quarta-feira, 20 de maio de 2026

TJCE publica edital de concurso com vagas para analista, técnico judiciário e cadastro reserva para Oficial de Justiça

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) publicou na última sexta-feira (15) o edital do novo concurso público para provimento de cargos efetivos e formação de cadastro reserva no quadro funcional do Judiciário cearense.

🔗 Edital e notícia oficial do TJCE:

O certame prevê:

  • 24 vagas imediatas;

  • formação de cadastro reserva;

  • oportunidades para analista judiciário, técnico judiciário e Oficial de Justiça.

Cadastro reserva para Oficiais de Justiça

O edital contempla formação de cadastro reserva para o cargo de Oficial de Justiça, carreira considerada essencial para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.

A seleção para Oficial de Justiça contará com:

  • prova objetiva;

  • prova discursiva;

  • avaliação de títulos.

As provas para o cargo serão aplicadas no período da manhã do dia 9 de agosto de 2026.

Inscrições começam em 18 de maio

As inscrições estarão abertas:
📅 de 18 de maio até 22 de junho de 2026
⏰ até 23h59 (horário de Brasília)

A banca organizadora é a Fundação Carlos Chagas (FCC).

Os valores das inscrições serão:

  • R$ 100 para técnico judiciário;

  • R$ 130 para analista judiciário e Oficial de Justiça.

Provas serão realizadas em três cidades

As provas ocorrerão nas cidades de:

  • Fortaleza;

  • Juazeiro do Norte;

  • Sobral.

O exame terá duração de quatro horas e será composto por:

  • 20 questões de conhecimentos gerais;

  • 40 questões de conhecimentos específicos;

  • redação.

Novo concurso ocorre em meio à discussão sobre déficit de Oficiais

A publicação do edital ocorre em um momento de forte debate sobre déficit de Oficiais de Justiça no Ceará.

Recentemente, o próprio TJCE autorizou novas convocações de aprovados do concurso anterior para recomposição do quadro funcional da categoria, diante da sobrecarga em diversas comarcas do estado.

Segundo entidades representativas, dezenas de unidades judiciárias enfrentam déficit de servidores, situação que impacta diretamente o cumprimento de mandados, medidas protetivas, intimações e demais ordens judiciais.

Último concurso ocorreu em 2023

O último concurso do TJCE para técnico judiciário foi realizado em 2023 e contou com mais de 35 mil inscritos.

A expectativa agora é de grande concorrência também para os cargos de analista judiciário e para o cadastro reserva de Oficial de Justiça.

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SP: Ejud2 promove curso de formação continuada para Oficiais de Justiça com foco em segurança, saúde mental e atuação inclusiva


A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Ejud2) iniciou o Curso de Formação Continuada para Oficiais de Justiça: Efetividade, Segurança e Atuação Inclusiva, voltado aos Oficiais de Justiça Avaliadores do TRT-2.

A iniciativa reúne atividades presenciais e telepresenciais e aborda temas relacionados aos desafios contemporâneos enfrentados pela categoria no cumprimento das ordens judiciais.

Segundo o TRT-2, o curso acontece em diversas cidades do estado de São Paulo, incluindo:

  • São Paulo;

  • Guarujá;

  • São Bernardo do Campo;

  • Barueri;

  • Guarulhos.

Além das aulas presenciais, o programa também conta com módulos telepresenciais destinados aos Oficiais de Justiça da 2ª Região.

🔗 Matéria original do TRT-2:

Comunicação Não Violenta foi tema da segunda aula

Na última sexta-feira (15/05), foi realizada a segunda aula telepresencial do curso, reunindo mais de 300 participantes.

A abertura contou com a presença da diretora da Ejud2, desembargadora Bianca Bastos, que destacou o papel estratégico desempenhado pelos Oficiais de Justiça e ressaltou a importância da capacitação contínua diante dos desafios da atividade.

Também participaram:

  • a corregedora regional do TRT-2, desembargadora Sueli Tomé da Ponte;

  • representantes da Associação dos Oficiais de Justiça da 2ª Região (AOJUSTRA), Alexandre Pereira Franco e Marina Fogaça Gala.

O módulo teve como tema:

“Desafios da atividade dos oficiais de justiça: aplicação da CNV (Comunicação Não Violenta) no auxílio a questões sensíveis no exercício profissional”

As exposições foram conduzidas por:

  • Maria Cláudia Daidone;

  • Alexandre Pereira Franco;

  • Marina Fogaça Gala.

Mediação de conflitos e relações humanas

Durante a aula, foram apresentados fundamentos da Comunicação Não Violenta (CNV), método voltado à mediação de conflitos e ao aprimoramento das relações interpessoais.

O conteúdo abordou:

  • observação de fatos sem julgamentos;

  • identificação de sentimentos e necessidades;

  • formulação de pedidos claros;

  • técnicas de diálogo em situações sensíveis;

  • comunicação humanizada no exercício da função pública.

A proposta é auxiliar os Oficiais de Justiça no enfrentamento de situações de tensão durante diligências, especialmente em atividades que envolvem forte carga emocional e conflitos sociais.

Segurança institucional e saúde mental estão entre os temas

O curso seguirá até o mês de junho com programação voltada à atualização e fortalecimento institucional da categoria.

Entre os temas previstos estão:

  • segurança institucional;

  • saúde mental;

  • diversidade;

  • acessibilidade;

  • execução trabalhista;

  • inclusão;

  • efetividade da prestação jurisdicional.

A iniciativa ocorre em um momento em que cresce o debate nacional sobre proteção funcional, violência contra Oficiais de Justiça, saúde ocupacional e modernização das atividades exercidas pela categoria.

Capacitação acompanha transformação da atividade

Nos últimos anos, os Oficiais de Justiça passaram a atuar em um cenário cada vez mais complexo, envolvendo:

  • diligências de risco;

  • mediação de conflitos;

  • inteligência processual;

  • uso de tecnologia;

  • autocomposição;

  • comunicação institucional humanizada.

Nesse contexto, cursos de formação continuada vêm ganhando relevância no aprimoramento técnico e emocional dos servidores responsáveis pela efetivação concreta das decisões judiciais.

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Oficial de Justiça é intimidado durante cumprimento de mandado em Novo Hamburgo (RS); Assojaf-RS repudia caso


Um Oficial de Justiça da Justiça Federal foi alvo de intimidação e constrangimento durante o cumprimento de um mandado judicial em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu no último dia 30 de abril, no âmbito de uma execução de título extrajudicial, e gerou reação da Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais do Rio Grande do Sul (Assojaf-RS).

Segundo informações divulgadas pela entidade, o servidor teria realizado o cumprimento parcial do mandado quando foi abordado pelo executado, que passou a agir de forma agressiva, desrespeitosa e intimidatória, questionando a atuação funcional do Oficial de Justiça e tentando justificar a ocultação relacionada ao cumprimento da ordem judicial.

De acordo com a Assojaf-RS, poucos dias depois, outro Oficial de Justiça também teria sido alvo de comportamento semelhante praticado pelo mesmo executado.

Assojaf-RS presta apoio ao servidor

Após tomar conhecimento do ocorrido, a Assojaf-RS informou que passou a acompanhar o caso e prestar suporte ao Oficial de Justiça por meio de assistência jurídica e atendimento em saúde mental.

Em nota oficial, a entidade repudiou qualquer forma de desacato, intimidação ou desrespeito contra Oficiais de Justiça durante o exercício das atribuições legais.

A associação destacou ainda que segue atuando junto às administrações regionais para fortalecer medidas de proteção e garantir protocolos que reduzam os riscos enfrentados pelos servidores no cumprimento de mandados judiciais.

Segurança dos Oficiais de Justiça volta ao debate

O episódio reacende o debate sobre os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça em diligências externas, especialmente em situações envolvendo resistência ao cumprimento de ordens judiciais.

Nos últimos meses, diversos casos de violência, ameaças e intimidações contra Oficiais de Justiça foram registrados em diferentes regiões do país, reforçando a discussão sobre segurança institucional da categoria.

Entidades representativas defendem a implementação de:

  • protocolos nacionais de segurança;

  • suporte psicológico pós-incidente;

  • reforço policial em diligências de risco;

  • medidas de proteção funcional;

  • fortalecimento institucional da carreira.

Associação reafirma defesa da categoria

A Assojaf-RS afirmou que continuará acompanhando o caso e reforçou o compromisso com a defesa das prerrogativas, da integridade física e emocional e da valorização dos Oficiais de Justiça.

Segundo a entidade, situações de intimidação contra servidores públicos no exercício da função não podem ser normalizadas e exigem resposta institucional firme para garantir a segurança e o respeito à atuação dos Oficiais de Justiça.

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Oficial de Justiça do TJMG será palestrante na Semana de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de Contagem-MG


O Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Jonathan Porto Galdino do Carmo, foi convidado para participar como palestrante da Semana de Inovação e Tecnologia de Contagem (SIT 2026), evento promovido pela Prefeitura de Contagem-MG que reunirá especialistas de diversas áreas entre os dias 25 e 29 de maio de 2026.

Clique AQUI para mais informações e inscrição.

Doutorando em Ciências Sociais pela PUC Minas e servidor do TJMG, Jonathan representará os Oficiais de Justiça em um dos principais eventos de inovação e transformação digital voltados ao serviço público em Minas Gerais.


Palestra abordará IA, inovação e atuação dos Oficiais de Justiça

A palestra acontecerá no dia 26 de maio, às 14h, no auditório da Prefeitura de Contagem, com o tema:

“Dos processos às pessoas: fortalecendo Soft Skills para uma atuação pública relevante na Era da IA”

Segundo Jonathan Galdino, a apresentação também trará reflexões sobre a evolução institucional dos Oficiais de Justiça diante das novas tecnologias e da modernização do Poder Judiciário.

Entre os temas que deverão ser abordados estão:

  • Resolução CNJ nº 600/2024;

  • inteligência processual;

  • transformação digital no Judiciário;

  • autocomposição realizada por Oficiais de Justiça;

  • uso de tecnologia e IA na atividade pública;

  • humanização da atuação estatal.

O servidor destacou ainda que pretende apresentar aspectos de sua pesquisa acadêmica desenvolvida na PUC Minas, relacionando inovação, serviço público e habilidades humanas no contexto da inteligência artificial.

Evento reúne especialistas da Google, Microsoft, ENAP e MCTI

A Semana de Inovação e Tecnologia de Contagem contará com a participação de representantes da:

  • Google;

  • Microsoft;

  • ENAP;

  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI);

  • especialistas da Prefeitura de Contagem.

A programação inclui debates sobre:

  • inteligência artificial;

  • transformação digital;

  • governança;

  • inovação pública;

  • georreferenciamento;

  • liderança;

  • desenvolvimento de softwares;

  • tecnologias aplicadas à administração pública.

Representatividade da categoria ganha destaque

A participação de um Oficial de Justiça em um evento dessa dimensão evidencia o avanço institucional da categoria no debate sobre inovação, tecnologia e modernização do sistema de Justiça.

Nos últimos anos, os Oficiais de Justiça vêm ampliando sua atuação em áreas relacionadas à:

  • inteligência processual;

  • autocomposição;

  • uso de sistemas eletrônicos;

  • localização de pessoas e bens;

  • soluções tecnológicas para efetividade da Justiça.

A Resolução CNJ nº 600/2024, inclusive, consolidou esse novo cenário ao reconhecer oficialmente atividades ligadas à inteligência processual e ao uso de ferramentas informatizadas pelos Oficiais de Justiça.

“Experiência para a vida”, afirma servidor

Ao comentar o convite, Jonathan destacou a importância da participação no evento:

“Estarei representando nossa categoria neste evento, contando sobre nossa evolução em relação à Resolução 600 do CNJ e também sobre a autocomposição por Oficiais de Justiça.”

O servidor também afirmou esperar que a atividade possa contribuir para sua formação acadêmica no doutorado, classificando o convite como “uma experiência para a vida”.

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“A Justiça pela lente do Oficial de Justiça”: exposição inédita leva ao Congresso Nacional a realidade da categoria

Teve início nesta segunda-feira (19/05), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição “A Justiça pela lente do Oficial de Justiça”, iniciativa inédita promovida pelo SINDOJAF-UniOficiais/BR, pelo Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus) e pelas entidades que integram a rede institucional da categoria.

A exposição segue aberta ao público até o dia 22 de maio de 2026, no corredor de acesso entre o Anexo I e o edifício principal da Câmara dos Deputados, reunindo registros fotográficos produzidos pelos próprios Oficiais de Justiça brasileiros, além de dados institucionais sobre a carreira e os desafios enfrentados diariamente no cumprimento das ordens judiciais.

Exposição mostra o lado humano da Justiça

Com imagens impactantes e relatos reais do cotidiano da categoria, a mostra busca aproximar parlamentares, autoridades e a sociedade da realidade vivida pelos Oficiais de Justiça em todo o país.

A exposição apresenta situações enfrentadas durante:

  • buscas e apreensões;

  • reintegrações de posse;

  • medidas protetivas;

  • diligências em áreas de risco;

  • cumprimento de mandados em regiões rurais e urbanas;

  • atividades relacionadas à efetivação concreta das decisões judiciais.

A proposta é demonstrar que o Oficial de Justiça representa a presença material do Poder Judiciário junto à população, sendo responsável por transformar decisões judiciais em realidade concreta.

Evento marcou lançamento do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça

O evento também marcou o lançamento oficial do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça no Brasil – 2026, elaborado pelo Instituto Unojus com apoio do SINDOJAF-UniOficiais/BR, AOJUS/DFTO, ASSOJAF/PR, Sindojus-CE e Sindojus-MG.

O documento é considerado o primeiro diagnóstico nacional consolidado sobre a carreira dos Oficiais de Justiça brasileiros, reunindo dados oficiais encaminhados pelos tribunais do país.

Segundo o levantamento:

  • o Brasil possui 34.051 cargos de Oficial de Justiça;

  • 26.229 cargos estão providos;

  • 7.822 permanecem vagos;

  • o índice nacional de preenchimento é de 77,03%.

Na prática, o relatório aponta que quase um em cada quatro cargos criados para o cumprimento das decisões judiciais está desocupado.

Justiça Estadual concentra maior déficit

O estudo revela ainda que a Justiça Estadual concentra 95,35% das vagas nacionais.

O Tribunal de Justiça de São Paulo aparece como o maior ponto crítico do país, com mais de 5.400 cargos vagos.

O relatório também destaca problemas relacionados à sobrecarga de trabalho, aposentadorias iminentes, designações ad hoc e insuficiência estrutural em diversos tribunais brasileiros.

Violência e saúde ocupacional ganharam destaque

Outro ponto central da exposição e do relatório é a discussão sobre violência funcional e saúde ocupacional dos Oficiais de Justiça.

Dados apresentados durante o evento mostram que o Dossiê de Crimes contra Oficiais de Justiça, elaborado pela Assojaf-GO, reuniu 213 episódios de violência contra Oficiais de Justiça entre os anos de 2000 e 2024.

Os registros incluem:

  • ameaças;

  • agressões físicas;

  • assaltos;

  • cárcere privado;

  • homicídios e tentativas de homicídio.

Além disso, estudos citados no relatório apontam elevados índices de insegurança e adoecimento mental na categoria.

Clique AQUI e acesse o Relatório Nacinal dos Oficiais de Justiça no Brasil.

Modernização e fortalecimento institucional

A exposição também traz reflexões sobre tecnologia, inteligência processual e modernização da atuação dos Oficiais de Justiça, especialmente após a edição da Resolução CNJ nº 600/2024.

O relatório defende uma política institucional permanente voltada:

  • à recomposição dos quadros;

  • à segurança funcional;

  • à proteção psicossocial;

  • à modernização tecnológica;

  • ao fortalecimento institucional da carreira.

Parlamentares visitam exposição

A iniciativa contou com apoio de parlamentares que acompanham pautas relacionadas aos Oficiais de Justiça.

Entre os deputados que já visitaram a exposição estão:

  • André Figueiredo (PDT/CE);

  • Fernanda Pessoa (PSD/CE);

  • Antônia Lúcia (MDB/AC);

  • Laura Carneiro (PSD/RJ).

Durante o evento, o deputado André Figueiredo recebeu homenagem do Unojus em reconhecimento ao apoio institucional às pautas da categoria.

“Valorização não é privilégio”

Segundo os organizadores, a valorização dos Oficiais de Justiça não deve ser compreendida como privilégio funcional, mas como medida necessária para garantir:

  • efetividade da Justiça;

  • segurança jurídica;

  • proteção da jurisdição;

  • presença concreta do Estado junto à sociedade.

A exposição permanece aberta até o dia 22 de maio e pode ser visitada por parlamentares, servidores, visitantes e público em geral na Câmara dos Deputados.

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Unojus lança Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça com dados inéditos sobre a carreira no Brasil


O Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus) lançou nesta segunda-feira (19/05) o Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça no Brasil, documento considerado histórico por consolidar, pela primeira vez, dados oficiais nacionais sobre a realidade da carreira em tribunais estaduais e federais de todo o país.

O Instituto Unojus é composto pelo Sindojaf, Assojaf-PR, Aojus-DFTO, Sindojus-CE, Sindojus-MG e UniOficiais-BR.

O relatório reúne informações institucionais, estatísticas e prospectivas sobre a atuação dos Oficiais de Justiça brasileiros, abordando temas centrais como déficit de servidores, volume de mandados, sobrecarga de trabalho, violência funcional, saúde ocupacional, tecnologia, segurança institucional e modernização da carreira.

Documento histórico para a categoria

Ao anunciar o lançamento do relatório, o diretor executivo do Instituto Unojus, Gerardo Lima, destacou a importância institucional do trabalho para a valorização dos Oficiais de Justiça em todo o país.

“É com grande satisfação que compartilhamos o Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça lançado hoje (19/05/2026), documento histórico que reúne dados inéditos sobre a carreira em todo o Brasil”, afirmou.
Segundo Gerardo Lima, o estudo apresenta um amplo diagnóstico da atividade desempenhada pelos Oficiais de Justiça e demonstra à sociedade e aos Poderes da República a dimensão da atuação da categoria para a efetividade da Justiça brasileira.
“Trata-se de um importante instrumento de valorização institucional, construído a partir de informações oficiais fornecidas pelos Tribunais brasileiros”, ressaltou.
Brasil possui quase 8 mil cargos vagos

Entre os principais dados apresentados pelo relatório está o déficit nacional de cargos de Oficiais de Justiça.

De acordo com o levantamento, o Brasil possui atualmente 34.051 cargos de Oficial de Justiça em órgãos com quadro próprio. Desse total:
  • 26.229 cargos estão providos;
  • 7.822 cargos estão vagos;
  • o índice nacional de preenchimento é de 77,03%.

Na prática, o estudo aponta que quase um em cada quatro cargos criados para garantir o cumprimento das decisões judiciais encontra-se desocupado.

A Justiça Estadual concentra a maior parte das vagas nacionais, respondendo por 95,35% do déficit identificado.

TJSP concentra maior déficit do país

O relatório destaca que o Tribunal de Justiça de São Paulo concentra sozinho 5.405 cargos vagos, o equivalente a 69,10% de todas as vagas existentes no país.

Segundo o documento, sem os dados do TJSP, o índice nacional de preenchimento saltaria de 77,03% para 90,36%.

O estudo também identifica situações críticas em outros tribunais estaduais, como TJPI, TJRS, TJPB, TJES e TJRO.

Violência contra Oficiais de Justiça preocupa

Outro ponto de destaque do relatório é a violência sofrida por Oficiais de Justiça durante o cumprimento de ordens judiciais.

Com base em dados do Dossiê de Crimes contra Oficiais de Justiça da Assojaf-GO, o estudo registra 213 episódios de violência contra servidores entre os anos de 2000 e agosto de 2024.

Os casos incluem:
  • ameaças;
  • agressões físicas;
  • desacatos;
  • assaltos;
  • cárcere privado;
  • homicídios e tentativas de homicídio.

O relatório aponta que o risco funcional decorre da própria natureza da atividade desempenhada pelos Oficiais de Justiça, que atuam diretamente em:
  • buscas e apreensões;
  • reintegrações de posse;
  • medidas protetivas;
  • penhoras;
  • prisões;
  • conduções coercitivas;
  • diligências em áreas conflagradas ou rurais.

Saúde mental e sobrecarga

O documento também apresenta estudos relacionados à saúde ocupacional da categoria.

Uma das pesquisas citadas identificou prevalência de 40,7% de transtornos mentais comuns entre Oficiais de Justiça Federais no Rio Grande do Sul.

Além disso:
  • 74,5% relataram sentir-se ameaçados durante o exercício da função;
  • 87,3% afirmaram não se sentir seguros nas diligências;
  • 98,1% disseram perceber aumento da carga de trabalho.

O relatório alerta que a sobrecarga estrutural e o déficit de servidores impactam diretamente a saúde física e mental da categoria.

Tecnologia e inteligência processual

O estudo também aborda a transformação digital da atividade dos Oficiais de Justiça.

Segundo o relatório, a tecnologia não substitui a presença do Oficial de Justiça, mas amplia sua atuação como agente de inteligência processual.

A publicação destaca a Resolução CNJ nº 600/2024, que regulamenta a localização de pessoas e bens por Oficiais de Justiça mediante acesso a sistemas informatizados do Poder Judiciário.

O documento defende a modernização da carreira, com ampliação de ferramentas tecnológicas e fortalecimento da atuação estratégica dos Oficiais de Justiça no cumprimento das decisões judiciais.

Recomendações ao Congresso, CNJ e tribunais

O relatório também apresenta recomendações institucionais direcionadas:
  • ao Congresso Nacional;
  • ao Conselho Nacional de Justiça;
  • aos tribunais;
  • às entidades de classe.

Entre as medidas defendidas estão:
  • recomposição dos quadros;
  • fortalecimento da segurança institucional;
  • regulamentação nacional de protocolos de proteção;
  • implementação efetiva da Resolução CNJ nº 600/2024;
  • valorização da carreira;
  • reconhecimento constitucional dos Oficiais de Justiça como carreira típica de Estado.

“Sem Oficial de Justiça não há materialização da Justiça”

O relatório reforça uma das principais teses institucionais defendidas pelo Instituto Unojus:
“Sem o Oficial de Justiça não há materialização da Justiça.”

Segundo o documento, a jurisdição não se completa apenas com a sentença ou com o mandado judicial, mas quando a decisão efetivamente alcança a pessoa, o bem, a família ou o território ao qual se destina.

Ao final, Gerardo Lima convocou os Oficiais e Oficialas de Justiça de todo o país a conhecerem e divulgarem o relatório.
“Pedimos a todos que realizem a leitura, compartilhem o material e auxiliem na divulgação desse trabalho histórico para a categoria. Seguimos unidos pelo fortalecimento institucional dos Oficiais de Justiça brasileiros”, concluiu.

Clique AQUI e acesse o Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça. 

O Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça é uma publicação do Instituto Unojus, elaborada em conjunto com suas entidades filiadas.


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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Novo site do Sindojus-PB moderniza serviços digitais e amplia comunicação com Oficiais de Justiça


O Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba lançou oficialmente seu novo portal institucional com foco na modernização dos serviços digitais oferecidos à categoria e no fortalecimento da comunicação com os filiados.

A reformulação do site trouxe novas ferramentas de consulta, integração com sistemas do Judiciário e melhorias voltadas à acessibilidade e transparência administrativa.

A notícia original foi publicada pelo Sindojus-PB e pode ser acessada em:

Integração com o DataJud do CNJ

Uma das principais novidades do novo portal é a integração direta com o DataJud, base nacional de dados processuais do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo a entidade, a funcionalidade permitirá consultas processuais mais rápidas, centralizadas e precisas, especialmente em ações judiciais de interesse da categoria.

A medida busca facilitar o acompanhamento de processos em um ambiente oficial integrado ao sistema nacional do Judiciário.

Banco de normas foi reorganizado

O novo site também passou por reformulação no banco de normas e legislações.

Com ferramentas de busca interna e nova categorização dos conteúdos, Oficiais de Justiça poderão localizar com mais facilidade:

  • resoluções

  • portarias

  • regimentos

  • atos administrativos

  • normas de interesse da categoria

Portal ganha modo escuro e melhorias de acessibilidade

Outra novidade implementada foi a possibilidade de alternar entre os modos claro e escuro (dark mode), recurso voltado ao conforto visual durante leituras prolongadas de notícias e documentos.

Segundo o sindicato, a funcionalidade melhora a experiência de navegação e amplia a acessibilidade da plataforma.

Área de transparência e avisos rápidos

O portal também passou a contar com uma seção específica para informativos e avisos rápidos, destinada à divulgação de conteúdos institucionais importantes.

Entre os materiais que poderão ser disponibilizados estão:

  • balancetes

  • pareceres fiscais

  • comunicados administrativos

  • avisos internos

  • prazos relevantes para a categoria

A proposta é evitar que informações importantes se percam no fluxo diário de notícias.

Comunicação institucional ganha reforço

O presidente do Sindojus-PB, Joselito Bandeira Vicente, afirmou que a atualização faz parte do processo contínuo de modernização dos canais institucionais da entidade.

Já o diretor de Mobilização e Imprensa, Diarley Johnson, destacou o fortalecimento da comunicação com os filiados e a ampliação da circulação de informações por WhatsApp e veículos de comunicação de diferentes estados.

Segundo ele, a estratégia também busca aproximar a sociedade das pautas relacionadas aos Oficiais de Justiça e ao funcionamento do Judiciário.

 Modernização acompanha transformação digital do Judiciário

A iniciativa acompanha o movimento de digitalização e modernização observado em diversos segmentos do sistema de Justiça brasileiro, especialmente após a ampliação dos serviços eletrônicos e da integração de dados judiciais.

Para a categoria, ferramentas digitais mais eficientes podem contribuir diretamente para acesso à informação, transparência institucional e fortalecimento da atuação sindical.

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Artigo relembra assassinato de Oficial de Justiça durante cumprimento de mandado em Porto Alegre


Um artigo publicado nesta quinta-feira (14) pelo portal Espaço Vital resgata a memória do Oficial de Justiça Marcio Luiz Veras Vidor, assassinado em 1998 durante o cumprimento de uma ordem judicial em Porto Alegre (RS).

O texto, escrito pelo escrivão aposentado Sérgio Souza de Araújo, relembra o impacto causado pela morte do servidor no Foro Central da capital gaúcha e faz uma reflexão sobre os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça no exercício da função.

Oficial de Justiça foi baleado durante diligência

Segundo o relato, o crime ocorreu em 13 de maio de 1998, quando Marcio Luiz Veras Vidor cumpria mandado de intimação em um processo de despejo no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

Durante a diligência, o Oficial de Justiça foi alvejado a tiros pelo destinatário da ordem judicial.

O autor do artigo relata que o agressor efetuou seis disparos, atingindo o servidor em três deles.

Marcio chegou a ser socorrido, passou por cirurgias e permaneceu internado em UTI, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo em 10 de junho daquele ano.

Texto relembra comoção no Foro Central

O autor descreve a forte comoção causada pela notícia entre servidores, magistrados e frequentadores do Foro Central de Porto Alegre.

Segundo o artigo, corredores do fórum foram tomados por choro, desespero e incredulidade após a confirmação do ataque.

O Oficial de Justiça tinha 42 anos, era casado e pai de dois filhos.

Reflexão sobre segurança dos Oficiais de Justiça

O texto também faz críticas à ausência de mecanismos de proteção para Oficiais de Justiça no cumprimento de mandados.

O autor destaca que o agressor possuía diversas armas de fogo, enquanto os Oficiais de Justiça continuam, em regra, sem autorização legal para porte funcional de arma.

O artigo relaciona o episódio ao debate nacional sobre segurança institucional da categoria e menciona o Projeto de Lei nº 4.256/2019, que tramita no Congresso Nacional e trata do porte de arma para Oficiais de Justiça.

Homenagem ao Oficial de Justiça assassinado

O artigo relembra ainda que a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, em 2000, homenagem ao servidor, dando o nome de Marcio Luiz Veras Vidor ao logradouro localizado em frente ao Foro Central da capital gaúcha.

Segundo o autor, trata-se de reconhecimento justo pelos serviços prestados pelo Oficial de Justiça ao Poder Judiciário do Rio Grande do Sul.


📌 Texto original publicado pelo Espaço Vital

A seguir, reproduzimos o artigo publicado pelo portal Espaço Vital:

Mataram um oficial de justiça!

“Anoto, que fiz buscas em diversos lugares e nada encontrei sobre a sentença penal condenatória do autor do crime doloso. Entretanto, tenho que ele não terá conseguido escapar de pesada condenação”.

A data era 13 de maio de 1998 - ou seja, nesta semana completaram-se 28 anos - e o expediente no Foro Central de Porto Alegre transcorria normalmente. Os corredores estavam abarrotados de pessoas, algumas aguardando audiências, outras tantas acessando os cartórios e demais unidades judiciárias em busca dos mais variados tipos de serviços.

E de repente explodiu a bomba. Chegou a notícia – quando é coisa ruim corre muito rápido – assassinaram um oficial de justiça. Houve grande comoção geral, choros e gritos ecoaram de todos os cantos.

O competente oficial de justiça Marcio Luiz Veras Vidor fora alvejado, com três tiros, pelo locatário quando o servidor cumpria uma ordem judicial de intimação expedida em processo de despejo de imóvel situado no bairro Menino Deus.

De início, fiquei perplexo ante a terrível e apavorante informação e lembrei que na véspera havia encontrado Marcio no átrio do foro, onde mantivemos breve colóquio sobre amenidades inerentes ao serviço forense. Marcio tinha 42 anos, casado e com dois filhos de 9 e 6 anos, crianças que inesperadamente se viram órfãos da figura paterna.

Na realidade o biltre criminoso, um ex-funcionário da Assembleia Legislativa do Estado do RS, disparou seis tiros contra o serventuário da justiça acertando-lhe três. Marcio, levado ao hospital passou por tratamento em UTI, por várias cirurgias e lutou bravamente contra a morte, mas acabou sucumbindo aos graves ferimentos. Faleceu em 10 de junho de 1998.

Por ocasião de suas exéquias, com muita gente presente para a despedida derradeira, me senti subjugado pelo desalento ante o esquife do colega e amigo assassinado.

Quando de sua primeira manifestação à Polícia Civil, o soez assassino disse que nada tinha contra o oficial de justiça e que sua tresloucada e criminosa atitude visava atingir o “sistema”.

Anoto que fiz buscas em diversos lugares e nada encontrei sobre a sentença penal condenatória do autor do crime doloso, entretanto, tenho que ele não conseguira escapar de pesada condenação.

Conforme investigação policial o assassino era colecionador de armas e possuía muitas, de variados calibres. Enquanto isso ao oficial de justiça é vedado o uso de arma de fogo para defesa própria, o que, convenhamos, é um grande absurdo.

De outra banda, não se pode olvidar que o caso do Marcio, lastimavelmente não foi o primeiro e tampouco será o último. Pelo contrário, em todo o Brasil emergem situações de morte envolvendo oficiais de Justiça no pleno exercício de suas funções.

Menos mal, que já tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei n° 4256/2019, que trata sobre tão relevante tema.

Pena que aludido PL anda a passos de tartaruga e com irritante lerdeza na Câmara dos Deputados há sete anos.

E cabe indagar: será que a inércia legislativa completará um decênio sem efetiva solução, ou ainda, quantos Marcios terão que ser assassinados para que o pleito exordial seja finalmente acolhido?

Por fim, merece encômios a iniciativa da Câmara de Vereadores de Porto Alegre que, por unanimidade, aprovou no ano de 2000 fosse o logradouro localizado na parte frontal do Foro Central nomeado de Marcio Luiz Veras Vidor. A meu ver, justa homenagem a quem prestou relevantes serviços à justiça do Rio Grande do Sul.

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Oficiais de Justiça de São Paulo iniciam despejo de anexo e café do Espaço Petrobras de Cinema

Fachada do Espaço Petrobras de Cinema, na rua Augusta - Divulgação

Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo iniciaram nesta quinta-feira (14) o cumprimento de mandado de reintegração de posse envolvendo o imóvel onde funcionam o anexo do Espaço Petrobras de Cinema e o Café Fellini, localizados na Rua Augusta, região central da capital paulista.

A informação foi divulgada em reportagem da Folha de S.Paulo.

Cumprimento do mandado começou nesta quinta-feira

Segundo a publicação, os Oficiais de Justiça chegaram ao local por volta do meio-dia para iniciar o cumprimento da decisão judicial que determina a desocupação das salas quatro e cinco do complexo cultural.

A ordem foi assinada em março pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível de São Paulo, mas começou a ser executada apenas agora.

De acordo com a diretora do espaço, Patricia Durães, equipamentos considerados mais sensíveis, como projetores e cadeiras recentemente reformadas, permaneceram temporariamente no imóvel e deverão ser retirados posteriormente por empresa especializada.

Processo envolve disputa imobiliária

A ação judicial foi movida pela empresa Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários, incorporadora que adquiriu o imóvel em 2022.

O processo foi ajuizado contra a Arteplex, responsável pela operação do cinema.

Segundo a decisão judicial, houve descumprimento contratual relacionado à permanência no imóvel sem pagamento à proprietária.

Decisão previa reforço policial e arrombamento

Ainda conforme a reportagem da Folha, a ordem judicial previa prazo de 15 dias para desocupação voluntária e autorizava medidas coercitivas, incluindo reforço policial e arrombamento, caso necessário ao cumprimento do mandado.

Apesar da execução da decisão cível, permanece em vigor liminar da Vara do Direito Público que impede alterações estruturais no imóvel até conclusão de análise sobre eventual tombamento cultural do espaço.

Debate envolve preservação cultural

A disputa judicial envolvendo o Espaço Petrobras de Cinema mobiliza debates sobre preservação cultural e ocupação imobiliária na região da Rua Augusta.

O complexo é considerado um dos cinemas de rua mais tradicionais da cidade de São Paulo e vem sendo alvo de discussões envolvendo possível proteção patrimonial.

O vereador Nabil Bonduki criticou a medida nas redes sociais e afirmou que buscará medidas para tentar reverter a situação.

Cinema segue funcionando

Apesar da reintegração parcial de posse, o cinema continua em funcionamento.

No ano passado, o espaço passou a contar com patrocínio da Petrobras após o encerramento da parceria anterior com o Itaú.

Oficiais de Justiça atuam na efetivação das decisões judiciais

O caso evidencia mais uma vez o papel dos Oficiais de Justiça na efetivação prática das decisões judiciais, inclusive em situações complexas envolvendo conflitos patrimoniais, disputas urbanas e questões de interesse social e cultural.

São esses profissionais os responsáveis por materializar as determinações do Poder Judiciário perante a sociedade, garantindo o cumprimento das ordens expedidas pelos magistrados.

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Oficiala de Justiça é agredida durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em São Paulo


Uma diligência de busca e apreensão de veículo terminou em agressões físicas e verbais contra uma Oficiala de Justiça no município de Várzea Paulista, interior de São Paulo. O caso aconteceu no último sábado (9) e reacendeu o alerta sobre os riscos enfrentados diariamente pelos Oficiais de Justiça no exercício da função.

A servidora, identificada pelas iniciais L.R.S., é lotada na comarca de Franco da Rocha e atuava cumulativamente em Várzea Paulista no momento da ocorrência.

Cumprimento de mandado terminou em violência

Segundo informações divulgadas pela Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo, a diligência teve início por volta das 18h em um estabelecimento comercial localizado em Várzea Paulista.

Inicialmente, o requerido demonstrou colaboração com o cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão do veículo. No entanto, a situação mudou após a intervenção da esposa dele, que passou a incentivar o descumprimento da ordem judicial e exigir a presença de força policial.

Mesmo com o acionamento da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar, a Oficiala de Justiça prosseguiu com o cumprimento do mandado.

Oficiala foi agredida com tapa, socos e puxões de cabelo

De acordo com o relato da servidora, o ataque ocorreu de forma repentina enquanto ela conferia documentos relacionados à diligência.

A Oficiala afirmou ter sido atingida com um forte tapa no rosto, além de socos e puxões de cabelo.

Segundo o depoimento, a situação aparentava estar sob controle até o momento da agressão.

“Eu tentei atender as objeções da melhor forma possível, mas ela surtou. Foi um tapa certeiro enquanto eu escrevia, eu não esperava por aquilo”, relatou a Oficiala de Justiça.

Fiel depositário também foi atacado

A violência não se limitou à agressão contra a Oficiala.

Segundo a entidade, o fiel depositário que acompanhava a diligência também foi brutalmente agredido pelo requerido e por outros dois homens não identificados, que tentavam recuperar as chaves do veículo.

O representante da instituição financeira foi derrubado ao chão e sofreu escoriações e danos materiais.

As agressões só cessaram após as chaves do automóvel serem lançadas em uma área de vegetação, impedindo a retomada do veículo pelos agressores.

Antes da chegada da Polícia Militar, os envolvidos fecharam o estabelecimento e fugiram do local.

Caso foi registrado em delegacia

Após a ocorrência, as vítimas foram encaminhadas para registro de boletim de ocorrência e realização de exames de corpo de delito.

Mesmo na unidade policial, segundo o relato, a Oficiala ainda teria sido alvo de desacato e ofensas verbais por parte da mulher envolvida nas agressões.

O veículo foi removido após o cumprimento da ordem judicial.

“Hoje eu sinto medo”, relata Oficiala

Em depoimento divulgado pela AOJESP, a Oficiala afirmou que o episódio deixou impactos emocionais além das lesões físicas.

“Hoje eu sinto medo. O medo de acontecer algo pior, como uma morte. Eu estava apenas fazendo o meu trabalho”, declarou.

AOJESP cobra mais segurança para a categoria

A Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo informou que acompanha o caso e presta suporte à servidora.

A entidade também voltou a defender melhores condições de segurança para os Oficiais de Justiça durante o cumprimento de mandados judiciais.

O episódio soma-se a outros casos recentes de violência registrados contra Oficiais de Justiça em diferentes estados do país, reforçando o debate sobre segurança institucional da categoria.

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