de fogo para Oficiais de Justiça, teve nova movimentação na Câmara dos Deputados com a designação de um novo relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O deputado Emanuel Pinheiro Neto assumiu a relatoria da proposta em substituição ao deputado Soldado Noelio, que deixou o exercício do mandato.

A mudança ocorreu após o retorno da deputada titular à vaga ocupada anteriormente por Noelio, que atuava como suplente. Antes de deixar a relatoria, ele havia apresentado parecer favorável ao projeto, concluindo que a proposta não gera impacto financeiro ou orçamentário.

Proposta já aprovada no Senado

De autoria do senador Fabiano Contarato, o projeto altera o Estatuto do Desarmamento para permitir o porte de arma a Oficiais de Justiça e agentes socioeducativos, desde que atendidos requisitos legais como comprovação de necessidade, idoneidade, idade mínima e aptidão técnica e psicológica.

A proposta já foi aprovada no Senado Federal e tramita em caráter conclusivo na Câmara. Após a análise na Comissão de Finanças e Tributação, o texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se aprovado também nessa etapa, poderá ser encaminhado diretamente para sanção presidencial.

Articulação nacional da categoria

Mesmo com a mudança na relatoria, a proposta segue sendo acompanhada de perto por entidades representativas da categoria em âmbito nacional.

As entidades que representam os Oficiais de Justiça federais — sindicatos e associações nacionais — e as entidades representativas dos Oficiais de Justiça estaduais — federações e associações — têm atuado de forma coordenada junto ao Congresso Nacional, buscando dialogar com parlamentares e garantir o avanço da proposta.

A mobilização inclui acompanhamento constante da tramitação, articulação política e defesa do reconhecimento das condições de risco enfrentadas pelos Oficiais de Justiça no exercício da função.

Próximos passos

Com a designação do novo relator, o projeto aguarda a apresentação de novo parecer na Comissão de Finanças e Tributação. A expectativa é que, superada essa etapa, a proposta avance para a análise final na Comissão de Constituição e Justiça.

O tema permanece em debate no Congresso e envolve discussões sobre segurança institucional, proteção dos servidores e condições de trabalho de profissionais que atuam diretamente no cumprimento de decisões judiciais em todo o país.

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terça-feira, 31 de março de 2026

Deputado Soldado Noelio (UNIÃO-CE) apresenta parecer favorável ao porte de arma para Oficiais de Justiça na Comissão de Finanças e Tributação

O Projeto de Lei nº 4.256/2019, que autoriza o porte de arma de fogo para Oficiais de Justiça, avançou nesta terça-feira (31) na Câmara dos Deputados. O relator da proposta na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), deputado Soldado Noelio, apresentou parecer concluindo que a matéria não implica aumento ou diminuição da receita ou da despesa pública.

Com esse entendimento, o parlamentar afastou a necessidade de análise de adequação orçamentária, etapa essencial para o prosseguimento da tramitação na comissão .

Origem do projeto

O projeto é de autoria do senador Fabiano Contarato e já foi aprovado no Senado Federal. A proposta altera a Lei nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento) para incluir os Oficiais de Justiça e agentes de segurança socioeducativos entre as categorias autorizadas ao porte de arma de fogo, desde que atendidos os requisitos legais.

A iniciativa tem como fundamento o reconhecimento dos riscos inerentes ao exercício dessas funções, especialmente no caso dos Oficiais de Justiça, que atuam diretamente no cumprimento de ordens judiciais em ambientes frequentemente hostis.

Reconhecimento da atividade de risco

No parecer, o relator destaca que os Oficiais de Justiça exercem atividade de risco permanente, em razão da natureza externa e coercitiva de suas atribuições. O cumprimento de mandados em locais marcados por tensão, conflito e resistência expõe esses profissionais a situações concretas de violência .

O documento também menciona o reconhecimento legislativo dessa condição, incluindo normas recentes de proteção à categoria e discussões sobre aposentadoria diferenciada para atividades de risco.

Porte como medida de proteção

Segundo o relator, a autorização para o porte de arma não representa ampliação indiscriminada do acesso a armamentos, mas uma medida direcionada a servidores públicos submetidos a critérios técnicos, capacitação e controle institucional.

A justificativa aponta que o porte pode funcionar como instrumento de autoproteção e garantia do regular exercício das funções públicas, especialmente em diligências realizadas em contextos de risco.

Tramitação e próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados. Após a análise na Comissão de Finanças e Tributação, a proposta seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Se aprovada também na CCJ, poderá ser encaminhada diretamente para sanção presidencial, sem necessidade de votação em plenário, salvo se houver recurso.

O avanço da proposta ocorre em meio ao debate nacional sobre a segurança dos Oficiais de Justiça, que exercem atividades externas no cumprimento de mandados judiciais.

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Plano de Carreira avança no TJPB e Oficiais de Justiça aguardam tabelas com impacto direto na remuneração


As discussões sobre o novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) avançaram nesta semana, com expectativa de apresentação, em abril, das tabelas remuneratórias — consideradas o ponto mais sensível da proposta e que devem indicar os ganhos financeiros para a categoria, incluindo os Oficiais de Justiça.

A reunião mais recente tratou diretamente da finalização dessas tabelas, ainda em fase de elaboração. Sem números fechados até o momento, ficou definido um novo prazo para apresentação do material, que deverá ocorrer na próxima reunião agendada para o dia 15 de abril.

Expectativa sobre impacto financeiro

De acordo com o presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, a entidade já havia solicitado acesso antecipado às tabelas, justamente pela complexidade técnica da análise.

Segundo ele, a avaliação detalhada é fundamental para compreender os impactos reais da proposta sobre a remuneração dos servidores. A diretoria financeira do tribunal, no entanto, informou que a conclusão do material foi temporariamente impactada pela priorização de relatórios encaminhados ao Tribunal de Contas do Estado.

Além disso, o conteúdo das tabelas ainda depende de validação pelo presidente do TJPB, Fred Coutinho, antes de ser oficialmente apresentado.

Cronograma segue mantido

Apesar da ausência dos números, a avaliação apresentada é de que não há atraso no cronograma do PCCR. O texto principal da proposta, com 105 artigos, já foi analisado, restando apenas a parte complementar, que inclui justamente os dados remuneratórios.

A previsão é que o plano seja apreciado pelo órgão especial e pelo Pleno do tribunal até o fim de abril, com posterior envio à Assembleia Legislativa em maio.

Novas reuniões foram agendadas para os dias 15 e 17 de abril, quando se espera maior clareza sobre os valores e os impactos financeiros da reestruturação.

Momento decisivo para a categoria

A apresentação das tabelas remuneratórias é vista como etapa decisiva nas negociações, por indicar de forma concreta os efeitos do novo plano sobre a valorização dos servidores.

Para os Oficiais de Justiça, a expectativa gira em torno da recomposição salarial e da estruturação de carreira, pontos centrais debatidos ao longo das tratativas.

As próximas semanas devem concentrar as definições finais do projeto, em um momento considerado estratégico para o futuro da carreira no âmbito do Judiciário paraibano.

Com informações de Cândido Nóbrega.

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Câmara dos Deputados homenageia Oficiais de Justiça e destaca papel estratégico da categoria no país


A Câmara dos Deputados abriu a programação nacional em comemoração ao Dia Nacional dos Oficiais de Justiça com uma sessão de homenagens realizada na terça-feira (24), em Brasília. O ato reuniu parlamentares, magistrados e representantes da categoria em um reconhecimento público ao papel desempenhado pelos Oficiais de Justiça na efetivação das decisões judiciais em todo o país.

A iniciativa partiu da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, presidida pelo deputado Coronel Meira, que também coordena a Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional.

Reconhecimento institucional

Durante a sessão, foram homenageadas personalidades que contribuíram para o fortalecimento da atividade. Entre os destaques, esteve o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Francisco Bandeira de Mello, reconhecido por iniciativas voltadas à melhoria do cumprimento de ordens judiciais, especialmente em ações relacionadas ao enfrentamento da violência doméstica.

Também foi homenageado o prefeito de Ribeirão Preto (SP), Ricardo Silva, que possui trajetória ligada à valorização da categoria no Congresso Nacional, com atuação na articulação política e na ampliação da visibilidade institucional dos Oficiais de Justiça.

Oficiais de Justiça no centro das políticas públicas

A cerimônia evidenciou o papel estratégico dos Oficiais de Justiça como agentes fundamentais na execução das decisões judiciais, especialmente em áreas sensíveis como o cumprimento de medidas protetivas e outras determinações urgentes do Judiciário.

Nesse contexto, iniciativas que integram inteligência institucional e atuação em campo foram destacadas como mecanismos para ampliar a efetividade da Justiça e garantir maior proteção aos jurisdicionados.

Agenda nacional da categoria

A sessão integrou uma agenda mais ampla de atividades alusivas ao Dia Nacional dos Oficiais de Justiça, celebrado em 25 de março. A programação incluiu ainda a realização de sessão solene na Câmara, com o objetivo de aprofundar o debate sobre os desafios da carreira e as demandas da categoria em âmbito nacional.

O evento contou com a presença de parlamentares como Kim Kataguiri, Alberto Fraga, Sargento Fahur, Capitão Alden e General Girão, além de magistrados e representantes de diversas regiões do país.

A mobilização reforça a crescente articulação institucional em torno da valorização dos Oficiais de Justiça, categoria considerada essencial para garantir que as decisões judiciais alcancem efetividade na prática.

Reportagem original

A matéria completa, com fotos da sessão, pode ser acessada no portal da Afojebra:

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domingo, 29 de março de 2026

Advogado é morto a tiros ao acompanhar Oficial de Justiça no cumprimento de mandado de penhora de bens

Advogado Maurício Almeida de Albuquerque foi morto em São Vicente, SP — Foto: Daniela Rucio/TV Tribuna e Reprodução

Um advogado de 46 anos foi morto a tiros na tarde de sexta-feira (27) durante o cumprimento de um mandado judicial de penhora em São Vicente, no litoral de São Paulo. A diligência ocorria em uma empresa de contêineres e estava vinculada a um processo trabalhista da 2ª Vara do Trabalho de Guarujá.

O cumprimento da ordem judicial era realizado por Oficial de Justiça, com apoio de agentes de segurança, como previsto para esse tipo de atuação. Advogados acompanhavam a diligência em representação das partes envolvidas, inclusive para fins de acompanhamento da constrição de bens.

Segundo informações registradas pela polícia, após a conclusão do cumprimento do mandado e a saída do Oficial de Justiça e da equipe de apoio policial, dois homens armados e encapuzados teriam saído de uma área de mata próxima ao local e efetuado diversos disparos contra as pessoas que ainda permaneciam no local.

O advogado Maurício Almeida de Albuquerque morreu no local. Outras duas pessoas também foram atingidas: um estudante de Direito, irmão da vítima, que foi baleado no tórax, braço e membros inferiores e socorrido em estado estável, e outro advogado, que sofreu ferimento leve, de raspão.

Diligência envolvia execução trabalhista

A ordem judicial tinha como objetivo a penhora de bens para garantir o pagamento de créditos trabalhistas. No local, havia caminhões e carretas que seriam objeto da constrição.

Momentos antes do crime, o advogado morto publicou um vídeo nas redes sociais relatando a atuação na diligência e mencionando que a medida buscava assegurar o cumprimento de direitos reconhecidos judicialmente.

Investigação em andamento

O caso foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio no 3º Distrito Policial de São Vicente e segue sob investigação. Até o momento, não há identificação dos autores.

Após o crime, equipes policiais intensificaram o patrulhamento na região. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da vítima ainda no local.

Segurança em diligências

O episódio reforça a discussão sobre os riscos envolvidos no cumprimento de mandados judiciais, especialmente em atos que envolvem constrição de bens e execução de ordens em ambientes potencialmente conflituosos.

A atuação do Oficial de Justiça, responsável pelo cumprimento da ordem, ocorre frequentemente com apoio policial, justamente em razão da natureza sensível de determinadas diligências. Advogados acompanham esses atos em nome das partes, sem exercer função executiva no cumprimento do mandado.

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Oficiais de Justiça do TJMG passam a usar câmeras corporais para reforçar segurança nas diligências

A cerimônia de entrega simbólica das câmeras corporais ocorreu no Gabinete da Presidência do TJMG (Crédito: Juarez Rodrigues / TJMG)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) iniciou a implementação de câmeras corporais para Oficiais de Justiça, com início por meio de um projeto piloto na comarca de Belo Horizonte. A medida busca ampliar a segurança no cumprimento de mandados judiciais e ocorre em meio a relatos de aumento de situações de risco enfrentadas por esses profissionais no exercício da função.

A entrega simbólica dos equipamentos foi realizada no dia 26 de março, um dia após o Dia Nacional do Oficial de Justiça. Nesta fase inicial, o objetivo é avaliar aspectos técnicos e operacionais da utilização das câmeras, antes de eventual ampliação para outras regiões do estado.

Uso será facultativo durante as diligências

De acordo com o tribunal, o uso das câmeras será discricionário, cabendo ao próprio Oficial de Justiça decidir sobre a gravação conforme a complexidade e o contexto da diligência. A atuação desses servidores envolve o cumprimento de ordens judiciais como intimações, reintegrações de posse, buscas e apreensões e medidas relacionadas à violência doméstica, muitas vezes em ambientes de tensão.

Modelo de câmera corporal que será utilizado, em ação-piloto, por oficialas e oficiais de Justiça da Comarca de Belo Horizonte (Crédito: Juarez Rodrigues / TJMG)

Há registros de aumento da agressividade em abordagens, especialmente em casos ligados à Lei Maria da Penha, o que tem levado à adoção de medidas voltadas à proteção desses profissionais.

Medida busca segurança e transparência

Segundo o TJMG, a utilização das câmeras corporais pode atuar como instrumento de inibição de conflitos, além de contribuir para a transparência das diligências e a segurança jurídica dos atos praticados durante o cumprimento dos mandados.

A iniciativa também integra um conjunto de ações voltadas à melhoria das condições de trabalho dos Oficiais de Justiça, incluindo medidas de segurança institucional e suporte aos servidores em situações de risco.

Posição do Sindojus-MG

O Sindojus-MG avalia a implementação das câmeras corporais como um avanço nas políticas de proteção à categoria. A entidade destaca que a medida contribui para ampliar a segurança durante o cumprimento de mandados, especialmente em situações consideradas sensíveis.

Segundo o sindicato, o uso dos equipamentos, por ser facultativo, respeita a autonomia funcional dos Oficiais de Justiça e as particularidades de cada diligência. A entidade também ressalta que a iniciativa pode fortalecer a transparência das abordagens e proporcionar maior segurança jurídica tanto para os servidores quanto para os cidadãos envolvidos.

O Sindojus-MG informa ainda que acompanha a implementação do projeto piloto e participa das discussões voltadas ao aprimoramento das condições de segurança dos Oficiais de Justiça no estado.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Projeto sobre porte de arma para Oficiais de Justiça avança na Câmara e ganha novo relator

 No dia 25 de março, Dia Nacional do Oficial de Justiça, o deputado Soldado Noelio (União-CE) recebe o presidente do Sindojaf, Gerardo Lima, e a diretora do Sindojus-CE, Fernanda Garcia, para tratar do porte de arma para a categoria

A Câmara dos Deputados deu mais um passo na análise do Projeto de Lei nº 4.256/2019, que trata da possibilidade de porte de arma de fogo para Oficiais de Justiça e agentes socioeducativos. A proposta passou a ter como relator, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), o deputado Soldado Noelio (UNIÃO-CE), designado nesta quarta-feira (25).

A relatoria foi redistribuída após mudança na composição da comissão, o que levou à substituição do responsável anterior pela análise do texto. Caberá agora ao novo relator avaliar os impactos financeiros e orçamentários da proposta, etapa necessária antes do avanço para outras fases de tramitação.

O que prevê o projeto

De autoria do senador Fabiano Contarato, o projeto propõe alterações no Estatuto do Desarmamento para permitir o porte de arma de fogo a essas categorias profissionais, desde que atendidos requisitos legais já previstos na legislação.

Entre as exigências estão a comprovação de efetiva necessidade, idoneidade do requerente, idade mínima de 25 anos e apresentação de documentação que comprove ocupação lícita e residência fixa. Também é exigida a aprovação em testes de capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo.

Debate envolve segurança e exercício da função

A proposta insere-se em um debate mais amplo sobre as condições de segurança no exercício de funções públicas desempenhadas predominantemente em campo, muitas vezes em contextos de conflito ou vulnerabilidade.

No caso dos Oficiais de Justiça, a atuação externa inclui o cumprimento de ordens judiciais como citações, intimações, penhoras, reintegrações de posse e outras medidas que podem envolver situações de risco.

O tema divide opiniões e envolve discussões sobre a necessidade de medidas de proteção institucional, os limites da ampliação do porte de armas e os impactos dessa autorização no cotidiano das atividades.

Tramitação segue na Câmara

Após a análise na Comissão de Finanças e Tributação, o projeto ainda deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por avaliar a constitucionalidade da matéria. Caso aprovado nas etapas previstas, o texto seguirá para deliberação final no Congresso Nacional.

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Livro defende Justiça mais humana e acessível e reposiciona o papel do Oficial de Justiça no país


Uma nova obra coletiva escrita por Oficiais de Justiça de diferentes regiões e esferas do Brasil e organizado por Jonathan Porto Galdino do Carmo, propõe uma reflexão sobre o futuro da atividade no sistema judiciário. Intitulado “Comunicação e execução judiciais, com linguagem simples”, o livro parte de uma premissa central: o Poder Judiciário pode — e deve — ser mais acessível, humano e próximo da sociedade que serve. 

Publicado pela editora CRV, o trabalho será lançado oficialmente no dia 24 de abril, durante o VI CONOJUS, em Florianópolis (SC), reunindo autores que também participarão de palestras sobre os temas abordados na obra.

Linguagem simples como instrumento de acesso à Justiça

A publicação nasce da convicção de que, em um país marcado por profundas desigualdades sociais e educacionais, a linguagem jurídica tradicional muitas vezes se torna uma barreira ao cidadão. Nesse contexto, os autores defendem que a linguagem simples e a comunicação não violenta deixam de ser apenas técnicas e passam a assumir papel estratégico na efetivação do acesso à Justiça e na promoção da dignidade da pessoa humana.

Ao longo dos capítulos, o livro apresenta uma abordagem prática e reflexiva sobre o cotidiano da função. São analisados desde os desafios da execução civil até as especificidades da Lei Maria da Penha, passando pela localização de réus em processos criminais, a validade de citações por aplicativos de mensagens e o uso de ferramentas tecnológicas, como o aplicativo Mandamus.

Um novo olhar sobre a função

Mais do que um executor de ordens judiciais, o Oficial de Justiça é apresentado na obra como agente de inteligência processual, conciliador natural e principal elo humanizado entre a lei e a realidade social.

A proposta é ampliar a compreensão da atividade, destacando seu papel estratégico na coleta de informações, na mediação de conflitos e na efetivação concreta das decisões judiciais. Nesse cenário, a clareza da informação e a empatia no trato com o jurisdicionado são tratadas como deveres institucionais do Estado e como caminhos para uma Justiça mais eficiente, transparente e democrática.

Já disponível para venda

O livro já está disponível para compra na Amazon, permitindo que profissionais e interessados tenham acesso imediato ao conteúdo. A obra pode ser adquirida pelo link:

A publicação se insere como uma contribuição relevante ao debate contemporâneo sobre a modernização e humanização da Justiça brasileira, sendo um convite à reflexão para magistrados, servidores, advogados, estudantes e todos que acreditam no potencial transformador de um Judiciário que, de fato, se comunica com o cidadão.

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Função essencial: Oficiais de Justiça asseguram a efetividade do sistema de Justiça no Brasil

25 de março reforça papel estratégico dos Oficiais de Justiça no país



O Dia Nacional do Oficial de Justiça é celebrado em 25 de março em todo o país. A data foi instituída pela Lei nº 13.157/2015, a partir de proposta do então senador Paulo Paim, por meio do Projeto de Lei nº 26/2010, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela então presidente Dilma Rousseff.

Responsáveis por dar cumprimento às ordens judiciais, os Oficiais de Justiça atuam na linha de frente da concretização das decisões proferidas por magistrados. Entre suas atribuições estão o cumprimento de mandados de comunicação processual, penhoras, arrestos, reintegrações de posse, buscas e apreensões, prisões, além da constatação de fatos e da localização de bens e pessoas.

A origem da função remonta a sistemas jurídicos antigos. Registros históricos indicam a presença de agentes com atribuições semelhantes já no Direito Hebraico, como auxiliares de juízes de paz, função que se consolidou posteriormente no Direito Romano e no Direito Canônico. No Brasil, durante o período colonial, esses agentes eram conhecidos como “meirinhos”, incumbidos de executar ordens judiciais desde a instalação da Relação da Bahia, em 1609.

Com a evolução institucional do Judiciário brasileiro, a função foi incorporada ao modelo de servidor público concursado, dotado de fé pública e com atribuições definidas em lei. Atualmente, os Oficiais de Justiça são considerados essenciais para a efetividade do processo judicial, atuando como elo entre o Poder Judiciário e a sociedade.

Segundo dados de entidades da categoria, o Brasil conta com cerca de 32 mil Oficiais de Justiça em atividade, sendo mais de 6 mil oficiais de Justiça Federais. A atuação desses profissionais envolve não apenas o cumprimento formal de mandados, mas também a certificação de fatos, a coleta de informações em campo e a garantia de que os direitos reconhecidos judicialmente sejam efetivamente assegurados.

A função é predominantemente externa, uma vez que os Oficiais de Justiça levam a Justiça até o cidadão. Trata-se de uma atividade complexa e, em muitos casos, de risco, especialmente diante de situações de conflito, resistência ou vulnerabilidade social.

Nesse contexto, a Lei nº 15.134/2025 passou a prever o aumento de pena para crimes cometidos contra Oficiais de Justiça, reforçando a necessidade de proteção institucional à categoria no exercício de suas funções.

A data também tem sido utilizada por associações e sindicatos para reforçar pautas relacionadas à valorização profissional, melhores condições de trabalho e reconhecimento institucional da carreira em todo o país.

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terça-feira, 24 de março de 2026

Comparativo regional aponta Paraíba com maior reajuste salarial entre Oficiais de Justiça do Nordeste


Um levantamento recente envolvendo sindicatos de Oficiais de Justiça da região Nordeste aponta que a Paraíba registrou o maior reajuste anual concedido por tribunais de justiça locais, superando índices aplicados em outros estados e no âmbito federal. O resultado reforça a atuação institucional do sindicato paraibano e impulsiona novas pautas de valorização da categoria.

De acordo com os dados comparativos, a Bahia concedeu reajuste linear de 5% a partir de maio, acompanhado de aumento de R$ 300 em gratificação e elevação do auxílio-alimentação para R$ 2.500. Já em Alagoas e no Ceará, a reposição seguiu o índice de 4,26% do IPCA, sendo que, no caso cearense, acréscimos específicos elevaram o ganho total para cerca de 5%.

Outros estados também apresentaram percentuais relevantes: Maranhão aplicou reajuste de 5,35%, enquanto o Piauí alcançou 5,5%. No Rio Grande do Norte, a categoria ainda aguarda contraproposta do tribunal.

Em Sergipe, o sindicato da categoria aprovou, em assembleia, uma contraproposta que inclui aumento de R$ 400 no auxílio-saúde a partir de abril de 2026, revisão inflacionária de 4,26% retroativa a janeiro, reestruturação de padrões funcionais prevista para 2027, além de reajustes em auxílios e indenizações, como o de transporte (6%). A proposta aguarda apreciação pelo tribunal local.

No âmbito federal, segundo a Assojaf, o reajuste anual ficou em 4,52%, percentual inferior ao verificado em alguns estados do Nordeste.

Atuação institucional e próximos passos

Para o presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, o desempenho da Paraíba é resultado de uma atuação técnica consistente e de articulação institucional com outras entidades representativas do serviço público. Ele também destacou a receptividade da administração do tribunal local às demandas da categoria.

Segundo a entidade, o foco agora se volta para a construção de um novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), com propostas que envolvem recomposição salarial, melhorias estruturais e valorização permanente dos Oficiais de Justiça.

A estratégia adotada inclui a utilização de dados comparativos nacionais e a manutenção de diálogo técnico contínuo com o tribunal, com reuniões periódicas que, de acordo com o sindicato, já indicam avanços iniciais nas negociações.

O cenário regional evidencia diferenças nas políticas remuneratórias adotadas pelos tribunais, ao mesmo tempo em que reforça a importância da atuação organizada das entidades representativas na busca por melhores condições de trabalho e valorização profissional dos Oficiais de Justiça em todo o país.

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sábado, 21 de março de 2026

VI Conojus: Oficiais de Justiça se reúnem em Florianópolis para discutir desafios e futuro da carreira


Florianópolis (SC) será sede, entre os dias 22 e 24 de abril de 2026, do VI CONOJUS – Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça, evento que deve reunir profissionais de diferentes regiões do país para discutir os rumos da atividade no contexto de transformação do Judiciário.

Com programação distribuída ao longo de três dias, o encontro prevê palestras, painéis temáticos e debates técnicos voltados a temas como inovação tecnológica, investigação patrimonial, gestão judicial e mudanças legislativas que impactam a carreira.

Abertura aborda papel do Oficial de Justiça na jurisdição

A programação tem início na tarde do dia 22 de abril, com credenciamento e solenidade de abertura. Na sequência, uma palestra inaugural discutirá a importância dos Oficiais de Justiça para a efetividade da jurisdição, tema central que atravessa os debates do congresso.

Tecnologia e investigação patrimonial dominam primeiro dia de debates

No dia 23 de abril, os painéis se concentram em temas ligados à modernização da atividade. Entre os assuntos previstos estão:
  • os impactos das inovações tecnológicas nos tribunais sobre a atuação dos Oficiais de Justiça;
  • aspectos da Resolução 600 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • o uso de inteligência artificial e proteção de dados na investigação patrimonial;
  • a aplicação prática de ferramentas eletrônicas nas diligências.
Também está prevista uma palestra sobre estratégias de localização de pessoas, com contribuições baseadas em experiências operacionais de órgãos de segurança pública.

Gestão, conciliação e evolução da função entram em debate

Ainda no segundo dia, a programação inclui discussões sobre:
  • gestão e organização do trabalho no Judiciário;
  • o papel do Oficial de Justiça na conciliação de conflitos;
  • a evolução da atividade a partir da perspectiva de magistrados com experiência prática na área.
Os debates buscam refletir sobre o posicionamento do profissional entre a execução de ordens judiciais e a atuação em soluções consensuais.

Futuro da Justiça e mudanças estruturais pautam encerramento

No dia 24 de abril, último dia do congresso, a programação aborda temas voltados ao futuro da atividade e às transformações institucionais, incluindo:
  • perspectivas sobre a Justiça do futuro;
  • desafios contemporâneos relacionados à governança e aos chamados “wicked problems”;
  • experiências internacionais, como os reflexos da desjudicialização em Portugal.
Também estão previstos painéis sobre linguagem simples na comunicação judicial, educação financeira e debates sobre resoluções e propostas legislativas que impactam a carreira.

Espaço para troca de experiências e memória profissional

O encerramento contará ainda com atividades voltadas à valorização da trajetória profissional, incluindo um painel sobre a experiência de Oficiais de Justiça antes da consolidação de ferramentas digitais como GPS e aplicativos de mensagens.

Ao final do evento, está prevista a apresentação da próxima edição do congresso, o VII CONOJUS.

Evento reúne profissionais de todo o país

O CONOJUS é um dos encontros periódicos que reúnem Oficiais de Justiça para discussão de temas técnicos, institucionais e operacionais da atividade. A expectativa é de participação de profissionais de diferentes estados, promovendo intercâmbio de experiências e análise dos desafios contemporâneos da carreira.



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sexta-feira, 20 de março de 2026

Entidades divulgam contraponto institucional sobre atuação dos Oficiais de Justiça após manifestação em tribunal


O SINDOJAF e a UniOficiais/BR, entidades de representação nacional dos Oficiais de Justiça Federais, divulgaram, nesta quarta-feira (19), uma nota de esclarecimento institucional após manifestação feita por desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA), durante sessão do órgão especial realizada no dia 18 de março de 2026.

No documento, as entidades apresentam um contraponto técnico a interpretações sobre a função exercida pelos Oficiais de Justiça, destacando aspectos relacionados à natureza das atribuições, à evolução tecnológica da atividade e ao papel desses profissionais no sistema de Justiça.

🔗 Leia a nota na íntegra:

Função vai além da execução de ordens judiciais

A nota afirma que a atuação do Oficial de Justiça não se limita ao cumprimento mecânico de decisões judiciais, mas envolve a prática de atos processuais com autonomia técnica.

Segundo o texto, entre as atribuições estão a realização de diligências, a certificação de situações fáticas relevantes e a adoção de medidas necessárias para assegurar a efetividade das decisões judiciais.

Digitalização não substitui atuação presencial

Outro ponto abordado no documento diz respeito à transformação digital no Judiciário. As entidades sustentam que a incorporação de tecnologias não elimina a necessidade da atuação presencial, especialmente em casos que exigem intervenção direta.

A nota destaca que ferramentas eletrônicas têm sido utilizadas para aumentar a eficiência e a celeridade, mas que a atividade permanece essencial em situações como:

  • atos de constrição patrimonial;

  • cumprimento de medidas urgentes;

  • proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade;

  • verificação presencial de circunstâncias relevantes ao processo.

Carreira tem caráter técnico e jurídico

O documento também menciona que a carreira de Oficial de Justiça mantém, na maior parte dos tribunais, o requisito de bacharelado em Direito, indicando a complexidade técnica das atribuições desempenhadas.

Nesse contexto, as entidades ressaltam que se trata de uma função estruturada, que exige qualificação especializada para a execução das atividades no âmbito judicial.

Proposta de emenda constitucional é citada

A nota faz referência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 23/2023, que está em tramitação no Congresso Nacional. A proposta prevê a inclusão dos Oficiais de Justiça no rol de funções essenciais à Justiça.

Segundo o texto, a iniciativa também trata de aspectos como a exigência nacional de formação jurídica, a caracterização da carreira como típica de Estado e a criação de uma legislação orgânica específica.

Manifestação reforça debate sobre a função

A divulgação do contraponto institucional ocorre em meio a discussões sobre o papel dos Oficiais de Justiça no contexto de modernização do Judiciário.

As entidades afirmam, na nota, que os profissionais permanecem adaptados às demandas contemporâneas, atuando com apoio de ferramentas tecnológicas, sem prejuízo da necessidade de atuação direta em campo.

Ao final, o documento reafirma a importância da atividade para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.


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