Nova funcionalidade permite o envio eletrônico e automático de ordens judiciais para desconto em benefícios previdenciários, substituindo ofícios físicos e acelerando o cumprimento das decisões.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou nova funcionalidade no Serviço de Informação e Automação Previdenciária (Prevjud), que permite o envio automático de ordens judiciais para desconto ou penhora incidente sobre benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A partir da atualização, os tribunais podem registrar diretamente no sistema as determinações judiciais que autorizam a retenção de parte do benefício previdenciário, colocando os valores à disposição do processo judicial. A comunicação passa a ocorrer eletronicamente, substituindo a expedição de ofícios e tornando mais célere a efetivação da decisão.
Padronização e maior eficiência
Disponível para os segmentos da Justiça Federal, Estadual, Trabalhista e Eleitoral, a funcionalidade padroniza um procedimento que, até então, dependia de comunicação manual entre o Judiciário e a previdência social.
Segundo a Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, Lívia Cristina Marques Peres, a centralização do fluxo no Prevjud garante maior eficiência, controle e segurança no cumprimento das decisões judiciais.
“Em vez de encaminhar numerosos ofícios individualmente, as ordens passam a ser enviadas ao INSS de forma estruturada pelo Prevjud, com maior segurança, rapidez e controle. É um ganho direto na gestão dos processos que necessitam da implementação de decisões que envolvem descontos sobre benefícios previdenciários”, afirmou.
Justiça 4.0 e obrigatoriedade do sistema
Desenvolvido no âmbito do Programa Justiça 4.0, o Prevjud integra o conjunto de soluções tecnológicas voltadas à modernização da Justiça brasileira. O uso do sistema é obrigatório para todos os tribunais do país, conforme a Resolução CNJ nº 595/2024.
Criado em 2020, o Programa Justiça 4.0 é resultado de cooperação entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio de órgãos do sistema de Justiça, como o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com informações do CNJ






