sexta-feira, 13 de março de 2026

Brasília recebe programação do Dia Nacional do Oficial de Justiça em março

Brasília sediará, nos dias 24 e 25 de março de 2026, uma programação especial em comemoração ao Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado oficialmente em 25 de março. As atividades reúnem profissionais da carreira de diversas regiões do país em eventos voltados ao reconhecimento da função desempenhada no âmbito do Poder Judiciário.

A programação é organizada pela Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil (Fesojus-BR), pela Associação Federal dos Oficiais de Justiça do Brasil (Afojebra) — entidade integrada por associações e sindicatos de Oficiais de Justiça estaduais — e pela Fenassojaf, associação que congrega entidades de Oficiais de Justiça federais. As atividades contam ainda com apoio da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional.

Programação inclui sessão de homenagens e evento solene na Câmara

As atividades começam no dia 24 de março, às 14h30, com uma sessão de homenagens na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, destinada a reconhecer a atuação dos profissionais responsáveis pelo cumprimento das decisões judiciais.

Ainda no mesmo dia, às 19h30, está previsto um jantar comemorativo, reunindo Oficiais de Justiça e convidados em um momento de confraternização entre profissionais da carreira.

No dia 25 de março, data em que se celebra o Dia Nacional do Oficial de Justiça, ocorrerá uma Sessão Solene no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, com a participação de autoridades, representantes de entidades e profissionais da categoria.

Atividade reúne profissionais de diferentes regiões

Segundo as entidades envolvidas na organização, a programação busca proporcionar um espaço de encontro entre Oficiais de Justiça de diferentes estados, promovendo momentos de reconhecimento institucional e integração entre profissionais que atuam no cumprimento de mandados e outras determinações judiciais.

O Dia Nacional do Oficial de Justiça, celebrado em 25 de março, marca a importância da atuação desses servidores para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.

A expectativa é de que Oficiais de Justiça de várias regiões do país participem das atividades programadas em Brasília, acompanhando as homenagens e os eventos previstos na programação.


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Atuação do SINDOJAF garante aumento de até 50% no auxílio-saúde de servidores do TRT-1


O Órgão Especial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) decidiu ampliar o valor do auxílio-saúde para servidores que se enquadram em situações específicas de maior vulnerabilidade. A decisão, tomada por unanimidade em sessão realizada no dia 5 de março de 2026, atende a recurso administrativo apresentado pelo Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF).

O julgamento do Recurso Administrativo nº 0100096-97.2025.5.01.0000 resultou na autorização de acréscimo de 50% no valor do auxílio-saúde para determinados servidores, medida que beneficia diretamente filiados da entidade.

Quem terá direito ao aumento

A decisão estabelece o aumento do benefício para três grupos de servidores:

  • servidores com mais de 50 anos de idade;

  • servidores com deficiência ou portadores de doença grave;

  • servidores que possuam dependentes com deficiência ou doença grave.

Segundo o entendimento do tribunal, a ampliação do auxílio busca oferecer suporte adicional a servidores que enfrentam despesas mais elevadas com saúde ou cuidados médicos especializados.

Pagamento depende de previsão orçamentária

O voto do relator do processo, desembargador Theocrito Borges dos Santos Filho, estabelece que a implementação do aumento está condicionada à existência de dotação orçamentária.

Caso não haja recursos disponíveis no momento, o TRT-1 deverá encaminhar solicitação ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para obtenção dos valores necessários ao pagamento do benefício.

Pedido partiu de requerimento administrativo do sindicato

A medida resulta de requerimento administrativo apresentado pelo SINDOJAF, que buscou a ampliação do auxílio-saúde como forma de fortalecer a política de proteção à saúde dos servidores.

A condução da demanda foi realizada pelo escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados, responsável pela assessoria jurídica do sindicato.

O escritório atua na defesa dos filiados da entidade em processos administrativos e judiciais, oferecendo suporte especializado em questões funcionais, previdenciárias, tributárias e também em causas particulares, de forma gratuita para filiados e dependentes.

Decisão reforça debate sobre saúde do servidor

Para o SINDOJAF, a decisão representa um avanço nas políticas de cuidado com a saúde dos servidores do Judiciário, especialmente daqueles que enfrentam condições médicas mais complexas ou que possuem dependentes com necessidades especiais.

A entidade destaca que o resultado reforça a importância da atuação institucional e da assistência jurídica especializada na defesa de direitos da categoria.

🔗 Fonte: SINDOJAF


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Justiça reconhece direito de Oficial de Justiça à dedução integral de despesas com filho autista no Imposto de Renda


Uma decisão da Justiça Federal proferida nesta semana reconheceu o direito de um Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) à dedução integral de despesas com educação especializada e tratamento terapêutico de dependente com deficiência na base de cálculo do Imposto de Renda.

A sentença foi proferida em 11 de março de 2026 pela 6ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, no processo nº 1001323-32.2026.4.01.3400, e também determinou a restituição de valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, além do pagamento retroativo de benefício assistencial.

A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF), entidade que prestou assistência jurídica ao servidor.

Despesas com educação especializada foram reconhecidas como tratamento essencial

Na ação judicial, o Oficial de Justiça argumentou que arca com despesas elevadas relacionadas à educação especializada e terapias multidisciplinares necessárias ao desenvolvimento de seu filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência física.

A discussão jurídica envolvia a limitação imposta pela legislação tributária para dedução de despesas educacionais no Imposto de Renda. A tese apresentada pela defesa demonstrou que, em situações envolvendo dependentes com deficiência, esses gastos possuem natureza terapêutica e assistencial, sendo essenciais para o tratamento e o desenvolvimento da criança.

Ao analisar o caso, a Justiça Federal reconheceu que tais despesas não podem ser tratadas como manifestação de riqueza tributável, uma vez que se destinam à preservação da saúde, da dignidade e da inclusão social da pessoa com deficiência.

Sentença determinou restituição e implementação de benefício

Com base nesse entendimento, a decisão judicial determinou:

  • dedução integral das despesas com educação especializada e terapias na base de cálculo do Imposto de Renda;

  • restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos;

  • reconhecimento do direito ao auxílio-assistência para dependente com deficiência, com pagamento retroativo;

  • implementação do benefício administrativo, caso ainda não tenha sido concedido.

Segundo a decisão, os gastos realizados pelo servidor não representam acréscimo patrimonial tributável, mas sim despesas indispensáveis ao tratamento e ao desenvolvimento da pessoa com deficiência.

Ação foi conduzida por escritório jurídico que atua para o Sindojaf

A ação foi conduzida pelo escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados, responsável pela assessoria jurídica do SINDOJAF. O escritório presta suporte técnico aos filiados do sindicato em demandas administrativas e judiciais, incluindo questões funcionais, previdenciárias, tributárias e também causas particulares (sem custos para os filiados).

Assistência jurídica é um dos principais benefícios da filiação

De acordo com o sindicato, a decisão evidencia uma das principais vantagens da filiação à entidade: a assistência jurídica integral e gratuita oferecida aos associados.

O benefício abrange:

  • causas funcionais;

  • demandas administrativas;

  • ações judiciais;

  • questões tributárias e previdenciárias;

  • causas particulares dos filiados.

A proteção jurídica também se estende aos dependentes do servidor, incluindo aqueles declarados no Imposto de Renda, o que amplia a cobertura e reduz custos com assistência jurídica especializada.

Sindicato destaca importância da defesa institucional

Para o presidente do SINDOJAF, Gerardo Alves Lima Filho, a decisão representa um exemplo concreto da importância da organização sindical e da atuação jurídica qualificada em defesa da categoria.

Segundo ele, o sindicato atua permanentemente para garantir que os direitos dos Oficiais de Justiça sejam reconhecidos e respeitados.

“Essa vitória judicial demonstra a importância de o Oficial de Justiça estar protegido e representado. O sindicato trabalha para garantir direitos, oferecer segurança jurídica e apoiar seus filiados em todas as situações. A assistência jurídica gratuita e integral que oferecemos é um dos pilares dessa proteção.”

Gerardo também destacou o papel do escritório responsável pela condução do processo.

“O trabalho técnico do escritório Amin Ferraz, Coelho & Thompson Flores Advogados foi fundamental para a conquista desse resultado, garantindo aos nossos filiados uma defesa qualificada e comprometida com a proteção dos direitos da categoria.”

Além da assistência jurídica, o sindicato oferece convênios e ferramentas de apoio profissional, como o acesso ao Credilink, plataforma utilizada por Oficiais de Justiça para levantamento de informações que auxiliam no cumprimento de mandados e diligências.

🔗 Fonte: SINDOJAF


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

quarta-feira, 11 de março de 2026

Caso de Oficial de Justiça leva TJPB a discutir reforço nas políticas de saúde mental para servidores


Um caso envolvendo um Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) reacendeu o debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho do Judiciário e levou a equipe biopsicossocial do tribunal a recomendar medidas institucionais voltadas à proteção e ao acompanhamento psicológico de servidores.

De acordo com informações publicadas pelo Blog do jornalista Cândido Nóbrega, a equipe técnica do tribunal sugeriu uma avaliação institucional da situação funcional do Oficial de Justiça Marconi Holanda, lotado no Fórum Cível de João Pessoa, à luz das diretrizes da política de Saúde do Trabalhador.

Entre as recomendações apresentadas estão revisões normativas e medidas de prevenção a riscos psicossociais, além da ampliação de mecanismos de proteção a servidores vítimas de assédio ou discriminação no ambiente institucional.

🔗 Leia a reportagem original:

Relatório aponta relação entre saúde mental e conflitos institucionais

Segundo o relatório elaborado por integrantes da equipe biopsicossocial — composta por uma médica, uma psicóloga e uma analista judiciária — há indícios de correlação entre o agravamento do quadro psíquico do servidor e a exposição prolongada a conflitos institucionais.

O documento também aponta frustração decorrente de procedimentos administrativos e de uma denúncia encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que, embora tenha sido formalmente acolhida, não teria produzido efeitos práticos.

Diante desse contexto, os especialistas recomendaram que o caso seja analisado dentro de uma abordagem institucional mais ampla, voltada à prevenção e ao enfrentamento de riscos psicossociais no trabalho.

Recomendações incluem revisão de normas e prevenção de riscos psicossociais

O relatório encaminhado à Comissão de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios e Discriminação do TJPB também sugere:

  • avaliação institucional da situação funcional do servidor;

  • revisão de protocolos de apuração e arquivamento de denúncias;

  • ampliação das ações da GEVID (Gerência de Qualidade de Vida);

  • acompanhamento psicológico e psiquiátrico regular;

  • aplicação das diretrizes da NR-1, norma que trata da gestão de riscos ocupacionais, incluindo riscos psicossociais.

Segundo os especialistas, a adoção dessas medidas é considerada importante para identificar e enfrentar fatores que possam comprometer a saúde mental dos servidores.

Histórico de adoecimento relacionado ao trabalho

De acordo com relatos apresentados pelo próprio servidor, o processo de adoecimento teria começado há cerca de 16 anos, quando ele solicitou readaptação funcional devido a uma doença osteomuscular na coluna lombar, caracterizada por dor crônica e limitação funcional.

O pedido administrativo teria sido indeferido, situação que levou o servidor a reunir documentos e encaminhar denúncia ao CNJ, além de preparar um dossiê com registros do período em que afirma ter sofrido assédio moral no ambiente de trabalho.

Esse material foi encaminhado a diversas autoridades do Judiciário e entidades representativas de servidores.

Diagnóstico e acompanhamento médico

A equipe biopsicossocial apontou que o servidor apresenta diagnóstico classificado na CID-10 como F31 (Transtorno Afetivo Bipolar), com episódio atual descrito como depressivo grave sem sintomas psicóticos (F31.4).

O relatório também menciona histórico de episódios depressivos recorrentes, instabilidade do humor, sofrimento emocional intenso e sentimento persistente de injustiça institucional e desvalorização profissional.

Entre 2023 e 2024, segundo o documento, teria ocorrido uma fase de agravamento do quadro clínico, que exigiu intensificação do acompanhamento psiquiátrico e ajustes no tratamento terapêutico.

Debate sobre saúde mental no Judiciário

O caso reacende uma discussão cada vez mais presente no âmbito do Judiciário brasileiro: a necessidade de políticas institucionais voltadas à saúde mental dos servidores, especialmente aqueles que atuam em funções de alta exposição a pressões, conflitos e responsabilidades.

No caso específico dos Oficiais de Justiça, que desempenham suas atividades diretamente nas ruas e em contato com situações frequentemente delicadas, especialistas apontam que a atenção à saúde emocional e psicológica torna-se elemento essencial para a preservação do bem-estar e da qualidade do serviço público.


📰 Fonte: Blog do jornalista Cândido Nóbrega

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

terça-feira, 10 de março de 2026

Oficiala de Justiça e advogada são agredidas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em São Paulo


Uma Oficiala de Justiça e uma advogada foram agredidas durante o cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão de veículo na capital paulista. O episódio ocorreu durante diligência relacionada a um contrato de financiamento inadimplente e terminou com fuga dos envolvidos e investigação policial.

De acordo com informações divulgadas pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), a diligência era conduzida pela Oficiala de Justiça Marcela Gomes Giorgi, acompanhada da advogada Melissa Amorim de França, representante da empresa responsável pela ação judicial.

Diligência já estava em andamento

O mandado tinha como objetivo localizar e apreender um automóvel vinculado a um contrato de financiamento em atraso. Após diligências para localizar o veículo, a oficiala chegou ao endereço indicado na ordem judicial.

No local havia uma residência aparentemente desocupada, com uma placa de “vende-se”. Diante da situação, foram acionados um chaveiro e um guincho, além de ter sido solicitado apoio da Polícia Militar para acompanhar a execução do ato.

Enquanto aguardavam, uma mulher saiu de uma residência vizinha afirmando conhecer os proprietários do veículo e dizendo que tentaria contatá-los. Posteriormente, verificou-se que ela era esposa do dono do automóvel.

Situação evoluiu para agressões

Pouco tempo depois, dois homens chegaram ao local: o proprietário do veículo e seu pai. Segundo relato da oficiala, naquele momento o cumprimento do mandado já havia sido formalizado — o devedor havia sido cientificado da ordem judicial, entregue as chaves do veículo e o auto de apreensão estava sendo lavrado.

Quando a advogada iniciou a retirada do carro da garagem, o proprietário avançou repentinamente contra o veículo. Ele arrancou as chaves das mãos da advogada, quebrando suas unhas, e passou a puxá-la para fora do automóvel pelos braços, pernas e cabelos, arremessando-a ao chão repetidas vezes.

Durante a confusão houve luta corporal entre os envolvidos. Segundo os relatos, o homem também proferiu ameaças contra as duas profissionais, afirmando que não tinha mais nada a perder caso o carro fosse levado.

Em determinado momento, ele entrou no veículo pelo lado do passageiro e começou a procurar algo sob o banco, o que fez as profissionais temerem que pudesse haver uma arma no interior do automóvel.

A oficiala relatou que chegou a temer que a advogada fosse atropelada durante a situação.

Advogada foi hospitalizada

Após as agressões, pai e filho fugiram com o veículo que seria apreendido. Segundo a oficiala de Justiça, eles também deixaram o local levando outro automóvel que possuía restrições judiciais.

A advogada Melissa Amorim de França foi socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, onde permanece internada. Ela apresentou diversas escoriações pelo corpo e ficou abalada com o episódio. Posteriormente, passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

A oficiala Marcela Gomes Giorgi relatou ainda ter sido empurrada e ameaçada de morte, embora não tenha sofrido ferimentos graves.

Caso é investigado pela Polícia Civil

A Polícia Militar foi acionada, mas houve demora no atendimento devido a uma operação policial que ocorria na região no momento do chamado.

O caso foi registrado no 73º Distrito Policial de Jaçanã (SP) e está sendo investigado pelos crimes de:

  • lesão corporal

  • resistência

  • roubo

Imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar e localizar os responsáveis pelas agressões.

O episódio reforça os riscos enfrentados por Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais, atividade que frequentemente envolve situações de tensão e resistência por parte dos destinatários das decisões.

🔗 Leia a reportagem original:

📰 Fonte: Migalhas


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Belo Horizonte sediará o X ENOJUS, encontro nacional dos Oficiais de Justiça, em setembro


Estão abertas as inscrições para o X ENOJUS – Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil, que será realizado entre os dias 23 e 25 de setembro de 2026, no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte (MG). O evento chega à sua décima edição consolidado como um dos principais fóruns de debate, formação e integração da categoria no país.

Idealizado pela AFOJEBRA, o encontro será organizado nesta edição pelo SINDOJUS-MG, reunindo profissionais de diferentes estados para discutir os desafios contemporâneos da carreira e o papel do oficialato no funcionamento do sistema de Justiça.

Espaço nacional de diálogo da categoria

Realizado anualmente, o ENOJUS tornou-se um ponto de encontro para Oficiais de Justiça estaduais e federais, dirigentes de entidades representativas, especialistas, autoridades do Judiciário e convidados.

Ao longo de três dias de programação, o evento deverá promover palestras, debates e atividades de atualização técnica, com foco no aprimoramento profissional e na reflexão sobre as transformações que impactam o Judiciário brasileiro.

Entre os objetivos do encontro estão o intercâmbio de experiências entre profissionais de diferentes regiões, o fortalecimento institucional da carreira e a construção de estratégias comuns para enfrentar os desafios da atividade.

Belo Horizonte recebe a décima edição

A capital mineira foi escolhida como sede desta edição do encontro. Com infraestrutura consolidada para eventos de grande porte e localização estratégica, Belo Horizonte deverá receber Oficiais de Justiça de todo o país.

O Hotel Ouro Minas, um dos centros de convenções mais tradicionais da cidade, será o local das atividades, oferecendo estrutura para a programação técnica e hospedagem para os participantes.

Além do encontro profissional, os organizadores destacam que os participantes terão a oportunidade de conhecer pontos turísticos e culturais da região, como o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Mercado Central de Belo Horizonte e o Instituto Inhotim, além de cidades históricas mineiras como Ouro Preto e Mariana.

Inscrições já estão abertas

As inscrições para o X ENOJUS já estão disponíveis e o primeiro lote segue aberto até 31 de março. A expectativa da organização é reunir profissionais de todas as regiões do país para a décima edição do encontro.

🔗 Garanta sua participação:


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

sexta-feira, 6 de março de 2026

Homem ameaça Oficial de Justiça com armas durante cumprimento de mandado e arsenal é apreendido pela Polícia Civil


Um Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) foi ameaçado por um homem armado enquanto tentava cumprir uma intimação judicial na cidade de Palmital (SP). O caso resultou em investigação policial e na apreensão de diversas armas de fogo e munições na residência do suspeito.

De acordo com informações divulgadas pela polícia, o episódio ocorreu quando o servidor do Judiciário realizava uma diligência para cumprimento de ordem judicial. Durante o ato, o destinatário da intimação teria hostilizado o Oficial de Justiça exibindo armas, o que levou o servidor a interromper a diligência por receio de risco à própria segurança.

Diante da situação, o caso foi comunicado às autoridades, que iniciaram investigação para identificar o suspeito.

Polícia Civil apreende arsenal durante operação

Com base nas informações levantadas durante a apuração, a Polícia Civil identificou o investigado e solicitou autorização judicial para realizar busca e apreensão na residência do suspeito.

Durante a operação, realizada na quinta-feira (5), os policiais apreenderam:

  • uma espingarda calibre 12

  • um revólver calibre 38

  • uma pistola calibre .40

  • uma pistola calibre .380

  • carregadores e diversas munições

Todo o material foi recolhido e encaminhado para análise, como parte das investigações.

Suspeito foi levado à delegacia

O investigado foi conduzido à Delegacia de Polícia de Palmital, onde apresentou documentação das armas e prestou esclarecimentos. Após os procedimentos iniciais, ele foi liberado, já que não havia situação de flagrante delito no momento da abordagem.

Mesmo assim, a Polícia Civil instaurou procedimento para apurar possíveis crimes, entre eles:

  • ameaça

  • desobediência

  • obstrução à Justiça

Riscos enfrentados no cumprimento de mandados

O caso reforça os desafios e riscos inerentes à atividade dos Oficiais de Justiça, que atuam na linha de frente da execução das decisões judiciais, muitas vezes em contextos de tensão e resistência por parte dos destinatários das ordens.

Esses servidores do Poder Judiciário atuam na linha de frente da execução das decisões judiciais, muitas vezes em situações de tensão, conflito ou resistência por parte dos destinatários das ordens.

🔗 Leia a reportagem original:

📰 Fonte: Visão Notícias


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Mulheres na linha de frente da Justiça: Oficiala de Justiça relata desafios da profissão

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, uma reportagem publicada pelo portal jurídico Migalhas trouxe destaque à atuação das Oficialas de Justiça no cumprimento das decisões judiciais. A matéria apresenta a rotina da oficiala Gina Geipel, que atua no Tocantins há mais de três décadas e relata os desafios e responsabilidades da profissão exercida nas ruas.

Responsáveis por cumprir e executar ordens judiciais, os Oficiais e Oficialas de Justiça são os servidores que transformam decisões proferidas nos gabinetes em realidade concreta na sociedade. Intimações, medidas protetivas, despejos, reintegrações de posse e outras determinações judiciais passam diretamente por esses profissionais.

Na reportagem, Gina resume o papel do oficialato na estrutura do Judiciário:

“O juiz decide uma coisa dentro do gabinete dele. Mas quem é que vai fazer aquilo ser cumprido lá fora? Somos nós, oficiais de Justiça.”

A rotina nas ruas e o contato direto com os conflitos

Segundo a oficiala, grande parte das diligências envolve comunicar decisões judiciais que muitas vezes são recebidas com resistência ou tensão. Entre os atos mais frequentes estão intimações, afastamentos do lar, medidas protetivas e despejos.

“Geralmente, a gente manda notícia ruim”, explica.

Para além da comunicação formal das ordens judiciais, Gina destaca que o trabalho exige também escuta, orientação e esclarecimento às partes, especialmente porque muitas pessoas desconhecem aspectos básicos do funcionamento da Justiça.

“As pessoas são carentes de informação. Informações básicas.”

Ela ressalta que, mesmo quando se trata de alguém acusado em um processo, é papel do Oficial de Justiça garantir que o destinatário compreenda seus direitos e o significado jurídico da comunicação recebida.

Mulheres na linha de frente da execução judicial

A reportagem também aborda a presença feminina na carreira. Gina relata que já enfrentou situações em que houve resistência de homens em aceitar uma ordem judicial transmitida por uma mulher.

“Foi muito visível a questão de não aceitar uma mulher no comando de uma ordem dessas.”

Apesar disso, ela afirma que aposta no diálogo e em técnicas de comunicação não violenta para lidar com situações de conflito durante as diligências.

Outro desafio mencionado é manter o equilíbrio emocional diante das histórias e conflitos vivenciados diariamente no exercício da função.

“Você está lidando com o problema de todo mundo, mas precisa entender que o problema dele não é seu.”

Das ruas para as redes sociais

Além da atuação nas diligências externas, Gina também passou a utilizar as redes sociais para divulgar o cotidiano da profissão e explicar à sociedade o papel do oficialato.

A iniciativa surgiu ao perceber que muitas pessoas desconheciam a amplitude das atribuições da carreira, que vão desde prisões e buscas e apreensões até comunicações processuais complexas.

Com o tempo, ela passou a integrar um coletivo de Oficiais de Justiça que compartilham experiências profissionais e conteúdos informativos sobre a atividade.

Segundo Gina, mesmo pessoas próximas se surpreendem ao descobrir a variedade de funções exercidas pelos Oficiais de Justiça.

“Eu tenho colegas, amigos, que convivem comigo há anos, e quando comecei a divulgar mais minha profissão, eles perguntavam: ‘Você faz prisão? Você faz busca e apreensão?’”

Reconhecimento à atuação das Oficialas de Justiça

A reportagem publicada pelo Migalhas reforça a importância do trabalho exercido por mulheres que atuam na linha de frente da execução das decisões judiciais em todo o país.

Ao lidar diariamente com conflitos sociais, situações delicadas e realidades complexas, as Oficialas de Justiça desempenham papel fundamental para garantir que as determinações judiciais alcancem efetividade.

A entrevista completa com a oficiala Gina Geipel pode ser acessada no portal Migalhas:

🔗 https://www.migalhas.com.br/quentes/451225/fazemos-a-decisao-acontecer--oficiala-de-justica-conta-rotina-na-rua


📌 Fonte: Migalhas
📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

quinta-feira, 5 de março de 2026

Projeto “Oficial de Justiça 5.0” vence prêmio no Maranhão e destaca inovação da carreira no Judiciário


O Prêmio Agnaldo Nunes, promovido pelo Sindjus-MA, divulgou nesta semana os vencedores de sua quinta edição, destacando iniciativas de servidores do Judiciário maranhense voltadas à melhoria da prestação jurisdicional e ao impacto social.

Entre os projetos premiados, ganhou destaque nacional uma iniciativa desenvolvida por Oficiais de Justiça do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que propõe um novo modelo de atuação estratégica da carreira no sistema de Justiça.

Segundo a comissão organizadora, 15 projetos foram inscritos nesta edição do prêmio e não houve recursos contra o resultado preliminar, consolidando o resultado final divulgado em 4 de março.

Projeto “Oficial de Justiça 5.0” propõe nova atuação estratégica da carreira

Na categoria Melhor Contribuição para a Prestação Jurisdicional e/ou Acesso à Justiça, o prêmio foi concedido aos Oficiais de Justiça Jaciara Monteiro Santos Rodrigues e Lucivan Brilhante de Lima, autores do projeto “Oficial de Justiça 5.0 – O Agente de Inteligência Processual”.

A proposta apresenta um modelo de atuação que amplia o papel do Oficial de Justiça no fluxo processual, incorporando ferramentas tecnológicas e estratégias de inteligência para otimizar o cumprimento de mandados e reduzir gargalos estruturais do Judiciário.

O projeto foi inicialmente implantado como projeto-piloto na comarca de Chapadinha, no Maranhão, e posteriormente expandido para 83 comarcas do estado, alcançando índice de resolutividade de 92% em sua fase estratégica.

A iniciativa utiliza sistemas eletrônicos de consulta e investigação patrimonial, como INFOSEG, SNIPER, INFOJUD e SIEL, que auxiliam na localização de partes e bens, permitindo maior eficiência na execução das ordens judiciais.

Entre os resultados apontados está a criação de um fluxo de regularização do acervo de mandados, com prazo de até 60 dias para devolução das diligências, além da padronização de certidões detalhadas que ampliam a qualidade das informações prestadas ao processo.

O projeto também está alinhado à Resolução nº 600/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e integra iniciativas institucionais voltadas ao aumento da produtividade judicial.



O que é o Prêmio Agnaldo Nunes

Criado pelo Sindjus-MA, o Prêmio Agnaldo Nunes tem como objetivo reconhecer projetos, pesquisas e iniciativas desenvolvidas por servidores do Judiciário do Maranhão que contribuam para:

  • inovação na prestação jurisdicional

  • melhoria da gestão judicial

  • ampliação do acesso à Justiça

  • impacto social das ações do Judiciário

A premiação homenageia Agnaldo Nunes, servidor do Judiciário maranhense cuja trajetória ficou marcada pela dedicação ao serviço público e à melhoria das instituições.

Pesquisa sobre processo eletrônico também foi premiada

Na categoria Artigo Científico, o vencedor foi o estudo “O Impacto do Processo Judicial Eletrônico (PJe) na Eficiência do Poder Judiciário: Um Estudo de Caso no Tribunal de Justiça do Maranhão”, de autoria de Gerson Oliveira Nepomuceno Junior, analista de suporte e rede do TJMA.

A pesquisa analisa os efeitos da implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) na produtividade da Justiça maranhense, apontando redução significativa no tempo de tramitação processual e melhora nos indicadores de desempenho institucional.

Projeto social voltado à saúde comunitária também foi reconhecido

Na categoria Melhor Contribuição para Ação Social ou Cidadã, a vencedora foi Joselia Cristina Pereira Simplício, com o projeto “Sou Radical 100% Saúde”.

A iniciativa é desenvolvida há cerca de dez anos na cidade de Coroatá (MA) e promove atividades físicas e ações de promoção da saúde para mulheres da comunidade, com foco no bem-estar físico, emocional e social.

Iniciativas demonstram potencial de inovação no Judiciário

Para o presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, os projetos apresentados refletem o compromisso dos servidores com a construção de um Judiciário mais eficiente e próximo da sociedade.

Segundo ele, as iniciativas premiadas demonstram que a inovação dentro do sistema de Justiça muitas vezes nasce da experiência prática dos próprios servidores que atuam diretamente na rotina do Judiciário.


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

CNJ promove webinário sobre o Domicílio Judicial Eletrônico para tribunais no dia 20 de março


O Conselho Nacional de Justiça realizará, no próximo 20 de março de 2026, às 10h, o webinário “Desmistificando o Domicílio Judicial Eletrônico para Tribunais”, com transmissão ao vivo pelo Microsoft Teams e pelo canal oficial do CNJ no YouTube.

O evento é voltado a servidores, magistrados e demais profissionais do Poder Judiciário, e tem como objetivo orientar os participantes sobre a utilização correta do sistema de comunicações processuais digitais, buscando evitar falhas na contagem de prazos e ampliar a efetividade da prestação jurisdicional.

Orientações sobre comunicações processuais eletrônicas

Durante o webinário, especialistas apresentarão orientações práticas sobre o envio de comunicações processuais por meio do sistema, esclarecendo quais atos devem ser direcionados ao Domicílio Judicial Eletrônico e quais devem ser publicados no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN).

A programação também abordará as mudanças nos prazos de ciência das comunicações eletrônicas introduzidas pela Resolução CNJ nº 569, tema considerado relevante para a rotina das unidades judiciais.

Sistema centraliza comunicações processuais

O Domicílio Judicial Eletrônico é uma plataforma digital que centraliza as comunicações processuais enviadas pelos tribunais brasileiros. O sistema é de uso obrigatório para empresas públicas e privadas e permite a consulta de citações e notificações diretamente em ambiente eletrônico.

Desenvolvida no âmbito do Programa Justiça 4.0, a ferramenta foi criada para substituir gradualmente o envio de comunicações físicas, como cartas e outros meios tradicionais, tornando o fluxo de comunicação judicial mais ágil e padronizado.

Desde que entrou em funcionamento, em 2023, o sistema já reúne mais de 9 milhões de empresas cadastradas e registra cerca de 95 milhões de comunicações processuais enviadas pelos tribunais brasileiros.

Inscrições abertas até 18 de março

As inscrições para o webinário podem ser realizadas até 18 de março, às 12h, por meio de formulário disponibilizado pelo CNJ.

📅 Serviço

Webinário: Desmistificando o Domicílio Judicial Eletrônico para tribunais
Data: 20 de março de 2026
Horário: 10h
Público-alvo: magistrados, magistradas, servidores e servidoras do Poder Judiciário
Transmissão: Microsoft Teams e canal do CNJ no YouTube
Inscrição: mediante formulário disponibilizado pelo CNJ

O Programa Justiça 4.0 é fruto de parceria entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

TJDFT promoverá confraternização em homenagem ao Dia Nacional do Oficial de Justiça em Brasília


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios realizará, no próximo 25 de março, uma confraternização especial em celebração ao Dia Nacional do Oficial de Justiça. O evento ocorrerá a partir das 15h, na sede da Assejus, em Brasília, e será voltado aos Oficiais de Justiça que atuam no Distrito Federal.

A iniciativa integra a programação comemorativa da data e busca reconhecer o papel desempenhado por esses servidores na efetivação das decisões judiciais e na prestação jurisdicional.

Evento reunirá palestras, exposições e apresentações culturais

A programação contará com palestras, exposições e apresentações musicais, proporcionando um momento de integração entre os profissionais responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais no âmbito do Poder Judiciário.

A confraternização foi definida durante reunião realizada na terça-feira (3), que contou com a participação do presidente da Fenassojaf, Fábio da Maia, e do presidente da AOJUS/DFTO, Júlio Fontela, além da secretária de Gestão de Pessoas do TJDFT, Carmen Ferreira, e da coordenadora de Desenvolvimento e Valorização de Pessoas do Tribunal, Verônica Aguiar.

Segundo os organizadores, o encontro pretende fortalecer a valorização institucional da carreira e promover um espaço de convivência entre os Oficiais de Justiça que atuam diretamente na execução das decisões judiciais.

Reconhecimento à atuação essencial dos Oficiais de Justiça

Celebrado anualmente em 25 de março, o Dia Nacional do Oficial de Justiça destaca a importância desses profissionais para o funcionamento do sistema de Justiça. São os servidores responsáveis por cumprir e executar ordens judiciais, garantindo que decisões proferidas pelos magistrados se tornem efetivas na prática.

A confraternização organizada pelo TJDFT conta com o apoio da Fenassojaf e da AOJUS/DFTO e faz parte de uma série de atividades previstas para marcar a data em Brasília.

A AOJUS/DFTO convidou todos os Oficiais de Justiça do Distrito Federal e do Tocantins a participarem da programação. Outras ações comemorativas relacionadas ao Dia Nacional do Oficial de Justiça devem ser divulgadas nos próximos dias.

Com informações da Aojus/DFTO


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

quarta-feira, 4 de março de 2026

Câmara conclui análise de projeto que garante livre estacionamento a Oficiais de Justiça e texto segue para o Senado


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, em 3 de março de 2026, a redação final do Projeto de Lei nº 3.554/2023, que garante livre parada e estacionamento aos veículos de Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais. Com a aprovação do texto final, a proposta conclui sua tramitação na Câmara e segue agora para análise do Senado Federal.

A matéria tramita em caráter conclusivo nas comissões. O parecer do relator, deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), já havia sido aprovado pela CCJC em 9 de dezembro de 2025, após leitura do relatório e discussão da matéria em reunião deliberativa da comissão.

Projeto foi aprovado em dezembro e não recebeu recursos

Após a aprovação do parecer em dezembro, o texto foi encaminhado para publicação e aberto prazo regimental para apresentação de recurso ao Plenário da Câmara. O prazo encerrou-se em 3 de fevereiro de 2026, sem que houvesse qualquer recurso apresentado.

Com isso, a Mesa Diretora da Câmara encaminhou o projeto novamente à CCJC para elaboração da redação final, etapa técnica que consolida o texto aprovado. A redação foi apresentada em 25 de fevereiro e aprovada pela comissão no dia 3 de março de 2026, encerrando definitivamente a tramitação da proposta na Casa.

O que prevê o projeto

O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) para garantir que veículos utilizados por Oficiais de Justiça no cumprimento de ordens judiciais tenham direito à livre parada e estacionamento no local da diligência, desde que devidamente identificados .

A redação final aprovada inclui os veículos de Oficiais de Justiça no mesmo dispositivo legal que já assegura prerrogativas semelhantes a veículos prestadores de serviços de utilidade pública.

Segundo o texto aprovado, os veículos deverão estar devidamente sinalizados e identificados conforme regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) .

Justificativa destaca realidade do trabalho externo

De autoria dos deputados Coronel Meira (PL-PE) e Ricardo Silva (PSD-SP), o projeto parte da realidade de que, em grande parte do país, os Oficiais de Justiça utilizam veículos particulares para realizar diligências.

Na justificativa da proposta, os autores apontam que muitas vezes não existem vagas adequadas próximas aos locais onde os mandados precisam ser cumpridos. Isso expõe os servidores ao risco de multas ou autuações administrativas, mesmo quando estão no exercício da função pública.

Os parlamentares também destacam que diversas diligências possuem caráter urgente, como cumprimento de medidas protetivas, afastamento de agressores do lar, internações médicas e determinações judiciais emergenciais, situações em que a rapidez no deslocamento pode ser determinante.

Regulamentação caberá ao CNJ e ao Contran

O projeto também prevê que a regulamentação da identificação dos veículos utilizados pelos Oficiais de Justiça será realizada de forma conjunta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Após a conclusão da análise na Câmara dos Deputados, o texto segue agora para tramitação no Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações pelos senadores, o projeto será encaminhado para sanção presidencial.


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Cumprimento digital de mandados começa a ser testado na Comarca de Cuiabá (MT)


A Comarca de Cuiabá iniciou a fase de testes de um projeto-piloto que permite o cumprimento exclusivamente eletrônico de mandados judiciais, medida que integra o processo de modernização administrativa do Poder Judiciário mato-grossense. O objetivo é imprimir maior agilidade à tramitação processual, reduzir deslocamentos presenciais de servidores e otimizar a força de trabalho da Central de Mandados.

A iniciativa foi autorizada pela Portaria nº 02/2026, assinada pela juíza diretora do Foro, Hanae Yamamura de Oliveira, e publicada no Diário da Justiça Eletrônico de 24 de fevereiro. O novo fluxo possibilita que determinados mandados sejam cumpridos por meio de telefone, e-mail, aplicativos de mensagens e redes sociais, desde que haja contatos digitais válidos do destinatário.

Mandados eletrônicos identificados como integrantes da “Zona Exclusivamente Eletrônica”

Nesta etapa inicial, a seleção dos mandados não é realizada pela Central de Mandados, mas pelas secretarias judiciais no momento da expedição. Qualquer mandado pode integrar o projeto, desde que o cumprimento possa ser feito integralmente de forma digital e que o documento seja identificado com a expressão:

“Projeto-Piloto: Zona Exclusivamente Eletrônica”.

Se a tentativa eletrônica não for bem-sucedida, o mandado retorna à unidade judiciária de origem para as providências habituais, incluindo eventual cumprimento presencial.

Participação de oficiais de Justiça com jornada reduzida e gestão humanizada

A equipe responsável pelo piloto reúne Oficiais de Justiça com jornada reduzida por decisão judicial ou administrativa, além de servidores voluntários designados pela Direção do Foro. O modelo reforça uma gestão humanizada, permitindo a atuação especializada de profissionais com mobilidade física limitada, mantendo sua experiência a serviço da prestação jurisdicional.

Segundo a diretora do Foro, a proposta alia tecnologia, eficiência e valorização da força de trabalho.

“O cumprimento exclusivamente eletrônico não é apenas uma mudança de procedimento, mas uma resposta estratégica aos desafios do Judiciário contemporâneo”, afirmou a magistrada.

Ela destacou que a iniciativa deve refletir diretamente na celeridade processual:

“Nossa prioridade é garantir que a prestação jurisdicional acompanhe a velocidade da era digital, utilizando ferramentas de comunicação para dar mais agilidade a atos que antes dependiam exclusivamente de deslocamentos físicos.”

Monitoramento de resultados e possibilidade de adesão definitiva

Durante os 60 dias de teste, a Central de Mandados fará o acompanhamento estatístico do projeto, incluindo:

  • índice de aproveitamento dos mandados;

  • tempo médio de cumprimento;

  • impacto na redução de impressões e recursos materiais;

  • produtividade da equipe envolvida;

  • reflexos nos fluxos internos e eventual redução de retrabalho.

Ao fim do período, será elaborado um relatório técnico que servirá de base para avaliar a viabilidade de tornar o modelo uma zona definitiva, com encaminhamento posterior à Corregedoria-Geral da Justiça para análise.

A juíza diretora também ressaltou o potencial de economia e sustentabilidade:

“Estamos testando um modelo que racionaliza recursos públicos e diminui diligências presenciais desnecessárias. A intenção é transformar este piloto em definitivo, caso os resultados confirmem sua eficiência.”

A Portaria nº 02/2026 pode ser consultada no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) de 24 de fevereiro, página 10.

Com informações do TJMT


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Veículo de Oficial de Justiça pega fogo durante cumprimento de mandado em Linhares (ES) e expõe riscos enfrentados pela categoria


O veículo do Oficial de Justiça Gustavo Paraíso Dalvi, da Comarca de Linhares, no Espírito Santo, foi totalmente consumido pelas chamas enquanto ele se deslocava para cumprir um mandado judicial. O caso, divulgado pelo Sindjus-ES, chama atenção pela gravidade das imagens e pela dimensão dos riscos aos quais esses profissionais são submetidos no exercício diário de suas funções.

Segundo a publicação, o servidor seguia para uma diligência quando o automóvel começou a pegar fogo. Apesar do susto e do risco iminente, não houve feridos. O episódio, porém, escancara uma realidade que permanece invisível para grande parte da sociedade.

A face pouco conhecida do trabalho externo

O Oficial de Justiça é quem materializa a decisão judicial: leva a ordem do juiz ao jurisdicionado, garante a efetividade dos atos processuais e atua em todos os tipos de cenários — áreas urbanas, zonas rurais, regiões de risco, locais de difícil acesso ou de reconhecida insegurança.

O caso ocorrido em Linhares evidencia essa exposição permanente, muitas vezes silenciosa, e reforça que o cumprimento de mandados envolve não apenas técnica e responsabilidade, mas também risco real à integridade física e ao patrimônio.

Além do susto, há o prejuízo material de quem coloca seu próprio veículo a serviço do Estado para assegurar que a ordem judicial chegue ao seu destino. O incidente reafirma a necessidade de políticas de proteção, valorização e reconhecimento para uma categoria essencial à prestação jurisdicional.

Reconhecimento e solidariedade

A entidade sindical relembrou que os Oficiais de Justiça merecem respeito e condições adequadas de trabalho, já que são responsáveis por transformar decisões judiciais em realidade concreta.

“Os oficiais de justiça merecem respeito, reconhecimento e valorização. São profissionais que se dedicam intensamente para garantir que as decisões judiciais saiam do papel e se tornem efetivas”, destaca o texto publicado pelo Sindjus-ES.

O InfoJus Brasil manifesta solidariedade ao servidor Gustavo Paraíso Dalvi e reforça o reconhecimento a todos os Oficiais de Justiça que, diariamente, assumem riscos para que a Justiça alcance cada cidadão.


🛈 Fonte: Sindjus-ES 
📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Quadro de Oficiais de Justiça do TJCE é o menor em 20 anos e acende alerta sobre a prestação jurisdicional no Ceará


A quantidade de Oficiais de Justiça em atividade no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) atingiu, em 2026, o menor nível das últimas duas décadas. Dados do Portal da Transparência mostram que o Estado conta atualmente com 631 Oficiais de Justiça, número inferior ao registrado em 2006, quando havia 640 servidores. A redução se intensificou entre 2015 e 2025, período em que o quadro perdeu 92 cargos.

Além disso, cinco comarcas estão sem nenhum Oficial de Justiça lotado: Acaraú (com Cruz), Jaguaretama (com Jaguaribara), Milagres (com Abaiara), Uruoca (com Martinópole) e Viçosa do Ceará. A ausência de servidores nessas localidades tem comprometido a fluidez processual e agravado índices de morosidade, especialmente em ações urgentes.

Planejamento institucional sem previsão de novos cargos

Enquanto o TJCE prevê, para o período de 2026 a 2029, a criação anual de 70 cargos de analista judiciário e 85 cargos de técnico judiciário, não há previsão de abertura de novas vagas para Oficiais de Justiça. O contraste preocupa a categoria, especialmente diante da expansão de novas unidades judiciárias sem o correspondente aumento do quadro responsável pelo cumprimento das ordens judiciais.

Segundo o Sindojus-CE, o resultado é um descompasso estrutural que pressiona o trabalho do oficialato e afeta a eficiência da prestação jurisdicional em todas as regiões do Estado.

Remoções temporárias se tornam rotina

Para suprir a carência de servidores, sucessivas administrações do tribunal vêm recorrendo de forma contínua às remoções temporárias — instrumento excepcional que, pela frequência, tornou-se mecanismo permanente de realocação. A prática, segundo a entidade representativa, evidencia a urgência na recomposição do quadro.

O déficit resultou em forte sobrecarga de trabalho. Em manifestações apresentadas ao tribunal, magistrados têm apontado o represamento de processos, incluindo ações com réu preso e medidas protetivas, em razão da falta de Oficiais de Justiça disponíveis para as diligências.

Aumento da demanda processual e queda do efetivo

O aumento do movimento processual no Estado contrasta com a redução do quadro. Matéria divulgada pelo TJCE indicou que a Secretaria Judiciária de 1º Grau registrou 9,4 milhões de expedientes em 2025, um crescimento de 14,75% em relação a 2024.

Na Comarca de Fortaleza, a queda do efetivo foi ainda mais expressiva: entre 2015 e 2025, o número de Oficiais de Justiça diminuiu em mais de 50 servidores, sem concurso de remoção há 11 anos. No mesmo período, o total de mandados expedidos saltou de 161.689 (2012) para 314.092 (2025) — aumento de 94,2%.

Em 2015, havia 723 Oficiais de Justiça para cerca de 1,2 milhão de processos (média de 1.660 por servidor). Em 2025, eram 631 servidores para 1,9 milhão de processos — 3.012 processos por Oficial de Justiça, crescimento de 81,4% na carga individual de trabalho.

A discrepância, segundo o sindicato, representa apropriação de força de trabalho não remunerada, contrariando a Resolução nº 88/2009 do Conselho Nacional de Justiça.

“É muito mandado para pouco Oficial de Justiça”, diz categoria

Durante ato realizado em Fortaleza, o Oficial de Justiça Marden Vieira resumiu a insatisfação:

“Não estamos lutando por salário, mas por aumento da mão de obra de Oficial de Justiça. A situação está insustentável. A conta é simples: é muito mandado para pouco Oficial de Justiça”.

A manifestação ocorreu na sede do TJCE, no Cambeba, e refletiu a crescente preocupação dos servidores com a sobrecarga e seus impactos diretos sobre a qualidade da prestação jurisdicional.

92 cargos precisam ser repostos com urgência, afirma Sindicato

O presidente do Sindojus-CE, Vagner Venâncio, alerta que 140 dos 631 Oficiais de Justiça estão aptos a se aposentar, o que pode agravar ainda mais o déficit atual.

Para recuperar o mesmo efetivo de dez anos atrás (723 servidores), o sindicato solicita a reposição imediata dos 92 cargos extintos ou vagos. A reivindicação foi encaminhada:

  • à Corregedoria-Geral da Justiça do TJCE,

  • à Ouvidoria,

  • ao vice-presidente da Corte, desembargador Mauro Liberato,

  • e à Ouvidoria do CNJ.

O diretor jurídico do sindicato, Carlos Eduardo Mello, reforça a importância da recomposição:

“São os Oficiais de Justiça os agentes públicos fundamentais para fazer com que as decisões judiciais se concretizem, garantindo segurança jurídica e solução célere dos conflitos.”

Documentos, requerimentos e ofícios protocolados pelo sindicato estão disponíveis aos filiados na área restrita do portal, em “Jurídico – Informações Processuais”.

Com informações do Sindojus-CE


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Sindojaf lança novo site com foco em modernização, transparência e serviços ao Oficial de Justiça


O Sindicato dos Oficiais de Justiça Federais (Sindojaf) lançou oficialmente seu novo portal institucional — www.sindojaf.org.br — totalmente reformulado, com visual mais moderno, navegação responsiva e ampliação significativa de conteúdo e serviços. A atualização marca um novo momento na comunicação da entidade, que passa a oferecer um ambiente digital mais completo, intuitivo e alinhado às demandas da categoria.

Segundo a direção sindical, o novo site foi projetado para fortalecer o vínculo entre o sindicato e os Oficiais de Justiça, ampliando o acesso à informação, facilitando serviços internos e aprimorando a transparência institucional.

Plataforma renovada e mais funcionalidades

A reformulação trouxe uma série de ferramentas para facilitar a atuação e a vida sindical dos filiados. Entre os principais destaques do novo portal estão:

  • Filiação online, com cadastro simplificado e totalmente digital;

  • Emissão de carteirinha online, permitindo que o filiado possa obter seu documento de filiação sindical de forma rápida;

  • Área de convênios atualizada, reunindo benefícios exclusivos;

  • Consultas e serviços internos, integrados ao ambiente do portal;

  • Acesso direto ao portal Credilink, com facilidades cumprimento de mandados para os filiados;

  • Links de contato e canais de atendimento;

  • Integração com redes sociais do Sindojaf, ampliando a presença digital da entidade;

  • Seção de notícias e informes, consolidando o portal como hub de informação do oficialato.

A direção afirma que o objetivo central é reforçar a comunicação com a base e oferecer um espaço digital mais útil, organizado e representativo.

Palavra do Presidente destaca desafios e reafirma compromisso sindical

Para marcar a estreia do novo portal, o presidente do Sindojaf, Gerardo Lima, publicou uma carta dirigida aos Oficiais de Justiça federais, que inaugura a seção “Palavra do Presidente”. No texto, ele celebra a modernização da ferramenta de comunicação e ressalta o papel da entidade na defesa permanente da categoria.

A mensagem destaca os desafios contemporâneos enfrentados pelos Oficiais de Justiça, as conquistas recentes e a importância da atuação sindical diante das profundas transformações no Poder Judiciário. Segundo Gerardo, o lançamento do novo site simboliza um passo importante rumo a uma comunicação mais próxima e eficiente.

“Nosso objetivo é que cada Oficial de Justiça se sinta representado e bem informado. Este portal é o reflexo de um sindicato que se renova sem perder a essência da luta combativa”, afirma o presidente em um dos trechos.

A escolha da carta para inaugurar o novo site, segundo a diretoria, reforça a intenção de aproximar ainda mais o sindicato da sua base, criando um canal permanente de diálogo, prestação de contas e mobilização.

A íntegra da mensagem pode ser acessada em:

Modernização a serviço da categoria

Com o novo portal, o Sindojaf busca ampliar sua capacidade de comunicação institucional e fortalecer a representação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais. A plataforma renovada combina informação, serviços e participação sindical, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para a categoria em um cenário de mudanças.

O sindicato convida todos os filiados a navegarem no novo site e explorarem as funcionalidades disponíveis.


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Afojebra convoca Assembleia Geral Ordinária para o dia 24 de março em Brasília


A Associação Federal dos Oficiais de Justiça do Brasil (Afojebra) convocou sua Assembleia Geral Ordinária para o dia 24 de março de 2026, na sede da entidade em Brasília. A convocação foi formalizada pelo presidente da associação, Mário Medeiros Neto, conforme determina o estatuto da entidade.

De acordo com o edital, a assembleia será realizada às 8h30 em primeira chamada e às 9h em segunda chamada, no auditório do subsolo do Edifício Prime, localizado no SBS, Quadra 02, Bloco E, região central da capital federal.

Prestação de contas e assuntos gerais na pauta

A reunião terá dois pontos principais de deliberação:

  • Prestação de contas referente ao exercício de 2025, etapa anual obrigatória para avaliação das atividades financeiras, administrativas e estruturais da entidade;

  • Discussão de assuntos gerais, espaço destinado às manifestações das entidades e ao debate de temas institucionais relevantes para os Oficiais de Justiça em âmbito nacional.

A assembleia constitui a instância deliberativa da Afojebra e é considerada fundamental para o acompanhamento da gestão, a transparência administrativa e o fortalecimento do diálogo entre as representações estaduais.


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Fenassojaf convoca Conselho de Representantes para reunião virtual no dia 25 de fevereiro


 A Fenassojaf (Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais) convocou reunião do Conselho de Representantes para o próximo dia 25 de fevereiro de 2026, às 15h, em formato virtual, por meio da plataforma Zoom.

O edital de convocação informa que o encontro será destinado ao debate de temas estratégicos de interesse dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais, incluindo informes da diretoria, encaminhamentos das demandas da última reunião do Conselho de Representantes, organização das atividades relacionadas ao Dia do(a) Oficial de Justiça, CONOJAF 2026, além de outros assuntos da pauta institucional

Pauta institucional

De acordo com o documento, assinado pelo presidente da entidade, Fábio André Maia Hreisemnou, a reunião também abordará:

  • Encaminhamentos das demandas das três entidades nacionais;

  • Dissolução da Assojaf/MT;

  • Outros assuntos de interesse da categoria

O edital destaca que a convocação ocorre nos termos do Estatuto da entidade (artigos 18, 19, XIV e 25, III), reforçando a formalidade e a legitimidade do chamamento às associações filiadas.

Instância deliberativa

O Conselho de Representantes é uma das instâncias de deliberação da Fenassojaf e reúne presidentes e representantes das associações filiadas em todo o país. A reunião tem como objetivo promover o alinhamento institucional e a definição de estratégias relacionadas às pautas dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais.

A entidade reforçou a importância da participação das associações filiadas no encontro, como forma de fortalecer o debate e a atuação coordenada em âmbito nacional.

Com informações da Fenassojaf


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Prevjud automatiza envio de ordens judiciais de penhora ao INSS


Nova funcionalidade permite o envio eletrônico e automático de ordens judiciais para desconto em benefícios previdenciários, substituindo ofícios físicos e acelerando o cumprimento das decisões.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou nova funcionalidade no Serviço de Informação e Automação Previdenciária (Prevjud), que permite o envio automático de ordens judiciais para desconto ou penhora incidente sobre benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A partir da atualização, os tribunais podem registrar diretamente no sistema as determinações judiciais que autorizam a retenção de parte do benefício previdenciário, colocando os valores à disposição do processo judicial. A comunicação passa a ocorrer eletronicamente, substituindo a expedição de ofícios e tornando mais célere a efetivação da decisão.

Padronização e maior eficiência

Disponível para os segmentos da Justiça Federal, Estadual, Trabalhista e Eleitoral, a funcionalidade padroniza um procedimento que, até então, dependia de comunicação manual entre o Judiciário e a previdência social.

Segundo a Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, Lívia Cristina Marques Peres, a centralização do fluxo no Prevjud garante maior eficiência, controle e segurança no cumprimento das decisões judiciais.

“Em vez de encaminhar numerosos ofícios individualmente, as ordens passam a ser enviadas ao INSS de forma estruturada pelo Prevjud, com maior segurança, rapidez e controle. É um ganho direto na gestão dos processos que necessitam da implementação de decisões que envolvem descontos sobre benefícios previdenciários”, afirmou.

Justiça 4.0 e obrigatoriedade do sistema

Desenvolvido no âmbito do Programa Justiça 4.0, o Prevjud integra o conjunto de soluções tecnológicas voltadas à modernização da Justiça brasileira. O uso do sistema é obrigatório para todos os tribunais do país, conforme a Resolução CNJ nº 595/2024.

Criado em 2020, o Programa Justiça 4.0 é resultado de cooperação entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio de órgãos do sistema de Justiça, como o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com informações do CNJ


📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Postagens populares