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O caso ocorreu na última quinta-feira (16) e foi divulgado pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), com repercussão no portal Migalhas.
Segundo a AOJESP, a diligência era conduzida pela Oficiala de Justiça Kátia Cilene em uma oficina de funilaria onde se encontrava um Chevrolet Cruze objeto da ação judicial.
Após identificar-se ao proprietário do estabelecimento, confirmar que o veículo correspondia ao bem indicado no mandado, realizar a vistoria e lavrar o auto de apreensão, a oficiala nomeou o depositário do veículo. Até então, a diligência ocorria normalmente.
Entretanto, pouco depois, um homem chegou ao local afirmando representar os interesses do possuidor do automóvel e passou a impedir a retirada do bem, recusando-se a aceitar o cumprimento da ordem judicial.
De acordo com o relato divulgado pela AOJESP, a Oficiala de Justiça explicou que a apreensão possuía caráter provisório e que a parte interessada poderia discutir judicialmente a medida pelos meios legais.
Mesmo após as explicações, o homem permaneceu exaltado.
Percebendo o comportamento agressivo, a oficiala posicionou o representante da instituição financeira atrás de si para protegê-lo.
Na sequência, o agressor pegou uma marreta utilizada na oficina e desferiu um golpe contra o representante do banco. Embora a vítima tenha conseguido desviar parcialmente, sofreu ferimentos no rosto e intenso sangramento.
Enquanto a oficiala prestava socorro ao ferido, o agressor tomou as chaves do veículo, entrou no automóvel e fugiu do local. Antes de sair, ainda teria ameaçado a servidora, afirmando que ninguém retiraria o veículo.
Após a fuga, a Oficiala de Justiça acionou a Guarda Civil Municipal, solicitou o cadastramento da placa do veículo no sistema de monitoramento da cidade, acompanhou o atendimento da vítima e registrou a ocorrência na Polícia Civil.
Segundo a AOJESP, a integração entre a Guarda Municipal e a Polícia Civil permitiu localizar o suspeito, recuperar o veículo e efetuar sua prisão.
Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
O episódio soma-se a diversos casos recentes de violência registrados durante o cumprimento de ordens judiciais em diferentes estados brasileiros, reforçando as preocupações relacionadas à segurança dos Oficiais de Justiça no exercício de suas atribuições.
As ocorrências evidenciam os riscos enfrentados diariamente pelos servidores responsáveis por dar efetividade às decisões judiciais, muitas vezes em situações de elevada tensão e imprevisibilidade.
Fonte: Portal Migalhas, com informações da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP).
Leia a publicação original:
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As nomeações contemplam unidades do interior e da Grande São Paulo e representam mais um reforço no quadro de servidores responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais, atividade essencial para a efetividade da prestação jurisdicional.
Os novos Oficiais de Justiça foram destinados às comarcas de Mauá, Guaíra, Viradouro, Pilar do Sul, Mairinque, Cabreúva, Cananéia, Paranapanema, Rancharia, Garça, Jaú, Bariri, Macatuba, Buritama, Franca, Guará, Jardinópolis, Taquaritinga, Casa Branca, Jacareí, Americana, Sumaré e Hortolândia.
Segundo informações divulgadas pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP), as nomeações decorrem, em sua maioria, de vagas abertas em razão de aposentadorias, falecimentos e de cargos anteriormente criados por legislação específica.
De acordo com a AOJESP, a chegada dos novos servidores representa um importante reforço para diversas comarcas paulistas, que convivem há anos com déficit de Oficiais de Justiça e aumento constante da demanda por cumprimento de mandados.
A entidade informou ainda que defende permanentemente a convocação de novos servidores, diante da sobrecarga de trabalho enfrentada pela categoria e da necessidade de recomposição do quadro funcional em diversas unidades judiciais do Estado.
A ampliação do número de Oficiais de Justiça contribui para dar maior celeridade ao cumprimento das decisões judiciais, beneficiando magistrados, advogados, jurisdicionados e toda a sociedade.
A notícia foi publicada originalmente pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (AOJESP).
Leia a publicação original:
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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) dará início, em 10 de agosto, ao projeto-piloto de implementação da política de inteligência processual prevista na Recomendação nº 170/2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A primeira fase será desenvolvida nas Varas da Fazenda Pública Municipal da comarca de Goiânia, por meio da Central de Mandados Especializados.
O projeto foi apresentado durante reunião realizada na última terça-feira (14), entre o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, e o conselheiro do CNJ, Marcello Terto e Silva.
Também participaram do encontro o primeiro vice-presidente do TJGO, desembargador Fabiano Abel de Aragão Fernandes; o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira; e o juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Assis Garcia.
A implementação do projeto representa mais uma etapa na consolidação da inteligência processual como atribuição dos Oficiais de Justiça.
A atividade permite a utilização de ferramentas tecnológicas, sistemas eletrônicos e técnicas de pesquisa para localização de pessoas e bens, levantamento de informações relevantes ao cumprimento das ordens judiciais e apoio à efetividade das execuções.
Prevista na Recomendação nº 170/2026 do CNJ, a inteligência processual passou a integrar formalmente o conjunto de atribuições desempenhadas pelos Oficiais de Justiça, ao lado de atividades tradicionais como citações, intimações, penhoras, avaliações, buscas e apreensões, constatações e demais diligências determinadas pelo Poder Judiciário.
Segundo o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, o projeto encontra-se em estágio avançado e terá início em 10 de agosto.
Nesta primeira etapa, a atuação ficará concentrada nas Varas da Fazenda Pública Municipal da comarca de Goiânia, com expansão gradual para outras unidades judiciárias do Estado.
A expectativa do Tribunal é que a utilização das novas ferramentas tecnológicas torne mais ágeis e eficientes as diligências de localização de pessoas e bens, contribuindo para aumentar a efetividade das decisões judiciais.
Durante a reunião, o conselheiro do CNJ Marcello Terto e Silva explicou que a proposta envolve a organização dos fluxos de trabalho dos Oficiais de Justiça nas atividades de pesquisa patrimonial e localização de pessoas.
Segundo ele, a experiência desenvolvida pelo TJGO poderá contribuir para a estruturação da política nacional de inteligência processual prevista pelo CNJ, servindo como referência para a implementação das diretrizes da Recomendação nº 170 em outros tribunais.
Após a publicação da notícia oficial do TJGO, o InfoJus Brasil realizou uma pesquisa histórica sobre a evolução da inteligência processual desenvolvida pelos Oficiais de Justiça no Poder Judiciário brasileiro.
O levantamento identificou que diversas iniciativas semelhantes já vinham sendo implementadas anos antes da edição da Recomendação nº 170/2026, demonstrando que a inteligência processual, como atribuição dos Oficiais de Justiça, foi construída gradualmente por diferentes experiências institucionais.
Entre elas destacam-se:
• NIOJ do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), criado pelo Provimento nº 45/2016 e posteriormente implementado em 2019, considerado uma das primeiras estruturas especializadas de inteligência voltadas exclusivamente à atuação dos Oficiais de Justiça;
• CENOPES do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), criada pelo Provimento nº 19/2018, permitindo que Oficiais de Justiça operassem sistemas eletrônicos de pesquisa patrimonial e restrições judiciais, como BacenJud (atual Sisbajud), Renajud, Infojud, Infoseg e outros convênios;
• Núcleos de Pesquisa Patrimonial da Justiça do Trabalho (NPPs), instituídos pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho por meio da Resolução CSJT nº 138/2014 e posteriormente aperfeiçoados por diversos Tribunais Regionais do Trabalho, com intensa utilização de pesquisas patrimoniais e ferramentas eletrônicas pelos Oficiais de Justiça;
• Grupo de Execução e Inteligência Processual (GEIP) do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), criado em 2025, reunindo pesquisa patrimonial, inteligência processual e atuação operacional dos Oficiais de Justiça;
• NIOJ do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), implantado inicialmente em 2024 para conferir maior efetividade ao cumprimento de medidas protetivas de urgência e posteriormente ampliado para outras comarcas do Estado.
Essas experiências demonstram que a inteligência processual aplicada à atuação dos Oficiais de Justiça já vinha sendo desenvolvida em diferentes modelos organizacionais muito antes da edição da Recomendação nº 170/2026.
Nesse contexto, o projeto anunciado pelo TJGO representa um importante passo para a implementação das novas diretrizes nacionais estabelecidas pelo CNJ, fortalecendo e padronizando práticas que já vinham sendo desenvolvidas por diversos tribunais brasileiros.
Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
Leia a publicação original do TJGO:
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Com o tema "Oficial de Justiça em Foco: Atualidades e Perspectivas", o congresso reunirá Oficiais de Justiça de diversas regiões do país para discutir temas estratégicos relacionados ao presente e ao futuro da carreira, além de promover o intercâmbio de experiências e o aperfeiçoamento profissional.
Segundo a publicação da AOJUS-DFTO, a programação foi elaborada por Oficiais de Justiça e é direcionada exclusivamente à categoria, abordando assuntos que impactam diretamente o exercício das atribuições do cargo.
Entre os principais painéis previstos estão:
Qualidade de Vida dos Oficiais de Justiça;
Regulamentação da Resolução CNJ nº 600/2024;
Pesquisas Patrimoniais e Ferramentas Eletrônicas: prós e contras;
Desafios antigos e atuais da atividade;
Protocolos de segurança diante da violência urbana, da violência de gênero e da violência em razão do cargo;
Inteligência Artificial aplicada ao cotidiano dos Oficiais de Justiça;
Aposentadoria.
Os debates contarão com a participação de Oficiais de Justiça e convidados com atuação reconhecida em temas ligados à carreira e à prestação jurisdicional.
As inscrições permanecem abertas, e a AOJUS-DFTO informa que o segundo lote de valores é válido até esta sexta-feira (10). A partir de 11 de julho, entram em vigor os valores do terceiro lote.
Os interessados podem obter informações sobre a programação completa e realizar a inscrição diretamente na página oficial do evento, disponibilizada pela AOJUS-DFTO:
https://fenassojaf.org.br/conojaf-enojap-2026
Realizado anualmente, o CONOJAF consolidou-se como um dos principais encontros dos Oficiais de Justiça federais do Brasil, proporcionando debates sobre inovação, valorização profissional, segurança, inteligência processual, tecnologia, legislação e os desafios enfrentados pela carreira.
De acordo com a AOJUS-DFTO, o congresso também representa um importante espaço para o fortalecimento da identidade institucional dos Oficiais de Justiça e para a construção de propostas voltadas ao aprimoramento da atividade.
Fonte: AOJUS-DFTO
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De acordo com o edital, as assembleias ocorrerão de forma híbrida, com primeira convocação às 9h e segunda convocação às 9h30, na sede da FESOJUS-BR, localizada na Torre Pátio Brasil, ST SCS Quadra 07, Bloco A, 11º Andar, Sala 1115, em Brasília/DF, permitindo também a participação remota dos representantes regularmente credenciados das entidades filiadas.
Na Assembleia Geral Ordinária, os representantes das entidades filiadas apreciarão as contas da Diretoria Executiva referentes ao exercício financeiro de 2025.
A pauta prevê:
Prestação de contas da Diretoria Executiva;
Apresentação do parecer do Conselho Fiscal;
Discussão e deliberação sobre a aprovação das contas.
Já na Assembleia Geral Extraordinária, a pauta será voltada às perspectivas institucionais da Federação.
Entre os assuntos previstos estão:
discussão sobre os projetos futuros da FESOJUS-BR;
deliberação acerca da filiação da Federação à CONACATE – Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado;
assuntos gerais relacionados às matérias constantes da pauta.
O edital estabelece que somente poderão participar das deliberações e exercer o direito de voto as entidades filiadas que estejam em situação regular perante a Federação, observadas as exigências estatutárias relativas ao credenciamento de representantes e à quitação das obrigações estatutárias.
O documento é assinado pelo presidente da FESOJUS-BR, João Batista Fernandes de Sousa, e foi publicado em 8 de julho de 2026.
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Assinado por Renan Rodrigues da Silva, o texto sustenta que o cumprimento de um mandado judicial vai muito além da prática de um ato formal. Segundo o autor, o Oficial de Justiça frequentemente se depara, em campo, com situações que exigem conhecimento aprofundado sobre registros públicos, incorporações imobiliárias, unificação de matrículas, continuidade registral e demais institutos do Direito Registral.
O artigo destaca que muitas execuções judiciais partem de informações desatualizadas constantes dos autos, enquanto a realidade encontrada pelo Oficial de Justiça é completamente diferente. Em um dos exemplos apresentados, um lote indicado para penhora já havia sido incorporado a um empreendimento imobiliário, exigindo do Oficial análise técnica para identificar a situação jurídica do imóvel e evitar nulidades ou prejuízos a terceiros de boa-fé.
Outro ponto abordado é a crescente necessidade de formação jurídica especializada para o exercício da função. O autor defende que a atividade desempenhada pelo Oficial de Justiça demanda capacidade técnica para interpretar informações registrárias, analisar documentos e adotar as providências adequadas durante o cumprimento das ordens judiciais, contribuindo diretamente para a efetividade da execução.
Na conclusão, o artigo afirma que a prestação jurisdicional não se encerra com a expedição do mandado, mas depende da atuação técnica do Oficial de Justiça em campo. Também ressalta que a valorização da carreira e o fortalecimento da formação em Direito Registral são fundamentais para aumentar a eficiência do Poder Judiciário e conferir maior segurança jurídica às execuções.
O texto dialoga com discussões atuais sobre a modernização das atribuições dos Oficiais de Justiça, especialmente diante da ampliação das atividades de inteligência processual e da utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à localização de pessoas e bens.
A íntegra do artigo pode ser acessada no portal Migalhas:
🔗 https://www.migalhas.com.br/depeso/459742/a-tecnicidade-do-oficial-de-justica-no-direito-registral
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Colaboração Leonardo Queiroga, Oficial de Jusitça da JFRJ
Segundo reportagem publicada pelo portal Gazeta Carajás, a equipe policial prestava apoio a um Oficial de Justiça para o cumprimento de uma medida protetiva expedida em favor da mãe do suspeito, que relatava ser vítima de ameaças e agressões.
De acordo com a Polícia Civil, o apoio policial foi solicitado porque, em uma tentativa anterior de cumprimento da decisão judicial, o Oficial de Justiça teria sido ameaçado pelo homem, tornando necessária a adoção de medidas para garantir a segurança da diligência.
Ainda conforme a corporação, ao chegarem ao imóvel, os policiais e o Oficial de Justiça foram recebidos com agressividade. O suspeito teria lançado objetos, proferido ameaças e desacatado os agentes durante o cumprimento da ordem judicial.
A Polícia Civil informou que, inicialmente, foram utilizados meios não letais para tentar conter a situação. Em seguida, segundo a versão oficial, o homem avançou contra um delegado e tentou tomar sua arma de fogo. Diante do risco iminente, os policiais efetuaram disparos.
O suspeito chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Tucuruí, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso será apurado pelas autoridades competentes, conforme os procedimentos previstos para ocorrências com resultado morte decorrente de intervenção policial.
O episódio evidencia, mais uma vez, a realidade enfrentada pelos Oficiais de Justiça em diligências relacionadas ao cumprimento de medidas protetivas, especialmente em casos envolvendo violência doméstica e familiar.
Além da responsabilidade de dar efetividade às decisões judiciais, esses profissionais frequentemente atuam em ambientes de elevada tensão, expondo-se a ameaças, agressões e situações de potencial violência, circunstâncias que muitas vezes exigem apoio das forças de segurança para garantir o cumprimento das ordens judiciais.
Situações de ameaça, agressão, intimidação ou qualquer outro incidente ocorrido durante o exercício da função podem ser registradas na Plataforma Argos, sistema nacional destinado ao mapeamento da violência contra Oficiais de Justiça. As informações contribuem para estudos, estatísticas e para o fortalecimento de políticas voltadas à segurança da categoria.
Fonte: Gazeta Carajás
Leia a reportagem original: https://www.gazetacarajas.com/noticia/homem-morre-apos-intervencao-da-policia-civil-durante-cumprimento-de-medida-protetiva-em-tucurui
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Segundo reportagem publicada pelo jornalista Cândido Nóbrega, o texto propõe a consolidação de normas gerais aplicáveis aos Oficiais de Justiça, disciplinando atribuições, prerrogativas, garantias institucionais e critérios de organização da carreira.
Entre os principais pontos da proposta está o reconhecimento do cargo de Oficial de Justiça como função típica de Estado, diretamente vinculada ao cumprimento das decisões judiciais e subordinada exclusivamente ao magistrado competente.
A minuta também prevê que o exercício da função dependa de formação específica e capacitação permanente, além de vedar a designação de Oficial de Justiça ad hoc para o cumprimento de mandados judiciais.
A proposta contempla a atualização das atribuições da carreira, acompanhando a evolução das atividades desempenhadas pelos Oficiais de Justiça.
Entre as medidas previstas estão:
fortalecimento das prerrogativas funcionais;
utilização de ferramentas de inteligência processual para localização de pessoas e bens;
atuação em atividades de conciliação, quando autorizadas;
possibilidade de requisição de apoio policial nas hipóteses previstas em lei;
acesso aos locais necessários ao cumprimento das ordens judiciais.
O texto também estabelece limites para a atuação funcional, preservando a natureza do cargo e vedando atribuições incompatíveis com a atividade externa dos Oficiais de Justiça.
Outro ponto da proposta é a criação de parâmetros nacionais para organização da carreira, incluindo previsão de quantitativo mínimo de Oficiais de Justiça por unidade judiciária, progressão funcional baseada em desempenho e qualificação profissional, além de garantias relacionadas às condições de trabalho.
Entre elas estão o fornecimento de equipamentos de proteção, treinamentos periódicos, assistência jurídica e médica e previsão de aposentadoria especial, temas que buscam uniformizar direitos e condições de trabalho em todo o país.
De acordo com Joselito Bandeira Vicente, a elaboração da minuta surgiu após um desafio lançado durante uma conversa sobre a necessidade de criação de uma Lei Orgânica Nacional para os Oficiais de Justiça.
Segundo ele, o texto já foi apresentado e deverá servir de base para futura apresentação de projeto de lei na Câmara dos Deputados.
A iniciativa foi recebida positivamente por integrantes da categoria, que destacam a importância da proposta para o fortalecimento institucional dos Oficiais de Justiça. Ao mesmo tempo, muitos defendem que, pela relevância do tema, a futura Lei Orgânica seja construída de forma amplamente participativa, permitindo a contribuição de Oficiais de Justiça de todo o país e das diversas entidades representativas nacionais e estaduais, para que o texto seja aperfeiçoado e reflita os interesses de toda a carreira.
Fonte: Cândido Nóbrega
Leia a reportagem original: https://candidonobrega.com.br/proposta-de-oficial-de-justica-da-paraiba-estrutura-lei-organica-nacional-da-categoria/
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A inclusão da matéria na pauta representa mais um importante avanço na tramitação do projeto e é aguardada com expectativa pela categoria dos Oficiais de Justiça, que acompanha a proposta em razão dos riscos inerentes ao cumprimento de mandados judiciais em todo o país.
De autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), o projeto altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) para permitir o porte de arma aos Oficiais de Justiça, tanto em serviço quanto fora dele, desde que sejam atendidos os mesmos requisitos legais exigidos das demais categorias autorizadas, como capacitação técnica e avaliação psicológica.
A proposta já conta com parecer favorável do relator na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT). Em seu voto, o parlamentar concluiu que o projeto é financeiramente e orçamentariamente adequado, destacando que a eventual renúncia de receita decorrente da isenção de taxas previstas no texto encontra-se dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.
Além da autorização para o porte de arma, o projeto prevê a isenção das taxas de registro e manutenção das armas de fogo para os profissionais contemplados, permitindo que o armamento seja de propriedade particular ou fornecido pela instituição à qual o servidor esteja vinculado.
Caso seja aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação, o Projeto de Lei nº 4.256/2019 seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), onde será analisado quanto à constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa. Como tramita em caráter conclusivo, poderá seguir para a próxima etapa legislativa sem necessidade de votação em Plenário, caso não haja recurso.
A votação da próxima quarta-feira é acompanhada com grande expectativa pelos Oficiais de Justiça de todo o Brasil, que aguardam a aprovação da proposta como uma das medidas voltadas ao fortalecimento da segurança no exercício da profissão.
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A Resolução nº 600/2024 instituiu a Política Nacional de Inteligência Processual e passou a reconhecer, entre as atribuições dos Oficiais de Justiça, a atividade de inteligência processual, voltada à localização de pessoas, bens e informações necessárias à efetividade da prestação jurisdicional.
Diferentemente da nomenclatura utilizada em algumas divulgações, a Resolução não cria um novo cargo ou função de "Agente de Inteligência Processual". A inteligência processual constitui uma nova atribuição incorporada às competências já exercidas pelos Oficiais de Justiça, assim como outras atividades típicas da carreira, a exemplo do cumprimento de citações, intimações, penhoras, avaliações, buscas e apreensões, constatações e demais diligências determinadas pelo Poder Judiciário.
Entre os avanços previstos pela regulamentação está a ampliação do acesso dos Oficiais de Justiça a sistemas eletrônicos destinados à localização de pessoas e bens, sempre mediante autorização judicial e observados os princípios da legalidade, eficiência, transparência, segurança da informação e proteção de dados pessoais.
A Resolução também disciplina a utilização de ferramentas de inteligência artificial como apoio às diligências, permitindo seu emprego para análise de informações, localização de pessoas e patrimônio, definição de prioridades e otimização das atividades externas.
Entre os sistemas contemplados estão o Sisbajud, Renajud, InfoJud, Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0) e outras bases de dados disponibilizadas ao Poder Judiciário, observados os limites legais e as regras de controle e auditoria dos acessos.
Segundo a FESOJUS-BR, a implantação da Resolução será acompanhada junto aos tribunais brasileiros para que as novas diretrizes sejam implementadas de forma uniforme e contribuam para o fortalecimento da atividade dos Oficiais de Justiça.
Para o presidente da entidade, João Batista Fernandes, a regulamentação representa um importante avanço institucional.
"Vamos acompanhar a implantação da Resolução do CNJ em todos os tribunais do país, contribuindo para que essas novas diretrizes sejam aplicadas de forma adequada e fortaleçam a atuação dos Oficiais de Justiça. O objetivo é garantir uma prestação jurisdicional mais célere e efetiva, especialmente para aqueles que mais dependem do acesso à Justiça", afirmou.
A Resolução também estabelece mecanismos de rastreabilidade dos acessos aos sistemas, preservação das trilhas de auditoria, observância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e reafirma a natureza externa do cargo de Oficial de Justiça, vedando a transferência de atribuições jurisdicionais aos servidores.
Fonte: FESOJUS-BR
Leia a matéria original: https://www.fesojus.org.br/2026/06/30/fesojus-br-acompanha-implantacao-da-resolucao-600-do-cnj-que-reconhece-oficial-de-justica-como-agente-de-inteligencia-processual/
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De acordo com o Sindojus-PB, a aprovação do novo PCCR representa um importante resultado da atuação institucional da entidade em defesa da valorização da carreira dos Oficiais de Justiça.
Segundo o presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, um dos principais avanços foi a preservação da Indenização de Transporte (IT), benefício considerado essencial para o exercício da atividade externa desempenhada pelos Oficiais de Justiça.
"Não só mantivemos como elevamos a Indenização de Transporte, além de outros ganhos, como o nível D2, a situação do chamado 'pulo Covid', que cada servidor poderá utilizar, e a garantia de três reajustes consecutivos de 8% ao longo dos próximos três anos", afirmou o dirigente.
A manutenção da Indenização de Transporte foi apontada pelo Sindojus-PB como uma das principais conquistas obtidas durante a tramitação do projeto, diante da possibilidade inicialmente discutida de alteração do benefício.
Além da preservação da IT, a entidade destaca que o novo plano contempla avanços na estrutura remuneratória da carreira, progressões funcionais e reajustes programados para os próximos anos.
Durante a solenidade, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, classificou a sanção do novo PCCR e da nova Lei de Organização e Divisão Judiciárias (LOJE) como um marco para a modernização da estrutura administrativa e funcional do Judiciário paraibano.
O magistrado ressaltou que os projetos são resultado do diálogo entre magistrados, servidores, entidades representativas e o Poder Legislativo.
Na ocasião, também prestou homenagem ao dirigente sindical José Ivonaldo, diretor do Sintaj-PB, atualmente em tratamento de saúde.
O governador Lucas Ribeiro destacou a importância das novas legislações para o fortalecimento do Poder Judiciário e reafirmou o compromisso do Governo da Paraíba com a harmonia entre os Poderes e o aprimoramento das instituições públicas.
Para o Sindojus-PB, a sanção representa um passo importante na valorização da carreira dos Oficiais de Justiça e no reconhecimento das atividades desempenhadas diariamente pela categoria em todo o estado.
Fonte: Sindojus-PB
Leia a matéria original: https://www.sindojuspb.org/2026/06/26/sindojus-pb-reconhece-ganhos-em-pccr-sancionado-por-governador/
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De acordo com informações divulgadas nesta segunda (22/06) pelo portal iFronteira, o caso ocorreu quando um Oficial de Justiça cumpria um mandado judicial que determinava o afastamento compulsório do homem da residência.
Segundo a Polícia Militar, o destinatário da ordem apresentou comportamento agressivo desde o início da diligência, recusando-se a obedecer às determinações judiciais e às orientações das equipes presentes no local.
Ainda conforme a ocorrência, o homem passou a lançar blocos de concreto, garrafas e telhas, colocando em risco a integridade física dos envolvidos na operação. Diante da resistência e da agressividade demonstradas, foi necessária a atuação da Polícia Militar para conter o indivíduo e garantir a segurança do Oficial de Justiça e dos demais participantes da diligência.
Após ser contido, o homem foi conduzido ao Plantão da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.
O caso evidencia, mais uma vez, os riscos enfrentados diariamente pelos Oficiais de Justiça no exercício de suas atribuições, especialmente no cumprimento de medidas protetivas de urgência, afastamentos do lar, reintegrações de posse, buscas e apreensões e outras ordens judiciais que frequentemente envolvem situações de conflito e elevada tensão emocional.
Os Oficiais de Justiça desempenham papel fundamental na efetivação das decisões judiciais e, não raras vezes, atuam diretamente em cenários de potencial violência para garantir a proteção de vítimas e o cumprimento das determinações emanadas pelo Poder Judiciário.
Casos de ameaça, agressão, resistência, intimidação ou qualquer situação de risco enfrentada durante o exercício da função podem ser registrados na Plataforma Argos, sistema nacional destinado ao mapeamento da violência contra Oficiais de Justiça em todo o Brasil. As informações contribuem para a formulação de políticas de segurança e para o fortalecimento institucional da categoria.
O registro pode ser realizado no endereço: https://argos.unioficiais.org.br
Fonte: Portal iFronteira
Link da reportagem original: https://ifronteira.com/regiao/1079/homem-resiste-a-cumprimento-de-medida-protetiva-e-arremessa-blocos-de-concreto-garrafas-e-telhas-contra-policiais-militares-em-dracena
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A eleição ocorreu após a homologação das duas chapas pela Comissão Eleitoral do sindicato, que constatou o cumprimento de todas as exigências estatutárias e regulamentares para participação no pleito.
A votação foi realizada no Hotel Le Canard, em Lages, reunindo Oficiais de Justiça filiados de diversas regiões do estado. Após a apuração, o resultado foi proclamado em Assembleia Geral Ordinária, seguida da posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal.
Com a vitória da Chapa 2 – Rumo Certo, Fernando Amorim Coelho foi reconduzido à presidência do SINDOJUS-SC para mais um mandato à frente da entidade representativa dos Oficiais de Justiça catarinenses.
Em manifestação após a eleição, Fernando Amorim destacou que a nova gestão terá como prioridades o fortalecimento da união da categoria, a valorização da carreira de Oficial de Justiça, a defesa das prerrogativas profissionais e a busca por melhores condições de trabalho e aposentadoria para os servidores.
Presidente: Fernando Amorim Coelho
Vice-Presidente: Adriana Fátima do Prado
Secretária-Geral: Beatriz Rodrigues
1ª Secretária: Patrícia da Silva Thomé
Diretor Financeiro: Everaldo Carneiro da Rosa
1º Diretor Financeiro: Telmo Freitas
Diretor Jurídico: Rafael Hamilton Fernandes de Lima
Diretor de Formação Sindical, Mobilização, Divulgação e Imprensa: Cesar Augusto Kichener Larrosa
Diretor de Cultura, Esporte e Lazer: Maicon Celso Frizzo
Diretor Legislativo: Juan Pablo Michelin
Diretor de Apoio às Comarcas: Ricardo Tadeu Estanislau Prado
1º Suplente: Agenor Zanini
2º Suplente: Carlos Henrique de Souza
3º Suplente: Fabio Ramos Bittencourt
4º Suplente: Jaime Gaio
A eleição contou com a participação de duas chapas homologadas pela Comissão Eleitoral:
Chapa 1 – Alternativa, liderada por Evaldo Cassol;
Chapa 2 – Rumo Certo, liderada por Fernando Amorim Coelho.
O resultado consolida a continuidade da atual gestão e define os responsáveis pela condução das principais pautas de interesse dos Oficiais de Justiça de Santa Catarina pelos próximos três anos.
Fonte: SINDOJUS-SC
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Segundo notícia publicada pelo SINDOJUS-PB, dois Oficiais de Justiça tiveram motocicletas roubadas durante diligências em João Pessoa. Em outro caso, um Oficial acompanhou a destruição de um veículo durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em Pocinhos.
Os casos ocorreram no exercício da função e atingiram servidores que utilizavam bens particulares colocados a serviço do Tribunal de Justiça da Paraíba.
Um dos Oficiais de Justiça vítimas da violência foi Ronaldo Macena. O roubo ocorreu nas proximidades do DER-PB, no Centro de João Pessoa, logo após o cumprimento de um mandado judicial. De acordo com o relato, dois criminosos armados apontaram um revólver em sua direção e exigiram a entrega da motocicleta.
Outro caso envolveu o Oficial de Justiça Milton Capeletti, que teve a motocicleta levada por criminosos após concluir uma intimação, por volta das 9h30, nas proximidades do Centro Administrativo Estadual, no bairro de Jaguaribe.
O servidor relatou o sentimento de insegurança que passou a fazer parte da rotina dos Oficiais de Justiça que atuam nas ruas. Segundo ele, a violência afeta não apenas os profissionais, mas também familiares e colegas de trabalho.
O terceiro episódio ocorreu no conjunto Valentina Figueiredo, durante o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão. De acordo com o Oficial de Justiça Ernani Luiz, o possuidor do veículo teve um acesso de fúria e destruiu completamente o automóvel que deveria ser entregue à instituição financeira proprietária do bem.
Para o presidente do SINDOJUS-PB, Joselito Bandeira Vicente, os episódios demonstram o grau de exposição ao risco enfrentado pelos Oficiais de Justiça no exercício da função. Ele destacou que, embora não tenha havido dano físico aos servidores, os casos resultaram em prejuízos materiais e reforçam a necessidade de maior proteção à categoria.
Joselito também afirmou que os fatos foram comunicados ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, e ao desembargador Ricardo Vital, da Comissão de Segurança do TJ, que se comprometeram a adotar providências junto aos órgãos de segurança.
As motocicletas roubadas ainda não foram recuperadas.
Os episódios reforçam a necessidade de políticas permanentes de segurança institucional para os Oficiais de Justiça, profissionais que atuam diariamente nas ruas, em áreas urbanas, rurais e de risco, levando as decisões judiciais até a sociedade e garantindo a efetividade da Justiça.
Fonte: SINDOJUS-PB
Acesse a matéria original: https://www.sindojuspb.org/2026/06/21/oficiais-de-justica-tem-motos-roubadas-a-mao-armada-em-jp-no-exercicio-da-funcao/
Colaboração: Cândido Nóbrega
A matéria foi analisada no Processo nº 0002482-37.2026.2.00.0000, relatado pelo conselheiro Marcello Terto e Silva, e aprovada pelo Plenário do CNJ após meses de debates técnicos conduzidos por grupo de trabalho instituído especificamente para elaborar a regulamentação.
A decisão representa mais um marco no reconhecimento institucional dos Oficiais de Justiça como agentes essenciais para a efetividade da prestação jurisdicional, consolidando nacionalmente diretrizes para utilização de sistemas informatizados, pesquisas patrimoniais, inteligência artificial e metodologias estruturadas de localização de pessoas e bens.
Na decisão aprovada, o CNJ reafirma o entendimento já estabelecido pela Resolução nº 600/2024 de que os Oficiais de Justiça exercem funções relacionadas à Inteligência Processual, atuando na coleta, organização, tratamento e análise de informações relevantes para o cumprimento das ordens judiciais.
O texto destaca que a Inteligência Processual não constitui atividade investigativa autônoma, mas instrumento voltado à efetividade das decisões judiciais, observando os princípios da legalidade, proporcionalidade, eficiência, transparência e proteção de dados pessoais.
Segundo o voto aprovado, o reconhecimento do oficialato como carreira essencial de execução e inteligência processual preserva a natureza externa do cargo e não implica transferência de funções jurisdicionais, mas sim a modernização das atividades executivas desenvolvidas pela categoria.
Entre os principais pontos da regulamentação está a recomendação para que os tribunais ampliem o acesso dos Oficiais de Justiça aos sistemas eletrônicos utilizados pelo Poder Judiciário para localização de pessoas e bens.
A norma prevê acesso, mediante credenciais individuais e observados os limites legais, a sistemas como:
Sisbajud;
Renajud;
Infojud;
Infoseg;
SREI;
SERP;
BNMP 3.0;
demais plataformas conveniadas ao Poder Judiciário.
O acesso deverá ser integralmente rastreável, auditável e vinculado ao cumprimento de mandados judiciais ou à atuação formal em unidades especializadas.
Outro destaque da regulamentação é a autorização para utilização de ferramentas de Inteligência Artificial em atividades relacionadas ao cumprimento de mandados e à localização de pessoas e bens.
A recomendação permite o uso dessas tecnologias para:
localização de pessoas e patrimônio;
análise de informações processuais;
identificação de padrões relevantes;
priorização de diligências;
otimização de rotas de trabalho.
O CNJ ressalta, contudo, que sistemas de Inteligência Artificial não poderão substituir decisões judiciais nem praticar atos autônomos que impliquem restrição de direitos ou medidas constritivas.
A regulamentação também incentiva os tribunais a criarem ou estruturarem Centrais de Mandados, Núcleos de Inteligência Processual, Núcleos de Pesquisa Patrimonial e Centrais de Operacionalização de Sistemas Conveniados (CENOPES), com participação dos Oficiais de Justiça.
Essas estruturas poderão atuar de forma integrada na localização de pessoas, identificação de patrimônio, combate à ocultação de bens, detecção de fraudes patrimoniais e apoio à execução das decisões judiciais.
O voto do relator registra que a proposta teve origem em provocação apresentada pela Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil (FESOJUS), por meio do Ofício nº 024/2025, que defendeu a necessidade de regulamentação nacional da atividade de Inteligência Processual desenvolvida pelos Oficiais de Justiça.
Posteriormente, foi instituído grupo de trabalho com representantes do CNJ, magistrados e Oficiais de Justiça para elaboração da minuta normativa, além da participação de entidades representativas nacionais da categoria durante a tramitação do processo.
Ao aprovar a regulamentação, o CNJ destacou que a experiência acumulada por tribunais de todo o país demonstra que a utilização de inteligência processual, pesquisas patrimoniais e ferramentas tecnológicas contribui diretamente para a redução do congestionamento processual e para o aumento da efetividade das decisões judiciais.
A nova recomendação consolida nacionalmente diretrizes que fortalecem o papel dos Oficiais de Justiça na execução judicial e na localização de pessoas e bens, reconhecendo a importância estratégica da categoria para que as decisões judiciais produzam resultados concretos para a sociedade.
VEJA A REGULAMENTAÇÃO NA ÍNTEGRA: