terça-feira, 2 de junho de 2026

Parecer favorável na CFT impulsiona tramitação de projeto que autoriza porte de arma para Oficiais de Justiça


O Projeto de Lei nº 4.256/2019, que autoriza o porte de arma de fogo para Oficiais de Justiça, avançou mais uma etapa importante em sua tramitação na Câmara dos Deputados. Nesta segunda-feira (1º), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto apresentou parecer favorável à proposta na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), concluindo pela compatibilidade e adequação financeira e orçamentária do texto.

De autoria do senador Fabiano Contarato, o projeto altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) para incluir os Oficiais de Justiça entre as categorias autorizadas ao porte de arma de fogo, tanto em serviço quanto fora dele, desde que atendidos os requisitos legais de capacitação técnica e avaliação psicológica.

Relator afasta impedimentos financeiros

Em seu voto, o parlamentar destacou que a eventual renúncia de receita decorrente da isenção das taxas para obtenção e manutenção do porte de arma não compromete as contas públicas, permanecendo dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.

Segundo o parecer, a medida não representa inadequação financeira ou orçamentária para a União, permitindo a continuidade da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

Com isso, o projeto fica apto para ser incluído na pauta de votação da Comissão de Finanças e Tributação.

Articulação parlamentar e atuação das entidades

A apresentação do parecer favorável é resultado de um trabalho de articulação realizado pelos deputados Coronel Meira (PL-PE) e Jonas Donizette (PSB-SP), representantes da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça, além da atuação das entidades nacionais de representação da categoria.

A AFOJEBRA, a FENASSOJAF e a FESOJUS-BR mantiveram diálogo permanente com o relator e sua equipe técnica, apresentando estudos, dados estatísticos e relatos que demonstram os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça durante o cumprimento de mandados judiciais em todo o país.

As entidades destacaram especialmente as situações envolvendo cumprimento de medidas protetivas destinadas à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, reintegrações de posse, buscas e apreensões, penhoras, despejos, mandados de prisão e outras diligências de elevada complexidade e potencial risco.

Também foram apresentados dados sobre agressões, ameaças e episódios de violência registrados contra Oficiais de Justiça durante o exercício de suas atribuições, reforçando a necessidade de adoção de medidas voltadas à proteção institucional da categoria.

O que prevê o PL 4.256/2019

O projeto estabelece que os Oficiais de Justiça poderão portar arma de fogo em serviço e fora dele, observando os mesmos critérios exigidos para outras categorias autorizadas pela legislação.

A proposta também prevê a isenção das taxas de registro e manutenção das armas de fogo e autoriza que o armamento seja de propriedade particular do servidor ou fornecido pela instituição à qual esteja vinculado.

Outro projeto aguarda votação no Plenário

A pauta do porte de arma para Oficiais de Justiça também é objeto do Projeto de Lei nº 5.415/2005, que teve regime de urgência aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados e aguarda apreciação do Plenário.

Debate sobre segurança institucional

A discussão sobre o porte de arma para Oficiais de Justiça tem ganhado força nos últimos anos em razão do aumento dos casos de violência registrados durante o cumprimento de ordens judiciais.

A proposta é defendida por entidades representativas da categoria como uma medida voltada à segurança institucional dos servidores responsáveis por materializar as decisões do Poder Judiciário, muitas vezes atuando sozinhos em locais de risco e em situações de grande tensão social.

Com o parecer favorável apresentado na Comissão de Finanças e Tributação, o projeto avança mais uma etapa em sua tramitação legislativa e segue sendo acompanhado com atenção por Oficiais de Justiça de todo o país.

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Presidente da FESOJUS-BR participa de debate sobre movimento sindical durante a Expo Direito, em Brasília


O presidente da Federação das Entidades Sindicais dos Oficiais de Justiça do Brasil (FESOJUS-BR), João Batista Fernandes, participou como palestrante da Expo Direito 2026, um dos maiores eventos jurídicos do país, realizado nos dias 29 e 30 de maio, em Brasília.

O congresso reuniu mais de cinco mil participantes, entre magistrados, advogados, membros do Ministério Público, estudantes, servidores públicos e representantes de instituições jurídicas de diversas regiões do Brasil, consolidando-se como um importante espaço de debate sobre os desafios contemporâneos do Direito e das instituições públicas.

João Batista integrou uma mesa de debates dedicada ao movimento sindical, oportunidade em que abordou os desafios enfrentados pelas entidades representativas dos trabalhadores diante das constantes discussões sobre reformas que impactam o serviço público e os direitos sociais conquistados ao longo das últimas décadas.

Durante sua exposição, o presidente da FESOJUS-BR destacou a importância da atuação coordenada entre sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais para fortalecer a defesa dos trabalhadores e garantir a preservação de direitos fundamentais.

Segundo ele, a união das entidades representativas é essencial em um cenário marcado por frequentes debates sobre reformas estruturais que afetam diretamente as relações de trabalho e o funcionamento dos serviços públicos.

Reforma administrativa e defesa do serviço público

Entre os temas discutidos durante o painel estiveram os impactos da reforma da Previdência, as propostas de redução da jornada de trabalho e os projetos de reforma administrativa que voltam a ganhar espaço na agenda política nacional.

João Batista alertou para os riscos da precarização dos serviços públicos e para possíveis consequências da transferência de atribuições estatais para a iniciativa privada, destacando a importância de preservar estruturas capazes de garantir atendimento eficiente à população.

O dirigente também defendeu o fortalecimento da atividade sindical e ressaltou a necessidade de ampliar a participação dos profissionais do Direito nesse segmento, considerado estratégico para a defesa dos trabalhadores e das instituições públicas.

Diálogo institucional com autoridades

Além da participação como palestrante, a presença da FESOJUS-BR na Expo Direito possibilitou o diálogo com diversas autoridades do sistema de Justiça.

Durante o evento, foram realizados encontros com ministros, desembargadores do Tribunal Superior do Trabalho (TST), conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e representantes de outras instituições jurídicas, fortalecendo a interlocução institucional da Federação em pautas relacionadas aos servidores públicos e aos Oficiais de Justiça.

Para João Batista Fernandes, a participação na Expo Direito representou uma importante oportunidade para apresentar o trabalho desenvolvido pela FESOJUS-BR em âmbito nacional e reforçar a necessidade de valorização dos servidores públicos, do fortalecimento das entidades representativas e da construção de condições dignas de trabalho para toda a categoria.

A presença da Federação no evento também evidenciou a importância do diálogo permanente entre as instituições jurídicas, os representantes dos trabalhadores e os formuladores de políticas públicas, especialmente em temas que impactam diretamente a prestação dos serviços públicos à sociedade brasileira.

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Votação do porte de arma para Oficiais de Justiça é adiada na Câmara dos Deputados


A apreciação do Projeto de Lei nº 5.415/2005, que autoriza o porte de arma para Oficiais e Oficialas de Justiça, foi adiada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27).

A informação foi confirmada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional, deputado Coronel Meira (PL-PE), durante audiência pública realizada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara.

Segundo o parlamentar, a proposta estava prevista para ser apreciada pelo Plenário ainda nesta quarta-feira e já contava com entendimento entre lideranças partidárias para aprovação do texto.

No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu priorizar os debates relacionados ao tema da escala de trabalho 6x1, o que acabou provocando o adiamento da análise do projeto.

Projeto deve retornar à pauta

De acordo com Coronel Meira, a expectativa é de que o PL 5.415/2005 volte à pauta da Câmara dos Deputados na próxima reunião de líderes.

A proposta altera o Estatuto do Desarmamento para incluir os Oficiais de Justiça entre as categorias autorizadas ao porte funcional de arma de fogo, mediante cumprimento dos requisitos legais previstos na legislação brasileira.

Segurança institucional impulsiona debate

O debate em torno do projeto tem sido acompanhado nacionalmente por diversas entidades sindicais e associativas representativas dos Oficiais de Justiça, que defendem a aprovação da proposta como medida de segurança institucional da categoria.

A atividade exercida pelos Oficiais de Justiça é considerada de risco em razão da natureza do cargo e do cumprimento diário de diligências externas envolvendo:

  • mandados de prisão;

  • buscas e apreensões;

  • reintegrações de posse;

  • despejos;

  • medidas protetivas;

  • penhoras;

  • atos coercitivos em geral.

As entidades também argumentam que o fortalecimento da segurança funcional contribui diretamente para a eficiência da Justiça, garantindo melhores condições para o cumprimento das ordens judiciais em todo o país.

Expectativa permanece pela aprovação

A expectativa da categoria continua sendo pela votação, aprovação e posterior sanção do projeto, considerado uma das principais pautas legislativas relacionadas à proteção institucional dos Oficiais de Justiça brasileiros.

Nos últimos anos, episódios de violência, ameaças e intimidações contra servidores durante diligências reforçaram o debate sobre segurança funcional e reconhecimento da atividade de risco exercida pelos Oficiais de Justiça.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

“A Justiça pela lente do Oficial de Justiça”: exposição inédita leva ao Congresso Nacional a realidade da categoria

A exposição “A Justiça pela lente do Oficial de Justiça” está levando ao Congresso Nacional um retrato inédito da realidade vivenciada pelos Oficiais de Justiça brasileiros. A mostra pode ser visitada até o dia 29 de maio, no corredor do Anexo I da Câmara dos Deputados, em Brasília.

🔗 Fonte: SINDOJUS-CE

A iniciativa é do Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus), em parceria com o Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (Sindojaf) e o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE). A abertura da exposição, realizada na última terça-feira (19), também marcou o lançamento oficial do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil.

O relatório apresenta um diagnóstico histórico, institucional e prospectivo da carreira dos Oficiais de Justiça, considerada essencial para a efetividade da Justiça no Brasil. O documento reúne dados nacionais inéditos sobre vacância de cargos, sobrecarga de trabalho, segurança institucional e os desafios enfrentados diariamente pela categoria.

Deputado André Figueiredo defende valorização da carreira

Presente na abertura da exposição, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), autor da PEC 23/2023 — proposta que busca inserir o Oficial de Justiça na Constituição Federal como carreira típica de Estado — reafirmou apoio à categoria.

Segundo o parlamentar, os Oficiais de Justiça exercem missão essencial ao levar a Justiça aos mais diversos locais do país.

“A gente sabe a importância que vocês têm no cumprimento de uma missão essencial, que é fazer com que nós possamos levar a justiça aos mais diferentes rincões do nosso país e do nosso Ceará”, afirmou.

A realização da exposição foi requerida pelo próprio deputado André Figueiredo.

Exposição também destaca atuação nas medidas protetivas

Na última quarta-feira (20), data que marcou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, a deputada federal Luizianne Lins (REDE-CE), presidente da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, visitou a exposição.

A parlamentar ressaltou a importância da atuação dos Oficiais de Justiça no cumprimento de medidas protetivas de urgência em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica.

“Vocês estão aqui fazendo essa exposição super bacana para conscientizar deputados e senadores de que os Oficiais de Justiça não podem ser invisibilizados. Essa luta também é nossa”, declarou.

Relatório mostra déficit nacional de Oficiais de Justiça

Durante a exposição, parlamentares também tiveram acesso aos números do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça do Brasil.

Segundo o documento:

  • o país possui 34.051 cargos de Oficial de Justiça;

  • 26.229 estão ocupados;

  • 7.822 permanecem vagos;

  • o índice nacional de preenchimento é de 77,03%;

  • a vacância formal nacional é de 22,97%.

Na prática, isso significa que quase um em cada quatro cargos criados para o cumprimento material das ordens judiciais não está ocupado.

O relatório aponta ainda que a Justiça Estadual concentra 95,35% das vagas nacionais de Oficiais de Justiça, evidenciando a necessidade de recomposição dos quadros em diversos tribunais brasileiros.

Parlamentares destacam importância social da categoria

O deputado estadual Renato Roseno (Psol) também visitou a mostra e recebeu um exemplar do relatório das mãos da diretora do Sindojus Ceará, Fernanda Garcia.

O parlamentar destacou a relevância social da atividade exercida pelos Oficiais de Justiça e demonstrou preocupação com a ausência desses servidores em diversas comarcas do país.

“Sem o oficial e a oficiala de Justiça não há de fato o exercício do cumprimento das decisões do Judiciário”, afirmou.

Renato Roseno ressaltou ainda que a falta de Oficiais de Justiça prejudica diretamente a população, especialmente em casos envolvendo:

  • violência doméstica;

  • medidas protetivas;

  • proteção de crianças;

  • decisões urgentes do Judiciário.

Exposição busca fortalecer PEC 23/2023

A diretora do Sindojus Ceará, Fernanda Garcia, comemorou a repercussão da iniciativa e destacou que a própria Câmara dos Deputados solicitou a prorrogação da exposição até o dia 29 de maio.

Segundo ela, um dos objetivos da exposição é sensibilizar parlamentares e lideranças políticas para a criação da Comissão Especial da PEC 23/2023 ainda neste semestre.

Fernanda também ressaltou que a mostra busca apresentar à sociedade:

  • os riscos da atividade;

  • os casos de violência contra Oficiais de Justiça;

  • a importância institucional da carreira;

  • a função social desempenhada pela categoria além dos atos processuais.

“O nosso objetivo é mostrar cada vez mais o nosso dia a dia, o nosso trabalho e a nossa importância dentro da sociedade”, afirmou.

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Porte de arma para Oficiais de Justiça deve ser votado pela Câmara no dia 27 de maio

O Projeto de Lei nº 5.415/2005, que autoriza o porte de arma para Oficiais de Justiça, deve ser apreciado pelo Plenário da Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, 27 de maio de 2026.

A informação foi comunicada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista dos Oficiais de Justiça no Congresso Nacional, deputado Coronel Meira, que acompanha diretamente a tramitação da proposta e vem articulando apoio parlamentar para a votação do texto.

Projeto ganhou força após aprovação da urgência

A proposta avançou significativamente neste mês após a aprovação do regime de urgência pelo Plenário da Câmara, permitindo que o mérito do projeto seja analisado diretamente pelos deputados federais.

O texto altera o Estatuto do Desarmamento para incluir os Oficiais de Justiça entre as categorias autorizadas ao porte funcional de arma de fogo, observados os requisitos legais previstos na legislação brasileira.

Entre as exigências estão:

  • capacitação técnica;

  • avaliação psicológica;

  • comprovação de aptidão;

  • análise de antecedentes;

  • treinamento específico.

Segurança institucional é principal fundamento

A defesa do projeto está diretamente relacionada à segurança institucional dos Oficiais de Justiça, categoria que atua diariamente em diligências externas consideradas de risco.

Os servidores são responsáveis pelo cumprimento de:

  • mandados de prisão;

  • buscas e apreensões;

  • reintegrações de posse;

  • despejos;

  • penhoras;

  • medidas protetivas;

  • conduções coercitivas;

  • demais ordens judiciais coercitivas.

Grande parte dessas diligências ocorre em ambientes de tensão, resistência e vulnerabilidade social, muitas vezes sem apoio policial permanente.

Casos recentes reacenderam debate nacional

O debate sobre proteção funcional ganhou força nos últimos meses após diversos episódios de violência envolvendo Oficiais de Justiça em várias regiões do país.

Casos de ameaças, agressões, intimidações e tentativas de homicídio durante o cumprimento de mandados voltaram a mobilizar a categoria e entidades representativas, que defendem medidas concretas de proteção aos servidores responsáveis pela efetivação das decisões judiciais.

Proposta tramita há quase duas décadas

De autoria da ex-deputada Edna Macedo, o PL 5.415/2005 tramita no Congresso Nacional desde 2005 e é considerado uma das principais pautas legislativas relacionadas à segurança dos Oficiais de Justiça brasileiros.

A expectativa da categoria é de que a votação da próxima quarta-feira represente um marco histórico no reconhecimento da atividade de risco exercida pelos Oficiais de Justiça em todo o país.

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

TJCE publica edital de concurso com vagas para analista, técnico judiciário e cadastro reserva para Oficial de Justiça

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) publicou na última sexta-feira (15) o edital do novo concurso público para provimento de cargos efetivos e formação de cadastro reserva no quadro funcional do Judiciário cearense.

🔗 Edital e notícia oficial do TJCE:

O certame prevê:

  • 24 vagas imediatas;

  • formação de cadastro reserva;

  • oportunidades para analista judiciário, técnico judiciário e Oficial de Justiça.

Cadastro reserva para Oficiais de Justiça

O edital contempla formação de cadastro reserva para o cargo de Oficial de Justiça, carreira considerada essencial para a efetividade das decisões judiciais e para o funcionamento do sistema de Justiça.

A seleção para Oficial de Justiça contará com:

  • prova objetiva;

  • prova discursiva;

  • avaliação de títulos.

As provas para o cargo serão aplicadas no período da manhã do dia 9 de agosto de 2026.

Inscrições começam em 18 de maio

As inscrições estarão abertas:
📅 de 18 de maio até 22 de junho de 2026
⏰ até 23h59 (horário de Brasília)

A banca organizadora é a Fundação Carlos Chagas (FCC).

Os valores das inscrições serão:

  • R$ 100 para técnico judiciário;

  • R$ 130 para analista judiciário e Oficial de Justiça.

Provas serão realizadas em três cidades

As provas ocorrerão nas cidades de:

  • Fortaleza;

  • Juazeiro do Norte;

  • Sobral.

O exame terá duração de quatro horas e será composto por:

  • 20 questões de conhecimentos gerais;

  • 40 questões de conhecimentos específicos;

  • redação.

Novo concurso ocorre em meio à discussão sobre déficit de Oficiais

A publicação do edital ocorre em um momento de forte debate sobre déficit de Oficiais de Justiça no Ceará.

Recentemente, o próprio TJCE autorizou novas convocações de aprovados do concurso anterior para recomposição do quadro funcional da categoria, diante da sobrecarga em diversas comarcas do estado.

Segundo entidades representativas, dezenas de unidades judiciárias enfrentam déficit de servidores, situação que impacta diretamente o cumprimento de mandados, medidas protetivas, intimações e demais ordens judiciais.

Último concurso ocorreu em 2023

O último concurso do TJCE para técnico judiciário foi realizado em 2023 e contou com mais de 35 mil inscritos.

A expectativa agora é de grande concorrência também para os cargos de analista judiciário e para o cadastro reserva de Oficial de Justiça.

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SP: Ejud2 promove curso de formação continuada para Oficiais de Justiça com foco em segurança, saúde mental e atuação inclusiva


A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Ejud2) iniciou o Curso de Formação Continuada para Oficiais de Justiça: Efetividade, Segurança e Atuação Inclusiva, voltado aos Oficiais de Justiça Avaliadores do TRT-2.

A iniciativa reúne atividades presenciais e telepresenciais e aborda temas relacionados aos desafios contemporâneos enfrentados pela categoria no cumprimento das ordens judiciais.

Segundo o TRT-2, o curso acontece em diversas cidades do estado de São Paulo, incluindo:

  • São Paulo;

  • Guarujá;

  • São Bernardo do Campo;

  • Barueri;

  • Guarulhos.

Além das aulas presenciais, o programa também conta com módulos telepresenciais destinados aos Oficiais de Justiça da 2ª Região.

🔗 Matéria original do TRT-2:

Comunicação Não Violenta foi tema da segunda aula

Na última sexta-feira (15/05), foi realizada a segunda aula telepresencial do curso, reunindo mais de 300 participantes.

A abertura contou com a presença da diretora da Ejud2, desembargadora Bianca Bastos, que destacou o papel estratégico desempenhado pelos Oficiais de Justiça e ressaltou a importância da capacitação contínua diante dos desafios da atividade.

Também participaram:

  • a corregedora regional do TRT-2, desembargadora Sueli Tomé da Ponte;

  • representantes da Associação dos Oficiais de Justiça da 2ª Região (AOJUSTRA), Alexandre Pereira Franco e Marina Fogaça Gala.

O módulo teve como tema:

“Desafios da atividade dos oficiais de justiça: aplicação da CNV (Comunicação Não Violenta) no auxílio a questões sensíveis no exercício profissional”

As exposições foram conduzidas por:

  • Maria Cláudia Daidone;

  • Alexandre Pereira Franco;

  • Marina Fogaça Gala.

Mediação de conflitos e relações humanas

Durante a aula, foram apresentados fundamentos da Comunicação Não Violenta (CNV), método voltado à mediação de conflitos e ao aprimoramento das relações interpessoais.

O conteúdo abordou:

  • observação de fatos sem julgamentos;

  • identificação de sentimentos e necessidades;

  • formulação de pedidos claros;

  • técnicas de diálogo em situações sensíveis;

  • comunicação humanizada no exercício da função pública.

A proposta é auxiliar os Oficiais de Justiça no enfrentamento de situações de tensão durante diligências, especialmente em atividades que envolvem forte carga emocional e conflitos sociais.

Segurança institucional e saúde mental estão entre os temas

O curso seguirá até o mês de junho com programação voltada à atualização e fortalecimento institucional da categoria.

Entre os temas previstos estão:

  • segurança institucional;

  • saúde mental;

  • diversidade;

  • acessibilidade;

  • execução trabalhista;

  • inclusão;

  • efetividade da prestação jurisdicional.

A iniciativa ocorre em um momento em que cresce o debate nacional sobre proteção funcional, violência contra Oficiais de Justiça, saúde ocupacional e modernização das atividades exercidas pela categoria.

Capacitação acompanha transformação da atividade

Nos últimos anos, os Oficiais de Justiça passaram a atuar em um cenário cada vez mais complexo, envolvendo:

  • diligências de risco;

  • mediação de conflitos;

  • inteligência processual;

  • uso de tecnologia;

  • autocomposição;

  • comunicação institucional humanizada.

Nesse contexto, cursos de formação continuada vêm ganhando relevância no aprimoramento técnico e emocional dos servidores responsáveis pela efetivação concreta das decisões judiciais.

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Oficial de Justiça é intimidado durante cumprimento de mandado em Novo Hamburgo (RS); Assojaf-RS repudia caso


Um Oficial de Justiça da Justiça Federal foi alvo de intimidação e constrangimento durante o cumprimento de um mandado judicial em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu no último dia 30 de abril, no âmbito de uma execução de título extrajudicial, e gerou reação da Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais do Rio Grande do Sul (Assojaf-RS).

Segundo informações divulgadas pela entidade, o servidor teria realizado o cumprimento parcial do mandado quando foi abordado pelo executado, que passou a agir de forma agressiva, desrespeitosa e intimidatória, questionando a atuação funcional do Oficial de Justiça e tentando justificar a ocultação relacionada ao cumprimento da ordem judicial.

De acordo com a Assojaf-RS, poucos dias depois, outro Oficial de Justiça também teria sido alvo de comportamento semelhante praticado pelo mesmo executado.

Assojaf-RS presta apoio ao servidor

Após tomar conhecimento do ocorrido, a Assojaf-RS informou que passou a acompanhar o caso e prestar suporte ao Oficial de Justiça por meio de assistência jurídica e atendimento em saúde mental.

Em nota oficial, a entidade repudiou qualquer forma de desacato, intimidação ou desrespeito contra Oficiais de Justiça durante o exercício das atribuições legais.

A associação destacou ainda que segue atuando junto às administrações regionais para fortalecer medidas de proteção e garantir protocolos que reduzam os riscos enfrentados pelos servidores no cumprimento de mandados judiciais.

Segurança dos Oficiais de Justiça volta ao debate

O episódio reacende o debate sobre os riscos enfrentados pelos Oficiais de Justiça em diligências externas, especialmente em situações envolvendo resistência ao cumprimento de ordens judiciais.

Nos últimos meses, diversos casos de violência, ameaças e intimidações contra Oficiais de Justiça foram registrados em diferentes regiões do país, reforçando a discussão sobre segurança institucional da categoria.

Entidades representativas defendem a implementação de:

  • protocolos nacionais de segurança;

  • suporte psicológico pós-incidente;

  • reforço policial em diligências de risco;

  • medidas de proteção funcional;

  • fortalecimento institucional da carreira.

Associação reafirma defesa da categoria

A Assojaf-RS afirmou que continuará acompanhando o caso e reforçou o compromisso com a defesa das prerrogativas, da integridade física e emocional e da valorização dos Oficiais de Justiça.

Segundo a entidade, situações de intimidação contra servidores públicos no exercício da função não podem ser normalizadas e exigem resposta institucional firme para garantir a segurança e o respeito à atuação dos Oficiais de Justiça.

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Oficial de Justiça do TJMG será palestrante na Semana de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de Contagem-MG


O Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Jonathan Porto Galdino do Carmo, foi convidado para participar como palestrante da Semana de Inovação e Tecnologia de Contagem (SIT 2026), evento promovido pela Prefeitura de Contagem-MG que reunirá especialistas de diversas áreas entre os dias 25 e 29 de maio de 2026.

Clique AQUI para mais informações e inscrição.

Doutorando em Ciências Sociais pela PUC Minas e servidor do TJMG, Jonathan representará os Oficiais de Justiça em um dos principais eventos de inovação e transformação digital voltados ao serviço público em Minas Gerais.


Palestra abordará IA, inovação e atuação dos Oficiais de Justiça

A palestra acontecerá no dia 26 de maio, às 14h, no auditório da Prefeitura de Contagem, com o tema:

“Dos processos às pessoas: fortalecendo Soft Skills para uma atuação pública relevante na Era da IA”

Segundo Jonathan Galdino, a apresentação também trará reflexões sobre a evolução institucional dos Oficiais de Justiça diante das novas tecnologias e da modernização do Poder Judiciário.

Entre os temas que deverão ser abordados estão:

  • Resolução CNJ nº 600/2024;

  • inteligência processual;

  • transformação digital no Judiciário;

  • autocomposição realizada por Oficiais de Justiça;

  • uso de tecnologia e IA na atividade pública;

  • humanização da atuação estatal.

O servidor destacou ainda que pretende apresentar aspectos de sua pesquisa acadêmica desenvolvida na PUC Minas, relacionando inovação, serviço público e habilidades humanas no contexto da inteligência artificial.

Evento reúne especialistas da Google, Microsoft, ENAP e MCTI

A Semana de Inovação e Tecnologia de Contagem contará com a participação de representantes da:

  • Google;

  • Microsoft;

  • ENAP;

  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI);

  • especialistas da Prefeitura de Contagem.

A programação inclui debates sobre:

  • inteligência artificial;

  • transformação digital;

  • governança;

  • inovação pública;

  • georreferenciamento;

  • liderança;

  • desenvolvimento de softwares;

  • tecnologias aplicadas à administração pública.

Representatividade da categoria ganha destaque

A participação de um Oficial de Justiça em um evento dessa dimensão evidencia o avanço institucional da categoria no debate sobre inovação, tecnologia e modernização do sistema de Justiça.

Nos últimos anos, os Oficiais de Justiça vêm ampliando sua atuação em áreas relacionadas à:

  • inteligência processual;

  • autocomposição;

  • uso de sistemas eletrônicos;

  • localização de pessoas e bens;

  • soluções tecnológicas para efetividade da Justiça.

A Resolução CNJ nº 600/2024, inclusive, consolidou esse novo cenário ao reconhecer oficialmente atividades ligadas à inteligência processual e ao uso de ferramentas informatizadas pelos Oficiais de Justiça.

“Experiência para a vida”, afirma servidor

Ao comentar o convite, Jonathan destacou a importância da participação no evento:

“Estarei representando nossa categoria neste evento, contando sobre nossa evolução em relação à Resolução 600 do CNJ e também sobre a autocomposição por Oficiais de Justiça.”

O servidor também afirmou esperar que a atividade possa contribuir para sua formação acadêmica no doutorado, classificando o convite como “uma experiência para a vida”.

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“A Justiça pela lente do Oficial de Justiça”: exposição inédita leva ao Congresso Nacional a realidade da categoria

Teve início nesta segunda-feira (19/05), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição “A Justiça pela lente do Oficial de Justiça”, iniciativa inédita promovida pelo SINDOJAF-UniOficiais/BR, pelo Instituto Nacional dos Oficiais de Justiça (Unojus) e pelas entidades que integram a rede institucional da categoria.

A exposição segue aberta ao público até o dia 22 de maio de 2026, no corredor de acesso entre o Anexo I e o edifício principal da Câmara dos Deputados, reunindo registros fotográficos produzidos pelos próprios Oficiais de Justiça brasileiros, além de dados institucionais sobre a carreira e os desafios enfrentados diariamente no cumprimento das ordens judiciais.

Exposição mostra o lado humano da Justiça

Com imagens impactantes e relatos reais do cotidiano da categoria, a mostra busca aproximar parlamentares, autoridades e a sociedade da realidade vivida pelos Oficiais de Justiça em todo o país.

A exposição apresenta situações enfrentadas durante:

  • buscas e apreensões;

  • reintegrações de posse;

  • medidas protetivas;

  • diligências em áreas de risco;

  • cumprimento de mandados em regiões rurais e urbanas;

  • atividades relacionadas à efetivação concreta das decisões judiciais.

A proposta é demonstrar que o Oficial de Justiça representa a presença material do Poder Judiciário junto à população, sendo responsável por transformar decisões judiciais em realidade concreta.

Evento marcou lançamento do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça

O evento também marcou o lançamento oficial do Relatório Nacional dos Oficiais de Justiça no Brasil – 2026, elaborado pelo Instituto Unojus com apoio do SINDOJAF-UniOficiais/BR, AOJUS/DFTO, ASSOJAF/PR, Sindojus-CE e Sindojus-MG.

O documento é considerado o primeiro diagnóstico nacional consolidado sobre a carreira dos Oficiais de Justiça brasileiros, reunindo dados oficiais encaminhados pelos tribunais do país.

Segundo o levantamento:

  • o Brasil possui 34.051 cargos de Oficial de Justiça;

  • 26.229 cargos estão providos;

  • 7.822 permanecem vagos;

  • o índice nacional de preenchimento é de 77,03%.

Na prática, o relatório aponta que quase um em cada quatro cargos criados para o cumprimento das decisões judiciais está desocupado.

Justiça Estadual concentra maior déficit

O estudo revela ainda que a Justiça Estadual concentra 95,35% das vagas nacionais.

O Tribunal de Justiça de São Paulo aparece como o maior ponto crítico do país, com mais de 5.400 cargos vagos.

O relatório também destaca problemas relacionados à sobrecarga de trabalho, aposentadorias iminentes, designações ad hoc e insuficiência estrutural em diversos tribunais brasileiros.

Violência e saúde ocupacional ganharam destaque

Outro ponto central da exposição e do relatório é a discussão sobre violência funcional e saúde ocupacional dos Oficiais de Justiça.

Dados apresentados durante o evento mostram que o Dossiê de Crimes contra Oficiais de Justiça, elaborado pela Assojaf-GO, reuniu 213 episódios de violência contra Oficiais de Justiça entre os anos de 2000 e 2024.

Os registros incluem:

  • ameaças;

  • agressões físicas;

  • assaltos;

  • cárcere privado;

  • homicídios e tentativas de homicídio.

Além disso, estudos citados no relatório apontam elevados índices de insegurança e adoecimento mental na categoria.

Clique AQUI e acesse o Relatório Nacinal dos Oficiais de Justiça no Brasil.

Modernização e fortalecimento institucional

A exposição também traz reflexões sobre tecnologia, inteligência processual e modernização da atuação dos Oficiais de Justiça, especialmente após a edição da Resolução CNJ nº 600/2024.

O relatório defende uma política institucional permanente voltada:

  • à recomposição dos quadros;

  • à segurança funcional;

  • à proteção psicossocial;

  • à modernização tecnológica;

  • ao fortalecimento institucional da carreira.

Parlamentares visitam exposição

A iniciativa contou com apoio de parlamentares que acompanham pautas relacionadas aos Oficiais de Justiça.

Entre os deputados que já visitaram a exposição estão:

  • André Figueiredo (PDT/CE);

  • Fernanda Pessoa (PSD/CE);

  • Antônia Lúcia (MDB/AC);

  • Laura Carneiro (PSD/RJ).

Durante o evento, o deputado André Figueiredo recebeu homenagem do Unojus em reconhecimento ao apoio institucional às pautas da categoria.

“Valorização não é privilégio”

Segundo os organizadores, a valorização dos Oficiais de Justiça não deve ser compreendida como privilégio funcional, mas como medida necessária para garantir:

  • efetividade da Justiça;

  • segurança jurídica;

  • proteção da jurisdição;

  • presença concreta do Estado junto à sociedade.

A exposição permanece aberta até o dia 22 de maio e pode ser visitada por parlamentares, servidores, visitantes e público em geral na Câmara dos Deputados.

📌 InfoJus Brasil — o portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

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