quinta-feira, 10 de setembro de 2026

“Vou ter que começar a matar?”: Oficial de Justiça relata ameaça durante penhora no Espírito Santo


Episódio ocorreu durante diligência que durou quase dez horas em Nova Venécia (ES). Oficial de Justiça realizou penhora de 5,5 toneladas de pimenta-do-reino e de uma empilhadeira avaliada em R$ 140 mil.

Um Oficial de Justiça relatou ter sofrido uma ameaça velada durante o cumprimento de mandados de penhora contra uma empresa em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo. O caso ocorreu em 28 de julho de 2026, durante uma diligência marcada por tensão e resistência ao cumprimento das ordens judiciais.

Segundo o relato, o trabalho começou por volta das 9h40 e se estendeu por quase dez horas. Durante a diligência, o proprietário da empresa, exaltado ao reclamar da demora de processos que possuía na Justiça, afirmou: “Vou ter que começar a matar?”. Diante da gravidade da declaração, o Oficial de Justiça advertiu o empresário sobre as possíveis consequências legais da conduta.

Penhora de 5,5 toneladas de pimenta

Participavam da diligência o credor da ação, duas advogadas e o depositário indicado para receber os bens.

Sem acordo entre as partes, foram encontradas no galpão da empresa sacas de pimenta-do-reino. O Oficial de Justiça determinou a penhora da mercadoria, momento em que houve nova resistência verbal do empresário, que afirmou que poderiam chamar a polícia porque não aceitava a situação.

Diante dos ânimos exaltados, o Oficial de Justiça alertou que poderia solicitar reforço policial caso fosse necessário para garantir a segurança da diligência.

As sacas foram transportadas para um armazém próximo, onde foram pesadas e avaliadas. Ao todo, foram penhorados 5.582 quilos de pimenta-do-reino, avaliados em R$ 127.692.

Caminhão deixou o local e empilhadeira foi penhorada

Horas depois, outra sócia da empresa compareceu ao local para tentar uma negociação, mas não houve acordo.

Um caminhão que aguardava para descarregar uma carga também entrou no contexto da diligência. Como não foi apresentada documentação fiscal que comprovasse que a mercadoria pertencia a outra empresa, o Oficial de Justiça informou que faria a penhora da carga para garantir parte da dívida.

O motorista pediu para buscar a documentação e deixou o local com o caminhão, impedindo a realização da penhora.

Diante da situação, que o Oficial de Justiça classificou como tentativa de esvaziamento patrimonial, foi determinada a penhora imediata de uma empilhadeira elétrica avaliada em R$ 140 mil. O equipamento foi retirado por um guincho por volta das 19 horas.

Ao final, o Oficial de Justiça lavrou o Auto de Penhora, realizou a avaliação e o depósito dos bens e formalizou a intimação da empresa sobre os atos praticados.

Oficial de Justiça relata preocupação com segurança

Após o episódio, o Oficial de Justiça formalizou o relato e apontou a necessidade de reforço policial em diligências de risco, treinamento específico para situações de conflito e investimentos em equipamentos e protocolos de segurança.

O caso evidencia uma realidade enfrentada pela categoria: Oficiais de Justiça atuam diretamente em situações de conflito, muitas vezes diante de pessoas exaltadas e resistentes ao cumprimento das decisões judiciais.

O Oficial de Justiça também ressaltou que sua atuação é profissional e impessoal, destinada exclusivamente ao cumprimento das ordens expedidas pelo Poder Judiciário.

O SINDIOFICIAIS-ES informou que acolheu o relato e que adotaria providências junto ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) relacionadas à segurança dos Oficiais de Justiça.

Com informações do SINDIOFICIAIS-ES e Rede Notícia.

Notícias originais:

Rede Notícia: https://redenoticia.es/vou-ter-que-comecar-a-matar-diz-empresario-durante-penhora-de-bens-em-nova-venecia/

📌 InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil
➡️ Siga o InfoJus Brasil no Instagram: @infojus.oficial

Oficiais de Justiça apreendem pistola 9 mm e munições com apoio da PM em João Pessoa

Diligência no bairro de Cabo Branco resultou na apreensão de uma pistola, três carregadores e 14 munições. Policiais militares deram apoio e segurança ao cumprimento da ordem judicial.

Os Oficiais de Justiça Iran Lordão e Wallene Aranha cumpriram ordem judicial em João Pessoa (PB) que resultou na apreensão de uma pistola Taurus calibre 9 mm, três carregadores, 14 munições intactas, um case e a nota fiscal do armamento.

A diligência ocorreu em um apartamento no bairro de Cabo Branco, com apoio da Polícia Militar da Paraíba. Durante a varredura no imóvel, os policiais localizaram a arma e os demais itens.

Os objetos foram encaminhados pelos Oficiais de Justiça ao Núcleo de Justiça 4.0 de Violência Doméstica e Medidas Protetivas de Urgência. A diligência também resultou na intimação pessoal da parte e na lavratura do Auto de Busca e Apreensão.

A operação contou com a participação do sargento Napoleão, dos cabos Márcio e Villar e dos soldados Camilo, Almir e Nunes.

Após a diligência, o presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, encaminhou ofício ao comando da Polícia Militar agradecendo a cooperação e destacando a importância do apoio policial para a segurança dos Oficiais de Justiça e a efetividade da ordem judicial.

Com informações do MaisPB e Sindojus-PB.

📌 InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

➡️ Siga o InfoJus Brasil no Instagram: @infojus.oficial

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Oficial de Justiça denuncia sobrecarga extrema com 1.860 mandados pendentes no TRT-1


Servidora relata estar praticamente sozinha para atender quatro municípios, trabalhar em finais de semana e feriados e enfrentar uma situação que classifica como assédio moral institucional.

Uma Oficial de Justiça do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) denuncia situação de sobrecarga extrema de trabalho na região de Cabo Frio (RJ). Segundo o relato, sua caixa chegou nesta terça-feira (8) a 1.860 mandados pendentes, enquanto ela permanece praticamente sozinha para atender quatro municípios.

A Oficial de Justiça, identificada pelas iniciais I.B.A.L.J., foi removida para Cabo Frio em junho. As Varas do Trabalho da comarca também possuem jurisdição sobre Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Armação dos Búzios.

Quando chegou à unidade, havia três Oficiais de Justiça em exercício. Posteriormente, um entrou em licença médica e outra Oficial de Justiça passou a trabalhar com carga reduzida por questões de saúde. Na prática, segundo o relato, I.B.A.L.J. ficou responsável pelo atendimento integral dos quatro municípios.

Quase 2 mil mandados pendentes

Na segunda-feira (7), havia 1.826 mandados em sua caixa, sendo 323 distribuídos em caráter de urgência. Na manhã desta terça-feira, outros 34 foram encaminhados, elevando o total para 1.860 ordens pendentes.

Somente nos quatro primeiros dias úteis de setembro, a Oficial de Justiça afirma ter recebido 235 novos mandados.

“São quase dois mil mandados, e recebo mais e mais todos os dias. [...] É humanamente impossível”, relata.

Segundo a Oficial de Justiça, o volume dificulta até mesmo a organização e identificação das ordens urgentes. Ela afirma que vem comunicando a situação à Administração, mas, após quase três meses, ainda não houve solução estrutural suficiente para normalizar a carga de trabalho.

Trabalho em finais de semana e feriados

Além das diligências externas, a rotina inclui organização dos mandados, certificações, comunicações com as Varas e atendimento relacionado ao cumprimento das ordens.

Diante da demanda, a Oficial de Justiça relata trabalhar também em finais de semana e feriados, com reflexos na vida pessoal e familiar.

Mãe de uma criança de cinco anos, ela contou que o filho chegou a reclamar, chorando, que a mãe trabalhava demais e não tinha mais tempo para brincar com ele.

A servidora também afirma não ter recebido o acompanhamento previsto para Oficiais de Justiça transferidos para novas localidades, tendo buscado apoio dos próprios colegas para conhecer áreas de risco e peculiaridades dos quatro municípios.

Entre as medidas apontadas como necessárias estão a limitação da distribuição de mandados, suspensão dos prazos diante do acúmulo e recomposição do quadro de Oficiais de Justiça.

A Oficial de Justiça decidiu tornar pública a situação por entender que o problema ultrapassa seu caso individual e precisa ser conhecido e debatido.

IMAGEM ILUSTRATIVA

Fonte: Fenassojaf

📌 InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

➡️ Siga o InfoJus Brasil no Instagram: @infojus.oficial

sábado, 5 de setembro de 2026

TJDFT promove curso de defesa pessoal para Oficiais de Justiça com instrutores da Polícia Judicial



Capacitação abordou gestão de riscos, consciência situacional, legítima defesa e técnicas de defesa pessoal voltadas às situações enfrentadas pelos Oficiais de Justiça durante o trabalho.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) promoveu o curso Técnicas de Defesa Pessoal para Oficiais de Justiça, com foco na prevenção de riscos e na segurança durante o exercício das atividades funcionais.

A capacitação foi ministrada pelos agentes da Polícia Judicial Aristóteles Miranda de Carvalho, Naor Gorga Luna e Emerson Alves de Gusmão, em conjunto com o Oficial de Justiça Erismar Souza Freitas Filho.

Promovido pela Escola de Formação Judiciária do TJDFT, o treinamento reuniu conhecimentos de segurança institucional e a experiência prática dos Oficiais de Justiça no cumprimento de ordens judiciais.


Treinamento prático para situações de risco

O curso foi realizado em duas turmas, com 18 horas-aula por turma, e abordou gestão de riscos, consciência situacional, legítima defesa e técnicas de defesa pessoal.

Além das aulas teóricas e práticas, os Oficiais de Justiça participaram de simulações de situações que podem ocorrer durante o exercício das atribuições, com orientações para identificação de riscos e reação segura e proporcional.

A capacitação também reforçou princípios relacionados aos direitos humanos, uso da força e protocolos de segurança.

A iniciativa ganha relevância diante dos riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais e da necessidade de treinamento permanente para prevenção e atuação em situações de ameaça ou violência.

Com informações do TJDFT.

Notícia original:

📌 InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Acusado de tentar matar Oficial de Justiça e policiais durante cumprimento de mandado tem liberdade negada


Homem responde por tentativas de homicídio qualificadas após, segundo a acusação, disparar contra um Oficial de Justiça e dois policiais militares durante busca e apreensão de veículo em Campo Grande (MS).

A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão preventiva de Luciano Henrique de Almeida, acusado de tentar matar um Oficial de Justiça e dois policiais militares durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de veículo, em Campo Grande (MS).

O pedido de liberdade foi negado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Segundo a acusação, os fatos ocorreram em 25 de abril de 2026. O Oficial de Justiça cumpria a ordem judicial com apoio de policiais militares quando o acusado teria efetuado disparos contra a equipe.

Luciano responde a processo por cinco tentativas de homicídio qualificadas. As vítimas apontadas são o Oficial de Justiça e dois policiais militares.

Justiça mantém prisão preventiva

Ao negar o pedido de liberdade, o magistrado considerou que permanecem presentes fundamentos para a prisão preventiva e que a soltura poderia representar risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.

A decisão também afastou a substituição da prisão por outras medidas cautelares.

O caso reforça os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais, inclusive em diligências realizadas com apoio policial.

O acusado permanece preso preventivamente. O processo segue em tramitação, e a responsabilidade criminal será definida pela Justiça.

Com informações do JD1 Notícias.

Notícia original:

📌 InfoJus Brasil — O Portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

Postagens populares